Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador lembranças. Mostrar todas as postagens

sábado, 3 de dezembro de 2011

Há tempos


Quando a gente percebe já passou...

domingo, 27 de novembro de 2011

Um dia desses

Pra ser sincero
Não espero de você
Mais do que educação
Beijo sem paixão
Crime sem castigo
Aperto de mãos
Apenas bons amigos...

domingo, 6 de novembro de 2011

Roda mundo roda gigante...

"Con le stesse parole seduti a un caffè
E vorrei solo dirti ora che te ne vai
Se è amore, amore vedrai di un amore vivrai"


Nas voltas que o mundo dá só uma coisa eu não mudei...Uma paixão antiga...
Sentimento que aflora na música, na voz,
na Legião Urbana, sempre.






sábado, 14 de maio de 2011

Pois é

Seis, dez, quatorze, dezoito, vinte e duas, duas da madrugada.


Voltava para casa entre os carros com a roupa molhada pela chuva e um pensamento constante a tamborilar na cabeça. Dúvidas, problemas... e quem diria que aquela lembrança iria despontar.

Como a nossa memória é engraçada, às vezes não consigo nem lembrar o que almocei no dia anterior, mas no meio da chuva recordei um fato que aconteceu há pelo menos dois anos.
Estava assistindo as pessoas na rua em plena lavagem do Bonfim quando uma professora do meu primário veio falar comigo. Ela havia me reconhecido, mas não havia em mim a lembrança de ter estudado com ela. Naquele momento o máximo que consegui foi ficar sem graça e lembrar de vários outros professores que passaram pela minha vida, mas não a reconhecia de jeito e maneira.
Hoje, de repente, sem que eu saiba o porquê ou o que foi o estímulo para que eu pensasse nisso, lembrei dela sentada na cadeira avaliando um trabalho que apresentei desenhado em folha de cartolina branca e com babadinho de crepom ao redor.

Tanto tempo se passou... mas finalmente lembrei quem era ela.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quanto mais simplicidade melhor o nascer do dia...'

Tá pronto seu lobo?

Quando se é criança as menores coisas fazem o maior sucesso. Até hoje ainda se escuta alguém dizer que criança além de não ter problemas gosta de qualquer coisa que seja doce ou que sirva pra brincar ou uma novidade que venha embrulhada em papel colorido, seja ela qual for.
Uma caixa vazia já me serviu várias vezes como nave espacial, carro de corrida e, em vários momentos, como esconderijo secreto, onde nenhum alien poderia me rastrear.

Ser criança é pensar que se é quando ainda não se sabe nem o que é ser. Entendeu?

No fim de tudo o destino nos empurra para que sejamos os piores seres do universo, adultos; com suas roupas passadas com goma e cara de chupadores de limão.

Mas não há graça em crescer e deixar de ser um pouco criança. O que existe de bom em viver só de discórdias, arrogância e dores de cabeça? Às vezes ter seu lado criança é o que faz o circo em que vivemos ter graça. Todo dia você vai descobrir algo simples e ao mesmo tempo surpreendente e inimaginável, pensará as coisas mais loucas e aos poucos terá a certeza de que a nossa vida não passa de um risco na história do universo e da humanidade. Um risco que não pode ser apagado nem mesmo com a morte, pois nossos atos são refletidos em várias dimensões no espaço interpessoal, de forma que eu vou deixar um pouco de mim em você e você deixará um pouco dessa mistura em outro alguém... mesmo não estando na memória estaremos refletindo atos inconscientemente passados e transformados.


Sabe... coisas boas acontecem quando menos esperamos. Sim, é isso mesmo, elas simplesmente acontecem... Tão de repente quanto olhar para o céu e ver uma estrela sorrateiramente escorregar na imensidão.
Às vezes pessoas acontecem na nossa vida e, assim como ver a estrela, nos dão frio e borboletas na barriga.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Olha o sopro do dragão...'

Talvez estejam sendo enganados pela embalagem... É bom então lerem o rótulo e analisar com cautela, apesar de eu não achar que seja esse o problema.

Atualmente escuto as pessoas falarem com desprezo de umas bandas comerciais que fazem sucesso, não venho aqui defendê-las, até por que nunca parei para ouvir realmente o que é que eles estão falando, mas não acho certo a total rejeição, cada um tem sua fase e sua opção de escolha.
É uma pena, de fato, os jovens insistirem em serem iguais, fotocopiados pelo mercado, consumidores desenfreados do conteúdo de massa que nos oferecem... Mas também não quero pensar que eles não tem raciocínio e discernimento. Pensar que a sociedade é a responsável também não me agrada, o sistema em que vivemos quer determinar as personalidades, mas cada um é responsável por si, pelo que é, e pelo que faz aos outros.
Se não for assim não somos... Estaremos mortos ainda em vida.

---------



Comecei a gostar de Legião Urbana numa época em que eu não alcançava nem o botão de “pare” no ônibus e a cordinha pra pedir o ponto era um objetivo distante.
Hoje eu penso que foi uma das melhores escolhas que fiz na minha infância.


“Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não
Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez”

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fática

Oi! Tudo bom?
Oi, tudo bom. E com você?
Tudo bem.
Quanto tempo que a gente não se vê, né?!
É verdade. Novidades?
Não. E você?
Também não...
É...
Pois é... já vou indo.
Ah, beleza! Qualquer dia desses a gente marca de se encontrar.


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma estrela de seis pontas.

Há alguns meses me deparei por aí com um colar feito por um índio.
Uma estrela de seis pontas serve de pingente. Me atraiu.
Recentemente soube seu significado.

Hoje, por motivos aleatórios, abri um livro...
Página 817, coluna da esquerda.

''Geração vai, geração vem, e a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se põe, voltando depressa para o lugar de onde novamente se levantará. O vento sopra para o sul, depois gira para o norte e, girando e girando, vai dando as suas voltas. Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca transborda; embora cheguem ao fim do percurso, os rios sempre continuam a correr. Toda explicação fica pela metade, pois o homem não consegue terminá-la. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do sol não há nenhuma novidade. Às vezes, ouvimos dizer: "Veja: esta é uma coisa nova!" Mas ela já existiu em outros tempos, muito antes de nós. Ninguém se lembra dos antigos, e aqueles que existem não serão lembrados pelos que virão depois deles."


Engraçado... se eu não tivesse lido em um livro tão antigo diria que conheço quem escreveu. Pior, diria que saiu da minha cabeça.

Girando girando sem sair do lugar,
HBMS.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quando o inesperado te espera. (suposta Parte III)


III


Uma das crianças, um garoto, começou a andar e terminou de atravessar o rio. As outras ficaram desamparadas, talvez, sem saber o que fazer. Ela se abaixou e colocou as mãos na margem, aos poucos a água estremeceu como um copo d’água quando colocado abruptamente na mesa, duas meninas e um menino correram em nossa direção.

Do outro lado não havia mais ninguém.

Ficamos sentados encostados em uma árvore, ninguém falava nada, o único ruído era o de uma das meninas que vez ou outra soluçava abraçada aos joelhos.

Somente quando começou a amanhecer voltamos para o barracão. Exausta sentei em um dos cantos e apaguei, só voltei a acordar na manhã seguinte.

A quantidade de pessoas que viviam ali se resumia a cerca de quarenta mulheres, quinze a vinte crianças e contados quatorze homens.

As mulheres e crianças tinham idades variadas, mas os homens pareciam irmãos e nascidos na mesma época. Uma mulher aparentando seus sessenta anos devia ser a mais velha.

A casa quando estava com as janelas abertas produzia um sonzinho que lembrava sinos, havia ervas e pedras que lembravam as do rio em torno da construção, do teto pendiam alguns cordões que se entrelaçavam nos quatro cantos.

Entre o que agora chamarei de casa e o matagal havia um espaço considerável com algumas plantações.

Quando acordei as três crianças que retornaram comigo do rio e a mulher haviam desaparecido.

Seguiram-se vários dias sem que eu tomasse conhecimento do que havia acontecido a elas e a mim. Não ouvi os sussurros durante esses dias, tampouco houve grandes movimentações.

Numa manhã tentei fazer o mesmo percurso para chegar ao rio, quando consegui encontrar o sol já estava alto, sentei próximo à árvore e apoiei a cabeça em seu tronco, adormeci.

Quando abri os olhos estava numa sala com o diretor geral recolhendo as avaliações, a minha estava em branco.

Encostada a porta de metal vi um vulto. Ela.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conversa de esquina...

Hoje, assim como ontem, lembrei do meu amor...


Um amor que começou como qualquer outro, de forma gradativa foi chegando, chegando, chegando de um jeito que quando eu vi já tinha tomado conta.

Já tive períodos de me achar um pouco excêntrica por amar tanto, mas agora eu vejo que não há um ser (pelo menos da minha época) que tenha se distanciado sem sentir essa saudade estranha, quero ver alguém que não tenha criado esse amor cinza, azul, vermelho, branco... Alguém que tenha passado pelo CEFET-Ba e que não se apaixonou pela sombra do brasão antigo que se avista naquelas paredes cinzas, pelo vermelho do chão que de vermelho não tem nada ou pelo azul do inferno.

Acho incrível isso, mas desde o dia em que entrei naquele lugar não tive mais um instante de paz... Todo dia acontece algo que me faz lembrar os momentos, as pessoas, o CEFET.

Se um dia já foi ódio, alegria, choro, sorrisos ou abraços, agora eu lhe digo que é amor, um amor incondicional.*




*E que insuportavelmente eu alimento.


Foto: HBMS - 2005

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdade sem impurezas.


Eu ia deitar e fechar os olhos um minuto, mas de que adianta se eu continuo pensando?! Acabo é escrevendo, pelo menos eu deito nas letras.






Aconteceu sábado. Pela terceira vez e por motivos diferentes ela foi naquele mesmo lugar e aparentemente fazer a mesma coisa. Naquele dia, com céu de um azul claro e floquinhos de algodão, ela resolveu sentar em um lugar mais reservado.

Nunca havia visto tanta criança alí, e ficou observando.

Mexeu em alguns papeis quando de repente ouviu uma música. Uma música entre cortada de pausas e retomadas bruscas, mas tão suave; por vezes melancólica.

Não leria mais, ficou a escutar a tal música que pairava no ar e vinha do outro lado do muro. Tinha vergonha de chegar mais perto daquele muro que a separava do desconhecido.

Qual instrumento era aquele?

Que música era aquela?

Quem estava tocando?

Homem? Mulher?

Um vento bom balançava as árvores e a música continuava transpassando os muros e ecoando pelo lugar.

Quatro crianças apareceram.

Um cacheado, outro curtinho, uma de trança e outra de boné. Aparentavam ter entre três a quatro anos e vinham correndo com a intenção de brincar. Um, não lembro mais qual, ouviu a música e disparatou de encontro ao muro, passou pelas plantas e ficou por trás do jardim. As outras três não demoraram a ir.

As quatro crianças fizeram exatamente aquilo que ela gostaria de ter feito. Colaram os ouvidos na parede e ficaram a escutar.

Depois de alguns instantes saíram correndo pra contar a mais alguém o que ouviram.

Ela levantou. Foi disfarçadamente para perto de uma árvore e se encostou ali para ouvir melhor.

No seu pensamento só uma coisa reluzia, as crianças fazem tudo aquilo que as pessoas grandes sentem vontade.







A música emanava no ar um cheiro de terra do nunca.