"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco!
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril."
Oscar Wilde
sábado, 13 de abril de 2013
quinta-feira, 11 de abril de 2013
E eu choro
Sim, eu choro pelos animais. Choro pela morte e pelos maus tratos e me dói mais ainda quando são animais que eu conheço, que brincaram comigo, puxaram a barra da calça e os meus cadarços só pra pedir carinho e depois se aninharam em meu colo.
Choro pela perda. Mais uma perda.
Choro pela perda. Mais uma perda.
Me sobe um enjoo só de imaginar o que pode te acontecer sozinho ferido na rua...
terça-feira, 9 de abril de 2013
É tempo de reciclar
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Aquário
Saí tão cedo de casa hoje que esqueci de olhar o horóscopo, de lavar a louça, de guardar o queijo e comer o pão que o diabo amassou. Aproveitei o dia corrido para desacelerar e viver um pouco mais.
O mistério da vida é se apaixonar todos os dias e se entregar sem medo de se perder.
É se perder e se encontrar e se perder novamente sem medo do que virá.
É seguir em frente, mas parar quando for necessário.
É se fazer e refazer em busca de ser o seu melhor.
É pensar no futuro com alegria de viver o presente.
O mistério da vida é ser e estar.
Ser você mesmo e estar de corpo e alma aonde quer que você vá.
É ter acima do medo a coragem.
Coragem de viver.
Flores do meu jardim.
terça-feira, 19 de março de 2013
Salve Jorge!
Um cigarro entre os dedos, olhos fechados para não revirarem com a luz, sentado e expressando todo sentimento com sua voz inesquecível... Pois é.
segunda-feira, 11 de março de 2013
sábado, 9 de março de 2013
Roda mundo
Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...
sexta-feira, 8 de março de 2013
Ever
Ps.: Toda vez que você se cala o vitral que forma meu coração trinca com o impacto.
Se estilhaça.
Se desfaz.
quinta-feira, 7 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
Menos um...
"Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho"
http://letras.mus.br/charlie-brown-jr/603740/
Raul
"Tudo já passou, o trem passou, o barco vai
Isso é tão estranho que eu nem sei como explicar"
Às vezes eu fico triste em lembrar que os meus 'ídolos' já morreram, mas depois de um tempo isso não faz mais diferença. Para o amor platônico estar vivo não importa.
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Meus defeitos mais angustiantes são: ser perfeccionista, metódica, gostar de agradar as pessoas e não ouvir Legião Urbana todos os dias.
Defeitos que vez ou outra são também minhas melhores qualidades...
Meus defeitos mais angustiantes são: ser perfeccionista, metódica, gostar de agradar as pessoas e não ouvir Legião Urbana todos os dias.
Defeitos que vez ou outra são também minhas melhores qualidades...
terça-feira, 5 de março de 2013
segunda-feira, 4 de março de 2013
Junior
Junior é o cachorro da foto. Poodle, pelagem branca misturada com uma cor de caramelo, tem a calda compridinha e é extremamente danado. Atende quando chamado pelo nome, a assovios estridentes e caso você se abaixe e bata as duas mãos nas pernas chamando Junior, Juuunior, ele aparece de qualquer lugar da casa correndo e pulando em cima de você.
Por questões de espaço depois de quatro anos não pude continuar com ele e minha mãe encontrou um novo lar para ele na casa de uma amiga dela. Depois de quase um ano lá ele saiu pelo portão e não foi mais encontrado... Isso ocorreu no final do ano passado, novembro, dezembro mais ou menos.
Ele já havia fugido outras vezes. Na primeira vez tinha quatro meses de idade, procurei como louca e não encontrei, mas por incrível que pareça no dia seguinte ele surgiu choramingando no portão.
Infelizmente dessa vez já se passaram quase quatro meses e ele ainda não voltou.
Hoje enquanto ia para a universidade vi um cachorro parecidíssimo andando pelo meio da pista e entre os carros, tão destrambelhado quanto ele faria... Parei o carro, abri as janelas e comecei a gritar, ele atravessou a rua. Alguns carros atrás de mim buzinaram, andei mais um pouco e estacionei no primeiro espaço que encontrei, voltei correndo as pressas. Ele estava caminhando do outro lado, atravessei a rua e chamei pelo seu nome, mas não era ele... Não era ele... Meu coração surgiu em minhas mãos triste e saudoso imerso em lágrimas.
Uma coisa é certa, eu sei que vou continuar te procurando mesmo quando não houver mais esperança.
Por questões de espaço depois de quatro anos não pude continuar com ele e minha mãe encontrou um novo lar para ele na casa de uma amiga dela. Depois de quase um ano lá ele saiu pelo portão e não foi mais encontrado... Isso ocorreu no final do ano passado, novembro, dezembro mais ou menos.
Ele já havia fugido outras vezes. Na primeira vez tinha quatro meses de idade, procurei como louca e não encontrei, mas por incrível que pareça no dia seguinte ele surgiu choramingando no portão.
Infelizmente dessa vez já se passaram quase quatro meses e ele ainda não voltou.
Hoje enquanto ia para a universidade vi um cachorro parecidíssimo andando pelo meio da pista e entre os carros, tão destrambelhado quanto ele faria... Parei o carro, abri as janelas e comecei a gritar, ele atravessou a rua. Alguns carros atrás de mim buzinaram, andei mais um pouco e estacionei no primeiro espaço que encontrei, voltei correndo as pressas. Ele estava caminhando do outro lado, atravessei a rua e chamei pelo seu nome, mas não era ele... Não era ele... Meu coração surgiu em minhas mãos triste e saudoso imerso em lágrimas.
Uma coisa é certa, eu sei que vou continuar te procurando mesmo quando não houver mais esperança.
Com amor,
Helena.
domingo, 3 de março de 2013
Era tarde demais pra ser sozinha...
Ando por aí porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais...
Ando variando entre sorrisos e apertos no coração.
Ando vivendo, sentindo, experimentando ser e estar.
Ando sentindo falta e observando quem realmente sente falta da minha presença.
Ando porque já não tenho tantos motivos para pular e somente a hora me faz correr.
Ando e vou tocando os dias.
Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou.
Sorrindo, sonhando, penando, trabalhando, desejando, estudando, brincando, revendo, melhorando ou piorando... ando. nado. onda. indo.
Minha meta é ser de tudo um pouco e de tanto ser me transformar em um universo de sensações e aprendizados.
Quero ir, quero pouca espera. Quero ir pela primavera...
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| Foto de uma das paredes do Palacete das Artes, lugar gostoso... Se pudesse iria lá toda semana só admirar =) |
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| Amo as margaridas... |
![]() |
| Mas não resisto a uma rosa. |
domingo, 24 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Vinicius
Assisti um filme hoje pela indicação de alguém que irei chamar de Beija-flor, me identifiquei com a história, com os personagens e com a trilha sonora. Teria como ser melhor? O interessante é que lembrei um pouco de uma história antiga que tentei imaginar ou melhor que tentei não esquecer. Vinicius é o nome que escolhi para a criança que vi em um dos meus sonhos há alguns anos atrás, naquela noite meu inconsciente me disse que ele era meu fruto, ele ia me contar uma história que de alguma forma eu havia lhe contado e escrito. Acordei antes de ouvir e até hoje tento imaginar o que ele iria me falar... Ah, que saudade do desconhecido... Que saudade...
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Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...
Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...
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Quando abri os olhos me vi rodeado
por montanhas, ao longe um campo verde escuro se estendia até aonde as minhas
vistas poderiam alcançar depois de se encontrarem com os raios de Sol. Não tenho
noção do tempo nem a direção para qual devo seguir, sei apenas que é dia, estou
entre algumas pedras e onde me encontro a vegetação não chega a cobrir todo o
solo, há um caminho entre as pedras e mais além não vejo sinal de outra pessoa
ou mesmo um animal.
Levantei devagar e percebi que estava
morrendo de fome. Céus! Onde estou? Não encontrei minha mochila... Como eu
poderia sair sem minha mochila? Comecei a andar em busca de algum sinal, talvez
eu tivesse sido sequestrado, roubaram meus órgãos, apagaram minha mente e de
alguma forma sobrevivi, mas não havia sinal de cirurgia, não havia nada. Passei
a mão pela nuca e percebi que estava com uma marca enorme da pressão que exerci
na pedra enquanto estava deitado. Quanto tempo eu haveria passado daquela forma
não consegui imaginar.
Talvez por parecer um caminho mais
limpo e fácil comecei a andar em direção ao cume da montanha, talvez se
conseguisse alcançar uma maior visibilidade pudesse ver um vilarejo ou um local
para me abrigar e comer alguma coisa. Minha barriga ronca e sinto como se estivesse
a dias sem ingerir algo.
Caminhei por pelo menos duas horas ou
dez minutos tão longos quanto duas horas e encontrei algumas abelhas, um coelho
ou um rato grande parecido com um coelho, tropecei n vezes e tive que sentar
antes de desmaiar de fome, deitei no chão e o Sol que parecia agradável começou
a me provocar um incomodo terrível, estava passando mal sozinho em um lugar que
não fazia ideia de onde era, a visão foi se apagando, tentei me arrastar para
um lugar com sombra. Vinicius, você não pode morrer aqui, pensei e dois
segundos depois não havia mais nada além da escuridão. Havia desmaiado.
Acordei novamente no que deveria ser
o final da tarde e quando finalmente o Sol se pôs cá estava eu, vivo e sem
abrigo. Desejei continuar desmaiado, pois pelo menos o medo não seria intenso e
quase personificado em meu ser, o barulho do vento me assustava ao ponto de eu
começar a chorar como quando era criança. Não fazia frio nem calor àquela
hora, mas em meu coração parecia o lugar mais gélido do universo. Não havia Lua
e as estrelas eram tantas que me deixavam tonto, sempre fui fascinado pela
noite e um céu daqueles era digno de ser admirado por toda eternidade da minha
vida finita. Levantei e me abriguei entre as raízes de uma árvore, a sensação
de ter um local protegido me ajudou a parar de chorar, coloquei as mãos dentro
do casaco que estava vestindo e percebi ter um bilhete e algumas folhas de
hortelã, masquei-as e tentei ler o que estava escrito - Segunda travessa entre
as margens do rio. Era minha letra, o papel estava amassado e de alguma forma
eu não lembrava quando foi que o escrevi ou guardei. Fiquei acordado a noite
inteira e assim que o dia começou a clarear fiz a decisão que iria me guiar até
o fim – Eu vou sobreviver, custe o que custar.
Continuei no caminho e antes do meio
dia já tinha encontrado umas frutas possivelmente comestíveis e que me
sustentaram por toda a manhã, todo o tempo me senti observado como se algo ou
alguém estivesse me acompanhando. Tentei ouvir passos, fiz alguns caminhos
tortuosos e quase desmaiei novamente, mas a sensação não passou, havia mais
alguém ali.
Ao entardecer eu comecei a ouvir o
som de água corrente, mas escurecia rápido e preferi me abrigar antes do
anoitecer, catei algumas pedras para me defender caso algum animal aparecesse e
deitei, fechei os olhos e por alguns instantes ouvi algo que parecia o caminhar
de alguém leve e quase imperceptível, me concentrei ao máximo e o som se
aproximava, tentei segurar uma das pedras e abrir os olhos sem muitos
movimentos, alguém estava ali, eu podia sentir sua presença ao meu redor, o
medo foi me possuindo e quando consegui focalizar entre o mato vi uma pessoa
que devia ter não mais que um metro de altura, branca, cabelos claros quase tão
brancos quando a pele e os olhos avermelhados, vestia uma calça de couro, uma
bota amarrada próximo aos joelhos e uma longa camisa marrom que cobria até os
cotovelos, na cintura carregava uma bolsa e algo que poderia ser uma faca. Seu
cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo. Estranhamente linda e assustadora.
Permaneceu imóvel, sabia que eu estava olhando para ela, ainda a encarando
sentei e ficamos assim não sei por quanto tempo, levantei e ela recuou, falei
meu nome, pedi ajuda, dei dois passos e ela correu tão rápido que quando
alcancei o local em que estava já não tinha mais sinal da sua presença,
encontrei no chão uma massa dura que parecia pão e uma garrafa com água. Escureceu
a ponto de eu não enxergar um palmo a minha frente e essa noite não consegui
dormir novamente imaginando quem seria ela. Comi e bebi água, me senti grato e não pude evitar um sorriso, apesar de não
fazer ideia do que estava acontecendo ter encontrado ou quem sabe ser
encontrado por outro alguém parecia deixar a situação melhor.
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algumas coisas só prestam na minha cabeça,
antigas histórias,
sonho
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Segue, minha filha. Vai!
"Por mais bravio que seja o vendaval, sê mais forte que ele. Conserva o otimismo e a serenidade. Segue, minha filha. Vai!"
... e aonde quer que você vá, vá com todo o coração.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Eu to no meu caminho...'
Mais um ano... mais um carnaval...
mais um aniversário.
Apesar de eu estar com muita vontade
de escrever vou deixar apenas uma música em homenagem ao meu aniversário e tentar afogar meus pensamentos num poço de sono e sonhos.
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho
Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira
Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira
Eu sei..
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:
Bate uma bola!
Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Você esperando respostas, olhando pro espaço
E eu tão ocupado vivendo, eu não me pergunto, eu faço
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
E se você quiser contar comigo e melhor não me chamar pra jogar bola
To pulando o muro com o Zézinho no Fundo do quintal da escola
Eu to..
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho
Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira
Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira
Eu sei..
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:
Bate uma bola!
Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Você esperando respostas, olhando pro espaço
E eu tão ocupado vivendo, eu não me pergunto, eu faço
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
E se você quiser contar comigo e melhor não me chamar pra jogar bola
To pulando o muro com o Zézinho no Fundo do quintal da escola
Eu to..
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