segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lá vai ciranda e destino...'


Livro, porta, caneta sem tinta, escada, Sol, braço.




Algumas vezes estamos nós, vivendo nossa vida, quando nos deparamos com o impossível, o intransponível problema. Nos vemos sozinhos abraçando nossos joelhos com os olhos vermelhos da dor e tristeza que se apodera. Diante de uma caixa fechada pensamos seriamente com nossos botões o próximo passo.

E assim lá vamos nós, vivendo nossa vida embaralhada como uma folha de papel com palavras sem nexo escritas randomicamente. Cabe a cada um descobrir e aprender a melhor forma de pular a fogueira.



Um livro esquecido na escada era aquecido pelo Sol, caminhei até ele, ergui o braço e na ponta dos pés puxei-o para mim. Na primeira página um rabisco na margem dizia “Uma porta fechada sempre nos remete um mundo de possibilidades”. Puxei uma caneta do bolso e ia começar a escrever sobre aquilo quando percebi que falhava. Fechei os olhos e deixei minha mente explodir em relâmpagos e trovões.

Me abrace com seus olhos


Quando era criança pensava na vida como gente grande, discutia comigo mesma os problemas mundiais e as questões do meio ambiente, desigualdade social e capitalismo. Os anos foram passando e me enveredei sobre os astros, seus mistérios, a origem do universo e do mundo em que vivemos. Passei a usar menos tempo para os problemas do mundo. Um tempo se passou e eu me vi usando uma longa camisa azul, calça jeans, cabelos arrumados e bolsa. Não pensava mais nos astros, nem nos mistérios da vida, muito menos em seus dilemas que continuam sendo os mesmos.
De repente me senti uma grande estúpida e idiota, sentada no meu umbigo dentro de pensamentos sem fundamentos. De repente vi que a minha teoria de criança estava amplamente certa, depois de um período nos acostumamos com tudo, não importa se bom ou ruim, apenas nos conformamos, abanamos a cabeça e começamos a construir a grande muralha que nos separa do mundo. Ainda menina sabia que mais dia ou menos dia isso também me atingiria, a única forma que tive de promover minha libertação foi plantar dentro de mim a vontade de ser eu mesma, estando fora de cogitação ter medo daquilo que sempre fui, uma louca perdida num universo de idéias.

Quanto mais estúpida me sinto, mais perto da liberdade estou.

Enquanto o sono não chega




Àquela hora a madruga já estava indo embora, eram quatro da manhã e não havia dormido nada durante a noite de domingo para segunda. Deitou na cama, virou de lado, ligou o ventilador, fechou a janela, deitou no sofá, fitou o teto. Não sabia o porquê de não estar conseguindo dormir. De repente se deu conta que havia tirado o anel, e surpreendentemente, não estava sentindo a falta dele em sua mão, era como se algo estivesse atraindo toda a sua atenção de forma que nem algo tão incomodo (acredite, a sensação do anel preso no dedo levava dias para passar) conseguia lhe chamar a atenção. O que será que será?

Abriu uma página na internet e ouviu um rock melódico enquanto pensava na vida. Desistira de dormir, aquela noite seria dedicada a sentir seus medos, ansiedade, prazeres.


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De uma forma ainda pouco compreendida conseguia passar um ar de confiança que parecia sempre invadir quem se aproximava. Poderia ser um desconhecido na fila do mercado, a prima de um amigo, o vizinho, qualquer um parecia se servir das ondas que supostamente a criatura deveria emanar e passavam a lhe contar em poucos minutos de conversa histórias da vida, temores, sentimentos e, frequentemente, alguma história trágica amorosa. Mesmo depois do fato se repetir inúmeras vezes ainda sentia o mesmo frio percorrer do coração ao estômago e vice versa enquanto ouvia pacientemente uma declaração não dita, um arrependimento amargo ou os sentimentos a muito esquecidos e que não se sabe como ressurgiram à mente.

Às vezes se olhava no espelho, fitava seu perfil e refletia (em todos os sentidos) o que havia de diferente que parecia despertar essa vontade de “confessar” nas pessoas. O espelho não lhe disse nada, ela também não imaginou algo plausível que respondesse a questão.

Concluía sempre, entretanto, que todos temos muito em comum, mais do que imaginamos, mais do que aquilo que podemos imaginar.

Não há nada de novo nisso, mas cada vez que ouvia as palavras vindas de diferentes pessoas sentia o formigamento subir e descer dentro de si, sempre como se descobrisse pela primeira vez.




sexta-feira, 3 de junho de 2011

Canto de despedida

Hoje me sinto um sopro, uma dor fina, um dia nublado, um pedaço de papel riscado...
Um grão de areia sem mar.



Mais uma vez

Exausta do dia de trabalho chegou em casa e ligou o computador. Não havia tirado a roupa, bebido água, nem mesmo a bolsa havia saído do ombro.

Sentou, olhou dois jornais locais e um internacional, seu twitter, facebook, Hotmail, Yahoo, flickr, gmail, updates no youtube, mas nada de diferente. Algumas pessoas morreram, alguns políticos fizeram declarações, a greve não acaba, a inflação aumenta, um enxame de doenças, alguém mandou um recado, e a vida continua. É isso aí.





quinta-feira, 2 de junho de 2011

Aquilo que não foi dito

De tanto achar que era verdade caí na estupidez.
Que erro, que grande erro.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Hoje eu quero sair só'



Apertou com força o corpo fino e esguio, colocou entre os lábios e mordeu sua extremidade com tanta vontade que deixou a marca dos dentes, esfregou entre suas mãos para esquentar, e enquanto observava a folha branca de papel tentava fazer com que a caneta funcionasse.



Rodapé...

Não, o texto não ia começar assim, a idéia também não era sobre caneta falhando, nem sobre a GVT que deixou a rede cair por algumas horas ontem e mostrou como isso afeta o meu vício virtual. Não era pra falar também sobre a necessidade que aflora nas pessoas em ouvir algo que preencha a angustia ou a solidão. Já não sei mais até o que era mesmo pra falar, não era sobre os alimentos frios’ mal refrigerados nos mercados, nem sobre as promoções de produtos com validade para aquele dia... Acho que eu estava pensando algo sobre velhos amigos, pessoas que desaparecem na nossa vida e uma palestra que assisti no inicio do ano, mas é depressivo demais.

É, cansei. Esqueci.

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"O destino une e separa as pessoas, mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer aqueles que por algum motivo um dia nos fizeram felizes." (Recebi por e-mail :)



domingo, 22 de maio de 2011

Lá vai a vida a rodar'


Iluminado pela Lua lá vai ele em seu barquinho.
Perdido na imensidão, no deserto do mar.




E quando penso que não algo acontece e me diz que ainda não é hora de desistir e ir.

sábado, 21 de maio de 2011

Coração não é tão simples quanto pensa...''

Merece ser visto, ouvido, sentido... É, merece.

Li por aí...

"No fundo, não existiu mais que um cristão, e esse morreu na cruz.
Moral é hoje, na Europa, moral de animal de rebanho.
A humanidade não representa uma evolução até algo melhor, ou mais forte, ou mais elevado, como hoje se crê. O 'progresso' é meramente uma ideia moderna, quer dizer, uma ideia falsa.
Todos os instintos que não se descarregam para fora se voltam para dentro - é isso que eu denomino interiorização do homem.
O verdadeiro mundo, nós o expulsamos: Que mundo resta? O aparente, talvez?... Mas não! Com o verdadeiro mundo expulsamos também o aparente!
Vivo de meu próprio crédito, e quem sabe é um mero preconceito dizer que vivo?
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Logo que comunicamos os nossos conhecimentos, deixamos de gostar deles suficientemente.
Não posso acreditar num deus que quer ser louvado o tempo todo.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."

Friedrich Nietzsche




sexta-feira, 20 de maio de 2011

Roda a baiana!






''Querem acabar comigo
Nem eu mesmo sei porque''

(...)