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sexta-feira, 1 de julho de 2011



"Só
Somente só
Sozinho
Só ele
Solitário''






segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lembrete: coisas pra contar à secretária eletrônica

Tomei um susto olhando para o chão, achei que minha sombra não era minha. De quem seria? Parei e fiquei na espreita de um movimento em falso, mas não aconteceu nada. Sai correndo pela escada, mas ela veio atrás de mim, Ah, danada! Próxima vez eu me escondo no poste pra você ver que não é bom assustar os outros.

Correr pela ladeira ouvindo I’ve just seen a face, com certeza, não é pra qualquer um.



Em época de eleição me sinto num tiroteio, tudo bem que pra um tiroteio fictício e um de verdade a diferença é só o horário. Horário político todo mundo sabe que passa antes da novela, mas pelas ruas o tiro corre solto a qualquer hora.


Sentei, deitei, dormi. É... eu sei que muita gente está querendo fazer exatamente isso agora.

É que hoje eu não queria falar de amor, aquelas lambanças toda sobre pessoas enamoradas, também não queria falar da tristeza, já basta ter que ligar a TV ou ouvir o vizinho cantando o último sucesso do pagodão, talvez sobre o horário político, mas eu também não queria te enrolar e ficar remoendo algo que todo mundo sabe que entra por um ouvido e escorrega pelo outro... Quem sabe criava uma historia olhando as estrelas, mas hoje não, meus pensamentos se voltariam ao passado lembrando o imperfeito, pretérito imperfeito.

Ps.: Acho lambança uma palavra engraçada que me deixa com vontade de tomar sorvete e comer chocolate.


Eu gosto de música e daqui da pra ouvir um som gostoso vindo lá de fora. Abri a janela e pararam de tocar.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Quando o inesperado te espera. (suposta Parte I)

I



Sexta-feira pela manhã, logo na chegada, os empregados foram reunidos no pavilhão principal para uma conversa e provavelmente seria aplicado um teste de auto-avaliação de desempenho na empresa.

Todos sentados preencheram uma parte do andar, que mais parecia um galpão, sendo que algumas pessoas ficaram em pé apoiadas na escada.

O responsável por iniciar a reunião começou falando sobre as diferenças do comportamento em casa e no trabalho entre frases de auto-ajuda e de personalidades.

Como estava perto da porta, uma porta alta e larga de metal e que no momento estava totalmente aberta, uma mulher morena levantou e caminhou para fora do pavilhão. Após andar alguns metros e se aproximar da beirada do prédio um vento forte sacudiu os seus cabelos. Estava no último andar de um prédio gigantesco em meio a vários outros tão imponentes quanto. Caminhou próximo a beirada e ao chegar ao extremo do prédio viu uma ligação entre esse e o vizinho feito por uma coluna horizontal de concreto. Se aproximou, apalpou e se agachou, pé ante pé foi andando pela coluna até que em algum momento quando já estava perto do outro prédio viu se desmanchar aos poucos a coluna e vindo em sua direção uma pessoa.

Sentada entre os funcionários que assistiam à reunião eu respirava fundo após ter essa primeira visão. Por instantes ouvi o diretor geral anunciando alguns avisos quando a vi sair novamente.

Fez o mesmo trajeto, e aparentou ter o mesmo vento sacudindo seus cabelos, agora eu via a pessoa caminhando no outro prédio enquanto ela passava próximo à beirada, não saberia dizer se era um homem ou uma mulher, mas vinha em direção à ligação entre os dois prédios, passos decididos, contidos, mas apressados. Ela já ia além pela coluna, no meio o caminho se despedaçou e ela sacudia os braços para o alto tentando se agarrar nos ferros da construção. Os passos vinham apressados em sua direção, se debruçaram na beirada e os braços...

Sentada entre os funcionários que assistiam à reunião eu respirava fundo tentando manter a calma, olhei para a porta, mas não havia ninguém lá.

Foi como um desmaio. Um suor frio correu pelo meu corpo, senti uma necessidade enorme de deitar e tirar as roupas que passaram a me sufocar e aos poucos eu já não estava mais ali, um acontecimento de segundos, mas quando recobrei os sentidos estava escuro e eu estava sentada em um local cheio de lama e mato, onde no meio havia um barracão cheio de pessoas que andavam de lá para cá.

Reconheci duas ou três colegas de trabalho, perguntei como havíamos parado ali e para elas foi como se nunca estivéssemos fora daquele lugar. Não sabia o que fazer, mas naquela semi-escuridão o medo reinava.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Don't let me down [2]

Sinal vermelho.



Tem vezes que a visão fica turva e o que era feio torna-se belo, a ignorância vira sabedoria e então o que menos se espera acontecerá.



Há coisas em nosso jeito de ser, de andar ou olhar que não mais notamos; hábitos que parecem defeitos para alguns, mas que na verdade são as bases da nossa melhor qualidade.

Você olha no espelho, arruma o cabelo e ajeita o amassado da roupa, há sempre algo errado na roupa, não adianta nem falar do cabelo. Até aqui ninguém nota o sorriso...

Mas quando você encontra alguém e sorri, dá um abraço quente e sorri o seu melhor sorriso (acredite, não é uma redundância) ninguém mais repara no supérfluo e aí se enxerga dos olhos de um pros olhos do outro.

Nos acomodamos a querer coisas que não tem importância.

Não, não é acostumamos não, é acomodamos mesmo.

Nos acomodamos...

O ser humano não precisa necessariamente de mil objetos sem utilidades, o ser humano na sua condição de mortal e consciente disto só precisa de outro ser humano que lhe dê o seu melhor sorriso.



Enquanto eu andar distraído nada acontecerá.



O pior problema a se enfrentar é esse medo que alimentamos entre nós mesmos, essa ânsia que nos impele a fechar os vidros quando paramos na sinaleira.

Dentro do carro não há moedas, há somente doces e um sorriso no volante.

A reação que você demonstra por um milésimo de segundos agrava o sentimento que povoa no coração das pessoas...

Da minha janela ele levou um sorriso, algumas palavras e um bombom. Em troca recebi o vidro limpo e uma benção de proteção.

Mas antes do sinal abrir vi pelo retrovisor que da outra janela fechada às pressas ele levou um relógio e um olhar de rancor.

Não o culpo... Às vezes eu também tenho raiva das pessoas que o ignoram e sinto vontade de quebrar todos aqueles dentes, porque sorrir é de graça e em alguns dias o que ele só precisa é de algumas palavras e atenção.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Quem é?

‘Eu tou morrendo de medo’.



Estava conversando com o espelho e me encarei, não reconheci os olhos muito menos a expressão... O meu reflexo não era totalmente meu, vi um pedaço de mim e outro de tudo que veio com o tempo.

Baixei as vistas, me deparei com os sinais descendo pelo pescoço e ombro - aparecem rápido e nunca mais vão embora.

Hoje a noite é nublada e não se vê o céu, mas achei algumas constelações em mim.





A pior sensação é saber que se olha um espelho e perguntar, Quem é você?.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Plim!

O telefone tocou.


-Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa !


E eu gritei toda a minha loucura pra você.


A ligação caiu.


-




Agora quem grita é meu espírito.


Grita em silêncio, porque na verdade meus gritos não sairam pela boca.


*He he he, vindo de mim não preciso dizer que a falta de sentido chega a ser algo peculiar.