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quinta-feira, 4 de março de 2010

It ain't me you're lookin' for, babe ...


Ando me sentindo meio murcha... um galho seco num pote de água verde daqueles que jogamos pelo ralo.



Ela já não está na janela, e isso é anuncio de mau sinal.



Eu vejo ao longe uma tristeza diferente e não sei quando é que vai passar.

Mas essas coisas nunca acontecem sem motivo, talvez seja a musica que ando escutando.




quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Elas .

Eu adoro observar as reações das pessoas quando respondem a alguma situação em que eu propositalmente às coloco. É como fazer uma salada de espinafre com brócolis e laranja e depois pedir que alguém prove só para observar a sua expressão.



Voltei a ser ratazana de biblioteca... Não há nada mais prazeroso que roer livros.



É bonito observar um sorriso no rosto de uma mulher, não que não seja belo nos homens, mas um sorriso verdadeiro no rosto da mulher enche a alma com um frescor que lembra aquele ventinho bom num dia de verão (...), ver seu andar em um requebrado na maioria das vezes desengonçado por causa do calçamento da rua, ouvir a voz estridente típica, apreciar suas histerias sem motivo aparente ou até imaginar seu choro silencioso.

A mulher, de alguma forma ainda desconhecida, possui a força de ser e de encantar, de sofrer e sorrir, de conversar com os olhos e gritar sem falar.

Mas o pior, a sua mais bela, e talvez por isso, pior característica é a de sonhar por Deus e pelo mundo, porque um sonho só para a mulher não basta, ela sonha por ela e por todo o resto.

Mulheres sempre serão indecisas, faceiras, vaidosas, orgulhosas e sonhadoras.

Mulheres são o demônio, mas não há ninguém que resista ao seu sorriso.

Não é lá um ser que nasceu pra ser comparado, cada uma possui a sua beleza. Sua beleza mais que excêntrica e peculiar.





Eu queria contar uma coisa, mas fica pra depois ;)


sábado, 14 de fevereiro de 2009

Para tudo há uma continuação... [2]


Havia um coração deitado na cama. Solitário, ele refletia os raios de sol.






Andava em torno da menina que catava qualquer coisa pelo chão, pulou em alguns galhos da árvore até se encontrar tão alto que não sabia mais como descer miando por se molhar com aquela água suave que pairava no ar dançando enquanto caia.

A garota se pendurou e subiu ao seu encalço, meio entorpecida agarrou o gato com uma mão para não despencar, não iria quebrar mais que alguns ossos. Abraçou o gato e sentou no galho para descansar da escalada. Dali de cima o muro parecia suspenso, mas não passava de mera ilusão, era como uma extensão das pedras que formavam o paredão.

Arrastou-se até a ponta do galho para ver mais de perto a obra-prima daquela natureza. O vento rajou forte e as árvores balançaram freneticamente. Se agarrou com as pernas e o único braço que restava, o gato lhe arranhava os ombros e o rosto tentando se segurar.


Ao cair da árvore vi uma criatura entre as fissuras da pedra, não via melhor porque tinha o gato em minha frente, mas uma flor brotava de sua boca mesmo não sendo planta e com o vento a ouvi sussurrar para mim ‘a magia se desfaz em um copo d’água’.


Caíram no lago.



Se alguém entendeu alguma coisa é porque na verdade não entendeu nada.


-Continuação do Post do dia 21/01/09-