Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Vinicius
Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...
sábado, 5 de janeiro de 2013
Entre encontros e despedidas
domingo, 22 de maio de 2011
Lá vai a vida a rodar'
segunda-feira, 14 de março de 2011
E lá vou eu...
domingo, 6 de junho de 2010
Mais um
Quando eu era menina e sentava nos degraus da escada, me debruçava nas grades que me separavam da rua. Passava horas naquela posição – isso quando não tinha ninguém pra brincar – e observava o movimento das pessoas.
Tinha um menino, mais velho que eu, meio cego, meio magrela, meio descalço. Lembro dele lá no portão ou passando pela ladeira.
Um dia ele veio subindo, meio sujo, meio cansado, meio sozinho. Pra mim ele parecia um menino bom.
Por onde teria andado? Por onde será que ele anda?
Várias vezes eu sentei naqueles degraus e pedi sabedoria... Hoje eu não sei mais dizer o que sabedoria significava para mim naquela época, mas, agora, sentada em outros degraus, eu continuo pedindo.
Se eu recebesse toda a sabedoria que peço em caixas, ao longo de tantos anos, já teria abarrotado os cômodos da casa e com sabedoria pediria um pouco de ignorância.
Só na escuridão se é capaz de ver a luz, isto é, em um dia claro de sol um poste aceso não muda nada, só notamos sua presença no breu da madrugada.
Obs.: O Loucura Contagiosa completou dois anos no mês passado. Não cheguei a comentar, até porque esqueci... Entretanto, marcianos mandaram uma mensagem subliminar.
Minha felicidade começa no sorriso e se estende nas palavras.
A todos que me aturam e gostam do loucura, obrigada!
B'jos e Q'jos ;)
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
A flor.
Quando se é criança a vida passa como se fosse um dia quente e ensolarado e por algum motivo é necessário subir uma ladeira correndo. Os anos vão passando e a gente continua correndo pela ladeira, o suor escorrendo pelo rosto, a camisa já encharcada, mas enquanto corremos o vento vai batendo e o calor se mistura com uma sensação quase agradável. Depois de muito tempo nós paramos pra recobrar o fôlego e enquanto nos encostamos em algum poste do caminho sentimos o sangue correndo e o coração acelerado. Nem nos damos conta de quanto já andamos e de quanto já mudamos - mudanças na face e no caminho.
Depois que a infância se dissolve no suor às vezes o tempo muda, mas sempre estamos a correr pela ladeira; cada um corre de um jeito, no seu tempo.
Quando as pernas não aguentam mais e paramos para um novo descanso já estamos longe, há um silêncio que não atrai o nosso olhar para trás.
Voltamos a correr, mas sabemos que o passo de agora é a caminhada de antes e que não agüentamos mais o suor que escorre pelas costas.
A ladeira é alta, a corrida longa.
Uma hora não haverá mais pernas fortes e robustas e então sentaremos, olharemos para trás e iremos nos deparar com um jardim de girassóis, um vasto jardim onde a flor mais bonita será você e por algum motivo voltaremos a sentir a sensação estranha e boa do vento passando por um rosto suado.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Anos...
Eu fecho os olhos e coloco as mãos sobre as teclas, elas se apoiam como se fossem descansar, mas de repente elas deslizam e percorrem de um lado a outro se deliciando com os toques do teclado. A única forma de sossegar a mente é escrevendo.
Devo ser uma velha que já passou dos oitenta há muito tempo, que senta na cadeira pra bordar e coloca na radiola alguma coisa do Elvis Presley pra ouvir. E aí lembra o tempo gostoso em que subia em árvores, namorava atrás do parquinho, tempo em que pensava na vida como algo que nunca acabaria - Ah, que tempo bom! - imagina então coisas que não chegou a fazer, da novidade que foi ver a fotografia da primeira pegada do homem na lua, do abraço que não deu, do enterro que não foi, daquela amiga do primário que nem sabe mais dizer se está viva.
Eu sou uma velha pra lá dos oitenta que senta no canto e apoia o queixo nas mãos pra ouvir o som melancólico da idade.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Um minuto nem sempre é pouco.
A cada ponto uma interrogação implícita.
Plim plum ploin, catabum!
Não falei nada, mas sei que você entendeu o que eu queria dizer.
Correndo entre as pessoas que se esmagavam entre os camelôs, desvia pra direita, esquerda, direita novamente, esbarrou num braço, numa perna, bateu a boca no poste, a canela no cachorro, uma mulher estabanada arremessou um copo que foi em cheio no olho, o cuspe caiu na mochila, virou a esquerda, esquerda novamente, subiu a ladeira, deixou cair o saco de coisas que se espalharam pela ladeira.
Desceu correndo.
Catou o livro, o lápis, o celular, a agenda ficou entre os pés da velhinha manca, desvia pra direita, o cachorro já ia embora com o chocolate, a carteira um homem muito simpático fez o favor de entregar.
Agradeceu. Sorriram.
As maçãs do rosto avermelharam, uns olhos tão brilhantes se espelhavam nos seus. Colocou-a na sacola e seguiu o caminho subindo a ladeira.
Quando tomou o transporte abriu a carteira e viu que só restava um bilhete da mega sena.
Desceu do ônibus, foi andando para casa.
Soube depois que o transporte capotou, bateu e explodiu.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Polígonos
Para toda revolução um novo horizonte, ainda que se continue olhando para o mesmo lugar.
Status: Pensamentos aleatórios – online
Às vezes eu canso das minhas próprias besteiras.
Há quanto tempo sou a mesma pessoa?
Há quanto tempo gosto das mesmas coisas?
É como um quadrado, você caminha por ele sem perceber que as arestas possuem o mesmo tamanho. Caminha sem destino, mas sabe que as coisas irão se repetir.
Quantas pessoas já interpretaram as mesmas situações?
Vez ou outra eu vejo as repetições acontecendo.
Novamente não era bem isso, pensei uma coisa e escrevi outra.
Parei de imaginar contos, esqueci das estrelas - nunca mais olhei pro céu, nem mesmo de dia, faz muito tempo que a idéia de escrever um livro com aquela história que eu ainda não imaginei saiu da minha cabeça, cansei de tentar criar construções mirabolantes, meus sonhos se resumiram aos que tenho enquanto durmo e agora, nesse exato instante, eu listo do avesso as coisas que me povoam, porque faz muitos anos que eu não alço vôo pelo salão dos pensamentos.
Fuuuuu !
O mundo é uma representação.


