terça-feira, 4 de agosto de 2026

Ideias para o bloco de notas inglesado

Wellness center 

  • yoga classes, meditation classes, massage, nutrition counseling, chinese medicine, ayurveda, dance or music classes and other arts, psychoterapy, art therapy,  music therapy, alternative therapies 

Restaurant / bakery / food services

  • selling fresh meals and/or frozen food
  • regular cooking classes or workshops 
     

Community shop 

  • net zero products (selling food from local farmers and products from artisans) 
  • holistic products (candles, incense, books, mats etc)

Community garden or community farm 

  • permaculture classes 
  • medicinal plants (workshops)
  • gardening edible plants in small places (workshops)
  • selling the producs in farmers market or regular clients 


Arts and crafs 

  • sewing, embroidery, knitting, painting classes 


NGO specific to instrumentalize people in vulnerable situation to enter the workmarket 

  • language classes, mock interviews, clothes for interview, services for CV preparation, networking
  • intermediation with companies 
  • basic training for soft skills 

Online classes (previously recorded and available online)
  • Language classes (Sanskrit)
  • Kiirtan and Prabhat Samgiita with chords for guitar / piano 

Seasonal projects 

  • Summer camps 
  • Holistic festivals (food truck or food stand or other services)
  • Retreats 
  • Social dinners or lunch with jam, poetry and other artistic performance
  • Charity events (sponsored running marathon, hiking, walking, cycling)
  • Garage sale  
  • Second hand shop 
  • Group travels 
  • "airbnb" of rooms or camping area 
  • Renting space for external service providers 
  • Raffles, quiz or bingo nights





sábado, 1 de agosto de 2026

Menor que um grão de areia

 "Não, daqui da janela não se consegue ver o céu estrelado. Pois é, como eu te disse, acho que vedar o céu é parte de um plano para que a gente acredite que nós, nossos problemas, e nosso mundinho pareça ser o centro do universo."

Foi assim ou mais ou menos assim que eu estava refletindo e conversando no outro dia. E desde então tenho pensado sobre a nossa incapacidade de ver a imensidão do céu a noite quando moramos na cidade ou em areas muito urbanizadas. Quando criança, desde bem pequena por sinal, eu amava olhar o céu à noite e era sempre uma frustração não ver tantas estrelas e ter que lutar contra a luz do poste pra encontrar as constelações. Até hoje eu consigo contar nos dedos quantas vezes pude ver o céu estrelado em sua totalidade ou ao menos o mais próximo dela. 

Existe algo muito especial sobre o céu quando está bem escuro e a gente consegue ver aqueles milhares (ou milhões? ou bilhões e trilhões e zilhões?) de pontinhos brilhando, tantas estrelas que a gente se perde e se encanta ao ponto do pescoço doer do tanto que a gente inclina pra trás. A imensidão do universo é tão grande que se infinito ou finito não importa - nos vemos como pequenos grãozinhos, tão minúsculos! Me sinto um grão de poeira ou até menor. E aos poucos vou sentindo todo o meu ser se dissolvendo no universo, tamanha a minha pequenez. Meus problemas se dissolvem, a minha vida que parece tão longa vira uma fração de milésimo do microlésimo do milesegundo. O que são 35 anos em um universo onde o tempo nem existe? Ele simplesmente é. O meu ser se dissolve como uma colher de açúcar na água quando vejo o sem fim do céu. Nada ou quase nada mais importa. Somos devolvidos a condição de mortais e humanos. Às vezes um frio na barriga e até um medo em encarar um céu tão estrelado.

Mas o que acontece quando somos privados disso? De repente nos sentimos grandes, importantes, como se não houvesse fim para nossa caminhada. Nossos problemas parecem maiores do que realmente são - ganham uma outra dimensão num mundo onde tudo é pequeno. E de repente, nos sentimos o centro do mundo ou até do universo, somos arrastados pela rotina, pelos ruídos de carros e tilintar de copos, pelo cheiro do álcool, e pelas inúmeras propagandas e embalagens plásticas que nos fazem consumir mais do que precisamos e em alguns dias mais do que podemos. A ausência da imensidão assustadora do céu à noite faz com que fiquemos perdidos, como que sem GPS pra alma. E de tanto nos perdermos vamos esquecendo até o que é mesmo que estamos a procurar. 

O céu à noite desde muito tempo foi mapa para navegações, migrações, para os caminhantes que voltavam pra casa. Mas o infinito estrelado também é mapa pra alma, guia nossos corações e acalenta ao nos lembrar de onde viemos e onde estamos. 


Diretamente da nossa casa flutuante e voadora a girar coreografadamente, gozo do prazer de ser parte de algo tão mágico e inexplicável, mesmo sendo menor que um grão de areia do cosmo.




  

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Toalha molhada

 Tem dias que a gente acorda meio pra baixo, um nó na garganta e o corpo pesado, como se tivesse descarregado parte da bateria vital. Uma vontade de chorar para aliviar a alma, mas poucas ou quase nenhuma lágrima. 

Pensamentos em vão buscando os motivos da atual tristeza. E uma busca no google para ver se alguém já encontrou o sentido da vida. Várias suposições e teorias, mas eu ainda acho que no fim é tudo um grande jogo de dados do universo. E o que dá sentido a vida é a morte - o medo de não ter aproveitado o bastante, aquele receio de estar perdendo algo ou até mesmo a saudade do futuro, saudade do que ainda virá a ser. O que dá sentido a vida é achar que um dia encontraremos sentido, e correr atrás desse dia que só Deus sabe se vai chegar. 

Porém, a vida não precisa de sentido quando estamos rindo ou amando. E sim, precisa ser no gerúndio porque é no momento da gargalhada ou no êxtase do amor em movimento que não pensamos em mais nada e viver por si só é o suficiente. A busca não é pela felicidade eterna nem pelo amor sem fim, esses depois de um tempo entram na rotina e viram mais dos mesmos. A busca é pelo -indo, -ando, -endo, pela centelha de vida que nos lembra que estamos no presente vivendo. 

Hoje eu queria poder colocar as minhas emoções numa toalha, como se enxarcada com água, e espremer até não poder mais. Até que cada gota de tristeza ou melancolia evaporasse e no fim só sobrasse a toalha, meio amassada, mas quase que nova. Enquanto isso não é possível eu sigo buscando e escrevendo. 


Até a próxima!



terça-feira, 21 de julho de 2026

Você tá aí?

 São 13:35, e eu ainda não almocei nem tenho planos de almoçar. Tomei um chá verde e um café mal feito. Faz uma hora desde que comi um pão com frutas que tem sabor de panetone e um pedaço de pão com queijo por cima. O computador está aberto desde cedo e eu transito entre minhas obrigações e as distrações da minha mente. Às vezes parece que capinar um terreno é mais fácil que corrigir uma frase, e as horas lentamente passam enquanto eu tento a todo custo focar no que é necessário. 

Algo parece fora do lugar dentro de mim, um sentimento morno que indica que as coisas estão andando, mas a passos lentos. Passos que vão procurando a direção correta a medida que caminho. O ser humano vive e cria sua razão de viver a partir das suas metas - mas o que fazer quando você chega do outro lado? Quando alcança o objetivo e uma nuvem se apossa da sua mente. E agora? 

Dizem que nessa hora é criar uma nova meta e ir se reinventando até o fim. 

É ter um propósito, novas ideias e criações. 

Aos poucos vou colocando no papel as infinitas direções possíveis que posso tomar num futuro não tão distante. Traçando como que no escuro um mapa para guiar o amanhã. Investigo dentro de mim padrões repetidos e marcas do passado que me freiam pelo caminho. Me esforço para lembrar sonhos de quando sonhar era a marca do dia a dia. 

Quem eu sou? 

O que eu quero? 

Para onde vou? 

Qual a minha contribuição nesse mundo que é ao mesmo tempo cão e paraíso?

Como eu posso vir a ser a melhor versão de mim?

  

E o que é um sentimento morno? A melhor forma de descrever seria dizendo que é como uma comida que tem tudo pra ser gostosa, mas faltou sal. 


Ando pelas ruas observando o outros e buscando a mim. Entrego minhas perguntas ao universo, a essa calculadora do impossível, e tento aquietar meus pensamentos enquanto aguardo pela resposta. 

 Universo, o que mais é possível que eu ainda não considerei? 





terça-feira, 7 de julho de 2026

Amor é viver a loucura de ser e estar junto sem nem mesmo se saber porque.

 Por acaso abri um texto antigo aqui do blog e encontrei a frase que está no título: "Amor é viver a loucura de ser e estar junto sem nem mesmo se saber porque." 


Alguns instantes se passaram enquanto eu refletia sobre isso e me perguntava se tem algo mais louco que estar com alguém sem nem saber o motivo. Explicar o porque das coisas faz a nossa mente lógica e cheia de minhocas encontrar caminhos para justificar escolhas. Mas algumas situações na vida não fazem sentido, elas nos fazem sentir. 


O saborear da presença dentro do conforto do silêncio, o toque que faz os pensamentos aquietarem, o quentinho no coração em ouvir a risada gostosa se espalhando pela casa. O abraço que transborda tanto carinho que faz adormecer. Ações racionalmente sem porque de existir mas que trazem beleza aos olhos, prazer aos ouvidos, adoçam a boca, e colorem meu mundo com uma paz profunda.  

Amar é verbo. 
E verbo é ação. 

Amar em português soa como há mar. 
e onde há mar,
há oceano de mistérios sem fim. 






segunda-feira, 25 de maio de 2026

Palavras bonitas

 Sorrir sem motivo é realmente libertador. 


Se expor a uma nova cultura, pessoas diferentes ou novos lugares não é simples. Se expor a fazer algo pela primeira vez, às críticas e aos olhares de quem faz aquilo há tempos exige ainda mais coragem. 

Há alguns anos fiz um curso de uma semana de palhaçaria, um dos cursos mais difíceis que me recordo ter feito na vida. Se expor ao ridículo, errar e vibrar pelo erro, ser o bobo ou aquele para quem as pessoas apontam. Nada disso é simples de fazer. Lembro do meu nome de palhaça - Frondosa! 

Frondosa nunca foi ao público, nasceu e vivenciou a passagem de meus entes queridos dessa pra uma melhor (assim espero). Mas ela vive comigo, hoje me fez ir cedo ao parque e sentar no balanço antes das crianças chegarem e tomarem o espaço. Juntas nos balançamos, rimos por rir e sentimos o frio na barriga enquanto o balanço ia e vinha. 

Como é bom poder ser bobo às vezes. Rir de si mesmo, rir dos acertos e dos erros. Principalmente dos erros! O Erro é o grande Triunfo do palhaço. É o param pam pam! thacharan tchan tchan! o nhem nhem nhem pelo qual todos esperam. 

Hoje eu acordei com reminiscentes de tristeza (como uma tosse seca depois da gripe) depois de alguns dias me sentindo não ser boa o suficiente, esperando por um reforço positivo ou palavras externas que me ajudassem a lembrar que eu sou e dou o meu melhor. Que sentimento infeliz, me assombrando pelo erro.

Só erra quem tenta. 

Só aprende quem erra.  

Viver o novo é saber que vai errar e ainda assim fazer até acertar. É preciso ter coragem de se arriscar, sem medo dos comentários que possam surgir. Quem, quem, me diga quem, dentre os que apontam, também se jogam como você? Saiba que não há gênio capaz de sem saber a direção fazer o gol enquanto aprende a chutar a bola. 

Abrace a sua coragem de fazer tantas coisas pela primeira vez, abrace o triunfo de errar até acertar. O acerto chega, cedo ou tarde, como um alívio de quem senta depois de horas em pé. Mas a emoção, o choro e os risos, a sensação de perseverança e vitória só vem através dos erros. 

Frondosa, que saudades! Na próxima vou rir ainda mais. 


Com coragem,

Helena 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

1 2 3

 

Meu passatempo predileto é olhar a janela. Deitada passo horas admirando o céu, mesmo quando está coberto de nuvens me distraio observando o vento balançar bem de leve os galhos das árvores. Vez ou outra um passarinho, nos dias de sorte um esquilo ou uma raposa. 


O quarto fechado, a janela trancada, e minha mente longe vendo quem passa ou deixou de passar. Bem em frente consigo ver uma árvore seca, só os galhos finos e as flores espalhadas, daqui parecem branquinhas como neve que aos poucos vai caindo lentamente, voando até o chão cheio de pétalas brancas. 


Tento me lembrar da época em que eu não usava celular e não tinha acesso a internet. De alguma forma eu me distraia, mas sem a urgência de ver se alguém ia me mandar mensagem. Pelo contrário, se o telefone tocava muitas vezes eu deixava lá até desistirem e desligarem. Hoje em dia no primeiro tremilicar do aparelho eu já quero ver quem é. Para quê que eu quero ver quem é? 

Aos poucos minha concentração que já não era muita vai esvaindo. Escrevo uma linha e paro no meio - opa! uma notificação. Me perco entre mensagens e quando volto por pouco já não me lembro mais sobre o que é que eu estava a escrever. Tenho me esforçado para lembrar como era minha vida antes de tudo ser urgente, antes do celular, quando eu ainda não tinha Orkut.

3 segundos e já não sei mais. 

Livros inteiros lidos em um único dia, listas e mais listas de exercícios eram a rotina do final de semana, brincar de não sei mais o quê preenchiam as horas. A TV me prendia, mas a programação tinha horário de início e fim. A programação das redes sociais é infinita. Sem pena destroem nossa capacidade mental.

3 segundos e já não me concentro mais.





quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O luxo de ter o básico

Quando eu acordei minha mente estava limpa, sem aquele excesso de pensamentos e preocupações, o maxilar relaxado, e debaixo da coberta or ar quentinho me envolvia. 

Levantei ainda com o corpo cansado, mas a mente afiada. Depois de muito tempo, não consigo nem contabilizar quanto, consegui ler um texto concentrada - claro que pequenos desvios aqui e ali - mas alerta às palavras, compreendendo com o mínimo de esforço. Aos poucos fui percebendo uma mudança sutil ocorrendo, como se aos poucos o meu cérebro estivesse relaxando, tranquilo, sem se ocupar em pensar como será a próxima hora.

Onde você mora? Qual a qualidade de onde você mora? Quão confortável é esse lugar?

Não estou aqui a falar de mansões, mas seu lugar te proporciona conforto térmico e físico? Você se sente segura/o?

Quanto você gasta por mês com contas essenciais? Sobra um pouco para o lazer ou uma emergência? 

Você precisa escolher entre um pão de qualidade ou a passagem do transporte?

De novo, não é sobre estar no 1% mais rico, mas sobre dignidade. 

A água que você bebe é filtrada?


Me lembro de quando comprei um filtro de água, faz alguns meses, a sensação interna de dignidade foi tão intensa que eu nunca imaginei que sentiria isso com uma vasilha com um filtro de carvão dentro. Mas são esses detalhes do dia a dia que moldam nosso nível de estresse, o excesso de preocupações e a qualidade da nossa vida. 

Poder chegar em casa, acender as luzes para espantar a escuridão e sentir o aquecimento ligado sem ter que enfrentar a angústia da invasão do frio pela janela e paredes, que ultrapassa as camadas da cama e invade o corpo. Só em saber que tudo será provido e nada lhe faltará faz muita diferença. 

O luxo de ter o básico! 

Seria um luxo ter dignidade? Não deveria, mas infelizmente, na sociedade que vivemos parece que ainda é para muitos de nós. 

O luxo de morar em segurança,

ter o necessário para viver,

pagar as contas sem entrar no vermelho,

ter um hobbie,

poder escolher,

ter tempo,

sentir a mente relaxar tranquila

ao saber que está tudo bem. 

O pão em cima da pia lembrando a fartura onde a comida nunca falta.  


De repente eu entendi o quão maléfico pode ser para a mente não ter o básico ou estar sempre na corda bamba entre ter e não ter. O quanto de estresse nosso corpo acumula ao sempre se preparar para o pior. E como faz bem ter dignidade! O mínimo, o essencial, o necessário, o básico garantido, e o mundo fica até mais colorido.


Que tenhamos todos o luxo da dignidade! 











quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Não tenho tempo para mim, e você?

 Abri o notebook, a ideia era escrever algumas linhas sobre não termos tempos para nós mesmos. Mas assim que tirei a roupa da rua e o corpo encostou no sofá que também é cama, adormeci instantaneamente. Quando acordei no meio da noite reafirmei para mim mesma, realmente, não temos tempo para nós. 

Um mundo de consumismo que nos consome cada dia mais. Suga nossa força ao ponto de não sabermos qual direção tomar. 

Escrevo aqui para nos lembrar que a vitalidade, a saúde, os dias ociosos são a riqueza e a preciosidade da vida. 


As pausas são valiosas como diamante. 

O silêncio externo e interno vale mais que ouro. 

E uma mente tranquila, não tem nada que pague. 


Na janela espalhei sementes e comida para os pássaros. Uma semana passou e nenhum veio visitar e comer os lanches, talvez estejam esperando a primavera. Que tenhamos a paciência de aguardar pelas primaveras da vida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Pequenos passos, pequenas reflexões

Uma inspiração profunda, uma expiração barulhenta. Respiro depois de muito tempo de forma consciente, sinto meus dentes rangerem e o único som que escuto além do ruído do ar que sai com força pelas narinas é o motor do freegobar e os ponteiros do relógio. 

Tic Tac 

Tic Tac

Já repararam que nunca é Tac Tic?

O tempo parece que não volta mesmo. Ele também não para, no máximo se arrasta vez ou outra, mas no dia a dia ele passa sem pena. 

Minha mente cheia de pensamentos entrecortados, como reels que começam do nada e terminam em poucos segundos. Não vejo a hora de me livrar desse hábito horroroso que consume meu tempo, entre uma rolagem e outra da tela, se vão minutos preciosos, minha capacidade cognitiva, e a chance de fazer algo por mim. Num engano entre micro vídeos com micro emoções, em que invisto os meus segundos de descanso, termino cada vez mais cansada. 

Tic

Tac 

Alguém aperta o pause, por favor?

Meu trabalho se acumulando, os livros com poeira, as linhas de tricô sentadas me olhando. 

Não dá tempo nem de adoecer direito, tem que ser correndo, recuperar às pressas porque as pendências não param de somar. Não dá tempo de mudanças com calma, de sentar entre um esforço e outro. Há uma urgência que toma por dentro e exige velocidade. 

Tic Tac 

Tic

Hoje eu vou jogar tudo pra cima

Tac

E no fim do dia lembro do que não foi feito com pesar.

Tic

Mas é isso, senhoras e senhores, a vida é feita de escolhas. Um dia de descanso para renovar-se por dentro e por fora, vale mais que um dia fingindo fazer algo. 

Tac

Sofremos em situações que nós mesmos nos colocamos, e em que somos os próprios responsáveis por nos tirarmos de lá. 

Tic

Respiro fundo

Tac

Se a gente não cuida da gente, quem vai cuidar?

Tic

Sigo tentando pisar no freio da vida, reduzir o ritmo, apreciar o tempo que assim que passar não volta mais. 

Tac

O Tempo, ah, o Tempo! Me visite com calma, amigo Tempo. Sem pressa de ir embora, chegue cedo, sente comigo e vamos admirar os galhos das árvores balançando pela janela. Tempo, tome um chá comigo, escuta minhas ideias, desejos e histórias. Me conte pra onde você vai, seus segredos e mais íntimos mistérios. Ai meu amigo, tem paciência, um passo por vez, me espera!

Tic Tac

O tempo não é amigo nem inimigo de ninguém. Ele só é. 




quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Quantas vidas cabem em um ano?

 Começo a escrever com o sentimento de que em 2025 eu já vivi 3 ou 4 anos condensados em meses. Transições, mudanças abruptas, montanha-russa em emoções e tremores no chão onde pisam meus pés. 

Que ano, amados e amadas, que ano! 

Ao mesmo tempo que chegou com grandes conquistas também trouxe altas doses de ansiedade, estresse, urgência por concentração, e reflexões sobre a minha estadia no mundo. 

Às vezes percebo que mesmo se a gente se acabar de trabalhar não vai acessar alguns espaços que exigem rios de dinheiro, nem ter a casa de vários quartos e sofá duplo na sala, mas ao mesmo tempo me pergunto, será que é isso mesmo que eu quero?

Comecei a ler um pequeno livro sobre agradecer e mesmo sendo algo simples  tem feito a diferença. Tenho me esforçado para mentalmente agradecer pelo que já tenho, pelo que sou, pelas situações que acontecem em momentos que os pensamentos divagam. Às vezes me surpreendo com o que ocorre na vida dos outros e sinto um cadinho de inveja, mas me lembro novamente por tudo que sou grata. Não é mágica, mas aquece o coração. 

Recentemente enquanto andava na rua cheguei a conclusão do que quero pra mim. Quero viver uma vida em que eu me faça feliz pelas escolhas tomadas, abraçada por dias de paz e sossego. Uma vida simples, livre de excessos e complicações desnecessárias. Uma vida preenchida pela possibilidade de desenvolver meus potenciais criativos através da arte, do meu trabalho, das relações humanas criadas. Uma vida onde o sangue pulsa correndo pelas veias e a gente sente a alegria em estar vivo. 

Com a paciência de um artesão que dedica sua atenção a pequenos detalhes de uma peça, que faz e refaz com dedicação e esmero, quero me dedicar aos pequenos momentos dessa vida, aqueles que passam despercebidos, mas que são feitos por eles o alicerce do nosso existir. 

A mais linda obra não é um prédio ou um local de luxo, é ser você mesmo em sua essência e potencialidades.


antigos sonhos

respiração lenta

movimentos dançantes 

risos sem motivo

poesia

tempo de paz

Agradecer por existir.

 

terça-feira, 25 de março de 2025

E eu sei lá

 Chegou meu certificado de adulta esses dias, mas não veio por correio nem por e-mail, chegou de surpresa em uma impressão de ausência de ânimo e sentido. Veio no corpo marcado por seriedade, estilo profissional, só que meio sem vida. 

De início estranhei, não consegui entender o que era aquilo. Aos poucos fui lendo os sinais e entendendo que havia cruzado a linha da vida adulta. Sem brincadeiras, sem canções, sorrisos curtos e sem graça, olhares vazios. Só podia ser isso.

Tomei mais um copo de água, comprei uma marmita, olhei o notebook com meus compromissos aguardando eu reagir. A dor nas costas não nega.


Sentei, mas não aguentei o peso, tive que deitar. Janela aberta, me cubro com a velha coberta, começo a suar, mas não me movo. Alguns lampejos me mostram que os sinais já estavam aqui, só faltava o golpe final do desânimo até com o que se ama.  


Senti falta da correnteza arrastando meu corpo na água, do pincel desbravando pinturas abstratas, dos sorrisos sem sentido e das gargalhadas até chorar. Andar sem rumo na rua com uma paçoca no bolso. Conversar por horas sem fim e não cansar. Ligações que duravam horas e horas. Amizades que faziam qualquer dia cinza um arco-íris. Senti falta de levar a vida numa boa.


Emoldurei meu certificado de adulta com retalhos do que me faz feliz. Busquei do fundo da minha alma tudo aquilo que me faz leve e expremi em uma tinta, joguei por cima do desânimo e da falta de sentido. 

A vida não precisa fazer sentido mesmo. 

Que seja leve enquanto dure. 

Leve como uma pena voando solta pelo ar, que existe e só pela sua beleza em ser já nos faz feliz.








terça-feira, 4 de março de 2025

O que você vê pela janela?

Diminuo o som da música, está tocando Didn't I do Darondo, já no finalzinho. Coloquei aquela playlist que me faz lembrar você para tocar. Hoje são 04 de março, mas parece que desde sempre eu escuto essas canções, tocam em meu coração e fazem playback em minha mente quando estou só e enquanto devaneio mesmo no meio das pessoas. 

Hoje eu decidi que ia esquecer de você, mas não durou mais que uma hora e quarenta e poucos minutos, exatamente o tempo do filme que coloquei pra passar. Para falar a verdade, nem funcionou de verdade. Assisti o segundo filme e parece que o efeito foi um pouco melhor. Por alguns minutos eu esqueci de tudo.

E se eu desligar o celular? Talvez ajude em alguma coisa, talvez. 

Na última vez eu deitei na cama, desliguei tudo, tranquei a porta decidida a deitar e não pensar em você.

No escuro, mas não tão escuro por causa das luzes dos postes lá fora, no quase escuro, deitada, olhei pela janela por horas a fio. Passando junto com as nuvens no céu desfilavam minhas memórias, nossas memórias, tão mal guardadas como uma roupa tirada do guarda-roupa sem passar. Memórias de dias que existiram e outras que foram criadas pela minha própria cabeça.

My song de Labi Siffre está tocando agora. Acho que você nem sabe que eu gosto dessas canções, nem imagina que elas me lembram você. Não sei mais quando, mas eu era criança quando comecei a ouvir blues e jazz. Por um acaso tinha o cd do BB King lá em casa. Hoje quando escuto essas canções por alguma razão me lembram você, e você nem gosta dessas músicas assim. Quem entende?

Mas são canções que me acolhem, como uma coberta macia e quentinha ou como uma almofada tão grande e tão fofa que se eu sentar me abraça por inteiro. Me trazem paz assim como a sua presença também me traz paz. 

Pulei para próxima música. Está tocando Pass me by, com Sharon Jones e The Dap-Kings. Até com as letras mais insanas e tristes eu sinto paz.

Vou de uma canção a outra assistindo a janela do meu quarto. Meus dedos passam pelo cabelo desmanchando os cachos, meus olhos perdidos, a mente solta e completamente fora do corpo buscando o momento que só se vive uma vez.

A janela escancarada me assusta. Tenho medo de flutuar e sair por ela com o vento e meus pensamentos. Mas no fim nada acontece. Meu corpo continua pesado em cima da cama, as nuvens devagar vão passando e se desfazendo, e eu continuo pensando em você. Sem forças pra lutar me rendo a te amar 

Imperfeitamente

Em linhas tortas

Do avesso

Em cacos de flores quebrados

Atrás do porta retrato 

Em palavras mal escritas.


Me rendo assistindo o tempo passar através da janela.














quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Ligação de Natal

 Alô, Maria, sou eu de novo. Te ligando pra dizer que hoje é Natal mais uma vez e por aqui o brilho ficou só no pisca pisca, que modéstia a parte esse ano eu fiz questão de ligar várias vezes. 

Maria, tá me ouvindo?

Meu corpo dolorido, minha cabeça ainda zonza, acho que peguei um resfriado. Não, não se preocupa, vou ficar bem. Sei fazer um chá e na dúvida eu durmo de novo até acordar boa. 

Preciso te dizer que quero chorar e não consigo. Então, não é que eu esteja triste, não sei explicar, só queria conseguir chorar e lavar a minha alma, esfregar com água e sal meu coração até ele ficar alvinho e leve novamente. Isso, como das outras vezes! Só que estou sem lágrimas. Quando aparecem só uma ou duas, só umidecem as pálpebras. 

Você ainda está aí? A ligação hoje tá falhando. Estou tão sozinha na multidão. As vozes sopradas nas minhas costas me agoniam e me fazem querer correr, mas é aquela loucura de Natal, todo mundo aglomerado tentando achar um presente, uma roupa, um enfeite novo. Eu vou como se faltando um pedaço, algo que esqueci por aí e não consigo repor. 

Sei, sim, sei que vim inteira pra essa vida. Entendo, mas ainda sinto falta. 

Maria, quando você vem me ver? Queria ir aí te ver, mas você sabe, o futuro é imprevisível e se eu for não sei bem o caminho pra voltar. Ano que vem? Tenho muitos planos, espero conseguir realizar alguns deles. O meu maior plano é não ter pressa e viver devagarzinho, sentindo os dias escorrendo pelas mãos. 

Quero pregar na parede da minha casa os quadros que vou pintar, e colocar as frutas da semana no cesto que vou fazer, deitar na rede e me estirar no meio da sala olhando o nada e as plantas penduradas ao acaso. Quando você for na cozinha vai ter ervas plantadas na janela, as panelas pelas paredes e meus vasos fermentando na estante. Tá rindo, Maria? Ah, parece casa de bruxa, mas eu bem que sou! Graças a Deus não queimam mais nas fogueiras. No quarto vai ter pouca coisa, mas não pode faltar o altar pro Bom Deus. Vai ser simples, você sabe como eu sou. Se eu der sorte Maria, até as canecas que você beber água sou eu quem vou fazer. 

Parece sonho, né? Ai Maria, você me conhece, vai dar certo eu só não sei quando. 

Maria, o que você faz quando te falta esperança? Isso, o que você faz quando acaba a animação?

Eu não sei, se eu soubesse não estaria perguntando. Rezar?

Talvez eu devesse fazer uma oração hoje então, aproveitar que é Natal, quem sabe o efeito é dobrado?

Você ri, né, mas vai que cola! Dizem que Natal é um dia diferente, as pessoas se esforçam pra ser melhores, eu só sinto melancolia, mas vai que pra Deus também é especial. 

Maria, obrigada por me ouvir. Vou desligar, tá ficando tarde. Quero rezar antes da meia noite que é pra ainda ter o efeito do dia de Natal. 

Se cuida, viu! Eu tô me cuidando. Também te amo. 



 







quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Vulnerável

Se eu deitar não sinto o apoio da cama, de pé não sinto o chão, ando como se em nuvens que se desfazem a cada passo. 

Vazio por dentro enquanto o coração bate acelerado. 

Na cabeça gira um só pensamento que tira a minha paz e presença.

O corpo todo sente a falta, como se em abstinência de uma droga potente ou adoecido na ausência de algo vital. 

Respiro fundo e sinto toda a minha vulnerabilidade, a vontade de chorar, mas nenhuma lágrima cai dos meus olhos secos.

O sorriso apagado pela saudade. 

A falta de sono de quem quer acordar desse sentir-se frágil e impotente. 

Vestida me sinto nua.

Nua me sinto sua. 

Vulnerável, meu espírito busca se encontrar mais uma vez.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Desapego

 Soltar as amarras, liberar a fivela, desatar os cadarços, abrir os botões 


Entre o nascer e pôr do sol tem o tempo de se iludir,

Entre o se pôr e o nascer há o tempo pra sonhar.

Em ambos a mente divaga perdida tentando se encontrar no presente. 

Buscando aquele instante único que acontece vez ou outra, quase raramente, 

em que estamos por completo no aqui e agora.

O momento em que desapegamos das ilusões, 

soltamos o passado e o futuro 

e nos vemos no aqui.

Aquele instante que mais se parece com o exato momento de alívio em soltar um botão apertado,

os três segundos que precedem e após esse instante, onde só sentimos a liberdade e nada mais.

Desapego do que foi vivido e do que virá, talvez seja esse o segredo que me custa aprender, porque quando solto o passado e libero o futuro, só me resta a mim mesma. Eu, pequena no universo e nada mais.







quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Quando o mel vira fel?

Várias vezes me pego pensando em você, em todos os momentos que tivemos juntas e fico triste em ver como tudo se desenrolou. Sem uma conversa apropriada, de forma distorcida e amarga. De um jeito que me assusta e entristece. 

Todas as memórias que tenho da gente são bonitas, então, quando foi que o amor se perdeu?

Nunca pensei que o que dizem sobre casar fosse assim tão difícil. O cansaço, o estresse do dia a dia, a rotina a curto prazo são como uma corrida com pesos nas mãos, no início a gente leva, mas a medida que o tempo passa vão deixando os braços cansados, e exaustos, estes não abraçam, só querem descanso.  

Pessoas exaustas não tem paciência, não namoram, conversam pouco, querem seu próprio tempo e espaço. E acho que cheguei nesse estágio de exaustão durante a nossa relação. Uma mistura de excesso de trabalho, cuidados invisíveis e racionamento de recursos financeiros faziam o contexto aumentar ainda mais a carga de estresse. Passamos tanta coisa juntas, dias de muitos sorrisos e também dias difíceis.

A pandemia nos uniu, mas ela também me quebrou em pedaços. Um contexto completamente atípico em que passamos a dividir a mesma casa. Ali foi um marco da nossa união física, mas também de quando o sentimento começou a se transformar. Somos tão parecidas e ao mesmo tempo completamente diferentes. Durante esse início tive os maiores picos de estresse que consigo me recordar na vida, foi quando em alguns momentos não me reconheci em mim, e quando os beijos se tornaram mornos, e isso ficou preso como um espinho no pé.    

Não vejo eu ou você como responsáveis ou culpadas por nada do que ocorreu e eu não soube lidar, era algo novo para as duas e os ajustes de rota aconteceram para ambas. Aquilo que se vive e faz pela primeira vez exige seu tempo de maturação e aprendizado. Não sabia como conversar algo que eu ainda não entendia o porque. Pra ser sincera até hoje ainda tento entender e achar a melhor forma de expressar. 

Por todo esse tempo sempre me recordava dos primeiros meses em que nos conhecemos, era a minha forma de renovar o sentimento e seguir em frente. Mas lá no fundo eu sabia que em algum momento esse espinho não iria me deixar continuar caminhando ao seu lado. Um misto entre querer continuar e insistir ao mesmo tempo que sentia um cansaço de tirar o fôlego. E por favor, não entenda isso ao avesso, o amor sempre existiu e foi isso que me manteve ao seu lado por todo esse tempo, mas a exaustão foi minando os dias bonitos.   

Esse ano diante de tudo o que aconteceu cheguei a conclusão de que tem horas que é melhor soltar ao invés de segurar, me machucar e machucar ainda mais você. Até porque chegamos num ponto que todo mel foi se revirando em fel, e tudo o que conversavamos se tornava amargo. 

Com certeza estou atrasada para te enviar essas palavras, atrasada em por isso a mesa, mas você foi e é uma das pessoas mais importantes na minha vida.   


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Estou com sintomas de saudades

Depois de um intervalo enorme sem escrever no blog, voltei. Não sei se voltei pra ficar, mas com certeza aqui, aqui é o meu lugar.

Por um acaso do destino, daqueles que não são mera coincidência, me lembrei que eu gosto de escrever, mas que nos últimos anos tenho visitado cada vez menos meus momentos de escrita livre e desabafos. 2024 com todo seu charme me virou de cabeça para baixo e nesse sacolejar apareceram inúmeras coisas que eu gosto de fazer e que foram deixadas para trás. Ouvir música, dançar e cantar sem medo de fazer barulho, olhar para o céu sem compromisso, ler simplesmente por ler, e me encantar pela diversidade e caos do mundo são algumas delas.  


Mudamos ao longo do tempo e as vezes nem percebemos que aquilo que deixamos de lado era o motivo de sorrisos, o que nos mantinha seguindo com a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.

Os dias vão passando e quando vemos o que antes fazia todo sentido para nós fica esquecido dentro da gaveta. A poeira do tempo vai tomando conta, e hábitos, rotinas, vão sendo esquecidos como que envoltos em neblina. 

Quanto tempo leva para lembrar o que nos faz bem e ficou para trás?

Um dia, como que por acaso tropeçamos em acontecimentos que nos lembram aquilo que faziamos com tanta disposição. Como se o universo desse em um empurrãozinho em nos recordar o que nos aproxima da nossa essência, o que nos faz perder a hora de dormir sem tomar café. Ele lembra o que te move com prazer, sem esforço, como que em um grande fluxo.

O que te move com prazer?


Respiro entre uma palavra e outra como quem volta a andar de bicicleta depois de aprender na infância. A delícia do vento passando pelo rosto e a sensação de que não se esquece aquilo que se ama. Da mesma forma, os dedos no teclado se deliciam em ver as palavras surgindo na folha em branco, como que saudosos abraçam até os tropeços de uma pessoa enferrujada.


Estou com sintomas de saudade

Saudades de mim. Saudades do que esqueci.



Obs.: Para o/a leitor/a de plantão, recomendo os textos com a memória fresca de músicas brasileiras. Algumas frases vão soar melhor assim.



É preciso saber viver

Na contracapa da vida, em letras miúdas e quase no rodapé está escrito,

"Enquanto respirar, lembre-se, é sobre-viver

sobre

viver"

Pensei então com meu botões, sobre viver, não é apenas sobreviver. É sobre estar no tempo imensurável e espaço in-finito incompreensível a mente humana de uma forma que vai além da sobrevivência, algo a mais do que a busca pela água, comida e abrigo. 

É sobre-a-vivência. 

Me arrisco a dizer que é mais o Como, do que o por que, quando e para quê.

Mas como viver onde exigem que só sobrevivemos?





quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Temos nosso próprio tempo

Se comparar com os outros não leva a lugar algum. Abaixa nossa auto estima, cria uma sensação de que estamos fazendo algo errado ou perdendo tempo ao descansar em momentos de lazer. Nessas horas nunca lembramos como o outro pode estar por trás das máscaras, o quanto paga em moedas de tempo de vida e falta de energia no fim de tudo. 

Temos nosso próprio tempo e nem sempre respeitamos isso. Nem sempre as demandas e prazos respeitam isso.

Temos nosso próprio tempo. Entender isso e seguir em frente é sobre-viver.