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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Luzes...

Obs.:

Hoje o pisca pisca só quer trabalhar pela metade... parece até a dona.

Até que ainda tenho idéias pra escrever, mas vem me batendo uma preguiça estranha. Nem sei.

A foto do lugar mais bonito nesse natal talvez eu não tire, já é tarde pra eu ir fazer isso.


Luzes do natal.



Para os andarilhos um bom caminho

Para cozinheiros bons temperos

Para leitores os melhores textos

Para cinéfilos as melhores trilhas sonoras

Para as crianças, brinquedo

Para as mães, seus filhos

Para os pais, família

Para saudade, foto

Para os melancólicos, natal.



Feliz Natal !

Ps.: Para você... a loucura de ser racional.



domingo, 13 de julho de 2008



...tudo ficou vazio de repente... repentinamente...






Primeira visão.


Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu, enquanto ela voltava a se proteger das flechas que agora desciam aglomeradas sorriu de satisfação por ter acertado ao menos um.



Segunda visão.



Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu, conseguiu desviar de algumas, mas não havia sido rápida o suficiente e seu braço foi cravado por flechas, segurava a dor e agora chorava, não havia mais braço.



Terceira visão.



Ela se abaixava atrás da pedra, recarregava o rifle e o arco, esgueirava-se para uma boa localização e atirava. Uma flecha acertou precisa em um cavaleiro alado que caiu. Ela tombou para o lado e se debatia no chão, uma flecha em sentido contrário havia sido certeira em seu coração junto com o aglomerado que chegava. Não houve tempo suficiente para ela voltar à posição inicial, não teve nem mesmo a alegria de ver o cavaleiro cair. Se debatia por ter mais flechas cravadas em seu corpo.


A terceira visão foi seu momento final. As outras duas sumiram com o vento.


Na minha frente o pequeno corpo agora se mantinha imóvel. Não tornaria a voar novamente nas asas de uma borboleta.


Mas no meio do sangue e da confusão de balas e flechas que atravessavam o meu corpo permeável e invisível, senti o gosto do pólen na boca, ouvi o zumbido do vento e o grande silêncio que saia da montanha e a leve poeira embaçando meus olhos que agora viam o infinito, mas não sabiam seu nome.



...Por causa do vento o pano continuava a balançar e me deixava ver um pedaço do que ia além...