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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Elas .

Eu adoro observar as reações das pessoas quando respondem a alguma situação em que eu propositalmente às coloco. É como fazer uma salada de espinafre com brócolis e laranja e depois pedir que alguém prove só para observar a sua expressão.



Voltei a ser ratazana de biblioteca... Não há nada mais prazeroso que roer livros.



É bonito observar um sorriso no rosto de uma mulher, não que não seja belo nos homens, mas um sorriso verdadeiro no rosto da mulher enche a alma com um frescor que lembra aquele ventinho bom num dia de verão (...), ver seu andar em um requebrado na maioria das vezes desengonçado por causa do calçamento da rua, ouvir a voz estridente típica, apreciar suas histerias sem motivo aparente ou até imaginar seu choro silencioso.

A mulher, de alguma forma ainda desconhecida, possui a força de ser e de encantar, de sofrer e sorrir, de conversar com os olhos e gritar sem falar.

Mas o pior, a sua mais bela, e talvez por isso, pior característica é a de sonhar por Deus e pelo mundo, porque um sonho só para a mulher não basta, ela sonha por ela e por todo o resto.

Mulheres sempre serão indecisas, faceiras, vaidosas, orgulhosas e sonhadoras.

Mulheres são o demônio, mas não há ninguém que resista ao seu sorriso.

Não é lá um ser que nasceu pra ser comparado, cada uma possui a sua beleza. Sua beleza mais que excêntrica e peculiar.





Eu queria contar uma coisa, mas fica pra depois ;)


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Senta que lá vêm história...


Alguma semelhança é mera coincidência.


Estava debruçada no beiral da janela.

Fazia tempo que a noite não se mostrava tão bela, e com a lamparina acesa folheava as tantas folhas com cheirinho de novas do grosso livro de capa marrom.

O vento nos céus fez sair uma nuvem que estava na frente da lua, senti uma mão pelas minhas costas, macia e leve, que deslizava por sobre o tecido do vestido de dormir, senti o livro escorregar pelos meus dedos e cair no meu próprio colo. Uma sensação de que ele estava virando água se misturou com a imagem que tive dos meus braços que se liquefaziam pingando sobre o livro que agora o vento passava as folhas, aos poucos o que sobrava de mim sabia que em breve eu não estaria mais ali. O livro que agora já estava no chão parou numa página e a última coisa que lembro foi dos meus olhos terem saltado das órbitas e serem absorvidos pelas folhas de papel embrenhadas por uma lama, que era absorvida aos poucos, e outrora não passava de mim mesma.

Aos poucos senti que estava sentada em um lugar diferente, com árvores de troncos largos e de tamanhos imensuráveis, plantas se entrelaçavam por todos os locais, talvez ali chovesse todos os dias, eram tantas e uma terra tão úmida que até para andar se tornava complicado.

De repente me abracei a uma árvore, não que eu quisesse trocar energias com ela, mas precisava ir a um local alto para ter noção de como sair dali. De alguma forma subi, a coluna não ajuda por causa da vida sedentária, mas depois de passar por alguns galhos e ver que a roupa não havia virado lama e ido junto pra onde quer que fosse me senti um pouco solta amarrando uma folha com dificuldade; o que a cultura não faz, e a mente não ajuda, uma folha nessa situação atrapalha até porque tem que ficar segurando, mas alguma coisa tem que consolar o lado psicológico.

Entre um largo espaço da copa vislumbrei uma lua mostarda e de brilho fosco, pequena, mas majestosa com seu aparente tamanho de bola de golfe.

Ventava forte e balançava o galho, desci mais lentamente do que subi, um frio estranho se apoderava de mim e vinha do coração.

Estava escuro demais para se ver alguma coisa, melhor assim.


Mr. Repetição está dentro de cada um de nós; tenho batido nele constantemente com o travesseiro, mas o ômi’ se recusa a ir embora.