
Debruçada na escuridão da noite observava o telhado da casa à frente, melhor dizendo, a laje da casa à frente. Até que uma sombra entre tantas sombras me fez ter um sobressalto, havia um grande ladrão abaixado na pilastra lateral ao telhado ou ao menos foi o primeiro pensamento que me ocorreu.
Apaguei a luz.
Como se isso fosse adiantar de alguma coisa já que ele deveria estar ali há um tempo e não surgido em um passe de teletransporte.
Continuei parada e com a luz apagada.
Observava o menor movimento daquele ser. Minha mente formulou trocentas e uma formas de me livrar da situação, mas as pernas não saiam nem do lugar, nenhum dos planos funcionariam assim, apelei para o plano B e segui fielmente, afinal o plano B se resumia a ficar na situação atual.
Pulou entre as pilastras da laje.
“Ah, meu deus (nessas horas é imprescindível chamá-lo) não deixa esse sem vergonha parar aqui!” – se sacudiu e derrubou uma telha que se espatifou com um estrondo.
Assustou-se.
Eu já listava, porém, todos os móveis de valor que poderiam ser levados, mas para minha surpresa o meu suposto ladrão após a queda da telha abriu enormes asas que reluziram com a lua e voou.
Era apenas um dragão, e eu cá com minhas idéias absurdas.
“A que ponto chegamos, meu deus.”
10º Mandamento: Não temei aos seus semelhantes.
...Isso deveria estar no livro mais vendido do mundo ...
Um comentário:
ow god! XD
=)
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