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domingo, 28 de agosto de 2011

Por amar demais...


Nos primeiros meses do ano assisti a uma palestra que posso dizer, talvez, não acrescentou em nada na minha vida, mas ainda há umas poucas e rarefeitas palavras que insisto em lembrar daquelas longas horas de monólogo. Não se deve estimar demais as amizades, elas se vão, nós as vivemos apenas por um curto período e depois, nada mais.

Não consegui acreditar nisso. Que elas se vão isso é quase certo, mas uma amizade é sempre uma jóia de valor inestimável.

Aqueles aos quais denominamos amigos são os que atravessam a nossa vida e mexem com a nossa existência, de forma intelectual, irracional, sentimental e/ou tantos outros adjetivos possíveis. Quando um elo de amizade é formado só em pensar pode-se sentir uma onda de bem querer e estar surgindo.

Foi com os meus amigos que aprendi sobre a humildade, a dar valor a presença, a ouvir, a sentir. Com eles formei parte do meu ser, sem eles eu sobrevivo, mas se não os tivesse encontrado sabe Deus o que seria...



A amizade é algo singular;

Envolve uma cumplicidade que não se sabe aonde mora nem de onde veio.



quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E se ...


'E se...' É o título de um texto, ainda em estado de latência, sobre autismo (e possivelmente sobre outras doenças) que penso em construir, seria uma revisão de literatura talvez.
A ideia surgiu por causa de um trabalho na universidade, não tão estranhamente, acabei me interessando muito sobre esses assuntos.
Já li artigos, vi filmes, pesquisei em livros e cada vez mais o desejo de saber cresce.


O que será que realmente acontece com essas pessoas?
Por que é tão complicado encontrar informações?
Por que ainda não se conseguiu um método eficaz para oferecer auxilio aos familiares e à pessoa portadora?


E se... de repente você estiver frente a frente com alguém que é diferente' de você ?
Você vai tentar fazer com que ele se enquadre ao senso comum?
Vai tentar aprender a ser tão diferente quanto?

E aí?!



Vamos lá ver no que vai dar.







quarta-feira, 7 de abril de 2010

Um parágrafo é suficiente.

Há sempre pessoas boas por ai...

Umas boas para escrever, outras para cantar, algumas pintam, até constroem. Só que elas nunca se acham capazes o suficiente, mas eu acredito no talento, na criatividade das idéias e nas andanças e transformações diárias que fazem.

Há pessoas boas por aí. Por todo lugar.

Boas no fazer e no ser.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sobre você, ou não.

Van Gogh



Pensei em telefonar, mas odeio telefonar para as pessoas, acho tão incômodo. Depois de um tempo achei que seria melhor mandar uma mensagem, mas se eu mandasse uma mensagem você retornaria com uma ligação, talvez.
E aí eu acharia a ligação incômoda.
Continuei lendo algumas coisas sobre rins e bexigas quando a vontade veio novamente. Controlei analisando o ostío do ureter, não entendo como conseguem fazer aqueles desenhos tão minuciosos.
De repente de onde eu estava dava para ouvir a música do vizinho, houve um aumento considerável do volume, e ouvir os beatles me fez lembrar da vontade de ver você (mentira, ele não ouvia os the beatles, mas eu gostaria que fosse).
Fiquei momentaneamente frustrada comigo mesma, mas o que é que eu posso fazer se na verdade eu gosto dessa vontade e de sentir sua falta?!.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Pensamentos soltos - online

Mais um ano, mais um dezessete de fevereiro.



Aquilo que é bom pra mim eu também desejo pra você. Acredite.



Talvez eu passe um tempo sem escrever, nunca gosto do que escrevo porque sempre foge do que eu havia formado no pensamento.
Entrarei em reforma, de novo.



Eu sou uma pintura no espelho?
Há um reflexo atrás da tinta...
Sim, essa sim sou eu.

Ser louco é deixar na pintura o borrão e dizer que faz parte da arte,
é ter a beleza de ser peculiar,
ser você e apenas você.

...e com essas palavras abriram a porta do manicomio.



terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um minuto nem sempre é pouco.


A cada ponto uma interrogação implícita.



Plim plum ploin, catabum!

Não falei nada, mas sei que você entendeu o que eu queria dizer.



Correndo entre as pessoas que se esmagavam entre os camelôs, desvia pra direita, esquerda, direita novamente, esbarrou num braço, numa perna, bateu a boca no poste, a canela no cachorro, uma mulher estabanada arremessou um copo que foi em cheio no olho, o cuspe caiu na mochila, virou a esquerda, esquerda novamente, subiu a ladeira, deixou cair o saco de coisas que se espalharam pela ladeira.

Desceu correndo.

Catou o livro, o lápis, o celular, a agenda ficou entre os pés da velhinha manca, desvia pra direita, o cachorro já ia embora com o chocolate, a carteira um homem muito simpático fez o favor de entregar.

Agradeceu. Sorriram.

As maçãs do rosto avermelharam, uns olhos tão brilhantes se espelhavam nos seus. Colocou-a na sacola e seguiu o caminho subindo a ladeira.

Quando tomou o transporte abriu a carteira e viu que só restava um bilhete da mega sena.

Desceu do ônibus, foi andando para casa.


Soube depois que o transporte capotou, bateu e explodiu.



terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdade sem impurezas.


Eu ia deitar e fechar os olhos um minuto, mas de que adianta se eu continuo pensando?! Acabo é escrevendo, pelo menos eu deito nas letras.






Aconteceu sábado. Pela terceira vez e por motivos diferentes ela foi naquele mesmo lugar e aparentemente fazer a mesma coisa. Naquele dia, com céu de um azul claro e floquinhos de algodão, ela resolveu sentar em um lugar mais reservado.

Nunca havia visto tanta criança alí, e ficou observando.

Mexeu em alguns papeis quando de repente ouviu uma música. Uma música entre cortada de pausas e retomadas bruscas, mas tão suave; por vezes melancólica.

Não leria mais, ficou a escutar a tal música que pairava no ar e vinha do outro lado do muro. Tinha vergonha de chegar mais perto daquele muro que a separava do desconhecido.

Qual instrumento era aquele?

Que música era aquela?

Quem estava tocando?

Homem? Mulher?

Um vento bom balançava as árvores e a música continuava transpassando os muros e ecoando pelo lugar.

Quatro crianças apareceram.

Um cacheado, outro curtinho, uma de trança e outra de boné. Aparentavam ter entre três a quatro anos e vinham correndo com a intenção de brincar. Um, não lembro mais qual, ouviu a música e disparatou de encontro ao muro, passou pelas plantas e ficou por trás do jardim. As outras três não demoraram a ir.

As quatro crianças fizeram exatamente aquilo que ela gostaria de ter feito. Colaram os ouvidos na parede e ficaram a escutar.

Depois de alguns instantes saíram correndo pra contar a mais alguém o que ouviram.

Ela levantou. Foi disfarçadamente para perto de uma árvore e se encostou ali para ouvir melhor.

No seu pensamento só uma coisa reluzia, as crianças fazem tudo aquilo que as pessoas grandes sentem vontade.







A música emanava no ar um cheiro de terra do nunca.