sábado, 25 de dezembro de 2010
Era uma carta ou um bilhete ?
Boas Festas
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Corredor
sábado, 27 de novembro de 2010
Sensações...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
E eu nem peguei o autógrafo...
Ontem enquanto dirigia para retornar para casa passei por um bairro que ainda tem umas casas antigas, além disso, nada muito diferente do normal, engarrafamento, umas sirenes, luzes e mais luzes me cegando, até aí tudo bem. Sempre acho que as casas estão ficando sufocadas pelos prédios ao redor, tem uma mesmo que me agrada, assusta também, bem, não era disso que eu queria falar. O que acontece é que em dado momento acabei olhando para o alto de uma das construções que estão fazendo e, solitário, na beirada da cobertura do prédio vi algo preto balançando, poderia ser um saco plástico, mas a posição, o local, tudo conspirava para outra dedução. Então passei meus cinco minutos de espera olhando para cima pensando se seria o Batman... não me perdoei por não ter uma câmera.
Era o Batman ou um cover talvez, o importante é que a capa preta sacudia ao vento, lá parecia escuro e ele estava em pé olhando do beiral da construção sem medo... O sinal abriu e alguns carros andaram. Fui embora querendo ficar e quem sabe ir lá pegar um autógrafo.
Ah, se alguém quiser algo para ouvir dá uma olhada em Suki Dakara, achei lindo :)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
A bolha de sabão
Talvez eu não esteja sabendo explicar, vejamos (...)
O que você faria se de repente começasse a pensar que a vida não deveria ser da forma que é ? (não, eu não vi nenhum filme por esses dias.)
Quando olho a minha volta só vejo um poço de vaidade. Não acredito que haja outra coisa ao redor. Será esse o problema?
Se em algum dia você pensou em dar um retorno à sociedade (não precisa ser ao mundo, pode pensar na sua mãe mesmo), conseguir executar algo que promovesse sustentabilidade e progresso ordenado (ainda que fosse dentro de casa) e tantas outras coisas...
Só que se você assim como eu, entende que no fundo tudo que é feito serve apenas para alimentar o ego e a vaidade deve sentir em quase todas - ou seriam todas - as ações uma base de falta de sentido, promoção da irracionalidade e vaidade desenfreada.
Eu realmente queria ver o produto dessa história, a ordem dos fatores às vezes muda o resultado.
(Falei falei falei... e agora que li vi que não dá pra entender o que eu de fato havia pensado, acho que tenho medo das minhas ideias. Deixa cá com meus botões então.)
Lidar com pessoas não é fácil e isso é bom. Além da arte o que há de mais humano no ser humano é sua personalidade.
Voltar no tempo não é a solução, antigamente as pessoas também viviam a se enganar com a vida... O que eu quero, se eu lá souber realmente o que quero é entender, como me enganei, porque me enganei, como descobri que me enganei e por fim, o que fazer agora que vi o engano que têm a vida.
Esse blog passou a ser - talvez nunca tenha sido outra coisa - um conjunto de tristezas, às vezes um tipo de alegria que só aparece na forma indireta e revoltas mal concluídas.
Eita loucura.
(Não sei, mas quando terminei de escrever "Eita loucura" me veio em mente uma pessoa com a boca cheia de farofa falando. Quem entende...)
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Hoje
E no fim não haverá nada além do homem com ele mesmo. Para o pó, somente pó.
Antes disso há o mundo, o verbo e os prazeres.
De solidão e angústia o homem se fez, sólido como pedra, sensível como uma flor.
Não vejo motivos para falar, pensar talvez. Pensamentos nos corroem mais que palavras.
Há mais pessoas ao redor que seus dedos das mãos e dos pés juntos. Mas e daí? O que elas são para você? O que você é para elas?
Pó, sem dó.
Lavou o rosto e abriu a geladeira, não havia nada além de água. Lembrou que gostava de achocolatado, pegou um copo encheu de água e bebeu como se fosse o achocolatado mais gostoso, estava quente, fazia meses que a geladeira estava quebrada.
Sentou no chão frio e sujo e se encostou na parede. A janela aberta deixava entrar alguns raios de sol, via-se o céu límpido e azul, doía-lhe os olhos. Bebeu mais um pouco. Não sabia como chegara naquela situação, olhou ao redor e viu alguns jornais antigos, folheou. Tinha medo de sair à rua, medo das pessoas, dos carros, das luzes, tanto barulho lá fora... Queria ir embora, mas para onde?
Bebeu mais um pouco.
Calor insuportável, pensou, chingou também, mas não nos vem ao caso. O sol brilhava intensamente, refletia, queimava e enchia de desejos e vontades. Não havia coragem.
Bebeu mais. O copo já estava vazio. Continuou bebendo, afinal, era um achocolatado de sabor inigualável.
Uma vida de ilusão. Nossa própria ilusão.
sábado, 6 de novembro de 2010
Maluca.
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca
- Composição: Luiz Capucho
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pela 203ª vez eu posto aqui... caramba.
sábado, 30 de outubro de 2010
Terra chamando Marte
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fática
Para os malucos por conveniência uma dose de Loucura Contagiosa
domingo, 24 de outubro de 2010
The Scientist
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
''E o chão se abre por dois sorrisos

quarta-feira, 6 de outubro de 2010
E quando menos se espera a gente enlouquece
Não havia mais tempo a ser perdido quando sentou na cadeira de plástico em frente à tela e repousou a mão no teclado.
Um cérebro em reforma
Todos os pensamentos já haviam rondado a sua cabeça, tinham pego martelos e marretas para construir a tal obra. Há alguns dias virtuais eles planejaram construir algo único, a primeira obra que deveria conter toda a essência humana para se manter durante a virtual eternidade. Bateram, quebraram, colaram, pintaram.
A cabeça já não aguentava mais quando de repente os pensamentos se deram por satisfeitos. A obra estava com uma cor sólida, única e sem degradê. Simples, sem ondulações, como uma folha de papel sem fim no primeiro instante em que se acha livre no ar.
Na tal obra não havia nada.
Indescritivelmente única.
Singular.
Plural.
Engraçado, eu preciso aprender a pensar... Aprendi a arrumar as palavras, o guarda-roupa, lista de compras, livros, mas não sei arrumar os pensamentos. São explosões em cadeia que eu não consigo segurar.
Buuuuuuuuuuuuuuuuum !
E quando menos se espera a gente enlouquece. Gradativamente enlouquece.
Voltei para casa pensando em escrever sobre as pessoas, a consciência que não conseguimos formar de um dia para o outro, a importância de atitudes mínimas, necessidade de ruminação das informações, essa noção de vida bem vivida que se enraizou na mente humana, e principalmente sobre o abstrato que para mim consegue ser concreto. Não sei o que fiz, mas estou pra achar um adubo mental tal qual o meu, mente fértil, a Deus dará.
--
Quando falo tempo virtual me refiro a algo intangível que medimos com a ajuda de um objeto chamado relógio, ou atualmente, celular sem crédito. Acredito que o tempo seja a coisa (não consigo pensar em uma palavra melhor) mais abstrata, surreal e virtual na qual mergulhamos de cabeça. Não se vive sem contar as horas, os dias, etc., por n motivos imaginários e existentes que nos forçam a conviver com algo virtual de forma concreta, como se o segundo que acabou de passar de alguma forma fosse tangível. Oh, não! Ele não pode passar tão rápido!, dito isto me apetece lembrar do dia em que deitei por dez minutos e me pareceu uma hora, dormi uma noite inteira e quando acordei achei que só havia passado uns poucos minutos. É culpa do cansaço, corre-corre, rotina, esse clima que muda todo dia, espaço que nunca tem ... e tempo.
Tempo é a situação virtual mais corriqueira a que podemos nos submeter. A noção de tempo é virtual, imaginária, abstrata, íntima.
Talvez alguém venha me dizer que ando pensando besteiras, há um cálculo antigo que mostra a ação e reação das situações, mas não importa. Talvez outro dia, quem sabe... mas hoje (nesse hoje virtual, imaginário e abstrato) eu quero ficar esperando o depois chegar.
Não há como se libertar. Eu sei e não quero saber.
Dedos molhados
E esse frio que me dá vontade de chorar... choro regado a risos, frio no dia de calor.
Se eu olhar para trás não verei muita coisa, a memória é um redemoinho que espalha, mistura e aprisiona. Mas, se eu pudesse, relembraria cada dia vivido só pra ver tudo diferente, pensar os dias que se foram com o olhar de hoje. Dessa vez não esconderia embaixo da cama o que aparecesse (a tal eu que sempre aparece), também não me aceitaria por completo – sem necessidade de demagogia ao extremo.
Corro de mim mesma e me encontro antes de virar a esquina. Olho no espelho e converso com a moça do reflexo... me encontro nela, mesmo ela nem sabendo quem sou.
Os dedos molhados que encostaram no meu braço, por alguns instantes, atraem meus sentidos e me vejo saindo do mundo que habito [...] num simples encostar volto à realidade. Me irrita sentir a presença da mão que se foi depois de tantos segundos passados, quanto mais atenção dou mais me distancio do intangível, mundo que habito.
sábado, 2 de outubro de 2010
Strawberry Swing

sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Para o céu é que eu gosto de olhar...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Uma estrela de seis pontas.
Uma estrela de seis pontas serve de pingente. Me atraiu.
Recentemente soube seu significado.
Hoje, por motivos aleatórios, abri um livro...
Página 817, coluna da esquerda.
''Geração vai, geração vem, e a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se põe, voltando depressa para o lugar de onde novamente se levantará. O vento sopra para o sul, depois gira para o norte e, girando e girando, vai dando as suas voltas. Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca transborda; embora cheguem ao fim do percurso, os rios sempre continuam a correr. Toda explicação fica pela metade, pois o homem não consegue terminá-la. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do sol não há nenhuma novidade. Às vezes, ouvimos dizer: "Veja: esta é uma coisa nova!" Mas ela já existiu em outros tempos, muito antes de nós. Ninguém se lembra dos antigos, e aqueles que existem não serão lembrados pelos que virão depois deles."
Engraçado... se eu não tivesse lido em um livro tão antigo diria que conheço quem escreveu. Pior, diria que saiu da minha cabeça.
Girando girando sem sair do lugar,
HBMS.
Entre quatro paredes.
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
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Não sei quantas vezes eu já disse que não sei,
Não sei quantas vezes eu já ouvi A Via Láctea,
Não sei quantas vezes na minha vida eu me senti tão solta no espaço como nesses dias,
Não sei o que pensar enquanto penso em tantas coisas,
Não sei com quem posso falar sobre o que penso,
Não sei se consigo falar sobre o que penso,
Eu quero... Eu não quero... Eu não quero querer.
Meus olhos se fecham e eu olho para mim, vejo a escuridão e aperto mais ainda.
Eu sei... Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei.
Eu entendo... Eu não entendo. Eu não quero entender.
E esse céu sempre nublado me atiça, sem as estrelas eu não me acalmo, não sei pra onde olhar. Isso não passa, uma semana de céu nublado, pensamentos nublados, atitudes...
Atualizei a página, e sei que espero algo que não chegará.
É estranho, mas eu sei como você é... Sei o que você quis me dizer... E finalmente, eu entendo. Puta merda, eu entendo e me acho nos seus pensamentos [...] Loucos, alheios de tudo e do mundo, tortos, iludidos, pensamentos.
Não me dê atenção.
Sempre louca,
Helena Matos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Indo além... e mais um pouco.
As coisas acontecem de forma gradativa. Ninguém muda de uma noite para outra. Da manhã ao meio dia, do luar ao nascer do sol, transitando entre o início e o fim... Acontece de forma gradativa, não há como fugir.
Fiquei fora por muito tempo, tanto do blog quanto do meu mundo. Criei outros mundos, vivi o de outras pessoas e agora que voltei a minha mente não é mais a mesma... A minha alegria é diferente, o meu riso se fez diferente e se desfez, retorna em olhos alagados pela chuva.
Posso dizer que vi os sorrisos mais lindos, as crianças mais lindas, os lugares mais bonitos – tristes e bonitos. Por que a beleza surgia da tristeza, da dor, dos olhos cansados, do corpo vendido, da vida vendida. Uma beleza mais que excêntrica. Singular e plural, peculiar.
Pelos lugares onde andei talvez eu nunca mais passe novamente, mas com certeza me sinto pisada pelo lugar. Marcada com uma tatuagem que eu não quero apagar.
Tudo acontece de forma gradativa, não há como fugir.
Confiar em alguém é ter a certeza da desilusão, ela sempre vem, chega aos poucos, pelos cantos, sussurrando, devagar, ela vem.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Lembrete: coisas pra contar à secretária eletrônica
Correr pela ladeira ouvindo I’ve just seen a face, com certeza, não é pra qualquer um.
Em época de eleição me sinto num tiroteio, tudo bem que pra um tiroteio fictício e um de verdade a diferença é só o horário. Horário político todo mundo sabe que passa antes da novela, mas pelas ruas o tiro corre solto a qualquer hora.
Sentei, deitei, dormi. É... eu sei que muita gente está querendo fazer exatamente isso agora.
É que hoje eu não queria falar de amor, aquelas lambanças toda sobre pessoas enamoradas, também não queria falar da tristeza, já basta ter que ligar a TV ou ouvir o vizinho cantando o último sucesso do pagodão, talvez sobre o horário político, mas eu também não queria te enrolar e ficar remoendo algo que todo mundo sabe que entra por um ouvido e escorrega pelo outro... Quem sabe criava uma historia olhando as estrelas, mas hoje não, meus pensamentos se voltariam ao passado lembrando o imperfeito, pretérito imperfeito.
Ps.: Acho lambança uma palavra engraçada que me deixa com vontade de tomar sorvete e comer chocolate.
Eu gosto de música e daqui da pra ouvir um som gostoso vindo lá de fora. Abri a janela e pararam de tocar.
sábado, 7 de agosto de 2010
Me aguardem... muahaha
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Ganbatte!
Gente, mas falta tempo pra tudo! Pra estudar, pra limpar a casa, pra me coçar! Aaah, pra limpar a casa... quando não é tempo é vontade.
Pois não deixem o locura só porque não tem nada de muito bom por aqui.hihihi. Eu tenho medo do escuro se não tiver uma parede atrás de mim u-u então, não me deixem só. (O que isso tem haver nem eu sei...) Tem um texto guardado, mas ele é mais um suspiro do que outra coisa. Atualmente venho suspirando com frequencia... talvez seja o retorno da falta de ar.
Lembrete
Minhas ideias se enveredam para:
1) Novas formas de relações interpessoais
2) Barro, pedra e romaria.
3) Música, filmes e afins
4) Senta que lá vem história
.......
Mas enquanto o tempo não chega eu vou vivendo de Ganbatte !

Go go go Lelena-chan!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
la la laaa laa laaa \o/
domingo, 11 de julho de 2010
Perto do fogo, meu amor.
Talvez eu desse risada... Provavelmente guardaria a foto embaixo da cama, porque é lá que nossos monstros se escondem.
Desejar é como nadar contra a correnteza, quanto menos se tem mais se quer.
Quem me conhece vai achar que ando louca (pouca novidade até aqui x) mas eu sempre tive dificuldade pra falar... falar da vida, conversar besteira, mas principalmente pra expressar meus pensamentos. Contar as coisas que eu imagino chega a ser penoso. Não há combinação de palavras que me agrade e quanto mais eu falo mais distante e diferente do pensamento fica.
Uns dias atrás eu escrevi contando que sempre pedi sabedoria, como se fosse algo que viesse em caixas. Ontem - será que foi ontem mesmo? - enquanto conversava me disseram algo intrigante, “Você lê como se fosse o último dia da sua vida, estuda como se quisesse absorver tudo de uma vez, já pensou se um dia você simplesmente esquece de tudo? Se um dia nem seu nome você conseguir lembrar?”
Aquilo doeu. Não foi a primeira vez que palavras me acertaram com violência, mas foi uma dor tamanha que sai pra beber água e não chorar.
O choro ficou guardado em um dos meus potes de sentimento, era para ter jogado fora, mas acabei guardando em baixo do travesseiro.
Na vida o tempo passa e a gente não sente.
Quando criança eu gostava de tirar fotos e fazia mil e uma performances, as pessoas riam e eu achava elas idiotas por não me entenderem. Continuo achando as pessoas idiotas.
Por que não ser louco? As pessoas nem sabem o que é ser louco.
Por que deixar de ser você mesmo por causa do vizinho que não é ele mesmo por medo?
É tempo de esquecer o que os outros pensam de você. E daí que me achem louca? Eu sou eu, e licuri é o diabo.
Meus pensamentos são a parte mais viva de mim.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Senta que lá vem história... (Parte 1)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quem me dá um pacote de chuvinha?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Eu vejo mil cores na escuridão.
Andei relendo umas coisas que escrevi há tempos e vi o quão louco são aqueles que me entendem (supostamente), pois, metade dos pensamentos eu vejo no papel e quando procuro pela outra metade observo que se foram nos corredores da mente.
E ela louca pela rua foi questionada o porquê de deixar tudo para trás, sua vida, sua casa, seu mundo. Disse apenas, Não deixei de viver, retrucaram, Pois então vá para casa, ela suspirou e pensou, O meu mundo é poesia para quem assim quiser o ver.
É tão difícil ser jovem. Se preocupar com a aparência e com as futilidades fingindo aprender a vida nos livros, quando na verdade espera pela experiência.
Andar pelas ruas à espera de um acontecimento que o transforme em um ser inigualável, acreditar em absurdos... na juventude há vontade de abraçar o mundo.
Escolher. Escolher o quê? Quem disse que é necessário escolher?
Na volta para casa passei por um garoto sentado na cadeira, olhar compenetrado, roupa de academia e um cabelinho que eu diria engomado. Não era a primeira vez que o via naquela ‘performance’.
Cumprimentei. Com voz de mil preocupações ele me respondeu, Boa tarde.
Fiquei com vontade de olhar nos seus olhos e perguntar se o que lhe afligia eram os quilos a mais do final de semana ou a possível namorada que não havia ligado ou quem sabe são as notas em ritmo descendente.
Enquanto descia as escadas imaginei... até o momento em que a situação se desfez num balde de juventude.
Pensei então que o problema estava em ser jovem e nas idiossincrasias que isso arrebata. Viver constantemente no pelourinho e apanhar com as experiências, as idéias, as motivações.
É difícil ser jovem e não ter nada ao mesmo tempo em que se é dono do mundo.
Talvez, suas preocupações fossem sérias, mas os meus olhos só captaram alguns detalhes...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Chuvisco e visco, sem esitar.
Não sabia falar direito, andava a custo e não tinha braços.Sua vida desde que nascera havia sido sentar na sua caneca preta e navegar pelos mares. Quando fazia frio queimava o tempo, exalando uma grande fumaça que lembrava chocolate quente.
O vento decidia a direção a tomar e por muitas vezes andava em círculos pelo mundão das águas.
Seus chifres de nada serviam a não ser para assustar as pessoas.
Há muito tempo, chamaram-no de Golden, por causa de seus chifres e pés amarelos. Foi crescendo e mais assustador parecia ficar. Quando aprendeu a andar foi deixado em uma cabana perto do mar.
Um dia uma caneca grande e preta apareceu entre as ondas, estava vazia.
O rosto triste das pessoas na sua presença fez com que desejasse nada mais ser... Por isso decidiu ir embora e aos poucos foi se esquecendo do mundo, vivendo de céu, mar e solidão.
Enquanto a caneca se embolava na areia, ouviu o riso de algumas pessoas, o choro de uma criança e pelos sons deveria ter uma festa ali perto. A caneca virava com as ondas e ele se segurava com os dentes. Sentia um grande frio por dentro ao ouvir aquela alegria.
Sua caneca ficou presa entre as pedras e durante toda a noite sentiu frio e medo.
Dos seus olhos vazios e sem vida saíram lagrimas, e pela primeira vez quis ter braços. Queria sentir como seria um abraço, ainda que fosse um abraço dele e ele mesmo. Do seu corpo vazio veio a tristeza.
O vento, cruel, empurrou a caneca para longe das pedras. O som das pessoas foi ficando longe e cada vez mais ele voltava a sua solidão.
Na imensidão das águas não sabia se sentia cheiro de sal de lágrima ou sal de mar.

domingo, 6 de junho de 2010
Um pirulito para cada coisa louca que você pensar depois de ler ...
Andando pela rua larga e deserta, o menino sentiu o ventinho gostoso alisando seu rosto. Na direção do mar, ao longe, se via uma nuvem de pássaros gritando e voando, por trás uma matilha de vira-latas se engalfinhava e corria.
Era o dia da escolha.
Os cachorros de repente correram em sua direção puxando suas pernas, os pássaros deram vôos rasantes e seguraram seus braços.
O menino no meio não sabia o que fazer... se deixasse arrancar as pernas seria livre para voar, mas se levassem seus braços poderia continuar andando. Uma disputa louca e disparatada havia iniciado, mas ele poderia dar um fim escolhendo entre céu e terra.
Depois de muito se esticar decidiu.
Os cachorros levaram suas pernas e seus braços se transformaram em asas. Voou alegre sobre o mar por muito tempo, até que ficou com fome. Observou os outros pássaros e resolveu comer como eles. Pegou altitude e desceu velozmente de encontro ao mar, capturaria um peixe para matar a fome. Entretanto, o impulso havia sido tanto que quando mergulhou não teve forças para subir. Molhou as penas, se afogou e morreu.
Os pássaros ficaram tristes e acharam que havia sido um erro ele ter escolhido ganhar asas. Talvez tenha sido um erro mesmo, já que ele não aprendeu a sobreviver com elas.
Ganhara asas, mas não havia deixado de ser menino.
Mais um
Quando eu era menina e sentava nos degraus da escada, me debruçava nas grades que me separavam da rua. Passava horas naquela posição – isso quando não tinha ninguém pra brincar – e observava o movimento das pessoas.
Tinha um menino, mais velho que eu, meio cego, meio magrela, meio descalço. Lembro dele lá no portão ou passando pela ladeira.
Um dia ele veio subindo, meio sujo, meio cansado, meio sozinho. Pra mim ele parecia um menino bom.
Por onde teria andado? Por onde será que ele anda?
Várias vezes eu sentei naqueles degraus e pedi sabedoria... Hoje eu não sei mais dizer o que sabedoria significava para mim naquela época, mas, agora, sentada em outros degraus, eu continuo pedindo.
Se eu recebesse toda a sabedoria que peço em caixas, ao longo de tantos anos, já teria abarrotado os cômodos da casa e com sabedoria pediria um pouco de ignorância.
Só na escuridão se é capaz de ver a luz, isto é, em um dia claro de sol um poste aceso não muda nada, só notamos sua presença no breu da madrugada.
Obs.: O Loucura Contagiosa completou dois anos no mês passado. Não cheguei a comentar, até porque esqueci... Entretanto, marcianos mandaram uma mensagem subliminar.
Minha felicidade começa no sorriso e se estende nas palavras.
A todos que me aturam e gostam do loucura, obrigada!
B'jos e Q'jos ;)
terça-feira, 1 de junho de 2010
No dia você sentirá...
sábado, 22 de maio de 2010
Achado não é roubado
quarta-feira, 12 de maio de 2010
1ª pessoa do singular.
Tem dias que não poderia ser mais bonito ver aquelas luzes piscando loucamente por todos os lados e ouvir aquele barulho insuportável, mas só que na maioria das vezes é meu maior castigo.
Tenho uma vida que é minha, ou supostamente minha, tenho sensações que eu também acho que me pertencem, mas eu posso te dizer que são as mais loucas. Não sei como é que as outras pessoas vêem e cheiram e ouvem e pensam e se expressam, mas em mim, às vezes, parece uma lente de aumento, de repente eu sinto tudo mais perto, tudo mais em mim.
Eu saio de mim e vejo que estou onde estou fazendo qualquer coisa que eu esteja fazendo.
O real seria assim? Como será a realidade pra você?
Não consigo me enxergar sentada escrevendo e ouvindo o que estou ouvindo (...) me sinto um reflexo (...) como se eu, na verdade, estivesse em algum lugar do mundo fazendo qualquer outra coisa e tivesse deixado um pedaço em casa pra digitar as emoções.
Mas eu quero ser o pedaço que vai pelo mundo! !
Eu quero enlouquecer na realidade dos meus pensamentos e ao mesmo tempo sair da minha cabeça. Assim fica difícil.
Convenhamos, ando rindo das minhas loucuras, é cada coisa sem sentido que passa. Será que você realmente entende o que eu digo? Quem sabe... quem saberá?
Talvez eu seja eu mesma. E isso já basta... ou deveria bastar.
É hoje, nêga!
Se eu pudesse extravasar tudo com um grito eu gritaria, mas gritaria até não ter mais voz.
Se eu desse um murro na parede e com isso extravasasse eu quebraria com o punho todo pedaço de bloco que aparecesse na minha frente.
Faria qualquer coisa! Quebraria pratos, lascaria a roupa, me jogaria contra o chão... Algo que extravasasse essa energia que fica remoendo dentro de mim.
Uma sensação abafada, como uma panela quente.
Hoje eu lascaria os livros, arranharia os CDs e jogaria a televisão pela janela.
Hoje eu preciso extravasar. Vou lascar lavar as roupas e arrancar pentear os cabelos, quebrar varrer a casa... Talvez uma faxina caia bem.
(...)
Sabe, acho que já extravasei só em escrever, deixa a faxina pra outra hora.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Ao todo são 360º !
Na maioria dos locais de aprendizado os materiais continuam iguais àqueles utilizados há séculos, um quadro, uma pedra que risca o quadro e alguém para orientar os ignorantes, vulgarmente chamados de alunos.
Talvez em um dia de perturbação mental uma idéia se fixou na minha mente e até os dias atuais não se desmanchou. O papel do ignorante que senta horas a fio na cadeira de madeira com uma folha de papel e um lápis de ponta feita por estilete, material que eu chamaria de suprema tecnologia, não se resume só em compreender as palavras didaticamente organizadas pelo orientador, o ignorante deveria querer ir além, além das fórmulas prontas, além do cálculo esquematicamente feito para dar o lindo resultado já esperado, ultrapassar conceitos, utilizar a massa cinzenta numa expectativa superior. Entretanto, mesmo estando no nível superior – será mesmo tão superior assim? – não encontro com freqüência algum ânimo intrínseco nos ignorantes que os impulsionem a ambições desse tipo.
O que sempre há é a esperança de encontrar facilidade, manhas e superficialidade.
Reclamamos tanto dos profissionais, das plantas mal feitas, da consulta mal realizada ou dos planejamentos sem coerência que, como sempre, esquecemos de nos enquadrar como ser ativo da sociedade. O que poderia se esperar de um ignorante que passa a vida à espera de um momento para se acomodar, fingir que trabalha e esnobar um certificado?
Nesse meu dia de perturbação mental eu fixei que a visão critica, - não confunda com política, eu me refiro à capacidade de ‘raciocínio personalizado’ – também deveria ter suas bases amedrontadoras, tal como uma árvore de grande porte que infiltra suas raízes sob uma casa e a cada dia que se desenvolve arrebenta mais o chão.
Mas são idéias que não saem do papel, prezas no carvão e madeira, difusas em um código de escrita limitado e que mesmo após serem lidas e compreendidas não sairão da mente e das conversas na frente da cantina, onde colocamos a merenda no colo e sonhamos com uma realidade totalmente dependente da vontade de cada um.
Não sou revolucionária, o que eu não queria ser é tão ignorante.
O que eu quero é fundir e forjar as chaves que libertarão a minha mente.
________
Ps.: Eu queria por pra tocar no blog esta música 'For the love of life' mas não achei i.i mas não deixem de ouvir. /link subliminar xD/
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Primeira pessoa do singular.
Nunca mais escrevi alguma coisa que realmente desse vontade de colocar aqui no blog... No final de abril o Loucura Contagiosa completará dois anos, mas - engraçado até - nesse meio tempo não estou com ânimo pra histórias.
Percebi três coisas, e das três eu já tinha conhecimento, mas é interessante quando se descobre novamente algo que já se sabe. Se é que isso é possível.
Toda vez que termino de ler um livro ou vejo um filme ou escuto uma musica que me impressiona tenho vontades estranhas. Hoje, em plena tarde de chuva, terminei um livro que me foi emprestado, não atendeu às expectativas e nem por isso foi uma historia ruim. Quando acabei a última página troquei de roupa e andei por uma hora embaixo de um chuvisco pensando no que havia lido e tentando encontrar um lugar onde pudesse comer alguma coisa. De certa forma eu sabia aonde queria ir, mas não acreditava que andaria até lá.
Fiquei indignada com a estrutura daquilo que havia lido. Me sentia ultrajada, como se alguém tivesse cuspido no meu rosto. Tenho sérios problemas com essas coisas, me agradam e após alguns instantes me desagradam profundamente porque eu começo a relacionar com fórmulas literárias e de certa forma sempre enxergo uma ridicularização’ das protagonistas femininas.
Andei até chegar a uma padaria de paredes sujas pintadas com uma tinta de saco verde – quem já pintou uma casa com tinta de saco sabe do que me refiro – que aumentava a sensação de ser um lugar simples. Estranhamente quis um café e um misto. Não acreditei na minha capacidade de andar quilômetros para pedir um café e um misto. Tsc, mas eu sabia que iria parar lá.
A segunda coisa que descobri’ é que eu deveria ter parado de ver TV há mais tempo. Enquanto comia vi algumas cenas que misturavam a relação amor incondicional e sexo. Não chega a ser um dos meus assuntos mais estáveis, acho que esse seria o meu encontro de placas tectônicas, mas ainda assim não admito essa relação que fazem. Não há sentido passar isso pra população, como se só houvesse essa forma de se demonstrar um sentimento por alguém.
Coisas da natureza me deixam abobalhada, e ver Aquelas descargas elétricas no céu me deixaram completamente idiota ontem.
Queria poder dizer que também sou capaz de ver jibóias que engolem elefantes, mas talvez eu só seja mais uma caixa quadrada que não enxerga além de um chapéu.
Se um dia eu encontrasse esses seres que estão por trás dos livros só conseguiria perguntar uma coisa... Mas a resposta seria previsível.
As pessoas, principalmente quando não se conhecem e vistas por uma terceira, são mais parecidas do que aparentam ser.
Constantemente me acontecem momentos de deja vu.
Se leu até aqui creio que você pode concorrer para o Guinness Book como pessoa com mais paciência de Jó do mundo xD