Mostrando postagens com marcador chuva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chuva. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escorrendo pelos dedos









Eu já não precisava fazer mais nada, então apenas fechei as janelas e esperei o ar se extinguir. Senti a garganta seca e os olhos lacrimejarem.
A chuva caia forte lá fora e eu esperava... Vi as gotas da chuva baterem e lentamente escorrerem pelo vidro.
Fiquei sem ar, inspirei com mais força, joguei o corpo para trás e esperei.
Joguei uma perna em cima do banco e sem querer o rádio ligou.
Abri a janela.
Não esperei mais.




segunda-feira, 4 de maio de 2009

''Eu sei que determinada rua que eu já passei Não tornará a ouvir o som dos meus passos.'



Vou falar de uma história que além de mim só uma pessoa conhece, e mesmo assim não sabe por inteiro, não se preocupe se não entender, nada passa de um fato consumado pela imaginação... ou não.


A rua onde fica a minha casa não é a dos bobos número zero, mas silencia de passos e vozes com freqüência. Saí durante a tarde e deixei a chuva fraca vir ao meu encontro quando ventou, não consigo explicar direito, mas a sensação foi de ter tapado os ouvidos e escutado o sussurrar daquela ventania. Um aperto no coração se apossou de mim. As árvores se sacudiram e eu fui remetida a um conto que imaginei há alguns anos e tentei escrever (não obtive sucesso nessa minha tentativa, mas era pra ser um livro) esperei pra ver o que acontecia andando mais devagar.


Me convenci apenas que estava louca, a continuação seria eu no chão morrendo lentamente.

Fui ao chão hoje.


Agora espero encontrar os outros personagens.