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terça-feira, 10 de abril de 2012

Hoje não vou falar nada.

Primeiro, achei uma bosta terem mudado o layout do blogger mesmo para quem não aceitou a atualização. Uma grande bosta isso.

Segundo, estou vendendo cortisol, produzido por mim e embalado em potes de vidro, caso alguém esteja interessado é só falar.

Terceiro, eu não sou nem metade dessa muralha de força e garra. Sou a angústia, o medo e a tristeza, disfarçada de coragem.


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Hoje eu queria falar sobre a vida que venho levando, o peso da responsabilidade que muitas vezes parece toneladas nas minhas costas, sobre as noites mal dormidas e a falta que me faz o sol se pondo, o mar de tardinha naquele balanço de ondas, o cinema no domingo e o teatro nos dias de orquestra. Queria falar de como é fácil me perder em pensamentos com a noite estrelada vibrando sobre mim.

Mas eu não vou falar nada.
O corpo reclama, os olhos já cansados insistem em lacrimejar numa mistura de sono e choro abafado. E eu me vejo sozinha, sentada no chão desejando que amanhã seja melhor, e nada mais.




"Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, 
sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos." (Salmo 126)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Sempre há o viés

Sabe aquele dia em que nada dá certo?... É, hoje não foi assim.



É sempre bom pensar sobre as decisões que tomamos, nas quais firmamos a vida levando a certeza absoluta de que aquilo era o MDC que poderíamos encontrar.

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Passo longas horas pensando. Imaginando o que deveria fazer, coisas simples como comprar uma mochila e sair pelo mundo, às vezes sobre os projetos que gostaria de desenvolver e tantos outros momentos aleatórios sobre o que realmente vivo.
Algumas perguntas me acometem...
Como será ver a Terra da Lua? Pasta de dente e água com flúor não excede o necessário pra meus dentes? Por que existem tantas músicas sobre o amor? Por que as pessoas falam tanto do outro se nem mesmo conhecem a si? Por que é tão lindo e maravilhoso aprender algo novo? Por que o céu brilha magnificamente quando estamos felizes? Quando será que conseguirei ler os livros clássicos e ver os filmes do Charlie Chaplin? Por que sei tantas coisas e ao mesmo tempo não sei nada?
Outras coisas me passam, mas já chega... o caos foi instalado em mim e por hora só resta viver meus pensamentos.

Somos o que somos.
Vivemos o que podemos.
Respiramos.Executamos.Pensamos.
Nem sempre nessa ordem...
Aprendemos com o tempo.
Desejamos sonhos.
Sonhamos um desejo.
Somos um plural.
Você somente é quando o eu na verdade se chama nós.


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Quando li esse poema pensei que fosse um espelho de palavras... e eu a refletir


VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,

Aquela que diz tudo e tudo sabe,

Que tem a inspiração pura e perfeita,

Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade

Para encher todo o mundo! E que deleita

Mesmo aqueles que morrem de saudade!

Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…

Aquela de saber vasto e profundo,

Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,

E quando mais no alto ando voando,

Acordo do meu sonho… E não sou nada! …

(Florbela Espanca)


Se estiver de bobeira aproveite para passar no Baú da Princesa.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje




E o destino quero deixar a Deus dará...



Pensando sobre as pessoas, fatos da vida alheia, comportamento e situações.

E no fim não haverá nada além do homem com ele mesmo. Para o pó, somente pó.
Antes disso há o mundo, o verbo e os prazeres.
De solidão e angústia o homem se fez, sólido como pedra, sensível como uma flor.
Não vejo motivos para falar, pensar talvez. Pensamentos nos corroem mais que palavras.
Há mais pessoas ao redor que seus dedos das mãos e dos pés juntos. Mas e daí? O que elas são para você? O que você é para elas?

Pó, sem dó.





Palavras aleatórias. Pensamentos além do horizonte.




Quando acordou sentiu vontade de dormir mais um pouco, puxou o cobertor sobre a cabeça e sentiu o pé do lado de fora, encolheu o corpo. Passaram-se mais alguns minutos e o sol já esquentava o quarto deixando-o abafado. O suor escorria pelas costas. Hora de acordar.
Lavou o rosto e abriu a geladeira, não havia nada além de água. Lembrou que gostava de achocolatado, pegou um copo encheu de água e bebeu como se fosse o achocolatado mais gostoso, estava quente, fazia meses que a geladeira estava quebrada.
Sentou no chão frio e sujo e se encostou na parede. A janela aberta deixava entrar alguns raios de sol, via-se o céu límpido e azul, doía-lhe os olhos. Bebeu mais um pouco. Não sabia como chegara naquela situação, olhou ao redor e viu alguns jornais antigos, folheou. Tinha medo de sair à rua, medo das pessoas, dos carros, das luzes, tanto barulho lá fora... Queria ir embora, mas para onde?
Bebeu mais um pouco.
Calor insuportável, pensou, chingou também, mas não nos vem ao caso. O sol brilhava intensamente, refletia, queimava e enchia de desejos e vontades. Não havia coragem.
Bebeu mais. O copo já estava vazio. Continuou bebendo, afinal, era um achocolatado de sabor inigualável.

Uma vida de ilusão. Nossa própria ilusão.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E quando menos se espera a gente enlouquece

Não havia mais tempo a ser perdido quando sentou na cadeira de plástico em frente à tela e repousou a mão no teclado.

Um cérebro em reforma

Todos os pensamentos já haviam rondado a sua cabeça, tinham pego martelos e marretas para construir a tal obra. Há alguns dias virtuais eles planejaram construir algo único, a primeira obra que deveria conter toda a essência humana para se manter durante a virtual eternidade. Bateram, quebraram, colaram, pintaram.

A cabeça já não aguentava mais quando de repente os pensamentos se deram por satisfeitos. A obra estava com uma cor sólida, única e sem degradê. Simples, sem ondulações, como uma folha de papel sem fim no primeiro instante em que se acha livre no ar.

Na tal obra não havia nada.

Indescritivelmente única.

Singular.

Plural.

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Engraçado, eu preciso aprender a pensar... Aprendi a arrumar as palavras, o guarda-roupa, lista de compras, livros, mas não sei arrumar os pensamentos. São explosões em cadeia que eu não consigo segurar.

Buuuuuuuuuuuuuuuuum !

E quando menos se espera a gente enlouquece. Gradativamente enlouquece.

Voltei para casa pensando em escrever sobre as pessoas, a consciência que não conseguimos formar de um dia para o outro, a importância de atitudes mínimas, necessidade de ruminação das informações, essa noção de vida bem vivida que se enraizou na mente humana, e principalmente sobre o abstrato que para mim consegue ser concreto. Não sei o que fiz, mas estou pra achar um adubo mental tal qual o meu, mente fértil, a Deus dará.

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Quando falo tempo virtual me refiro a algo intangível que medimos com a ajuda de um objeto chamado relógio, ou atualmente, celular sem crédito. Acredito que o tempo seja a coisa (não consigo pensar em uma palavra melhor) mais abstrata, surreal e virtual na qual mergulhamos de cabeça. Não se vive sem contar as horas, os dias, etc., por n motivos imaginários e existentes que nos forçam a conviver com algo virtual de forma concreta, como se o segundo que acabou de passar de alguma forma fosse tangível. Oh, não! Ele não pode passar tão rápido!, dito isto me apetece lembrar do dia em que deitei por dez minutos e me pareceu uma hora, dormi uma noite inteira e quando acordei achei que só havia passado uns poucos minutos. É culpa do cansaço, corre-corre, rotina, esse clima que muda todo dia, espaço que nunca tem ... e tempo.

Tempo é a situação virtual mais corriqueira a que podemos nos submeter. A noção de tempo é virtual, imaginária, abstrata, íntima.

Talvez alguém venha me dizer que ando pensando besteiras, há um cálculo antigo que mostra a ação e reação das situações, mas não importa. Talvez outro dia, quem sabe... mas hoje (nesse hoje virtual, imaginário e abstrato) eu quero ficar esperando o depois chegar.


Não há como se libertar. Eu sei e não quero saber.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Sei lá...

A gente nunca sabe quando está no tempo certo...

Depois de um tempo as ideias atrofiam e a gente não entende mais o

porque de ter passado tanto tempo com elas na cabeça.


Tem dias que ele acorda com vontade de correr, em outros com sua sede de estudar, às vezes levanta feliz pra ver os amigos, mas quase sempre a vontade é de ter mais cinco minutinhos.


O que é que define coincidência?


Você sorri para alguém sem motivo e depois de um tempo viram amigos.


Viaja quilômetros de distância e encontra hospedado no mesmo lugar que você aquele colega do colégio primário.


Sonhou. Aconteceu.


Pensou e achou algo que outra pessoa escreveu mais fiel ao seu pensamento do que se você mesmo tivesse escrito.



A gente sempre gosta de loucuras...

De sentir falta, da vontade de querer, da ausência mista de presença e dessa mania que deus benza... Acho que disso aí só eu gosto mesmo.



Hoje, estranhamente não acordei com vontade de cinco minutinhos a mais. Acordei querendo poesia... Recita um poema pra mim?



*ia postar meu texto sobre cultura, mas ficou muito muito grande @-@’

** Preparação para estampar camisas lol \o/ lol

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdade sem impurezas.


Eu ia deitar e fechar os olhos um minuto, mas de que adianta se eu continuo pensando?! Acabo é escrevendo, pelo menos eu deito nas letras.






Aconteceu sábado. Pela terceira vez e por motivos diferentes ela foi naquele mesmo lugar e aparentemente fazer a mesma coisa. Naquele dia, com céu de um azul claro e floquinhos de algodão, ela resolveu sentar em um lugar mais reservado.

Nunca havia visto tanta criança alí, e ficou observando.

Mexeu em alguns papeis quando de repente ouviu uma música. Uma música entre cortada de pausas e retomadas bruscas, mas tão suave; por vezes melancólica.

Não leria mais, ficou a escutar a tal música que pairava no ar e vinha do outro lado do muro. Tinha vergonha de chegar mais perto daquele muro que a separava do desconhecido.

Qual instrumento era aquele?

Que música era aquela?

Quem estava tocando?

Homem? Mulher?

Um vento bom balançava as árvores e a música continuava transpassando os muros e ecoando pelo lugar.

Quatro crianças apareceram.

Um cacheado, outro curtinho, uma de trança e outra de boné. Aparentavam ter entre três a quatro anos e vinham correndo com a intenção de brincar. Um, não lembro mais qual, ouviu a música e disparatou de encontro ao muro, passou pelas plantas e ficou por trás do jardim. As outras três não demoraram a ir.

As quatro crianças fizeram exatamente aquilo que ela gostaria de ter feito. Colaram os ouvidos na parede e ficaram a escutar.

Depois de alguns instantes saíram correndo pra contar a mais alguém o que ouviram.

Ela levantou. Foi disfarçadamente para perto de uma árvore e se encostou ali para ouvir melhor.

No seu pensamento só uma coisa reluzia, as crianças fazem tudo aquilo que as pessoas grandes sentem vontade.







A música emanava no ar um cheiro de terra do nunca.

sábado, 7 de novembro de 2009

Girando... girando...

Eu tenho tanta sede. Uma sede quase impossível de controlar.
Eu pego um livro e fico com fome, vejo um quadro e me dá sede.

Hoje, estava eu matando minha sede num passeio ao museu e por acaso me deparei com uma situação que deu um nó na minha cabeça e que me deixou com muita fome e mais sede ainda.

Com o tempo eu aprendi a aprender. Descobri que eu tenho que aprender porque talvez eu nunca mais vá me deparar com aquilo novamente, e aí, um dia, um belo dia, eu sentirei falta do que não aprendi sem compromisso.

Sempre fui de pensar muito e quando menor não era nada diferente. Muitas vezes em meio a devaneios eu acabava pedindo a Deus sede e fome eterna de conhecimento. Pois é, ele me atendeu, e hoje eu sou uma louca faminta e de sede insaciável.

Um dia, um belo dia, eu irei navegar por mares desconhecidos, passarei por entre as nuvens e caminharei por lugares que ninguém ousou caminhar.

Tenho sede. Tenho fome.

Os loucos fazem aquilo que os normais gostariam de fazer, mas não fazem por falta de coragem.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

Êh beleza !

Aquela amiga diz que te ama, sua mãe também, o primo, o vizinho, aquele camarada da internet, a conhecida que desapareceu deixou um depoimento via Orkut jurando que te ama eternamente, aquela menina chata do colégio ligou pra falar sobre o amor, Jesus então, você nem sabe mais o que fazer de tanto que insistem nos fundos, frentes e lados do carro e de repente você se depara com essa palavrinha mágica servindo como ‘bom dia’. Agora você desce do ônibus e em vez de, obrigado ,diz, também te amo.

Acho que precisamos coletar mais palavras que expressem o bem querer que sentimos pelas pessoas, conjugar o amor não está colando mais.


Para os amantes, não importa se o passado foi perfeito ou imperfeito, depois que passa as lembranças vivem no mais-que-perfeito dos sonhos.

Há mais formas de amar do que as que conjugamos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Interrogações


Qual a beleza de uma folha em branco?

Quanto vale essa pureza de folha intacta?

Seria essa folha um quadro negro pintado?

Ou uma ovelha desgarrada?

Qual o sentimento de um papel pintado com vento e esquecido ao léu?!

Eu estava pensando em desenhar quando me deparei com uma beleza estranha... Era o sentimento puro da folha branca que me olhava enquanto eu olhava pra ela.