terça-feira, 21 de julho de 2026

Você tá aí?

 São 13:35, e eu ainda não almocei nem tenho planos de almoçar. Tomei um chá verde e um café mal feito. Faz uma hora desde que comi um pão com frutas que tem sabor de panetone e um pedaço de pão com queijo por cima. O computador está aberto desde cedo e eu transito entre minhas obrigações e as distrações da minha mente. Às vezes parece que capinar um terreno é mais fácil que corrigir uma frase, e as horas lentamente passam enquanto eu tento a todo custo focar no que é necessário. 

Algo parece fora do lugar dentro de mim, um sentimento morno que indica que as coisas estão andando, mas a passos lentos. Passos que vão procurando a direção correta a medida que caminho. O ser humano vive e cria sua razão de viver a partir das suas metas - mas o que fazer quando você chega do outro lado? Quando alcança o objetivo e uma nuvem se apossa da sua mente. E agora? 

Dizem que nessa hora é criar uma nova meta e ir se reinventando até o fim. 

É ter um propósito, novas ideias e criações. 

Aos poucos vou colocando no papel as infinitas direções possíveis que posso tomar num futuro não tão distante. Traçando como que no escuro um mapa para guiar o amanhã. Investigo dentro de mim padrões repetidos e marcas do passado que me freiam pelo caminho. Me esforço para lembrar sonhos de quando sonhar era a marca do dia a dia. 

Quem eu sou? 

O que eu quero? 

Para onde vou? 

Qual a minha contribuição nesse mundo que é ao mesmo tempo cão e paraíso?

Como eu posso vir a ser a melhor versão de mim?

  

E o que é um sentimento morno? A melhor forma de descrever seria dizendo que é como uma comida que tem tudo pra ser gostosa, mas faltou sal. 


Ando pelas ruas observando o outros e buscando a mim. Entrego minhas perguntas ao universo, a essa calculadora do impossível, e tento aquietar meus pensamentos enquanto aguardo pela resposta. 

 Universo, o que mais é possível que eu ainda não considerei? 





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