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domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre o amor e outras coisas incompreensíveis

Enquanto observava uma vela queimar pensei sobre algo que é tema freqüente de músicas, novelas, filmes, material para banca de revista, conversas, etc e tal. O amor.

Ah, o amor, doce amargo amor por qual tantos já morreram em overdose! Vejam lá Titanic, Romeu e Julieta ou a viúva negra que saiu nos jornais. O que pode fazer tão sutil e taciturno sentimento virar um monstro devastador?

A vela, assim como o sentimento, precisa de qualquer coisa quente e que atrite para acender. Chama miúda se forma no início, mas à medida que o tempo passa cresce e muda de acordo com o vento. A vela, quando todo cordão e sebo já foram queimados, dá seu último suspiro, chama forte e viva a se apagar.

O monstro devastador não vive no sentimento, ele faz parte de nós, escondido atrás das cortinas ou embaixo da cama, pisando sobre nossas cabeças e cuspindo no chão. Seu trabalho é simplesmente o de construir a nossa grande muralha enquanto dormimos. A mesma que quebramos todas as manhãs. A impressão que tenho é de ter aprisionado um imenso mar entre muros, a água força a saída, mas ele está sempre alí para reforçar a junção entre os blocos. Se alguém de fora se atreve a quebrar o sólido muro é certo dizer que a água irá extravasar e se libertará com toda força arrebentando dos olhos.



Viver é se encontrar e se perder.




domingo, 31 de julho de 2011

Sobre sentimentos...

Só sobre mesmo, nem ao lado nem por baixo.

sábado, 14 de maio de 2011

Se eu soubesse que a vida é um sonho...

... não sei se teria tanta graça.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Relatos

A raiva é um sentimento tão mesquinho que nos toma o tempo e não se consegue pensar em qualquer outra coisa.



Enquanto esperava o ônibus sentiu um ardor no peito, era ela na espreita querendo mostrar seu veneno. Tinha raiva por estar com raiva, se é que isso é possível. Olhou para o alto, mirou umas nuvens e tentou relaxar. É, a vida é assim, injusta muitas vezes, mas o inteligente é aquele que usa da injustiça que sofre como arma para se sobressair e ultrapassar os obstáculos... Como alguém um dia falou “sacodir a poeira e dar a volta por cima”. Pois é, não há nada melhor!


sábado, 30 de outubro de 2010

Terra chamando Marte


"Gosto de ser embriagada por palavras doces e frágeis.''


Um copo de vinho pela metade num canto escuro e com um fio bem longe de luz passando.
.
Mas não há
.
As vezes eu não sei se aconteceu ou se eu li...
.
Talvez realmente haja algo de errado comigo
.



"Gosto de ser embriagada por palavras doces e frágeis.''


Quero um bom livro, um bom filme, um poema que me faça chorar, uma música que envolva meus sentidos, o pedaço do bolo com mais cobertura, sentar num lugar confortável e sentir que chove, mas não sair do lugar (...) me assustar com as folhas e pensar coisas que nunca serão ditas nem escritas.

Não conheço alma viva que saiba andar pelo meu mundo.


Gosto de me embriagar com palavras doces e frágeis... while my guitar gently weeps.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Na minha mão a morte é certa

Acho que vou parar de criar peixes. Não quero mais vê-los morrendo e ter que desejar a sua morte para que deixem de sofrer, para que termine de vez a agonia. É triste desejar isso pro ser que de certa forma me deixou feliz por diversas vezes.

Há horas em que falo e é como se eu não me magoasse mais, mas é mentira. Para cada peixe que sai do aquário morto um sentimento de tristeza se forma.

E agora... Agora eu olho para aquele quadrado vazio.

Pedrinhas, água, uma plantinha de verdade, mas ele não está lá. Oh, ele não está lá não!










Até onde uma música pode te influenciar? Até que ponto ela pode determinar um ato seu?

sábado, 25 de abril de 2009

...do mar surgiu um cheiro forte de peixe podre...

Ah, meu docinho, esse texto é pra você.

Você que me roubou e agora senta na varanda para admirar o sol enquanto mastiga uns pedacinhos da barrinha que havia no pote.

Eu escrevo pra você que anda pela corda bamba e não sente o farfalhar do vento nos pés.

Quero meu potinho e tudo o que havia nele.
Quero meu potinho de alegria, pois ele estava dentro de mim antes de ser levado.

Sei que não adianta nada jogar essas palavras no ar, minha tristeza é como todo um mar podre onde só a própria natureza pode consertar.

Eu quero é jogar esse doce de leite no lixo...