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domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre o amor e outras coisas incompreensíveis

Enquanto observava uma vela queimar pensei sobre algo que é tema freqüente de músicas, novelas, filmes, material para banca de revista, conversas, etc e tal. O amor.

Ah, o amor, doce amargo amor por qual tantos já morreram em overdose! Vejam lá Titanic, Romeu e Julieta ou a viúva negra que saiu nos jornais. O que pode fazer tão sutil e taciturno sentimento virar um monstro devastador?

A vela, assim como o sentimento, precisa de qualquer coisa quente e que atrite para acender. Chama miúda se forma no início, mas à medida que o tempo passa cresce e muda de acordo com o vento. A vela, quando todo cordão e sebo já foram queimados, dá seu último suspiro, chama forte e viva a se apagar.

O monstro devastador não vive no sentimento, ele faz parte de nós, escondido atrás das cortinas ou embaixo da cama, pisando sobre nossas cabeças e cuspindo no chão. Seu trabalho é simplesmente o de construir a nossa grande muralha enquanto dormimos. A mesma que quebramos todas as manhãs. A impressão que tenho é de ter aprisionado um imenso mar entre muros, a água força a saída, mas ele está sempre alí para reforçar a junção entre os blocos. Se alguém de fora se atreve a quebrar o sólido muro é certo dizer que a água irá extravasar e se libertará com toda força arrebentando dos olhos.



Viver é se encontrar e se perder.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

Indo além... e mais um pouco.

As coisas acontecem de forma gradativa. Ninguém muda de uma noite para outra. Da manhã ao meio dia, do luar ao nascer do sol, transitando entre o início e o fim... Acontece de forma gradativa, não há como fugir.


Fiquei fora por muito tempo, tanto do blog quanto do meu mundo. Criei outros mundos, vivi o de outras pessoas e agora que voltei a minha mente não é mais a mesma... A minha alegria é diferente, o meu riso se fez diferente e se desfez, retorna em olhos alagados pela chuva.

Posso dizer que vi os sorrisos mais lindos, as crianças mais lindas, os lugares mais bonitos – tristes e bonitos. Por que a beleza surgia da tristeza, da dor, dos olhos cansados, do corpo vendido, da vida vendida. Uma beleza mais que excêntrica. Singular e plural, peculiar.

Pelos lugares onde andei talvez eu nunca mais passe novamente, mas com certeza me sinto pisada pelo lugar. Marcada com uma tatuagem que eu não quero apagar.

Tudo acontece de forma gradativa, não há como fugir.

Confiar em alguém é ter a certeza da desilusão, ela sempre vem, chega aos poucos, pelos cantos, sussurrando, devagar, ela vem.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Senta que lá vem história... (Parte 1)

Uma das minhas favoritas :)
(vista da 'varanda' do Santuário do Bom Jesus da Lapa para a ponte do Rio São Francisco)

^^


Torre


Tree Hugger'


^^ [2]


Rio São Francisco

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sobre você, ou não.

Van Gogh



Pensei em telefonar, mas odeio telefonar para as pessoas, acho tão incômodo. Depois de um tempo achei que seria melhor mandar uma mensagem, mas se eu mandasse uma mensagem você retornaria com uma ligação, talvez.
E aí eu acharia a ligação incômoda.
Continuei lendo algumas coisas sobre rins e bexigas quando a vontade veio novamente. Controlei analisando o ostío do ureter, não entendo como conseguem fazer aqueles desenhos tão minuciosos.
De repente de onde eu estava dava para ouvir a música do vizinho, houve um aumento considerável do volume, e ouvir os beatles me fez lembrar da vontade de ver você (mentira, ele não ouvia os the beatles, mas eu gostaria que fosse).
Fiquei momentaneamente frustrada comigo mesma, mas o que é que eu posso fazer se na verdade eu gosto dessa vontade e de sentir sua falta?!.


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Alegria dos meus olhos ^^

Um close na flor \o/
Foto: flor do cacto *-* do meu cacto <3>

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Foi ele !


Mentir faz parte do ser humano. Talvez outros animais também se utilizem da artimanha que é a mentira, mas o ser humano sente remorso, ou não, pela mentira dita ou por ser descoberto com as calças curtas.
Ah! Mentira me mata e eu menti. Foi uma mentira boba, só que agora vem tomando dimensões cósmicas.
Contarei pra que você remedi o infortúnio que deve ter sido conviver com a minha mentira...
O Sol não virará um buraco negro. Eu sei, a pior das mentiras é aquela contada sobre algo que você espera ansiosamente, o que eu poderia fazer?! Contar a verdade nua e sem graça não traria o mesmo ânimo, afinal, quem iria gostar de ouvir que o nosso Sol, aquele que nos atrai, queima a pele e giramos ao redor poderá ter o triste fim de se expandir em gigantes vermelhas e depois de alguns colapsos formar anãs brancas que se esfriam e apagam...logo nosso Sol que é tão quentinho e amarelo.




Ping ping ping ping... Era só mais um chuvisco.
Fui fechar a janela e o cacto caiu. Amparei com as mãos e me enchi de espinhos, quem diria que em vez de dor senti a alegria de pensar que na verdade havia me tornado uma flor, uma flor e seus espinhos.


O sentido que os acontecimentos tomam é você quem determina. (y)