domingo, 22 de maio de 2011
Lá vai a vida a rodar'
sábado, 21 de maio de 2011
Li por aí...
Moral é hoje, na Europa, moral de animal de rebanho.
A humanidade não representa uma evolução até algo melhor, ou mais forte, ou mais elevado, como hoje se crê. O 'progresso' é meramente uma ideia moderna, quer dizer, uma ideia falsa.
Todos os instintos que não se descarregam para fora se voltam para dentro - é isso que eu denomino interiorização do homem.
O verdadeiro mundo, nós o expulsamos: Que mundo resta? O aparente, talvez?... Mas não! Com o verdadeiro mundo expulsamos também o aparente!
Vivo de meu próprio crédito, e quem sabe é um mero preconceito dizer que vivo?
A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.
As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras.
Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Logo que comunicamos os nossos conhecimentos, deixamos de gostar deles suficientemente.
Não posso acreditar num deus que quer ser louvado o tempo todo.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura."
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Derretendo gelo com água
Nossa vida é tão breve... Como será descobrir no último instante que deveria ter-se vivido mais?Respirar fundo, talvez o último suspiro, e pensar que deveria... querer voltar do início estando no final...
Lá pelos altos da sua idade enquadrada em adulto jovem se sentiu uma criança ao pensar saber algo de que na verdade não fazia nem idéia.
Adulto jovem. Pode?!
Ai daquele que pensa conhecer o mundo, este que achamos tão pequeno e ao mesmo tempo nos revela coisas que por vezes não conseguimos nem imaginar.
Como sofrem os que temem as experiências que passamos à prova, aqueles que esquecem de que somos feitos de pó e vivem em uma dimensão onde ser humano é ser dinheiro.
Talvez a vida seja assim. Evoluí-se exponencialmente durante as primeiras décadas, depois há uma estagnada e nessa hora precisa-se de um ponta pé para continuar a prosseguir na evolução.
Somos moldados pela vida. Algumas vezes inconscientemente a lâmina lapida e a água dá forma, forma sem fôrma, a fôrma nós escolhemos.
A maior invenção conhecida não foi a roda ou o fogo, e sim as palavras. Você usa duas e tem o poder de mudar o mundo. Amar e respeitar.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Vamos ver no que vai dar...
The Problems of the World
John F. Kennedy
The problems of the world cannot possibly be solved by skeptics or cynics whose horizons are limited by the obvious realities. We need men who can dream of things that never were.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Se quiser falar de amor...
(Ia ter um texto aqui, mas acabei esquecendo no forno.)
sábado, 14 de maio de 2011
Pois é
Voltava para casa entre os carros com a roupa molhada pela chuva e um pensamento constante a tamborilar na cabeça. Dúvidas, problemas... e quem diria que aquela lembrança iria despontar.
Como a nossa memória é engraçada, às vezes não consigo nem lembrar o que almocei no dia anterior, mas no meio da chuva recordei um fato que aconteceu há pelo menos dois anos.
Estava assistindo as pessoas na rua em plena lavagem do Bonfim quando uma professora do meu primário veio falar comigo. Ela havia me reconhecido, mas não havia em mim a lembrança de ter estudado com ela. Naquele momento o máximo que consegui foi ficar sem graça e lembrar de vários outros professores que passaram pela minha vida, mas não a reconhecia de jeito e maneira.
Hoje, de repente, sem que eu saiba o porquê ou o que foi o estímulo para que eu pensasse nisso, lembrei dela sentada na cadeira avaliando um trabalho que apresentei desenhado em folha de cartolina branca e com babadinho de crepom ao redor.
Tanto tempo se passou... mas finalmente lembrei quem era ela.
domingo, 8 de maio de 2011
Toda forma de amor é válida
O que seria do ovo se não fosse a galinha?
Antes imaginava que não precisávamos de datas comemorativas e que isso se resumia apenas a um simples motivo para alta de vendas no mercado, mas hoje penso que elas têm lá sua relevância por nos tirar da rotina e tantas vezes reunir aqueles que um dia foram um.
Existem alguns projetos para democratização do acesso às peças teatrais, orquestras, museus e tantas coisas que acontecem, de forma que o mesmo evento (ou similar) é apresentado em um horário diferente e com um valor simbólico. Seria uma tentativa de conquistar um público que existe e não sabe da sua própria existência, mas não sei se é porque eu não vejo que sempre me vem à mente que o problema que persiste é a falta de divulgação, a comunicação deficiente que há entre nós e o que acontece por aí.
Felizmente, hoje havia várias pessoas no meio da praça a espera da apresentação da orquestra que, belissimamente, fez aquilo que sabe fazer de melhor, tocar corações.
Tive o prazer de ouvir durante a noite encostada num canto da praça enquanto olhava os galhos das árvores a dançar.
Olha lá sinhá! Por causa de uma palavra o boiadeiro perdeu uma boiada.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
De dentro do espelho...
A rua onde a casa está, quando chega à noite, fica tão silenciosa que até a voz dela que quase já não se escuta pode ser distinguida e entendida.
Levantou, andou pela casa, mexeu nas gavetas e cuspiu no chão. Céus! Não é pra cuspir no chão, mas não adianta falar, em dez minutos a cena se repete sem que se note a interrupção do comentário.
A casa por todos os lados tem espelhos... Ela não quer mais passar pelos espelhos, diz que há uma pessoa ali olhando na sua direção. Tentei mostrar que era ela mesma e na hora em que olhou tomou um susto dizendo, Agora são duas pessoas, pois é... Não podia dizer que estava errada, como então explicar que ali éramos nós se em dias comuns eu também converso com o espelho como se fosse qualquer outra pessoa a me olhar?
Tirei o espelho da parede e agora ele descansa em cima do guarda-roupa.
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Randômico
Escrever é como libertar esse outro eu que existe em nós, assim como dançar sem ter de se preocupar com os comentários, talvez como gritar sem abafar com o travesseiro.
Escrever é uma expressão sublime das sensações da alma. Perde-se o controle das palavras proferidas pelos dedos enquanto teclam; perde-se a guia dos pensamentos, teimosos como uma criança... Enfim, nos perdemos dentro de nós mesmos.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Registro
terça-feira, 3 de maio de 2011
Um pensamento sobre a vida dos outros...
Eu sou a minha melhor companhia em qualquer situação e até hoje não conheci uma pessoa que pudesse substituir a minha presença.
(...)
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Vem comigo...
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Durante uma semana instituições museológicas de todo o País promovem eventos em torno de um mesmo tema.
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Era um dia chuvoso, chuva chuvisco, sabe? Apesar disso não perdeu a vontade de ir e em poucos instantes já estava abrigado na entrada do casarão. A porta estava aberta, assinou o livro e entrou. Quando empurrou a porta ela não rangeu, haviam passado óleo no dia anterior. O chão de taco e as paredes decoradas com cortinas davam a sensação de que o tempo havia parado. Enquanto visitava o lugar encontrou uma grande cama, o criado mudo, um vaso chinês, quadros, um espelho decorado a moda barroca e a foto da família que um dia esteve ali... Deitados naquele quarto, com as crianças correndo pela casa.
Por todo lugar viu as novidades que aos poucos viraram relíquias e lembranças de um tempo que passou.
O museu é a casa das descobertas que ficaram para trás e impulsionaram o que vivemos hoje.
sábado, 30 de abril de 2011
Hoje
quarta-feira, 27 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Quanto mais simplicidade melhor o nascer do dia...'
Quando se é criança as menores coisas fazem o maior sucesso. Até hoje ainda se escuta alguém dizer que criança além de não ter problemas gosta de qualquer coisa que seja doce ou que sirva pra brincar ou uma novidade que venha embrulhada em papel colorido, seja ela qual for.
Uma caixa vazia já me serviu várias vezes como nave espacial, carro de corrida e, em vários momentos, como esconderijo secreto, onde nenhum alien poderia me rastrear.
Ser criança é pensar que se é quando ainda não se sabe nem o que é ser. Entendeu?
No fim de tudo o destino nos empurra para que sejamos os piores seres do universo, adultos; com suas roupas passadas com goma e cara de chupadores de limão.
Mas não há graça em crescer e deixar de ser um pouco criança. O que existe de bom em viver só de discórdias, arrogância e dores de cabeça? Às vezes ter seu lado criança é o que faz o circo em que vivemos ter graça. Todo dia você vai descobrir algo simples e ao mesmo tempo surpreendente e inimaginável, pensará as coisas mais loucas e aos poucos terá a certeza de que a nossa vida não passa de um risco na história do universo e da humanidade. Um risco que não pode ser apagado nem mesmo com a morte, pois nossos atos são refletidos em várias dimensões no espaço interpessoal, de forma que eu vou deixar um pouco de mim em você e você deixará um pouco dessa mistura em outro alguém... mesmo não estando na memória estaremos refletindo atos inconscientemente passados e transformados.
Sabe... coisas boas acontecem quando menos esperamos. Sim, é isso mesmo, elas simplesmente acontecem... Tão de repente quanto olhar para o céu e ver uma estrela sorrateiramente escorregar na imensidão.
Às vezes pessoas acontecem na nossa vida e, assim como ver a estrela, nos dão frio e borboletas na barriga.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Reflexão...
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Olha o sopro do dragão...'
Atualmente escuto as pessoas falarem com desprezo de umas bandas comerciais que fazem sucesso, não venho aqui defendê-las, até por que nunca parei para ouvir realmente o que é que eles estão falando, mas não acho certo a total rejeição, cada um tem sua fase e sua opção de escolha.
É uma pena, de fato, os jovens insistirem em serem iguais, fotocopiados pelo mercado, consumidores desenfreados do conteúdo de massa que nos oferecem... Mas também não quero pensar que eles não tem raciocínio e discernimento. Pensar que a sociedade é a responsável também não me agrada, o sistema em que vivemos quer determinar as personalidades, mas cada um é responsável por si, pelo que é, e pelo que faz aos outros.
Se não for assim não somos... Estaremos mortos ainda em vida.
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Comecei a gostar de Legião Urbana numa época em que eu não alcançava nem o botão de “pare” no ônibus e a cordinha pra pedir o ponto era um objetivo distante.
Hoje eu penso que foi uma das melhores escolhas que fiz na minha infância.
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não
Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez”
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Revelações...
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Diz pra mim o que é que há...'
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Não me arrependo de nada.'
terça-feira, 12 de abril de 2011
Mudanças
O Loucura Contagiosa tem a alegria de dizer que hoje, 12 de abril de 2011, completam-se 50 anos desde que o homem fez a sua primeira viagem ao espaço. Isso mesmo! Apenas e somente cinquenta anos.
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Comparações - Só pra variar'
Relatos
A raiva é um sentimento tão mesquinho que nos toma o tempo e não se consegue pensar em qualquer outra coisa.
Enquanto esperava o ônibus sentiu um ardor no peito, era ela na espreita querendo mostrar seu veneno. Tinha raiva por estar com raiva, se é que isso é possível. Olhou para o alto, mirou umas nuvens e tentou relaxar. É, a vida é assim, injusta muitas vezes, mas o inteligente é aquele que usa da injustiça que sofre como arma para se sobressair e ultrapassar os obstáculos... Como alguém um dia falou “sacodir a poeira e dar a volta por cima”. Pois é, não há nada melhor!
domingo, 3 de abril de 2011
Você não vai querer saber.
Um
Após assistir ao filme Marley e Eu só consegui lembrar dos dias mais loucos e alegres que passei com o doido varrido do meu cachorro, comedor de pedra, plantas e portas de madeira. Quanta saudade... Mas é impossível não sentir falta de apostar corrida na praia, fazer carinho no seu pêlo, abrir a torneira para que bebesse água. Enquanto chorava me faltou ar.
Dois
Nunca mais faço aquilo novamente. Até hoje não sei o que me aconteceu para que a raiva se alimentasse desse jeito... Coisa estranha isso, mas em mutação de sentimentos devo ser uma expert.
Coincidências... Atualmente estou evitando-as.
Três
- Imagine a tela da TV quando não está ligada. É isso aí.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Casos...
A gente cresce, estuda, trabalha, se enche de problemas, contas e necessidades não tão necessárias assim... Mas algo nunca muda totalmente, como aquela sensação de impotência frente a alguns sentimentos.
A vida vai passando, nós vamos aprendendo a controlar uns e outros, mas sempre tem aquele que não aguenta a hora de se revelar.
Nós sempre temos problemas que estressam e acabam com os miolos, mas os sentimentais são os piores. Mexe com o corpo e a alma.
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Aquele dia foi um dia de merda, oh grande merda! Nem bem terminou de pensar isso e o telefone tocou, olhou, era ele... Não atendeu, estava sem vontade de atender ao telefone. Passaram-se alguns minutos e decidiu retornar, afinal de contas o que será que ele iria querer àquela hora?! Apertou o botão e desligou antes de completar a chamada. Tsc, uma hora dessa eu não vou retornar. Mas queria falar com ele... Brigar, chamar de sem vergonha e ouvir a sua voz. Ficou deitada pensando sobre o canalha safado. Tanta coisa pra fazer no dia seguinte e estava ali pensando sem conseguir dormir. Lembrava do motivo da briga, dos gritos, das palavras... das palavras...
Mandou tudo para o inferno e retornou a ligação uma hora depois. Ele não atendeu. Tinha ido dormir, aquele safado.
'God Only Knows'
quarta-feira, 23 de março de 2011
Inclassificáveis
Jogou o saco de pão no sofá, a roupa no chão do banheiro, esqueceu a toalha no varal, mas mesmo assim entrou no banho. O telefone tocou, Ah! Isso lá é hora de telefone tocar!, fez que não ouviu e continuou em baixo do chuveiro. Pensou numa música, mas não havia ânimo para cantar...só pensou... pensou na água que molhava o seu corpo castigado das horas de trabalho, o valor da conta no fim do mês e fechou o registro.
Saiu nu e molhado do banheiro. Correu para o quarto com medo de que alguém o visse pela janela, com certeza não seria uma das melhores cenas. Acendeu a luz e quando viu a cama deitou sem pestanejar. Um instante ilusório acompanhou-o, o baque na cama, como aqueles que temos quando pulamos no mar, a sensação de dor e logo depois quando quebramos a tensão superficial da água e suas ondas se propagam o corpo afunda e sente a delícia do mar, os próximos instantes são de tensão onde vez ou outra esquecemos de prender a respiração e precisamos voltar a superfície. O impulso, depois o longo suspiro e por último a sensação de que a água está ótima. O corpo relaxa e tenta não ser levado pela corrente. Mas o frescor e a sensação de bala de hortelã com água gelada são impagáveis.
Quando acordou era madrugada e a lua estava do outro lado da janela, longe e pálida. Olhou para ela, a luz clareava o cômodo... Não dormiu mais.
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
E lá vou eu...
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pensando na vida...
"Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem"
[...] Concordo plenamente.
Om asatomo satgamaya
domingo, 6 de março de 2011
Coisas da vida
Lá vai!
Vivendo e aprendendo.
Máscaras
quinta-feira, 3 de março de 2011
Palavras...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
E se ...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Aonde estão os ovnis?
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Mundinho
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Filmes...
sábado, 15 de janeiro de 2011
Minhas ilusões... são construídas com blocos de palavras.
Enquanto conversava com uns colegas ouvi alguém dizer que para dar um conselho a uma pessoa pediu inspiração a Deus antes de falar, na hora não entendi a preocupação, hoje acredito que havia uma grande porção de razão, a palavra exerce um poder tão grande que um simples comentário pode mudar uma vida.
Minhas experiências, tão poucas, mas que me ajudam a construir uma visão ampla e diversificada me apontam uma linha entre meus pensamentos, uma linha fina, transparente e muito bem esticada.
Um fio por onde gotas de todas as cores e viscosidades escorrem.
Gotas de palavras.
Acho que não precisei estar a beira da morte para descobrir uma das coisas mais peculiares do ser humano, o poder da palavra. Não, não ando lendo auto-ajuda, somente observando a vida, as pessoas e as palavras.
Ah, que triste fim seria se eu não tivesse conseguido voltar ao menos um pouco desse buraco, isso tudo por causa de algumas palavras proferidas sem o sentido de me afetar, talvez.
Disputas e desavenças são construídas com palavras. Atos? Às vezes, mas normalmente se iniciam por excesso de palavras ou ausência destas.
Conselhos são dados, pensa-se até que pra nada servem, só que não sabemos que muito já foi absorvido sem percebermos.
A palavra proferida não é vista apenas sentida.
Um pesar pode ser amparado com palavras leves e tranqüilas.
Quantas vezes me arrependi por causa da palavra?
Mas quantas vezes ela já me fez feliz?
Palavras... Que Deus nos ajude a ter bom senso.
Hare Krishna !
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
Era uma carta ou um bilhete ?
Boas Festas
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Corredor
sábado, 27 de novembro de 2010
Sensações...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
E eu nem peguei o autógrafo...
Ontem enquanto dirigia para retornar para casa passei por um bairro que ainda tem umas casas antigas, além disso, nada muito diferente do normal, engarrafamento, umas sirenes, luzes e mais luzes me cegando, até aí tudo bem. Sempre acho que as casas estão ficando sufocadas pelos prédios ao redor, tem uma mesmo que me agrada, assusta também, bem, não era disso que eu queria falar. O que acontece é que em dado momento acabei olhando para o alto de uma das construções que estão fazendo e, solitário, na beirada da cobertura do prédio vi algo preto balançando, poderia ser um saco plástico, mas a posição, o local, tudo conspirava para outra dedução. Então passei meus cinco minutos de espera olhando para cima pensando se seria o Batman... não me perdoei por não ter uma câmera.
Era o Batman ou um cover talvez, o importante é que a capa preta sacudia ao vento, lá parecia escuro e ele estava em pé olhando do beiral da construção sem medo... O sinal abriu e alguns carros andaram. Fui embora querendo ficar e quem sabe ir lá pegar um autógrafo.
Ah, se alguém quiser algo para ouvir dá uma olhada em Suki Dakara, achei lindo :)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
A bolha de sabão
Talvez eu não esteja sabendo explicar, vejamos (...)
O que você faria se de repente começasse a pensar que a vida não deveria ser da forma que é ? (não, eu não vi nenhum filme por esses dias.)
Quando olho a minha volta só vejo um poço de vaidade. Não acredito que haja outra coisa ao redor. Será esse o problema?
Se em algum dia você pensou em dar um retorno à sociedade (não precisa ser ao mundo, pode pensar na sua mãe mesmo), conseguir executar algo que promovesse sustentabilidade e progresso ordenado (ainda que fosse dentro de casa) e tantas outras coisas...
Só que se você assim como eu, entende que no fundo tudo que é feito serve apenas para alimentar o ego e a vaidade deve sentir em quase todas - ou seriam todas - as ações uma base de falta de sentido, promoção da irracionalidade e vaidade desenfreada.
Eu realmente queria ver o produto dessa história, a ordem dos fatores às vezes muda o resultado.
(Falei falei falei... e agora que li vi que não dá pra entender o que eu de fato havia pensado, acho que tenho medo das minhas ideias. Deixa cá com meus botões então.)
Lidar com pessoas não é fácil e isso é bom. Além da arte o que há de mais humano no ser humano é sua personalidade.
Voltar no tempo não é a solução, antigamente as pessoas também viviam a se enganar com a vida... O que eu quero, se eu lá souber realmente o que quero é entender, como me enganei, porque me enganei, como descobri que me enganei e por fim, o que fazer agora que vi o engano que têm a vida.
Esse blog passou a ser - talvez nunca tenha sido outra coisa - um conjunto de tristezas, às vezes um tipo de alegria que só aparece na forma indireta e revoltas mal concluídas.
Eita loucura.
(Não sei, mas quando terminei de escrever "Eita loucura" me veio em mente uma pessoa com a boca cheia de farofa falando. Quem entende...)
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Hoje
E no fim não haverá nada além do homem com ele mesmo. Para o pó, somente pó.
Antes disso há o mundo, o verbo e os prazeres.
De solidão e angústia o homem se fez, sólido como pedra, sensível como uma flor.
Não vejo motivos para falar, pensar talvez. Pensamentos nos corroem mais que palavras.
Há mais pessoas ao redor que seus dedos das mãos e dos pés juntos. Mas e daí? O que elas são para você? O que você é para elas?
Pó, sem dó.
Lavou o rosto e abriu a geladeira, não havia nada além de água. Lembrou que gostava de achocolatado, pegou um copo encheu de água e bebeu como se fosse o achocolatado mais gostoso, estava quente, fazia meses que a geladeira estava quebrada.
Sentou no chão frio e sujo e se encostou na parede. A janela aberta deixava entrar alguns raios de sol, via-se o céu límpido e azul, doía-lhe os olhos. Bebeu mais um pouco. Não sabia como chegara naquela situação, olhou ao redor e viu alguns jornais antigos, folheou. Tinha medo de sair à rua, medo das pessoas, dos carros, das luzes, tanto barulho lá fora... Queria ir embora, mas para onde?
Bebeu mais um pouco.
Calor insuportável, pensou, chingou também, mas não nos vem ao caso. O sol brilhava intensamente, refletia, queimava e enchia de desejos e vontades. Não havia coragem.
Bebeu mais. O copo já estava vazio. Continuou bebendo, afinal, era um achocolatado de sabor inigualável.
Uma vida de ilusão. Nossa própria ilusão.
sábado, 6 de novembro de 2010
Maluca.
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca
- Composição: Luiz Capucho
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pela 203ª vez eu posto aqui... caramba.
sábado, 30 de outubro de 2010
Terra chamando Marte
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fática
Para os malucos por conveniência uma dose de Loucura Contagiosa
domingo, 24 de outubro de 2010
The Scientist
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
''E o chão se abre por dois sorrisos
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
E quando menos se espera a gente enlouquece
Não havia mais tempo a ser perdido quando sentou na cadeira de plástico em frente à tela e repousou a mão no teclado.
Um cérebro em reforma
Todos os pensamentos já haviam rondado a sua cabeça, tinham pego martelos e marretas para construir a tal obra. Há alguns dias virtuais eles planejaram construir algo único, a primeira obra que deveria conter toda a essência humana para se manter durante a virtual eternidade. Bateram, quebraram, colaram, pintaram.
A cabeça já não aguentava mais quando de repente os pensamentos se deram por satisfeitos. A obra estava com uma cor sólida, única e sem degradê. Simples, sem ondulações, como uma folha de papel sem fim no primeiro instante em que se acha livre no ar.
Na tal obra não havia nada.
Indescritivelmente única.
Singular.
Plural.
Engraçado, eu preciso aprender a pensar... Aprendi a arrumar as palavras, o guarda-roupa, lista de compras, livros, mas não sei arrumar os pensamentos. São explosões em cadeia que eu não consigo segurar.
Buuuuuuuuuuuuuuuuum !
E quando menos se espera a gente enlouquece. Gradativamente enlouquece.
Voltei para casa pensando em escrever sobre as pessoas, a consciência que não conseguimos formar de um dia para o outro, a importância de atitudes mínimas, necessidade de ruminação das informações, essa noção de vida bem vivida que se enraizou na mente humana, e principalmente sobre o abstrato que para mim consegue ser concreto. Não sei o que fiz, mas estou pra achar um adubo mental tal qual o meu, mente fértil, a Deus dará.
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Quando falo tempo virtual me refiro a algo intangível que medimos com a ajuda de um objeto chamado relógio, ou atualmente, celular sem crédito. Acredito que o tempo seja a coisa (não consigo pensar em uma palavra melhor) mais abstrata, surreal e virtual na qual mergulhamos de cabeça. Não se vive sem contar as horas, os dias, etc., por n motivos imaginários e existentes que nos forçam a conviver com algo virtual de forma concreta, como se o segundo que acabou de passar de alguma forma fosse tangível. Oh, não! Ele não pode passar tão rápido!, dito isto me apetece lembrar do dia em que deitei por dez minutos e me pareceu uma hora, dormi uma noite inteira e quando acordei achei que só havia passado uns poucos minutos. É culpa do cansaço, corre-corre, rotina, esse clima que muda todo dia, espaço que nunca tem ... e tempo.
Tempo é a situação virtual mais corriqueira a que podemos nos submeter. A noção de tempo é virtual, imaginária, abstrata, íntima.
Talvez alguém venha me dizer que ando pensando besteiras, há um cálculo antigo que mostra a ação e reação das situações, mas não importa. Talvez outro dia, quem sabe... mas hoje (nesse hoje virtual, imaginário e abstrato) eu quero ficar esperando o depois chegar.
Não há como se libertar. Eu sei e não quero saber.
Dedos molhados
E esse frio que me dá vontade de chorar... choro regado a risos, frio no dia de calor.
Se eu olhar para trás não verei muita coisa, a memória é um redemoinho que espalha, mistura e aprisiona. Mas, se eu pudesse, relembraria cada dia vivido só pra ver tudo diferente, pensar os dias que se foram com o olhar de hoje. Dessa vez não esconderia embaixo da cama o que aparecesse (a tal eu que sempre aparece), também não me aceitaria por completo – sem necessidade de demagogia ao extremo.
Corro de mim mesma e me encontro antes de virar a esquina. Olho no espelho e converso com a moça do reflexo... me encontro nela, mesmo ela nem sabendo quem sou.
Os dedos molhados que encostaram no meu braço, por alguns instantes, atraem meus sentidos e me vejo saindo do mundo que habito [...] num simples encostar volto à realidade. Me irrita sentir a presença da mão que se foi depois de tantos segundos passados, quanto mais atenção dou mais me distancio do intangível, mundo que habito.







