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sábado, 9 de maio de 2015

De onde foi que eu vim?

De onde eu vim?
Por que eu não me enquadro no padrão normal das pessoas?
Por que eu tenho que ser assim tão...tão... louca?

Me pergunto sempre essas questões.

Por que eu tenho que amar demais?

Estava lendo um artigo sobre uma sequência de genes presentes em pessoas que relatam sentimentos exacerbados. Eu aposto que tenho isso. Mas não é exatamente sobre mim que quero falar hoje, quero falar da minha percepção das pessoas.

Tenho amado alguém que em um mísero fim de semana me deixou por outra pessoa. Alguém que é doente, Alguém que muda de humor como as nuvens mudam de posição. Alguém que sabe como pirraçar. Alguém que esconde de mim o seu destino. Que me faz ficar preocupada e com raiva de mim mesma. Alguém que é um dos meus melhores amigos. Alguém que é doce e amargo com fel.
Alguém que eu amo com todas as forças e odeio de vez em quando. Alguém que me decepciona.
Tanta gente no mundo e aonde é que eu fui parar?!
Aonde é que eu sempre vou parar...

Insisto em dizer que o problema deve ser comigo, não devo entender a realidade dos fatos ou simplesmente escolho a pessoa "errada".

De onde eu vim por alguma razão existiam as palavras confiança, afeto, compromisso, sinceridade.

Lembro de uma vez que eu estava trabalhando numa lojinha e eles tinham imãs de geladeira com algumas dessas palavras. Um dia uma garota entrou, pegou um dos imãs e perguntou pra mim Mas o que é afeto? O que é compaixão? Naquela hora eu sabia que havia algo de errado, tentei explicar com pouco sucesso. No fim só posso dizer que muita gente cresce sem saber o significado dessas palavras e sai errante tentando viver o que chamamos de vida.

Por que eu não deixei a minha pessoa amada para trás? Por que eu simplesmente não esqueço e corto contato?
Sinceramente, minha resposta é porque eu sou maluca mesmo, mas eu lá tenho minhas razões pra isso.
Mantenho uma relação de amizade que nutre o afeto e que cuida mutuamente para que ambas as partes fiquem bem. Vai que essa pessoa também não conhece o significado de tudo isso. Na pior das razões mora o fato de que eu aprendo muito sobre o ser humano lidando com essas espécimes raras.







segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Aventuras pitorescas - Primeira parte: Descobrindo a existência

Não sei mais dizer quando foi que me dei conta de mim, quando descobri que sou pessoa e deixei de viver no mundo abstrato das crianças extremamente pequenas. Não sei mais quando descobri que eu sou eu.

Vagas lembranças assolam a minha mente como se de repente um recorte de várias fases fosse sendo apresentado numa tentativa de somar as peças.
Era noite e eu passava mal, saí do quarto em direção ao banheiro e com as minhas pernas de seis anos de idade caminhei às pressas como um adulto durante o porre da cachaça faria. Abri a porta e vomitei, vomitei a doença e as emoções há muito repreendidas. Vomitei a tristeza da solidão e a dor. Vomitei o jantar das sete e as lágrimas da semana. Vomitei a perda e insegurança.
Tomei banho, me vesti e voltei para o quarto. Dormi o sono dos anjos porque a minha linhagem descende dos anjos de coração.
No dia seguinte a descoberta pelas pessoas da casa de que eu havia passado mal pela sujeira do banheiro não me abalaram, já não havia mais motivos para me abalar.

Era noite, mas não mais àquela de outrora, e ver a tristeza em seus olhos brilhantes me enchia de compaixão. Com minhas mãos de sete anos rezei pedindo a Deus o esquecimento das dores vividas. Apoiei a cabeça em seu colo e fingi que dormi apenas para que me deixasse no quarto e acabasse rápido com o vazio.

Viver entre os extremos sempre foi minha sina. Explosão de alegria também se transforma em rio de lágrimas, mas só assim se descobre o caminho a se trilhar.

Engraçado, mas novamente era noite e sentada na escada que ligava a rua ao primeiro andar eu lia uma enciclopédia usando a luz do poste para me guiar entre as palavras. Com os olhos de oito anos descobri o lado científico da anatomia e da sexualidade. Me descobri num corpo de menina.
Nesse mesmo período comecei a escrever poemas, infelizmente acredito que perdi todos, mas sei que eram lindos. Provinham da inspiração que só os loucos possuem. Simplesmente sentava na cadeira da vandara e me debruçava na mesa de plástico com meu mundo de ideais a ser transcrito.

A curiosidade assolava a minha existência e foi então que aconteceu.

Entre os degraus do primeiro para o segundo andar, já havia passado das nove horas da noite quando pedi a Deus por inspiração e sabedoria. Em meus anos de criança decidi que pediria a Deus o dom da sabedoria.
Sentada na escada falava a língua do desconhecido e conversava comigo mesma em uma espera incansável pelo conhecimento.

O esquecimento dos dias tristes chegou e eu apenas guardei a ânsia de vômito em situações que despertam amor incondicional. É preciso perdoar o outro e a si próprio para se libertar das amarguras da existência. O perdão da alma nos eleva.

A vontade de descobrir o universo sempre foi uma constante, oscila, mas sorrateira acompanha os infinitos sonhos. E foi a partir do universo, da ânsia por saber de sua mecânica e quântica que a teoria das ondas energéticas surgiu.
Com a mente de nove anos decide memorizar para o resto da vida três teorias que devem guiar o meu caminho:
A primeira se relaciona com o bem querer ao próximo, ajudar aquele que precisa e através da compaixão ampará-lo.
A segunda é sempre continuar com o espírito de criança. Sofrer o que for preciso para não deixar a curiosidade e intuição viva da criança interna ser rarefeita. Assim como saber ouvir as crianças e não me deixar convencer pelos adultos de que os pequenos não sabem ou não entendem do mundo.
A terceira e última é a teoria do universo. Ao meu ver o universo é uma onda energética que oscila em diferentes vibrações, com suas frequências e amplitudes específicas. Cada um de nós vive em uma frequência e oscila a depender do estado de espírito em que se encontra. Viaja entre as frequências e pode ir do extremo da iluminação ao extremo da negatividade. Ao morrer a energia etérea se une à vibração maior e entre em completude com a sua frequência interior construído durante seus dias de vida.
Ser humano é se permitir ter a capacidade alterar sua frequência. Enquanto somos energia a amplitude e frequência da vibração é constante, mas quando somos humanos conseguimos em questão de instantes emergir em uma nova sintonia.





Eis o mistério da vida.
Eis a simplicidade da fé.
Na compreensão o caos se tornou ordem.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lembrete


Com as mãos ainda tremulas e molhadas de suor liguei o computador, abri uma página do Word e esperei as duas únicas lágrimas secarem pela minha face.


Em menos de duas semanas passei por uma mesma situação repetida em diferentes lugares com diferentes pessoas. Pessoas, que supostamente não conheço, falavam comigo, sorriam, acenavam, chamavam meu nome e vinham ao meu encontro. Como pode? Quem são eles? De onde me conhecem? Quem sou eu?

Sinto nas entre linhas quando vão me reconhecer, um olhar mais alongado, inevitavelmente eu encontro seus olhares.

Após resolver alguns problemas fui olhar uma loja qualquer, tinha uma camisa com a estampa do Snoopy pendurada no cabide, quando percebi. Ele estava conversando com uma garota e parecia não prestar tanta atenção, meu olhar encontrou o dele e eu sabia instintivamente que ele iria me reconhecer mesmo eu não fazendo idéia de quem poderia ser aquele homem. Me dediquei a olhar a camisa esperando que ele fosse embora sem falar comigo, mas quando se aproximou deu um largo sorriso e me cumprimentou como se já tivéssemos nos visto antes. Retribui com um aceno de cabeça acompanhado de um breve sorriso.

Meu Deus, o que é que há?

domingo, 3 de abril de 2011

Você não vai querer saber.

Vou desligar meus pensamentos no três.

-


Um


Após assistir ao filme Marley e Eu só consegui lembrar dos dias mais loucos e alegres que passei com o doido varrido do meu cachorro, comedor de pedra, plantas e portas de madeira. Quanta saudade... Mas é impossível não sentir falta de apostar corrida na praia, fazer carinho no seu pêlo, abrir a torneira para que bebesse água. Enquanto chorava me faltou ar.



Dois


Nunca mais faço aquilo novamente. Até hoje não sei o que me aconteceu para que a raiva se alimentasse desse jeito... Coisa estranha isso, mas em mutação de sentimentos devo ser uma expert.


Coincidências... Atualmente estou evitando-as.




Três


- Imagine a tela da TV quando não está ligada. É isso aí.

sábado, 6 de novembro de 2010

Maluca.

Num dia triste de chuva
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca

- Composição: Luiz Capucho

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conversa de esquina...

Hoje, assim como ontem, lembrei do meu amor...


Um amor que começou como qualquer outro, de forma gradativa foi chegando, chegando, chegando de um jeito que quando eu vi já tinha tomado conta.

Já tive períodos de me achar um pouco excêntrica por amar tanto, mas agora eu vejo que não há um ser (pelo menos da minha época) que tenha se distanciado sem sentir essa saudade estranha, quero ver alguém que não tenha criado esse amor cinza, azul, vermelho, branco... Alguém que tenha passado pelo CEFET-Ba e que não se apaixonou pela sombra do brasão antigo que se avista naquelas paredes cinzas, pelo vermelho do chão que de vermelho não tem nada ou pelo azul do inferno.

Acho incrível isso, mas desde o dia em que entrei naquele lugar não tive mais um instante de paz... Todo dia acontece algo que me faz lembrar os momentos, as pessoas, o CEFET.

Se um dia já foi ódio, alegria, choro, sorrisos ou abraços, agora eu lhe digo que é amor, um amor incondicional.*




*E que insuportavelmente eu alimento.


Foto: HBMS - 2005

terça-feira, 2 de junho de 2009

Inesperado

Tenho a sensação de que detesto coincidências.

Estava andando por um blog que me levou a outro e outro e outro até que achei o PutaQPaliu, digamos que já comecei gostando da imagem e depois de um bom tempo por lá me assustei com um texto de 2008 falando de estrelas, borboletas e no cara ou coroa uma Helena.


Para os curiosos o link do texto e do blog.

Espero que gostem tanto quanto eu de passar por lá. =)