sábado, 13 de março de 2010
sábado, 7 de novembro de 2009
Girando... girando...
Eu pego um livro e fico com fome, vejo um quadro e me dá sede.
Hoje, estava eu matando minha sede num passeio ao museu e por acaso me deparei com uma situação que deu um nó na minha cabeça e que me deixou com muita fome e mais sede ainda.
Com o tempo eu aprendi a aprender. Descobri que eu tenho que aprender porque talvez eu nunca mais vá me deparar com aquilo novamente, e aí, um dia, um belo dia, eu sentirei falta do que não aprendi sem compromisso.
Sempre fui de pensar muito e quando menor não era nada diferente. Muitas vezes em meio a devaneios eu acabava pedindo a Deus sede e fome eterna de conhecimento. Pois é, ele me atendeu, e hoje eu sou uma louca faminta e de sede insaciável.
Um dia, um belo dia, eu irei navegar por mares desconhecidos, passarei por entre as nuvens e caminharei por lugares que ninguém ousou caminhar.
Tenho sede. Tenho fome.
Os loucos fazem aquilo que os normais gostariam de fazer, mas não fazem por falta de coragem.
domingo, 11 de janeiro de 2009
Um longo suspiro no confessionário...
Confesso que sou dependente, uma total viciada que vive se arrastando pelas paredes vivendo em outros mundos.
Sou uma típica viciada das letras e dos efeitos especiais, da falta de ação e da monotonia dos filmes e da vida real, do encanto dos livros e dos detalhes da vida, uma viciada nas idéias mais loucas e nas janelas, viciada em mato, lua, mar e chá em dias de grande vontade.
O vício faz com que me afaste da sociedade, desse mundo vil de pessoas comuns. Sei que sou tão comum quanto qualquer outro, mas eu nasci para a posteridade ou para aqueles que já morreram, sou um prelúdio, uma viciada irrecuperável, pois, no caminho das idéias não há volta.
Sempre existe(m) aquele(s) que acompanha(m) e que alimenta(m), tentadores oferecem força, ânimo e novos horizontes, essas pessoas não escapam, ou já morreram ou também nasceram prematuramente.
As obras póstumas são gratificantes, melhor nascer para a eternidade do que se limitar ao vulgo presente.
Pensamento solto e elaborado enquanto lembrava de uma das fornecedoras do meu vício, C.C., tão louca que perdeu a razão.


