
...tudo ficou vazio de repente... repentinamente...
Primeira visão.Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu, enquanto ela voltava a se proteger das flechas que agora desciam aglomeradas sorriu de satisfação por ter acertado ao menos um.
Segunda visão.
Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu, conseguiu desviar de algumas, mas não havia sido rápida o suficiente e seu braço foi cravado por flechas, segurava a dor e agora chorava, não havia mais braço.
Terceira visão.
Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu. Ela tombou para o lado e se debatia no chão, uma flecha em sentido contrário havia sido certeira em seu coração junto com o aglomerado que chegava. Não houve tempo suficiente para ela voltar à posição inicial, não teve nem mesmo a alegria de ver o cavaleiro cair. Se debatia por ter mais flechas cravadas em seu corpo.
A terceira visão foi seu momento final. As outras duas sumiram com o vento.
Na minha frente o pequeno corpo agora se mantinha imóvel. Não tornaria a voar novamente nas asas de uma borboleta.
Mas no meio do sangue e da confusão de balas e flechas que atravessavam o meu corpo permeável e invisível, senti o gosto do pólen na boca, ouvi o zumbido do vento e o grande silêncio que saia da montanha e a leve poeira embaçando meus olhos que agora viam o infinito, mas não sabiam seu nome.

...Por causa do vento o pano continuava a balançar e me deixava ver um pedaço do que ia além...