
Livro, porta, caneta sem tinta, escada, Sol, braço.
Algumas vezes estamos nós, vivendo nossa vida, quando nos deparamos com o impossível, o intransponível problema. Nos vemos sozinhos abraçando nossos joelhos com os olhos vermelhos da dor e tristeza que se apodera. Diante de uma caixa fechada pensamos seriamente com nossos botões o próximo passo.
E assim lá vamos nós, vivendo nossa vida embaralhada como uma folha de papel com palavras sem nexo escritas randomicamente. Cabe a cada um descobrir e aprender a melhor forma de pular a fogueira.
Um livro esquecido na escada era aquecido pelo Sol, caminhei até ele, ergui o braço e na ponta dos pés puxei-o para mim. Na primeira página um rabisco na margem dizia “Uma porta fechada sempre nos remete um mundo de possibilidades”. Puxei uma caneta do bolso e ia começar a escrever sobre aquilo quando percebi que falhava. Fechei os olhos e deixei minha mente explodir em relâmpagos e trovões.




