
O desejo foi e sempre será ‘o fruto proibido’, aquilo que nem sempre está ao alcance, mas que desperta em todo e qualquer ser humano as mais diversas sensações, que freqüentemente estão entre os sete pecados capitais, provocando o medo e conseqüentemente aumentando a vontade.
Surgindo do não tão profundo abismo do ser humano, o desejo, advindo da insaciável busca interior por algo, causa guerras, miséria, consumismo ou conhecimento.
Atualmente o desejo é criado a partir da programação que a televisão transmite antes e após o horário político.
Comprar batom, computador ou celular, entre tantos outros produtos, vem se tornado cada vez mais o desejo ardente e pulsante nas pessoas, se anteriormente o homem queria apenas voar, hoje ele não se limita em ir à lua, é necessário um novo celular que funcione além da Terra para falar com a família quando chegar lá.
“Uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade”. Não há necessidade, existe apenas o produto tornando-se necessário mesmo sem utilidade, lançado na maioria das vezes pela mídia.
O desejo que produz tantos outros míseros desejos é explicado pelo grande capital, que cria e anuncia tudo aquilo que se torna imprescindível.
O fruto proibido não produz mais conhecimento, e sim retardamento de possíveis grandes mentes.