sexta-feira, 20 de maio de 2011

Derretendo gelo com água

Nossa vida é tão breve... Como será descobrir no último instante que deveria ter-se vivido mais?Respirar fundo, talvez o último suspiro, e pensar que deveria... querer voltar do início estando no final...



Lá pelos altos da sua idade enquadrada em adulto jovem se sentiu uma criança ao pensar saber algo de que na verdade não fazia nem idéia.

Adulto jovem. Pode?!

Ai daquele que pensa conhecer o mundo, este que achamos tão pequeno e ao mesmo tempo nos revela coisas que por vezes não conseguimos nem imaginar.

Como sofrem os que temem as experiências que passamos à prova, aqueles que esquecem de que somos feitos de pó e vivem em uma dimensão onde ser humano é ser dinheiro.

Talvez a vida seja assim. Evoluí-se exponencialmente durante as primeiras décadas, depois há uma estagnada e nessa hora precisa-se de um ponta pé para continuar a prosseguir na evolução.

Somos moldados pela vida. Algumas vezes inconscientemente a lâmina lapida e a água dá forma, forma sem fôrma, a fôrma nós escolhemos.


A maior invenção conhecida não foi a roda ou o fogo, e sim as palavras. Você usa duas e tem o poder de mudar o mundo. Amar e respeitar.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Vamos ver no que vai dar...

The Problems of the World

John F. Kennedy

The problems of the world cannot possibly be solved by skeptics or cynics whose horizons are limited by the obvious realities. We need men who can dream of things that never were.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Se quiser falar de amor...

Por favor, pague uma consulta no psicólogo.







(Ia ter um texto aqui, mas acabei esquecendo no forno.)

sábado, 14 de maio de 2011

Se eu soubesse que a vida é um sonho...

... não sei se teria tanta graça.

Pois é

Seis, dez, quatorze, dezoito, vinte e duas, duas da madrugada.


Voltava para casa entre os carros com a roupa molhada pela chuva e um pensamento constante a tamborilar na cabeça. Dúvidas, problemas... e quem diria que aquela lembrança iria despontar.

Como a nossa memória é engraçada, às vezes não consigo nem lembrar o que almocei no dia anterior, mas no meio da chuva recordei um fato que aconteceu há pelo menos dois anos.
Estava assistindo as pessoas na rua em plena lavagem do Bonfim quando uma professora do meu primário veio falar comigo. Ela havia me reconhecido, mas não havia em mim a lembrança de ter estudado com ela. Naquele momento o máximo que consegui foi ficar sem graça e lembrar de vários outros professores que passaram pela minha vida, mas não a reconhecia de jeito e maneira.
Hoje, de repente, sem que eu saiba o porquê ou o que foi o estímulo para que eu pensasse nisso, lembrei dela sentada na cadeira avaliando um trabalho que apresentei desenhado em folha de cartolina branca e com babadinho de crepom ao redor.

Tanto tempo se passou... mas finalmente lembrei quem era ela.

domingo, 8 de maio de 2011

Toda forma de amor é válida

Dia das mães
O que seria do ovo se não fosse a galinha?


Antes imaginava que não precisávamos de datas comemorativas e que isso se resumia apenas a um simples motivo para alta de vendas no mercado, mas hoje penso que elas têm lá sua relevância por nos tirar da rotina e tantas vezes reunir aqueles que um dia foram um.

Existem alguns projetos para democratização do acesso às peças teatrais, orquestras, museus e tantas coisas que acontecem, de forma que o mesmo evento (ou similar) é apresentado em um horário diferente e com um valor simbólico. Seria uma tentativa de conquistar um público que existe e não sabe da sua própria existência, mas não sei se é porque eu não vejo que sempre me vem à mente que o problema que persiste é a falta de divulgação, a comunicação deficiente que há entre nós e o que acontece por aí.
Felizmente, hoje havia várias pessoas no meio da praça a espera da apresentação da orquestra que, belissimamente, fez aquilo que sabe fazer de melhor, tocar corações.
Tive o prazer de ouvir durante a noite encostada num canto da praça enquanto olhava os galhos das árvores a dançar.





Feliz dia das mães hoje e sempre.






Olha lá sinhá! Por causa de uma palavra o boiadeiro perdeu uma boiada.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

De dentro do espelho...

Sentada no sofá ela olhava atentamente as coisas que a rodeavam, da costura da almofada a forma da cadeira.

A rua onde a casa está, quando chega à noite, fica tão silenciosa que até a voz dela que quase já não se escuta pode ser distinguida e entendida.
Levantou, andou pela casa, mexeu nas gavetas e cuspiu no chão. Céus! Não é pra cuspir no chão, mas não adianta falar, em dez minutos a cena se repete sem que se note a interrupção do comentário.
A casa por todos os lados tem espelhos... Ela não quer mais passar pelos espelhos, diz que há uma pessoa ali olhando na sua direção. Tentei mostrar que era ela mesma e na hora em que olhou tomou um susto dizendo, Agora são duas pessoas, pois é... Não podia dizer que estava errada, como então explicar que ali éramos nós se em dias comuns eu também converso com o espelho como se fosse qualquer outra pessoa a me olhar?

Tirei o espelho da parede e agora ele descansa em cima do guarda-roupa.

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Randômico

Escrever é como libertar esse outro eu que existe em nós, assim como dançar sem ter de se preocupar com os comentários, talvez como gritar sem abafar com o travesseiro.

Escrever é uma expressão sublime das sensações da alma. Perde-se o controle das palavras proferidas pelos dedos enquanto teclam; perde-se a guia dos pensamentos, teimosos como uma criança... Enfim, nos perdemos dentro de nós mesmos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Registro

O Loucura Contagiosa completou no dia 30 de abril (pois é, já passou... eu só vim lembrar agora) mais um ano de existência.


Há 3 anos espirrando loucura por aí! \o/









Cada um guarda dentro de si algo inimaginável.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Um pensamento sobre a vida dos outros...

(...)

Eu sou a minha melhor companhia em qualquer situação e até hoje não conheci uma pessoa que pudesse substituir a minha presença.

(...)









(...)



Obs 1.: Não se deve falar da vida dos outros.
Obs 2.: Nunca se deve esquecer a obs 1.





segunda-feira, 2 de maio de 2011

Vem comigo...

Não adianta ficar o dia todo na frente da TV. As coisas legais não vão passar por lá.


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9ª Semana de Museus




Museu e Memória






12 a 22 de maio





Confira a programação da sua cidade em: www.museus.gov.br

Durante uma semana instituições museológicas de todo o País promovem eventos em torno de um mesmo tema.


Participe !





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Era um dia chuvoso, chuva chuvisco, sabe? Apesar disso não perdeu a vontade de ir e em poucos instantes já estava abrigado na entrada do casarão. A porta estava aberta, assinou o livro e entrou. Quando empurrou a porta ela não rangeu, haviam passado óleo no dia anterior. O chão de taco e as paredes decoradas com cortinas davam a sensação de que o tempo havia parado. Enquanto visitava o lugar encontrou uma grande cama, o criado mudo, um vaso chinês, quadros, um espelho decorado a moda barroca e a foto da família que um dia esteve ali... Deitados naquele quarto, com as crianças correndo pela casa.

Por todo lugar viu as novidades que aos poucos viraram relíquias e lembranças de um tempo que passou.

O museu é a casa das descobertas que ficaram para trás e impulsionaram o que vivemos hoje.

sábado, 30 de abril de 2011

Hoje







Me sinto uma explosão. Uma bomba atômica.

Gostaria que todo o mundo explodisse comigo...

Uma explosão de felicidade e nada mais seria preciso.






quarta-feira, 27 de abril de 2011

Desenhos...

Meus desenhos... :)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Quanto mais simplicidade melhor o nascer do dia...'

Tá pronto seu lobo?

Quando se é criança as menores coisas fazem o maior sucesso. Até hoje ainda se escuta alguém dizer que criança além de não ter problemas gosta de qualquer coisa que seja doce ou que sirva pra brincar ou uma novidade que venha embrulhada em papel colorido, seja ela qual for.
Uma caixa vazia já me serviu várias vezes como nave espacial, carro de corrida e, em vários momentos, como esconderijo secreto, onde nenhum alien poderia me rastrear.

Ser criança é pensar que se é quando ainda não se sabe nem o que é ser. Entendeu?

No fim de tudo o destino nos empurra para que sejamos os piores seres do universo, adultos; com suas roupas passadas com goma e cara de chupadores de limão.

Mas não há graça em crescer e deixar de ser um pouco criança. O que existe de bom em viver só de discórdias, arrogância e dores de cabeça? Às vezes ter seu lado criança é o que faz o circo em que vivemos ter graça. Todo dia você vai descobrir algo simples e ao mesmo tempo surpreendente e inimaginável, pensará as coisas mais loucas e aos poucos terá a certeza de que a nossa vida não passa de um risco na história do universo e da humanidade. Um risco que não pode ser apagado nem mesmo com a morte, pois nossos atos são refletidos em várias dimensões no espaço interpessoal, de forma que eu vou deixar um pouco de mim em você e você deixará um pouco dessa mistura em outro alguém... mesmo não estando na memória estaremos refletindo atos inconscientemente passados e transformados.


Sabe... coisas boas acontecem quando menos esperamos. Sim, é isso mesmo, elas simplesmente acontecem... Tão de repente quanto olhar para o céu e ver uma estrela sorrateiramente escorregar na imensidão.
Às vezes pessoas acontecem na nossa vida e, assim como ver a estrela, nos dão frio e borboletas na barriga.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Reflexão...



O período da Páscoa é marcado pela espera de pensamentos reflexivos enquanto vivemos nossas vidas...



Incrivelmente o consumismo é mais forte que a nossa mente e passamos o tempo na fila do mercado...



Na próxima vez vamos pensar se o que está no carrinho/cestinha é realmente essencial.




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O meu desejo é só um... somente escute o que eu ouvi hoje pela manhã.




quinta-feira, 21 de abril de 2011

Olha o sopro do dragão...'

Talvez estejam sendo enganados pela embalagem... É bom então lerem o rótulo e analisar com cautela, apesar de eu não achar que seja esse o problema.

Atualmente escuto as pessoas falarem com desprezo de umas bandas comerciais que fazem sucesso, não venho aqui defendê-las, até por que nunca parei para ouvir realmente o que é que eles estão falando, mas não acho certo a total rejeição, cada um tem sua fase e sua opção de escolha.
É uma pena, de fato, os jovens insistirem em serem iguais, fotocopiados pelo mercado, consumidores desenfreados do conteúdo de massa que nos oferecem... Mas também não quero pensar que eles não tem raciocínio e discernimento. Pensar que a sociedade é a responsável também não me agrada, o sistema em que vivemos quer determinar as personalidades, mas cada um é responsável por si, pelo que é, e pelo que faz aos outros.
Se não for assim não somos... Estaremos mortos ainda em vida.

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Comecei a gostar de Legião Urbana numa época em que eu não alcançava nem o botão de “pare” no ônibus e a cordinha pra pedir o ponto era um objetivo distante.
Hoje eu penso que foi uma das melhores escolhas que fiz na minha infância.


“Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não
Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez”

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Revelações...





E se eu contar que o sapato de cristal na verdade era de couro ninguém vai acreditar...









É a verdade o que assombra.'

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Diz pra mim o que é que há...'

'A mulher foi feita do amor e do perdão...

Cai nessa não, cai nessa não.'



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Não me arrependo de nada.'

Cansada do dia entrei no chuveiro com a sensação de que nunca mais sairia de lá, mas após os primeiros minutos alguém tocou a campainha. Não ouvi. Não quis ouvir.

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A utopia de um mundo perfeito, com pessoas boas e caridosas por todas as esquinas a se abraçarem e desejarem um planeta auto-sustentável plantando mandioca no quintal para os pobres e guardando suas idéias filosóficas que respondem a tudo em papeis amarelados nas estantes parece ainda existir.

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Adoro utopias, amores platônicos, sonhar com o impossível... Mas de repente me vejo em frente a um computador pensando pessimistamente que nada mais mudará a vida dos homens.

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Eu? Eu? Você tá aí? Eu, fala comigo! Tem alguém que parece gente grande no seu lugar me dizendo que as coisas são do jeito que estão e devem ser porque sempre foram assim.

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Sempre? O que é sempre?

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Eu? Volta! Quero voltar a ver a beleza de ser humano, e a loucura de ser pensante.

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..

...

....

... Nossos sonhos são tão loucos que quando acontecem achamos que estamos dormindo.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mudanças


O Loucura Contagiosa tem a alegria de dizer que hoje, 12 de abril de 2011, completam-se 50 anos desde que o homem fez a sua primeira viagem ao espaço. Isso mesmo! Apenas e somente cinquenta anos.



De repente tenho a sensação de viver a Revolução Tecnológica.

Ao infinito e além!

domingo, 10 de abril de 2011

Dia de luz

O barquinho vai... a tardinha cai....

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comparações - Só pra variar'


Esse é o meu 234º (ducentésimo trigésimo quarto, é isso mesmo?) texto postado aqui no Loucura Contagiosa. Nada de mais nisso, mas faz uns dias que em vez de parar para escrever tenho parado para ler meus próprios textos. Acho graça de como as coisas são, diria que meus pensamentos aqui vivem falando do céu, de sentimentos, da minha vida, da vida dos outros... Mudei o tom da escrita, não sei se para melhor ou para pior, mas o tema vira e volta continua sendo o mesmo, a Loucura de Cada Dia, tão sagrada como o pão e a água.



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Tenho tantas ideias, ah! Você nem imagina... Ainda não escrevi sobre elas. Ideias que fogem do meu padrão singular de lua e estrela, flor e nuvem, amor e falta do que amar. Estou cansando dessas combinações que já não se sabe mais como rendem tanto. Gente, mas como rende! Falar de amor, amado e amizade colorida rende mais do que feijão de domingo congelado a semana inteira. Não sei nem como é possível. Me perguntaram quem (o quê?) ganharia numa competição por uma mulher, um homem ou o chocolate. Péssima comparação, hein?! Primeiro precisamos saber qual é o chocolate para poder comparar é claro... Depois disso a identificação do individuo que será comparado com o chocolate, a etapa final consiste da análise dos elogios que são feitos ao chocolate e aos dirigidos ao tal homem. A margem de erro é composta por TPM e hormônios.


Mas quer saber? Quer saber mesmo?











Moreno chocolate ganha em disparada!

Relatos

A raiva é um sentimento tão mesquinho que nos toma o tempo e não se consegue pensar em qualquer outra coisa.



Enquanto esperava o ônibus sentiu um ardor no peito, era ela na espreita querendo mostrar seu veneno. Tinha raiva por estar com raiva, se é que isso é possível. Olhou para o alto, mirou umas nuvens e tentou relaxar. É, a vida é assim, injusta muitas vezes, mas o inteligente é aquele que usa da injustiça que sofre como arma para se sobressair e ultrapassar os obstáculos... Como alguém um dia falou “sacodir a poeira e dar a volta por cima”. Pois é, não há nada melhor!


domingo, 3 de abril de 2011

Você não vai querer saber.

Vou desligar meus pensamentos no três.

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Um


Após assistir ao filme Marley e Eu só consegui lembrar dos dias mais loucos e alegres que passei com o doido varrido do meu cachorro, comedor de pedra, plantas e portas de madeira. Quanta saudade... Mas é impossível não sentir falta de apostar corrida na praia, fazer carinho no seu pêlo, abrir a torneira para que bebesse água. Enquanto chorava me faltou ar.



Dois


Nunca mais faço aquilo novamente. Até hoje não sei o que me aconteceu para que a raiva se alimentasse desse jeito... Coisa estranha isso, mas em mutação de sentimentos devo ser uma expert.


Coincidências... Atualmente estou evitando-as.




Três


- Imagine a tela da TV quando não está ligada. É isso aí.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Casos...

A gente cresce, estuda, trabalha, se enche de problemas, contas e necessidades não tão necessárias assim... Mas algo nunca muda totalmente, como aquela sensação de impotência frente a alguns sentimentos.


A vida vai passando, nós vamos aprendendo a controlar uns e outros, mas sempre tem aquele que não aguenta a hora de se revelar.


Nós sempre temos problemas que estressam e acabam com os miolos, mas os sentimentais são os piores. Mexe com o corpo e a alma.


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Aquele dia foi um dia de merda, oh grande merda! Nem bem terminou de pensar isso e o telefone tocou, olhou, era ele... Não atendeu, estava sem vontade de atender ao telefone. Passaram-se alguns minutos e decidiu retornar, afinal de contas o que será que ele iria querer àquela hora?! Apertou o botão e desligou antes de completar a chamada. Tsc, uma hora dessa eu não vou retornar. Mas queria falar com ele... Brigar, chamar de sem vergonha e ouvir a sua voz. Ficou deitada pensando sobre o canalha safado. Tanta coisa pra fazer no dia seguinte e estava ali pensando sem conseguir dormir. Lembrava do motivo da briga, dos gritos, das palavras... das palavras...


Mandou tudo para o inferno e retornou a ligação uma hora depois. Ele não atendeu. Tinha ido dormir, aquele safado.

'God Only Knows'


Chuva, 1957 (xilogravura; coleção André Buck)





O tempo é um dispositivo que impede que tudo aconteça de uma vez. (Bergson)




Ps.: Tente colocar o título desse post no google ;)

quarta-feira, 23 de março de 2011

Inclassificáveis

Naquele dia, como em vários outros dias, chegou em casa exausto. Coração palpitando pelo estresse do trânsito. As pernas pesadas e a velha sensação de que não aguentaria nem comer, cairia na cama e só.
Jogou o saco de pão no sofá, a roupa no chão do banheiro, esqueceu a toalha no varal, mas mesmo assim entrou no banho. O telefone tocou, Ah! Isso lá é hora de telefone tocar!, fez que não ouviu e continuou em baixo do chuveiro. Pensou numa música, mas não havia ânimo para cantar...só pensou... pensou na água que molhava o seu corpo castigado das horas de trabalho, o valor da conta no fim do mês e fechou o registro.
Saiu nu e molhado do banheiro. Correu para o quarto com medo de que alguém o visse pela janela, com certeza não seria uma das melhores cenas. Acendeu a luz e quando viu a cama deitou sem pestanejar. Um instante ilusório acompanhou-o, o baque na cama, como aqueles que temos quando pulamos no mar, a sensação de dor e logo depois quando quebramos a tensão superficial da água e suas ondas se propagam o corpo afunda e sente a delícia do mar, os próximos instantes são de tensão onde vez ou outra esquecemos de prender a respiração e precisamos voltar a superfície. O impulso, depois o longo suspiro e por último a sensação de que a água está ótima. O corpo relaxa e tenta não ser levado pela corrente. Mas o frescor e a sensação de bala de hortelã com água gelada são impagáveis.

Quando acordou era madrugada e a lua estava do outro lado da janela, longe e pálida. Olhou para ela, a luz clareava o cômodo... Não dormiu mais.

Naquele dia como há muito não fazia esperou o sol raiar enquanto admirava as outras estrelas.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontrei por aí....

"Só há um tempo em que é fundamental despertar. Esse tempo é agora."

segunda-feira, 14 de março de 2011

E lá vou eu...

Hoje a noite nosso encontro será na Lua... largada às pedras e imensidão só a gravidade nos separará.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Pensando na vida...

Venho sentindo uma onda de boa sorte, uma brisa fresca no rosto e os olhos cansados de tanto ler.


"Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem"

[...] Concordo plenamente.





Om asatomo satgamaya
Tamasoma jyotir gamaya
Mrityorma amritamgamaya

domingo, 6 de março de 2011

Coisas da vida

Me cadastrei para receber uns e-mails há um bom tempo, semana passada recebi um que me surpreendeu.

Lá vai!

Maçãs e ideias
Se você tem uma maçã e eu tenho uma maçã e nós trocarmos as maçãs então eu e você teremos cada um uma maçã. Mas se você tem uma ideia e eu tenho uma ideia e nós trocarmos estas ideias, então cada um de nós terá duas ideias.
George Bernard Shaw
(tradução HBMS)




Vivendo e aprendendo.

Máscaras


Para quem gosta de festa, Bom carnaval!
Quem não gosta aproveite o descanço ;)
Só não vale ficar triste.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Palavras...

Ser feliz e dar valor a essa felicidade é uma dádiva.
'Que todo dia seja o dia mais importante....'
Acima do medo a coragem.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

E se ...


'E se...' É o título de um texto, ainda em estado de latência, sobre autismo (e possivelmente sobre outras doenças) que penso em construir, seria uma revisão de literatura talvez.
A ideia surgiu por causa de um trabalho na universidade, não tão estranhamente, acabei me interessando muito sobre esses assuntos.
Já li artigos, vi filmes, pesquisei em livros e cada vez mais o desejo de saber cresce.


O que será que realmente acontece com essas pessoas?
Por que é tão complicado encontrar informações?
Por que ainda não se conseguiu um método eficaz para oferecer auxilio aos familiares e à pessoa portadora?


E se... de repente você estiver frente a frente com alguém que é diferente' de você ?
Você vai tentar fazer com que ele se enquadre ao senso comum?
Vai tentar aprender a ser tão diferente quanto?

E aí?!



Vamos lá ver no que vai dar.







sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Tours




Para quem quiser conhecer Veneza em 3D,


Muito legal!

Aonde estão os ovnis?





Atualmente quando olho para o céu só tenho visto aviões.



Nave mãe, por favor, venha me buscar.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Mundinho

Ando cansada...



Passei num café para ler e olhar o movimento, mas achei tudo tão seco apesar de todas as frivolidades do lugar.




Suspiro.


Ando muito cansada.





sábado, 5 de fevereiro de 2011

Filmes...




Sinceramente, não saberia escolher entre O som do coração e A voz do coração...

Fico embevecida com a beleza e simplicidade de ambos os filmes.








Aquilo que se faz com o coração pode mover montanhas
ou, quem sabe, mudar a vida de alguém.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Minhas ilusões... são construídas com blocos de palavras.

Enquanto conversava com uns colegas ouvi alguém dizer que para dar um conselho a uma pessoa pediu inspiração a Deus antes de falar, na hora não entendi a preocupação, hoje acredito que havia uma grande porção de razão, a palavra exerce um poder tão grande que um simples comentário pode mudar uma vida.

Minhas experiências, tão poucas, mas que me ajudam a construir uma visão ampla e diversificada me apontam uma linha entre meus pensamentos, uma linha fina, transparente e muito bem esticada.

Um fio por onde gotas de todas as cores e viscosidades escorrem.

Gotas de palavras.

Acho que não precisei estar a beira da morte para descobrir uma das coisas mais peculiares do ser humano, o poder da palavra. Não, não ando lendo auto-ajuda, somente observando a vida, as pessoas e as palavras.

Desgostei (inconscientemente?!) das minhas leituras? Da ânsia de aprender?

Ah, que triste fim seria se eu não tivesse conseguido voltar ao menos um pouco desse buraco, isso tudo por causa de algumas palavras proferidas sem o sentido de me afetar, talvez.

Disputas e desavenças são construídas com palavras. Atos? Às vezes, mas normalmente se iniciam por excesso de palavras ou ausência destas.

Conselhos são dados, pensa-se até que pra nada servem, só que não sabemos que muito já foi absorvido sem percebermos.

A palavra proferida não é vista apenas sentida.

Um pesar pode ser amparado com palavras leves e tranqüilas.

Quantas vezes me arrependi por causa da palavra?

Mas quantas vezes ela já me fez feliz?


Palavras... Que Deus nos ajude a ter bom senso.


Hare Krishna !


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011


Gopala, Gopala
Deva ki ananda na gopala
Gopala, Gopala
Deva ki ananda na gopala
Deva ki ananda na gopala
Deva ki ananda na gopala
Deva ki ananda na gopala
Deva ki ananda na gopala


sábado, 25 de dezembro de 2010

Presentes








Era uma carta ou um bilhete ?



Quando meus olhos encontraram você... não houve nada .
Mas alí a pouco meu coração bateu mais forte... não sei porque .
Virei a te procurar e esperei ouvir você me chamando...

Nada .



Amor platônico, sem graça e vadio, mas que nunca me deixou...



Boas Festas


O natal chegou rápido, acho que não senti os dias passando...
Foram tantas coisas... virão muitas outras.

Que tenhamos sorte pelo menos.




terça-feira, 30 de novembro de 2010

Corredor



E quando a gente acha que vai dar errado as coisas se ajeitam...

Destino?

Quiçá, só sei que é assim.




sábado, 27 de novembro de 2010

Sensações...



Quanto mais simplicidade melhor o nascer do dia.

Melhor o nascer do dia

Melhor o nascer do dia

Melhor o nascer do dia

Quanto mais simplicidade melhor o nascer do dia






terça-feira, 23 de novembro de 2010

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E eu nem peguei o autógrafo...

Ontem enquanto dirigia para retornar para casa passei por um bairro que ainda tem umas casas antigas, além disso, nada muito diferente do normal, engarrafamento, umas sirenes, luzes e mais luzes me cegando, até aí tudo bem. Sempre acho que as casas estão ficando sufocadas pelos prédios ao redor, tem uma mesmo que me agrada, assusta também, bem, não era disso que eu queria falar. O que acontece é que em dado momento acabei olhando para o alto de uma das construções que estão fazendo e, solitário, na beirada da cobertura do prédio vi algo preto balançando, poderia ser um saco plástico, mas a posição, o local, tudo conspirava para outra dedução. Então passei meus cinco minutos de espera olhando para cima pensando se seria o Batman... não me perdoei por não ter uma câmera.

Era o Batman ou um cover talvez, o importante é que a capa preta sacudia ao vento, lá parecia escuro e ele estava em pé olhando do beiral da construção sem medo... O sinal abriu e alguns carros andaram. Fui embora querendo ficar e quem sabe ir lá pegar um autógrafo.



Ah, se alguém quiser algo para ouvir dá uma olhada em Suki Dakara, achei lindo :)

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

sábado, 13 de novembro de 2010

A bolha de sabão

Me sinto enganada, mas não por você, enganada pela vida. Tudo bem que ela não me prometeu nada.
Talvez eu não esteja sabendo explicar, vejamos (...)

O que você faria se de repente começasse a pensar que a vida não deveria ser da forma que é ? (não, eu não vi nenhum filme por esses dias.)
Quando olho a minha volta só vejo um poço de vaidade. Não acredito que haja outra coisa ao redor. Será esse o problema?

Se em algum dia você pensou em dar um retorno à sociedade (não precisa ser ao mundo, pode pensar na sua mãe mesmo), conseguir executar algo que promovesse sustentabilidade e progresso ordenado (ainda que fosse dentro de casa) e tantas outras coisas...
Só que se você assim como eu, entende que no fundo tudo que é feito serve apenas para alimentar o ego e a vaidade deve sentir em quase todas - ou seriam todas - as ações uma base de falta de sentido, promoção da irracionalidade e vaidade desenfreada.
Eu realmente queria ver o produto dessa história, a ordem dos fatores às vezes muda o resultado.

(Falei falei falei... e agora que li vi que não dá pra entender o que eu de fato havia pensado, acho que tenho medo das minhas ideias. Deixa cá com meus botões então.)



Lidar com pessoas não é fácil e isso é bom. Além da arte o que há de mais humano no ser humano é sua personalidade.

Voltar no tempo não é a solução, antigamente as pessoas também viviam a se enganar com a vida... O que eu quero, se eu lá souber realmente o que quero é entender, como me enganei, porque me enganei, como descobri que me enganei e por fim, o que fazer agora que vi o engano que têm a vida.


Quando se alimenta pensamentos eles crescem e se reproduzem, morrem e renascem.


Esse blog passou a ser - talvez nunca tenha sido outra coisa - um conjunto de tristezas, às vezes um tipo de alegria que só aparece na forma indireta e revoltas mal concluídas.
Eita loucura.
(Não sei, mas quando terminei de escrever "Eita loucura" me veio em mente uma pessoa com a boca cheia de farofa falando. Quem entende...)



Hoje é um sábado de sol e eu fui me enganar por aí... faz parte da vida.



A bolha de sabão... leve, delicada, atrevida e acima de tudo breve, de repente estoura e desaparece.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Hoje




E o destino quero deixar a Deus dará...



Pensando sobre as pessoas, fatos da vida alheia, comportamento e situações.

E no fim não haverá nada além do homem com ele mesmo. Para o pó, somente pó.
Antes disso há o mundo, o verbo e os prazeres.
De solidão e angústia o homem se fez, sólido como pedra, sensível como uma flor.
Não vejo motivos para falar, pensar talvez. Pensamentos nos corroem mais que palavras.
Há mais pessoas ao redor que seus dedos das mãos e dos pés juntos. Mas e daí? O que elas são para você? O que você é para elas?

Pó, sem dó.





Palavras aleatórias. Pensamentos além do horizonte.




Quando acordou sentiu vontade de dormir mais um pouco, puxou o cobertor sobre a cabeça e sentiu o pé do lado de fora, encolheu o corpo. Passaram-se mais alguns minutos e o sol já esquentava o quarto deixando-o abafado. O suor escorria pelas costas. Hora de acordar.
Lavou o rosto e abriu a geladeira, não havia nada além de água. Lembrou que gostava de achocolatado, pegou um copo encheu de água e bebeu como se fosse o achocolatado mais gostoso, estava quente, fazia meses que a geladeira estava quebrada.
Sentou no chão frio e sujo e se encostou na parede. A janela aberta deixava entrar alguns raios de sol, via-se o céu límpido e azul, doía-lhe os olhos. Bebeu mais um pouco. Não sabia como chegara naquela situação, olhou ao redor e viu alguns jornais antigos, folheou. Tinha medo de sair à rua, medo das pessoas, dos carros, das luzes, tanto barulho lá fora... Queria ir embora, mas para onde?
Bebeu mais um pouco.
Calor insuportável, pensou, chingou também, mas não nos vem ao caso. O sol brilhava intensamente, refletia, queimava e enchia de desejos e vontades. Não havia coragem.
Bebeu mais. O copo já estava vazio. Continuou bebendo, afinal, era um achocolatado de sabor inigualável.

Uma vida de ilusão. Nossa própria ilusão.


sábado, 6 de novembro de 2010

Maluca.

Num dia triste de chuva
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca

- Composição: Luiz Capucho

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Duas coisas

Birds on the Wires, http://www.youtube.com/watch?v=LoM4ZZJ2UrM
Muito legal.


e

Rock balancing,

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pela 203ª vez eu posto aqui... caramba.

Sentado na sua canequinha e jogado às ondas do mar ele ia sem saber pra onde. O vento forte naquela noite formava ondas altas que o faziam balançar de um lado para outro, vez ou outra entrava água na caneca.
Em silêncio ele olhava tudo aquilo, mas não sentia medo, passara por situações piores. No céu algumas estrelas apontavam que não iria chover, isso era bom, não pela chuva, mas é que a noite no mar se faz negra como carvão e sem as estrelas ele se sentia numa imensidão de nada.
Ele não sentia saudade de casa, nem das pessoas, dos lugares nem se lembrava mais... não sorria, não urrava, há tempos não chorava, sabia que ainda tinha coração porque às vezes sentia um vento frio invadindo o seu peito e como se mastigasse sua solidão fazia-o estremecer.

De repente o vento se fez mais e mais forte, mordeu a borda da caneca para se segurar, uma onda enorme e cheia de espuma branca se quebrou deixando-o encharcado. Seus olhos vazios piscaram. Foi, literalmente, um banho de água fria. Virou para o céu, mas as nuvens já haviam completado todos os espaços.
Piscou os olhos e não sabia mais se estavam abertos ou fechados tamanha era a escuridão.
Sentiu um frio no peito que corroía.
Continuou mordendo a beirada da caneca, fechou os olhos e esperou as primeiras lágrimas que não chegaram.




sábado, 30 de outubro de 2010

Terra chamando Marte


"Gosto de ser embriagada por palavras doces e frágeis.''


Um copo de vinho pela metade num canto escuro e com um fio bem longe de luz passando.
.
Mas não há
.
As vezes eu não sei se aconteceu ou se eu li...
.
Talvez realmente haja algo de errado comigo
.



"Gosto de ser embriagada por palavras doces e frágeis.''


Quero um bom livro, um bom filme, um poema que me faça chorar, uma música que envolva meus sentidos, o pedaço do bolo com mais cobertura, sentar num lugar confortável e sentir que chove, mas não sair do lugar (...) me assustar com as folhas e pensar coisas que nunca serão ditas nem escritas.

Não conheço alma viva que saiba andar pelo meu mundo.


Gosto de me embriagar com palavras doces e frágeis... while my guitar gently weeps.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Fática

Oi! Tudo bom?
Oi, tudo bom. E com você?
Tudo bem.
Quanto tempo que a gente não se vê, né?!
É verdade. Novidades?
Não. E você?
Também não...
É...
Pois é... já vou indo.
Ah, beleza! Qualquer dia desses a gente marca de se encontrar.


Para os malucos por conveniência uma dose de Loucura Contagiosa



Godofredo sempre se queixava da vida, lembro que ele sempre dizia "Uma merda isso tudo!", quando fui embora resolvi tirar uma foto dele no seu planeta... Achei sugestivo, bem sugestivo...






'Vou te levar pra dar uma volta no meu mundo... ;)

domingo, 24 de outubro de 2010

The Scientist





Entre um passo e outro lembro ... que esqueci de lavar o aquário.



Dos meus reais pensamentos e lembranças ninguém sequer ouviu falar.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

-

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.
A lágrima samba e rola, enquanto o vento assobia uma canção.
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domingo, 10 de outubro de 2010

Plim Plim !

Andando pelo youtube acabei achando um comercial da Ponyo *-* tão kawaii \o/

''E o chão se abre por dois sorrisos


(...) E a vista que os meus olhos querem ter.''




Para os que não conhecem o Samba Triste: http://www.youtube.com/watch?v=krODHfOkdJ0


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

E quando menos se espera a gente enlouquece

Não havia mais tempo a ser perdido quando sentou na cadeira de plástico em frente à tela e repousou a mão no teclado.

Um cérebro em reforma

Todos os pensamentos já haviam rondado a sua cabeça, tinham pego martelos e marretas para construir a tal obra. Há alguns dias virtuais eles planejaram construir algo único, a primeira obra que deveria conter toda a essência humana para se manter durante a virtual eternidade. Bateram, quebraram, colaram, pintaram.

A cabeça já não aguentava mais quando de repente os pensamentos se deram por satisfeitos. A obra estava com uma cor sólida, única e sem degradê. Simples, sem ondulações, como uma folha de papel sem fim no primeiro instante em que se acha livre no ar.

Na tal obra não havia nada.

Indescritivelmente única.

Singular.

Plural.

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Engraçado, eu preciso aprender a pensar... Aprendi a arrumar as palavras, o guarda-roupa, lista de compras, livros, mas não sei arrumar os pensamentos. São explosões em cadeia que eu não consigo segurar.

Buuuuuuuuuuuuuuuuum !

E quando menos se espera a gente enlouquece. Gradativamente enlouquece.

Voltei para casa pensando em escrever sobre as pessoas, a consciência que não conseguimos formar de um dia para o outro, a importância de atitudes mínimas, necessidade de ruminação das informações, essa noção de vida bem vivida que se enraizou na mente humana, e principalmente sobre o abstrato que para mim consegue ser concreto. Não sei o que fiz, mas estou pra achar um adubo mental tal qual o meu, mente fértil, a Deus dará.

--

Quando falo tempo virtual me refiro a algo intangível que medimos com a ajuda de um objeto chamado relógio, ou atualmente, celular sem crédito. Acredito que o tempo seja a coisa (não consigo pensar em uma palavra melhor) mais abstrata, surreal e virtual na qual mergulhamos de cabeça. Não se vive sem contar as horas, os dias, etc., por n motivos imaginários e existentes que nos forçam a conviver com algo virtual de forma concreta, como se o segundo que acabou de passar de alguma forma fosse tangível. Oh, não! Ele não pode passar tão rápido!, dito isto me apetece lembrar do dia em que deitei por dez minutos e me pareceu uma hora, dormi uma noite inteira e quando acordei achei que só havia passado uns poucos minutos. É culpa do cansaço, corre-corre, rotina, esse clima que muda todo dia, espaço que nunca tem ... e tempo.

Tempo é a situação virtual mais corriqueira a que podemos nos submeter. A noção de tempo é virtual, imaginária, abstrata, íntima.

Talvez alguém venha me dizer que ando pensando besteiras, há um cálculo antigo que mostra a ação e reação das situações, mas não importa. Talvez outro dia, quem sabe... mas hoje (nesse hoje virtual, imaginário e abstrato) eu quero ficar esperando o depois chegar.


Não há como se libertar. Eu sei e não quero saber.

Dedos molhados


E esse frio que me dá vontade de chorar... choro regado a risos, frio no dia de calor.


Se eu olhar para trás não verei muita coisa, a memória é um redemoinho que espalha, mistura e aprisiona. Mas, se eu pudesse, relembraria cada dia vivido só pra ver tudo diferente, pensar os dias que se foram com o olhar de hoje. Dessa vez não esconderia embaixo da cama o que aparecesse (a tal eu que sempre aparece), também não me aceitaria por completo – sem necessidade de demagogia ao extremo.

Corro de mim mesma e me encontro antes de virar a esquina. Olho no espelho e converso com a moça do reflexo... me encontro nela, mesmo ela nem sabendo quem sou.


Os dedos molhados que encostaram no meu braço, por alguns instantes, atraem meus sentidos e me vejo saindo do mundo que habito [...] num simples encostar volto à realidade. Me irrita sentir a presença da mão que se foi depois de tantos segundos passados, quanto mais atenção dou mais me distancio do intangível, mundo que habito.

sábado, 2 de outubro de 2010

Strawberry Swing



A felicidade é um objetivo eterno, uma meta que toda vez que alcançamos se esfarela como o pão torrado do café - gostoso e quentinho, deixando sempre a vontade de mais um pouco.
Outro pedaço. Outro sorriso.



Comparações excêntricas fazem parte... Nelas mora o perigo.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Para o céu é que eu gosto de olhar...

Eu gosto da imensidão, esse infinito acima das nossas cabeças. Mas são as pequenas coisas que me atiçam um frio na barriga.




quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Uma estrela de seis pontas.

Há alguns meses me deparei por aí com um colar feito por um índio.
Uma estrela de seis pontas serve de pingente. Me atraiu.
Recentemente soube seu significado.

Hoje, por motivos aleatórios, abri um livro...
Página 817, coluna da esquerda.

''Geração vai, geração vem, e a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se põe, voltando depressa para o lugar de onde novamente se levantará. O vento sopra para o sul, depois gira para o norte e, girando e girando, vai dando as suas voltas. Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca transborda; embora cheguem ao fim do percurso, os rios sempre continuam a correr. Toda explicação fica pela metade, pois o homem não consegue terminá-la. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do sol não há nenhuma novidade. Às vezes, ouvimos dizer: "Veja: esta é uma coisa nova!" Mas ela já existiu em outros tempos, muito antes de nós. Ninguém se lembra dos antigos, e aqueles que existem não serão lembrados pelos que virão depois deles."


Engraçado... se eu não tivesse lido em um livro tão antigo diria que conheço quem escreveu. Pior, diria que saiu da minha cabeça.

Girando girando sem sair do lugar,
HBMS.

Entre quatro paredes.

A Via Láctea

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

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Não sei quantas vezes eu já disse que não sei,
Não sei quantas vezes eu já ouvi A Via Láctea,
Não sei quantas vezes na minha vida eu me senti tão solta no espaço como nesses dias,
Não sei o que pensar enquanto penso em tantas coisas,
Não sei com quem posso falar sobre o que penso,
Não sei se consigo falar sobre o que penso,
Eu quero... Eu não quero... Eu não quero querer.
Meus olhos se fecham e eu olho para mim, vejo a escuridão e aperto mais ainda.
Eu sei... Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei.
Eu entendo... Eu não entendo. Eu não quero entender.

E esse céu sempre nublado me atiça, sem as estrelas eu não me acalmo, não sei pra onde olhar. Isso não passa, uma semana de céu nublado, pensamentos nublados, atitudes...
Atualizei a página, e sei que espero algo que não chegará.

É estranho, mas eu sei como você é... Sei o que você quis me dizer... E finalmente, eu entendo. Puta merda, eu entendo e me acho nos seus pensamentos [...] Loucos, alheios de tudo e do mundo, tortos, iludidos, pensamentos.


Não me dê atenção.

Sempre louca,
Helena Matos.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Indo além... e mais um pouco.

As coisas acontecem de forma gradativa. Ninguém muda de uma noite para outra. Da manhã ao meio dia, do luar ao nascer do sol, transitando entre o início e o fim... Acontece de forma gradativa, não há como fugir.


Fiquei fora por muito tempo, tanto do blog quanto do meu mundo. Criei outros mundos, vivi o de outras pessoas e agora que voltei a minha mente não é mais a mesma... A minha alegria é diferente, o meu riso se fez diferente e se desfez, retorna em olhos alagados pela chuva.

Posso dizer que vi os sorrisos mais lindos, as crianças mais lindas, os lugares mais bonitos – tristes e bonitos. Por que a beleza surgia da tristeza, da dor, dos olhos cansados, do corpo vendido, da vida vendida. Uma beleza mais que excêntrica. Singular e plural, peculiar.

Pelos lugares onde andei talvez eu nunca mais passe novamente, mas com certeza me sinto pisada pelo lugar. Marcada com uma tatuagem que eu não quero apagar.

Tudo acontece de forma gradativa, não há como fugir.

Confiar em alguém é ter a certeza da desilusão, ela sempre vem, chega aos poucos, pelos cantos, sussurrando, devagar, ela vem.