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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Elas .

Eu adoro observar as reações das pessoas quando respondem a alguma situação em que eu propositalmente às coloco. É como fazer uma salada de espinafre com brócolis e laranja e depois pedir que alguém prove só para observar a sua expressão.



Voltei a ser ratazana de biblioteca... Não há nada mais prazeroso que roer livros.



É bonito observar um sorriso no rosto de uma mulher, não que não seja belo nos homens, mas um sorriso verdadeiro no rosto da mulher enche a alma com um frescor que lembra aquele ventinho bom num dia de verão (...), ver seu andar em um requebrado na maioria das vezes desengonçado por causa do calçamento da rua, ouvir a voz estridente típica, apreciar suas histerias sem motivo aparente ou até imaginar seu choro silencioso.

A mulher, de alguma forma ainda desconhecida, possui a força de ser e de encantar, de sofrer e sorrir, de conversar com os olhos e gritar sem falar.

Mas o pior, a sua mais bela, e talvez por isso, pior característica é a de sonhar por Deus e pelo mundo, porque um sonho só para a mulher não basta, ela sonha por ela e por todo o resto.

Mulheres sempre serão indecisas, faceiras, vaidosas, orgulhosas e sonhadoras.

Mulheres são o demônio, mas não há ninguém que resista ao seu sorriso.

Não é lá um ser que nasceu pra ser comparado, cada uma possui a sua beleza. Sua beleza mais que excêntrica e peculiar.





Eu queria contar uma coisa, mas fica pra depois ;)


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ela levou a melhor moldura...

Ainda quebraram a maçaneta...


Já era o terceiro dia que aquele homem aparecia.
Trajado displicentemente ele passou esbarrando em mim, percebi que o segurança também estava achando estranho, mesmo por que é raro alguém ir ao museu e mais raro ainda por dias seguidos.
Ele parava encostado à parede olhando fixamente para um dos quadros de autoria desconhecida, havia sido encontrado durante uma limpeza nas casas antigas e abandonadas da cidade.
Entre meu abrir e fechar reparei seu modo incessante de mover os pés, o suor estampado em sua camisa e sua respiração acelerada. Ele passava ali toda à tarde, vez ou outra anotava algo no caderno e no fim do dia saia se esbarrando em mim novamente, ninguém respeita uma porta.
No quarto dia ele chegou mais cedo, me empurrou mais delicadamente (se é que existe empurrar delicado), com cabelo alinhado, calça jeans, camisa de manga longa, sapato social e um saco de mercado nas mãos. O segurança pediu para que deixasse a identidade no balcão, ele mexeu os pés, entregou e seguiu quase correndo para sua parede, chegando lá suspeitei que tivesse piscado o olho para a mulher do quadro.
Não duvidaria se me contassem que era um louco.
Puxou uma flor pequena do saco e ficou segurando enquanto sussurrava coisas ao pé da pintura de cores claras e expressão vibrante.
Foi embora mais cedo deixando um sorriso fugaz para mim.
Durante a madrugada soube que as paredes ouviram sons de sapatilhas e de papel sendo rasgado, da minha posição não via muita coisa, mas a moldura se locomovia e ia em direção à janela.
Era uma fuga de amor.
No dia seguinte a correria foi grande, ela não estava mais ali, muito menos ele.

A janela pediu para que eu parasse de ranger. Ah, meu bem, as portas fofocam! Não pense que somos reles paredes que só tem ouvidos.



Foto tirada em flagrante.



¹Agradecimento especial a Vanny Araújo por ceder sua imagem para o loucuracontagiosa.