quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Na minha mão a morte é certa

Acho que vou parar de criar peixes. Não quero mais vê-los morrendo e ter que desejar a sua morte para que deixem de sofrer, para que termine de vez a agonia. É triste desejar isso pro ser que de certa forma me deixou feliz por diversas vezes.

Há horas em que falo e é como se eu não me magoasse mais, mas é mentira. Para cada peixe que sai do aquário morto um sentimento de tristeza se forma.

E agora... Agora eu olho para aquele quadrado vazio.

Pedrinhas, água, uma plantinha de verdade, mas ele não está lá. Oh, ele não está lá não!










Até onde uma música pode te influenciar? Até que ponto ela pode determinar um ato seu?

Elas .

Eu adoro observar as reações das pessoas quando respondem a alguma situação em que eu propositalmente às coloco. É como fazer uma salada de espinafre com brócolis e laranja e depois pedir que alguém prove só para observar a sua expressão.



Voltei a ser ratazana de biblioteca... Não há nada mais prazeroso que roer livros.



É bonito observar um sorriso no rosto de uma mulher, não que não seja belo nos homens, mas um sorriso verdadeiro no rosto da mulher enche a alma com um frescor que lembra aquele ventinho bom num dia de verão (...), ver seu andar em um requebrado na maioria das vezes desengonçado por causa do calçamento da rua, ouvir a voz estridente típica, apreciar suas histerias sem motivo aparente ou até imaginar seu choro silencioso.

A mulher, de alguma forma ainda desconhecida, possui a força de ser e de encantar, de sofrer e sorrir, de conversar com os olhos e gritar sem falar.

Mas o pior, a sua mais bela, e talvez por isso, pior característica é a de sonhar por Deus e pelo mundo, porque um sonho só para a mulher não basta, ela sonha por ela e por todo o resto.

Mulheres sempre serão indecisas, faceiras, vaidosas, orgulhosas e sonhadoras.

Mulheres são o demônio, mas não há ninguém que resista ao seu sorriso.

Não é lá um ser que nasceu pra ser comparado, cada uma possui a sua beleza. Sua beleza mais que excêntrica e peculiar.





Eu queria contar uma coisa, mas fica pra depois ;)


sábado, 9 de janeiro de 2010

Polígonos

Para toda revolução um novo horizonte, ainda que se continue olhando para o mesmo lugar.



Status: Pensamentos aleatórios – online



Às vezes eu canso das minhas próprias besteiras.


Há quanto tempo sou a mesma pessoa?

Há quanto tempo gosto das mesmas coisas?


É como um quadrado, você caminha por ele sem perceber que as arestas possuem o mesmo tamanho. Caminha sem destino, mas sabe que as coisas irão se repetir.



Quantas pessoas já interpretaram as mesmas situações?

Vez ou outra eu vejo as repetições acontecendo.



Novamente não era bem isso, pensei uma coisa e escrevi outra.



Parei de imaginar contos, esqueci das estrelas - nunca mais olhei pro céu, nem mesmo de dia, faz muito tempo que a idéia de escrever um livro com aquela história que eu ainda não imaginei saiu da minha cabeça, cansei de tentar criar construções mirabolantes, meus sonhos se resumiram aos que tenho enquanto durmo e agora, nesse exato instante, eu listo do avesso as coisas que me povoam, porque faz muitos anos que eu não alço vôo pelo salão dos pensamentos.




Fuuuuu !


O mundo é uma representação.

Don't let me down

Foi numa noite de calor enquanto deixava pratos na pia para serem lavados depois, talvez no dia seguinte, que ela se deu conta do seu estado de espírito. Nunca havia se sentido tão comum como naquele momento... não sei nem como explicar o que ela sentiu.
Pela sua expressão parecia que tinha feito uma mistura entre cansaço e surpresa.
Colocou um cd antigo de música clássica no rádio, dez músicas, aproximadamente uma hora entre suspense e tranqüilidade, ou uma dessas sensações que a música nos dá.
Não sabia como identificar o rosto no espelho, Será que realmente sou eu? ela pensou, como não seria? Se fosse outra pessoa, quem seria e porque estaria olhando para ela?
Seus olhos saltaram pela face como duas bolas branco-castanhas, sua boca distorceu uma careta. Impossível! Agora ela não acreditava mesmo ser o que refletia no espelho. Para onde foi a cicatriz? Talvez depois de tanto tempo já tenha sumido... não era ela, não podia ser.
No dia seguinte, quando acordou, se deparou com aquele rosto no banheiro. Mas ora bolas! Não se tem mais privacidade.
No vidro dos carros, nas poças da rua, no shopping, para onde ia ela ia atrás, do lado, na frente. Mas não era ela.
Não era porque o destino do narcisoserhumano é não se ver do jeito que se é.
Já se foram tantas palavras e eu não consegui te dizer que ela não era ela, nem mesmo diante do espelho.




Pois é.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Conversa de esquina...

Hoje, assim como ontem, lembrei do meu amor...


Um amor que começou como qualquer outro, de forma gradativa foi chegando, chegando, chegando de um jeito que quando eu vi já tinha tomado conta.

Já tive períodos de me achar um pouco excêntrica por amar tanto, mas agora eu vejo que não há um ser (pelo menos da minha época) que tenha se distanciado sem sentir essa saudade estranha, quero ver alguém que não tenha criado esse amor cinza, azul, vermelho, branco... Alguém que tenha passado pelo CEFET-Ba e que não se apaixonou pela sombra do brasão antigo que se avista naquelas paredes cinzas, pelo vermelho do chão que de vermelho não tem nada ou pelo azul do inferno.

Acho incrível isso, mas desde o dia em que entrei naquele lugar não tive mais um instante de paz... Todo dia acontece algo que me faz lembrar os momentos, as pessoas, o CEFET.

Se um dia já foi ódio, alegria, choro, sorrisos ou abraços, agora eu lhe digo que é amor, um amor incondicional.*




*E que insuportavelmente eu alimento.


Foto: HBMS - 2005

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ai morena...'

Faz tempo que não passo por aqui... e não é que de repente já estamos em 2010?!

Um novo ano de sonhos e conquistas para todos =)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A lua me chama, a lua me chama, me chama, me ama.


Eu nunca fiquei com tanta vontade de sair andando de noite. Agora eu entendo quando ele diz ‘a lua me chama eu tenho que ir pra rua’.





Status: Alimentando idéias - online.



Os ombros suportam o mundo
1935- SENTIMENTO DO MUNDO
Carlos Drummond de Andrade

Os ombros que suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertam ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.