O que seria do ovo se não fosse a galinha?
Antes imaginava que não precisávamos de datas comemorativas e que isso se resumia apenas a um simples motivo para alta de vendas no mercado, mas hoje penso que elas têm lá sua relevância por nos tirar da rotina e tantas vezes reunir aqueles que um dia foram um.
Existem alguns projetos para democratização do acesso às peças teatrais, orquestras, museus e tantas coisas que acontecem, de forma que o mesmo evento (ou similar) é apresentado em um horário diferente e com um valor simbólico. Seria uma tentativa de conquistar um público que existe e não sabe da sua própria existência, mas não sei se é porque eu não vejo que sempre me vem à mente que o problema que persiste é a falta de divulgação, a comunicação deficiente que há entre nós e o que acontece por aí.
Felizmente, hoje havia várias pessoas no meio da praça a espera da apresentação da orquestra que, belissimamente, fez aquilo que sabe fazer de melhor, tocar corações.
Tive o prazer de ouvir durante a noite encostada num canto da praça enquanto olhava os galhos das árvores a dançar.
Olha lá sinhá! Por causa de uma palavra o boiadeiro perdeu uma boiada.
