quinta-feira, 30 de abril de 2009
Um ano de loucuras compartilhadas com você...
Estava eu passeando pelo google quando digitei por acaso do destino 'loucuracontagiosa', me deparei então com a primeira postagem feita.
30 de abril de 2008. Me apresentei a esse mundo alternativo e descobri nele uma forma de liberar minha energia, minha loucura e espírito.
A todos que acompanham e especialmente àquela que me influenciou a fazer o blog um grande espirro de parabéns, porque loucura passa como gripe.
Ninguém liga se você anda por aí sem destino, mas inventa de sair pulando pra ver o que acontece...
Pensamentos ?

Se um deles rachar ou transbordar eu divido com você...
*às vezes o que eu penso não passa de uma réplica mal feita de tudo que já vi e vivi.
Profecia
Ela me disse que queria ir embora. Foi um choque.
Acredito que um dia iremos acordar, lentamente abriremos os olhos –como naquelas cenas de filme- e veremos toda a beleza da vida, a fragilidade do momento, a riqueza da simplicidade.
E tudo isso num tal de belo acordar.
Vamos sentir o ar entrando pelas narinas, sentiremos o passar do sangue pelas veias e ficaremos parados, estáticos pela grande surpresa. O cachorro do vizinho vai latir e o telefone irá tocar, mas soará tão poético que não iremos mais querer nos mover pra que esse instante não acabe nunca.
Uma mosca pousará em nós. Não será possível resistir e bateremos nela, ela vai sofrer e seu sofrimento nos trará a dura realidade.
Alguns não irão resistir e morrerão por não sentir o ar tão vivo como dantes, outros se empalharão tentando recuperar o momento e para tantos a sensibilidade e a mosca entrarão in memória e nada mais – serão como pedras até o último suspiro.
Acho que eu acordei’ hoje, lentamente abri os olhos e sorri. Ah, como é bom sorrir, meu deus.
Porque no inicio era o verbo e esse verbo correu pela mente, saiu pela boca, escorreu pelos braços e se materializou entre os dedos, o lápis e o papel.
sábado, 25 de abril de 2009
...do mar surgiu um cheiro forte de peixe podre...
Você que me roubou e agora senta na varanda para admirar o sol enquanto mastiga uns pedacinhos da barrinha que havia no pote.
Eu escrevo pra você que anda pela corda bamba e não sente o farfalhar do vento nos pés.
Quero meu potinho e tudo o que havia nele.
Quero meu potinho de alegria, pois ele estava dentro de mim antes de ser levado.
Sei que não adianta nada jogar essas palavras no ar, minha tristeza é como todo um mar podre onde só a própria natureza pode consertar.
Eu quero é jogar esse doce de leite no lixo...
sábado, 18 de abril de 2009
A minha revolução não é de 360º
‘Marte chamando Terra, Marte chamando Terra... Terra, por favor, responda!
Se você acessou o loucuracontagiosa e no momento em que a página abriu achou que errou o endereço, não se preocupe! Você ainda está no lugar certo.
Dias (2), horas (7) e coloque muita paciência (very much) também, foram gastos na reforma do blog. Dormi no computador e acordei com ele até que, finalmente, achei um tema em algum buraco da internet que me agradasse.
Agora entendo as pessoas que dizem como é difícil agradar uma mulher.
Ainda aprendi umas coisas novas e legais. ;D
Espero que gostem da alteração, sinceramente, descobri que tenho problemas sérios com revoluções.
A propósito, a imagem do blog também foi cedida por Vanny Araújo.
O loucura mudou, mas a loucura continua a mesma.’
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Ela levou a melhor moldura...
Já era o terceiro dia que aquele homem aparecia.
Trajado displicentemente ele passou esbarrando em mim, percebi que o segurança também estava achando estranho, mesmo por que é raro alguém ir ao museu e mais raro ainda por dias seguidos.
Ele parava encostado à parede olhando fixamente para um dos quadros de autoria desconhecida, havia sido encontrado durante uma limpeza nas casas antigas e abandonadas da cidade.
Entre meu abrir e fechar reparei seu modo incessante de mover os pés, o suor estampado em sua camisa e sua respiração acelerada. Ele passava ali toda à tarde, vez ou outra anotava algo no caderno e no fim do dia saia se esbarrando em mim novamente, ninguém respeita uma porta.
No quarto dia ele chegou mais cedo, me empurrou mais delicadamente (se é que existe empurrar delicado), com cabelo alinhado, calça jeans, camisa de manga longa, sapato social e um saco de mercado nas mãos. O segurança pediu para que deixasse a identidade no balcão, ele mexeu os pés, entregou e seguiu quase correndo para sua parede, chegando lá suspeitei que tivesse piscado o olho para a mulher do quadro.
Não duvidaria se me contassem que era um louco.
Puxou uma flor pequena do saco e ficou segurando enquanto sussurrava coisas ao pé da pintura de cores claras e expressão vibrante.
Foi embora mais cedo deixando um sorriso fugaz para mim.
Durante a madrugada soube que as paredes ouviram sons de sapatilhas e de papel sendo rasgado, da minha posição não via muita coisa, mas a moldura se locomovia e ia em direção à janela.
Era uma fuga de amor.
No dia seguinte a correria foi grande, ela não estava mais ali, muito menos ele.
A janela pediu para que eu parasse de ranger. Ah, meu bem, as portas fofocam! Não pense que somos reles paredes que só tem ouvidos.
Foto tirada em flagrante.¹Agradecimento especial a Vanny Araújo por ceder sua imagem para o loucuracontagiosa.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Um pote de água pode virar uma bacia de lama
¹''A tartaruga queria poder voar
Bem alto pelo céu
Acima de telhados e depois megulhar
Profundamente no mar.''
Ah, essa vontade de gritar que me embala numa histeria sem fim. Mulher, mulher, quem irá entendê-la quando sabes que nem você se entende.
2.0 Lembrei de coisas que eu esperava fazer algum dia, pelo visto ficarão in memória.
Mas a fonte, ah, ela não me escapa.
3.0 Ele vem crescendo ao meu lado, seguindo o sol, alimenta seus galhos e se enche de espinhos.
"Eu gostaria de ter mãos e
poder te abraçar como um homem"
E o cacto disse
"Você não me compreendeu
Minha pele é coberta com espinhos afiados
Que te arranharão como mil facas
Um abraço seria bom,
mas abrace minha flor com seus olhos.''¹
¹ trechos traduzidos da música Tree Hugger.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Zuummmm.
Zuummmm.
E o avião correu pelo céu.
Desenho meu, desenho meu, quem o acharás tão bonito quanto eu ?!
'Ele apagou, acendeu, apagou, acendeu, apagou, acendeu.
Minhas pernas me guiam para casa mesmo com os olhos fechados ou sem as luzes acesas.
Apague, seu miserável, sua luz amarelada só embeleza e enche de melancolia o meu caminho que tem cheiro de mato seco e um vento que refresca a face cansada.
Fui curta e grossa, ele apagou, andei no escuro, mas depois de alguns passos voltou a clarear meu destino, fiquei feliz, tenho medo da escuridão.

