Tem dias que a gente acorda meio pra baixo, um nó na garganta e o corpo pesado, como se tivesse descarregado parte da bateria vital. Uma vontade de chorar para aliviar a alma, mas poucas ou quase nenhuma lágrima.
Pensamentos em vão buscando os motivos da atual tristeza. E uma busca no google para ver se alguém já encontrou o sentido da vida. Várias suposições e teorias, mas eu ainda acho que no fim é tudo um grande jogo de dados do universo. E o que dá sentido a vida é a morte - o medo de não ter aproveitado o bastante, aquele receio de estar perdendo algo ou até mesmo a saudade do futuro, saudade do que ainda virá a ser. O que dá sentido a vida é achar que um dia encontraremos sentido, e correr atrás desse dia que só Deus sabe se vai chegar.
Porém, a vida não precisa de sentido quando estamos rindo ou amando. E sim, precisa ser no gerúndio porque é no momento da gargalhada ou no êxtase do amor em movimento que não pensamos em mais nada e viver por si só é o suficiente. A busca não é pela felicidade eterna nem pelo amor sem fim, esses depois de um tempo entram na rotina e viram mais dos mesmos. A busca é pelo -indo, -ando, -endo, pela centelha de vida que nos lembra que estamos no presente vivendo.
Hoje eu queria poder colocar as minhas emoções numa toalha, como se enxarcada com água, e espremer até não poder mais. Até que cada gota de tristeza ou melancolia evaporasse e no fim só sobrasse a toalha, meio amassada, mas quase que nova. Enquanto isso não é possível eu sigo buscando e escrevendo.
Até a próxima!