segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Diz que eu fui por aí...

Eu estava para passar por aqui, mas acabei me perdendo no caminho.


21 de setembro, uma homenagem ao desconhecido.




Ela já havia passado mais de quatro horas sentada no banco do ônibus e mesmo assim não havia conseguido um minuto livre para por em ordem os pensamentos dos últimos dias, pelo visto a programação de refletir sobre a vida ficaria para outra hora. Fazia um tempo que não se dedicava a pensar sobre alguns fatos ou mesmo se auto analisar, os dias se transformaram em um relógio contínuo de procedimentos e conversas. A necessidade de um período de solidão urgia.
Enumerou os desejos de criança, os atuais, as realizações e perspectivas e fez uma interseção. Quem diria que a vida iria caminhar desse jeito. Se fosse um jogo de lego ela veria as peças se encaixando de forma amontoada, abstrata. Desejou que no futuro pudesse olhar novamente e enxergar algo menos parecido com uma incógnita.
 Uma neblina densa surgiu na estrada. E se o ônibus batesse e ela morresse naquele exato momento? Todos esses instantes de vida escorrendo como farinha de tapioca entre os dedos, presa pelo cinto de segurança e sem espaço para libertar o instinto de sobrevivência.
Sabia que o instinto a guiava em diversas situações a menos se fosse assalto e principalmente se fosse no amor. Ah, o diabo do amor! Acreditar ou não nessa porção de endorfinas e sinais adrenérgicos? Valeria a pena viver ensandecida entregue a emoções? Deixava essas questões nas mãos do instinto e se entregava, mas na primeira ameaça sua lógica, assim como o cinto de segurança, a segurava pela cintura.
Presa pela lógica...
Entre a neblina e o farol dos carros reviveu. Sentiu o carinho esquecido subir à tona da memória, o sorriso e as lágrimas presas em alguma sala escura sendo revelados por um lapso. Por que havia se esquecido dos bons momentos? Por que os tinha escolhido? Por que viver entre fugir e ficar?
Dirigiu sua mente de forma defensiva e se preparou para colocar o cinto da lógica novamente, se preparava buscando um motivo para acreditar e nada mais. Desejando acreditar como os religiosos ou os ateus, cheios de convicção. 

Vivendo a busca, sofrendo em vão. Porque nem sempre precisamos ser racionais. 




 Gosto das minhas dúvidas tanto quanto das certezas. 








sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Um dedo de prosa, nada mais.

"Tempo, tempo mano velho..."


Amanheceu e eu não percebi. Na verdade já se passaram alguns dias desde que venho sofrendo do fato de não perceber os dias passarem, talvez eu tenha começado a viver os tão almejados dias de 25, 30 ou 50 horas. Amanhece, a Terra gira, o dia passa, a noite passa e eu só vejo que mais um dia se foi quando a madrugada chega e eu viro viajante errante entre os lençóis, mais perdida do que se estivesse caminhando pela rua de algum país em guerra, armada com uma caneta e assim pronta para desarmar uma bomba.







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Já se passaram alguns dias desde que eu aceitei o fato do ser humano ser cruel e gostar da dor. Um pouco difícil isso, mas coloquei a culpa na evolução. Peço desculpa aos estudiosos, mas vou viver e morrer sendo leiga até mesmo nas minhas próprias teorias, sou daquelas que desconfia de quem tem certezas demais. Certeza só Deus para ter, se é que ele não é feito de probabilidades e incertezas... Vai saber!
Convenhamos que um animal consideravelmente susceptível a ser destruído ou se auto destruir acabaria tendenciando à violência... Não sei explicar e pelo avançar da hora não faço questão de fazê-lo também.
Mas que faz sentido faz... apenas na minha cabeça.

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Coincidências são concebidas como coincidências pelo fato de nos confundir os pensamentos ou por confundirmos os pensamentos criamos a coincidência?

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Tenho escrito tanta besteira que me envergonho quando paro para ler...
Ando precisando de tempo para ser e estar mais uma vez.





"Tempo amigo seja legal
Conto contigo pela madrugada
Só me derrube no final."



Paixão de narciso

Me atiro em meus braços, mergulho em abraços, caricias e beijos, escuto o coração acelerar e canto uma canção para me acalmar. Troco juras de amor eterno e sustento minhas lágrimas quando a tristeza invade. Olho para o espelho e vejo o reflexo do amor em meus olhos, as pupilas dilatadas e um sussurro que convida a me sentir bonita da hora que acordo a quando vou deitar.
Todo dia o amor cresce e a paixão não abranda.
Sou a pessoa dos meus sonhos, que me acompanha aonde vou, que me encoraja e suporta as minhas fraquezas, desfaz e refaz minha auto estima e me fortalece. Segura minha mão e acorda os meus sentidos. Me carrega, coloca no colo e leva aonde quer que eu queira ir.
Me atiro em meus braços, porque sou o meu bem querer.

Me apaixono por mim e só assim me salvo da discórdia do dia a dia.
Me salvo da ilusão e da realidade.

Apaixonada por mim sobrevivo e nada mais importa.
Nada mais importa.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Lembrete do dia



Sempre que algo der errado e você precisar fazer de novo lembre-se: Você está tendo a chance de fazer melhor!


;)



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Dorgas


Algumas pessoas às vezes me perguntam se uso drogas ou se tomo algum tipo de bebida alucinógena, e geralmente eu respondo que não uso nada. Realmente, eu não preciso de nada para ter meus devaneios e momentos abstratos de loucura.
Apesar dos pesares venho observando que ouvir rock e algumas músicas em especial mexe um pouco com meu cérebro e com minha capacidade de concentração. Posso dizer que sinto minhas conexões trabalhando em uma frequência diferente... Seria esse o segredo?




"Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa!"


Ando precisando de um banho de pipoca para tirar essa letargia de mim justo nos dias em que eu mais preciso estar bem de corpo e espírito.


Alguns conselhos e notas para os próximos dias de vida:
1) Seja digna de oportunidades, novas experiências e descobertas. Não queira ser digna de pena.
2) Sempre faça o seu melhor. Sempre!
3) Não deixe de colocar aquele evento besta no seu currículo, ele pode fazer toda a diferença.
4) Saia da cama mesmo quando não estiver com vontade de levantar.
5) Evite passar mais de um dia deitado e imerso na tristeza, a vida se resolve mais facilmente quando você encara os obstáculos.
6) Se estiver fácil demais aproveite para continuar dando o seu melhor.


"E eu rabisco o Sol que a chuva apagou..."







quinta-feira, 18 de julho de 2013

Mudanças

"Essa noite eu tive um sonho de sonhador, maluco que sou acordei..."

Já faz um tempo que não apareço por aqui e para ser sincera isso é um mal sinal, tenho pensado muito e escrito pouco.
Mas hoje não tive como deixar de registrar o que me ocorreu durante a noite.
Tenho sonhado fatos estranhos.
No penúltimo sonho que lembro havia uma espécie de igreja muito grande e com um pátio enorme a sua frente. A minha visão acompanhava dois meninos que ficavam perto da balaustrada e vez ou outra mudava de foco. Eu não consigo mais lembrar o que acontecia lá embaixo, mas sei que era algo ruim, permaneceu o sentimento de que alguém precisava de ajuda. Por fim, perto da hora de acordar vi a personificação do demônio e por estar conversando com os dois meninos eu acabei achando que eram anjos do inferno.
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Para ser mais exata, na madrugada de hoje, eu também tive outro sonho não muito normal...
Estava em um local amplo e muito parecido com o pátio da igreja que falei antes, a diferença é que ele visto de perto não tinha um chão por inteiro, eram diversos círculos ou semi-círculos sobrepostos e com uma altura considerável entre eles. Agora eu realmente estava no sonho e não apenas vendo. Havia inúmeras pessoas de branco dispersas pelo local, um cachorro que me acompanhava e eu não lembro mais porque, mas acho que seria sacrificado e um homem em particular que emanava algum tipo de energia diferente e conduzia as pessoas.
Em algum momento eu comecei a correr com o cachorro e fui perseguida pelo homem que conduzia as pessoas, corria desesperadamente. Depois de um tempo consegui chegar em uma casa e com o cão a salvo, era noite e eu morria de medo porque sabia que ele viria logo atrás em instantes.
Sai da casa e andando por uma rua cheia de árvores, vi um carro estacionado na calçada, grudado ao vidro da janela de trás um pássaro havia colado ali com seu próprio sangue, as pernas quebradas, morto. Foi então que eu reparei que por todo o chão havia pássaros mortos, massacrados e banhados em sangue, alguns sem a cabeça ou com esta aberta. Não havia nada dentro dos que estavam com a cabeça aberta, como se algo ou alguém tivesse retirado o pequeno cérebro. Andei mais um pouco e quando levantei o olhar vi que estava aos pés da escada de uma igreja.





quarta-feira, 3 de julho de 2013

Esse é dos outros



Um texto que não é meu, mas que eu gostaria de ter escrito.


Amores loucos deixam saudades.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Só, somente só



Gosto de ir andando porque dá tempo de pensar na vida.
Gosto de estar só para observar ao meu redor e conversar com pessoas que também conhecem e desfrutam o prazer do vagar solitário.
Gosto de ir sem muita espera, de não perguntar, apenas ir.







Toda vez que saio só, somente só, tenho uma sensação de leveza tamanha que me faz sentir parte da rua.
Pertencimento... é estranho, mas faz parte de mim.
Não sei o que me motiva sentir isso, só sei que é assim.





O Desconhecido

Era domingo, acho que oito ou oito e meia da manhã, havia acordado cedo para conseguir um ingresso por um real em um teatro da cidade. Como de costume fui sozinha e me mantive assim até chegar na fila.
Antes de completar quinze minutos parada reparei no desconhecido à minha frente... engraçado como fixei seu rosto na memória. Perguntei alguma coisa e nada mais, só que depois desse dia sempre o encontro nas ruas, na fila, na manifestação, no show underground, na lanchonete, à noite, pela manhã ou madrugada. 
Não nos apresentamos, mas passamos a nos cumprimentar com um aceno, como que para registrar a presença.
Não sei seu nome e provavelmente ele também não sabe o meu, pois ouvi outro dia ele comentar como "A Desconhecida"... Não tenho interesse em saber mais do que eu já sei sobre O Desconhecido, acho curioso essa relação de reconhecimento facial. 


É dito e certo, há desconhecidos que nós encontramos com mais frequência do que nossos próprios amigos. 

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Obs.: Já conheci outros Desconhecidos, mas como se fizesse parte do ritual, após saber o nome eu já não posso mais garantir que irei encontrar aquele rosto novamente. Talvez seja esse o mistério...



São João 2013

De repente, não mais que de repente...

Uma onda de manifestos surgiu pelo Brasil como o fogo surge quando alguém joga um pito de cigarro em brasa no mato seco. Sentimento de patriotismo exacerbado, como se uma paixão avassaladora invadisse o coração dos jovens, idosos, adultos e crianças. Paixão tão devastadora como amor à primeira vista, parece que nascemos um para o outro sem nem ao menos nos conhecermos, sem saber de onde você veio e para onde quero ir a paixão nos guia.
Sem foco, bandeira ou líderes a onda se espalhou como paixão violenta, e como foi violenta! Com direito a bombas e tiros, pedras e vinagre, caminhadas, facebook e engarrafamentos a paixão nos levou pelo braço traiçoeiramente para trás das grades da prisão física e mental, mas vale tudo por amor.
 'Psicodelicamente' fomos às ruas exigir o que nos é de direito, e sofremos como todo apaixonado sofre. Queremos a cabeça de quem fode com a amada e estupra-lhe os recursos, nos perdemos numa loucura desenfreada e quem irá nos acordar? Quem colocará o chão abaixo de nossos pés? Não sei... Só sei que enquanto a paixão não se definir em amor ou ódio, objetivos e convicções o movimento será como uma onda no mar...






Como já dizia Rita Lee... 
"Baby Baby

Não adianta chamar

Quando alguém está perdido

Procurando se encontrar
Baby Baby
Não vale a pena esperar
Oh! Não!
Tire isso da cabeça

Ponha o resto no lugar"



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Esses dias fui ao Pelourinho e como parte do trajeto está bloqueado devido à Copa das Confederações resolvi fazer o caminho andando. Por mera coincidência do destino no dia estava ocorrendo uma manifestação truculenta no Iguatemi e ao mesmo tempo o jogo do Brasil. Eram gritos de alegria e emoção que exalavam do estádio, enquanto a alguns quilômetros dali a polícia descia o cacete nos manifestantes. Durante o percusso passei por moradores de rua, cracolândias e pelos inúmeros grupos de policiais organizados estrategicamente pelo bairro. Tive o sentimento de estar numa guerra civil pelo porte da guarda armada. Mas e aí?! Eu me pergunto até onde vão os braços do movimento... O que muda para os miseráveis?
Quando grito que polícia é pra ladrão, pra estudante não, de alguma forma sutil proponho que a violência deve ser mantida, mas dai a César o que é de César! Pra classe média violência não... Para a malandragem da rua tudo. De que máquina reprodutora do sistema vieram os malandros da rua?
... E na minha caminhada, quando cheguei no meio da ladeira, o Brasil fez o segundo gol da partida e eu fiquei sem saber quem ganharia no grito, os manifestante ou os torcedores... Quem ganharia o quê nesse investimento de tempo e vida?.

No fundo, que nem precisa ser tão fundo assim, nossas ações não passam de reflexos mal elaborados dos anseios, preconceitos e angústias. Se o movimento é feito (aparentemente) por uma classe média emergente vou rezar para que não esqueçam as raízes e as mudanças de base. 

Mas vamos em frente que depois do primeiro passado é que começa a caminhada!



Sim, eu sou apaixonada pelo platônico e  a favor dos manifestos.



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cozinharam meu vizinho


Diariamente retorno para casa no início da noite, abro a porta, tiro os sapatos e sento no computador para repetir o que fiz no dia anterior, ler, tentar estudar e checar emails de cinco em cinco minutos, como se por algum motivo eu fazendo isso estaria conectada ao mundo e naquele exato momento receberia o email que durante as outras doze horas ninguém havia me enviado.
Entre oito ou nove horas da noite sinto o cheiro da maconha queimada pelo vizinho imersa nos compostos voláteis do incenso acendido, mas recentemente isso não tem acontecido. Já faz uma semana que nesse mesmo horário sinto o cheiro de carne humana sendo cozinhada. Não me pergunte como sei que é carne humana, apenas sei, inspirei profundamente aquele odor de epitélio e tecido adiposo em óleo quente e conclui instintivamente.

Já faz uma semana que o vizinho é frito na casa ao lado e eu não fiz nada para impedir, mas agora chega! Chega! Vou à polícia denunciar esse fato anonimamente, é óbvio. Você não acha que eu irei bater na porta e dizer "Oi! Tudo bom? Será que você poderia apenas dar o seu marido de comer aos gatos e jogar o resto no terreno baldio? Sabe, preferia mais aquela fumacinha de fumo e incenso...", com certeza depois disso eu seria a próxima vítima da frigideira e óleo reaproveitado.
Não aguento mais esse cheiro invadindo as minhas narinas todos os dias no meu horário de descanso. Quer cozinhar o marido? Ok, mas que faça isso quando eu não estiver em casa.

Fiquei curiosa para saber o motivo que levou a minha vizinha a cometer um ato tão curioso quanto este... Traição? Dívidas? Estresse? Não sei, só sei que fatos absurdos não impactam mais ninguém.


domingo, 12 de maio de 2013

Lembrete 2

Sou um pensamento, um sopro, um nada e ao mesmo tempo meu tudo.





Agora eu também tenho Skoob ;) !
Espero algum dia conseguir completar a lista de livros lidos.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lembrete


Anos Incríveis, sempre!

Ps.: Aula de francês: http://www.youtube.com/watch?v=rN9_gywDMfI




quinta-feira, 2 de maio de 2013

"Já pedi a Deus paciência."




Vou andando por aí com a sensação de que os dias estão vazios apesar de tudo. Vou andando e procurando algo que ainda não sei o que é... Apenas vou para não mais voltar.



Cada dia é único.
Um instante é uma vida inteira.




domingo, 21 de abril de 2013

Acontecimentos da vida cotidiana.


No meio de uma multidão agitada e confusa tentei me encostar nas grades que separavam a rua dos funcionários que organizavam o evento. Até aí não havia nada demais até passar o primeiro balão preso no palitinho de forma a ficar sempre como se estivesse voando. Eu quero! Foi o meu primeiro pensamento. Eu quero e eu vou conseguir pegar um para mim! Foi o meu segundo pensamento. A partir desse momento observei as pessoas que passavam tão longe segurando cachos e cachos de balões para distribuir, mas eu estava a uma multidão de distância (se é que eu posso realmente medir algo assim). Alguns passaram voando por mim e eu gritava "É meu! É meu!", me esticava na ponta dos pés, erguia os braços e mentalizava "vêm balãozinho, vêm balãozinho", mas no momento em que eles vinham chegando o vento mudava de direção e levava embora. Um passou entre meus dedos, mas escorregou e se foi. Acredito que passei uma hora caçando balões espremida entre as pessoas. De repente, alguém conseguiu pegar e me ofereceu o balão, tão simples fato, mas por alguns instantes senti os olhos umedecerem. Segurei com bastante força e não deixei que escapasse por nenhum instante.
Balão branco em formato de coração preso num palitinho branco se sacudindo com o vento. Que alegria!
Mas a vida brinca com a gente e foi então que uma menina pequena e sozinha encostou ao meu lado no meio de tantas pessoas e pediu o balão umas duas vezes. Pensei em negar, demorei tanto para conseguir este, queria segurar por todo o caminho e levar para casa, mas foi um pensamento breve e antes mesmo dele terminar eu já havia dado... e o balão foi embora fazendo a alegria de outro alguém.


Não sei porque, mas isso me fez pensar tanto sobre a minha vida... Nos esforçamos bastante por algo ou por alguém, chegamos a quase alcançar, tentamos, insistimos e quando conseguimos apesar de tudo também deixamos que se vá.





Roda mundo, roda gigante...







domingo, 14 de abril de 2013

Em caso de amor use a saída de emergência

Muitas vezes me perguntei o motivo de eu perder o interesse por alguém a quem dediquei carinho e atenção mesmo havendo (vez ou outra) reciprocidade entre as partes.
Já tinha lido no horóscopo, mas não achei que fosse verdade, até pensei "Será mesmo?", mas hoje sei que era e é verdade. 
Aquariana de nascença não sei viver sem discussão, não aquela de brigas e pratos quebrados no chão até porque sempre achei isso muito desperdício de dinheiro, tempo e louça, falo da discussão saudável sobre assuntos da vida vivida ou sonhada, cultural ou política, filosófica e circense que é o nosso pão e circo de cada dia. Simplesmente eu sou louca por discordar só para alimentar um bom e velho papo sobre algum assunto interessante (de vez em quando até sem sentido também rs), nem sempre eu concordo ou discordo ferrenhamente, o meu objetivo é a reflexão em conjunto. É, eu sei, isso é chato às vezes, mas alimenta minha alma e eu insisto.
Gosto de conversas vazias, mas prefiro as recheadas de passeio, música, "paletadas" pela rua sem direção, sorvete de napolitano, cinema e sentimento, gosto de tudo que é feito com sentimento. Gosto do olhar perdido e apaixonado do músico pelo seu instrumento, da expressão do ator naquela cena fatal, da melancolia das folhas quando se balançam com o vento e da leveza das ondas, do andar acompanhado.
Gosto da saudade, da presença e da madrugada. Gosto de gostar. 
Mas de repente algo acontece e tudo isso passa... De repente, não mais que de repente a outra pessoa vira um cachorro sem dono e as conversas se desfazem caindo na triste rotina do "Oi! Tudo bem? Tudo bem...", desejos e excesso de hormônios tomam conta do lugar das gostosas conversas sobre as pessoas, o mundo, universo e tudo mais, com isso eu sinto um vazio e o alimento da minha alma vai se esvaindo na escassez de dias recheados e nas tentativas em vão de estimular o tesão por uma conversa inteligente. Não que eu não goste do corpo a corpo e tudo mais, não vou nem comentar muito para controlar os ânimos, mas são as sinapses que realmente me fascinam. 

Amor é viver a loucura de ser e estar junto sem nem mesmo se saber porque.


Ps.: Algum dia eu vou conseguir explicar o que ser e estar significam pra mim, 
apesar de eu já ter tentado dizer isso outras vezes.








sábado, 13 de abril de 2013

Achados e perdidos

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco!

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a 'normalidade' é uma ilusão imbecil e estéril."

Oscar Wilde

quinta-feira, 11 de abril de 2013

E eu choro

Sim, eu choro pelos animais. Choro pela morte e pelos maus tratos e me dói mais ainda quando são animais que eu conheço, que brincaram comigo, puxaram a barra da calça e os meus cadarços só pra pedir carinho e depois se aninharam em meu colo.

Choro pela perda. Mais uma perda.

Me sobe um enjoo só de imaginar o que pode te acontecer sozinho ferido na rua...






terça-feira, 9 de abril de 2013

É tempo de reciclar

 Parece que já se passaram anos desde o dia em que  montei meu quadro de recortes, mar, barquinho/xícara de chocolate quente, céu laranja... Realmente já faz muito tempo. Hoje vivo outras histórias, mas vez ou outra há momentos que me fazem lembrar do meu monstro dourado e seu barco a velejar.









sexta-feira, 5 de abril de 2013

Aquário


Saí tão cedo de casa hoje que esqueci de olhar o horóscopo, de lavar a louça, de guardar o queijo e comer o pão que o diabo amassou. Aproveitei o dia corrido para desacelerar e viver um pouco mais. 



O mistério da vida é se apaixonar todos os dias e se entregar sem medo de se perder.
É se perder e se encontrar e se perder novamente sem medo do que virá.
É seguir em frente, mas parar quando for necessário.
É se fazer e refazer em busca de ser o seu melhor.
É pensar no futuro com alegria de viver o presente.
O mistério da vida é ser e estar.
Ser você mesmo e estar de corpo e alma aonde quer que você vá.
É ter acima do medo a coragem.
Coragem de viver.



Flores do meu jardim.





terça-feira, 19 de março de 2013

Salve Jorge!

Um cigarro entre os dedos, olhos fechados para não revirarem com a luz, sentado e expressando todo sentimento com sua voz inesquecível... Pois é.









segunda-feira, 11 de março de 2013

Cuida bem de mim


...Porque ninguém vai dormir nosso sonho.

sábado, 9 de março de 2013

Roda mundo


Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

sexta-feira, 8 de março de 2013

Ever




Ps.: Toda vez que você se cala o vitral que forma meu coração trinca com o impacto.
Se estilhaça.
Se desfaz.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Refluxo


Engraçado que antes eu achava que só eu sentia vontade de vomitar com essas coisas...




quarta-feira, 6 de março de 2013

Menos um...



"Ela é daquelas
Que tu gosta na primeira
Se apaixona na segunda
E perde a linha na terceira
Ela é discreta
E cultua bons livros
E ama os animais
Tá ligado, eu sou o bicho"





http://letras.mus.br/charlie-brown-jr/603740/



Raul




"Tudo já passou, o trem passou, o barco vai

Isso é tão estranho que eu nem sei como explicar"





 Às  vezes eu fico triste em lembrar que os meus 'ídolos' já morreram, mas depois de um tempo isso não faz mais diferença. Para o amor platônico estar vivo não importa.


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Meus defeitos mais angustiantes são: ser perfeccionista, metódica, gostar de agradar as pessoas e não ouvir Legião Urbana todos os dias.
Defeitos que vez ou outra são também minhas melhores qualidades...

terça-feira, 5 de março de 2013

Na janela

Visita inesperada, quarto desarrumado e minha cara de sono, mas não tem como recusar um sorriso quando um beija-flor resolve parar na sua janela...

Vai

Vai, vai, vai que eu também vou... Essa aí passou, essa aí passou, essa aí passou. (Música do dia rs)



Para o dia ficar melhor =), flores!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Junior

Junior é o cachorro da foto. Poodle, pelagem branca misturada com uma cor de caramelo, tem a calda compridinha e é extremamente danado. Atende quando chamado pelo nome, a assovios estridentes e caso você se abaixe e bata as duas mãos nas pernas chamando Junior, Juuunior, ele aparece de qualquer lugar da casa correndo e pulando em cima de você.
Por questões de espaço depois de quatro anos não pude continuar com ele e minha mãe encontrou um novo  lar para ele na casa de uma amiga dela. Depois de quase um ano lá ele saiu pelo portão e não foi mais encontrado... Isso ocorreu no final do ano passado, novembro, dezembro mais ou menos.
Ele já havia fugido outras vezes. Na primeira vez tinha quatro meses de idade, procurei como louca e não encontrei, mas por incrível que pareça no dia seguinte ele surgiu choramingando no portão.
Infelizmente dessa vez já se passaram quase quatro meses e ele ainda não voltou.

Hoje enquanto ia para a universidade vi um cachorro parecidíssimo andando pelo meio da pista e entre os carros, tão destrambelhado quanto ele faria... Parei o carro, abri as janelas e comecei a gritar, ele atravessou a rua. Alguns carros atrás de mim buzinaram, andei mais um pouco e estacionei no primeiro espaço que encontrei, voltei correndo as pressas. Ele estava caminhando do outro lado, atravessei a rua e chamei pelo seu nome, mas não era ele... Não era ele... Meu coração surgiu em minhas mãos triste e saudoso imerso em lágrimas.

Uma coisa é certa, eu sei que vou continuar te procurando mesmo quando não houver mais esperança.



Com amor, 
Helena.

domingo, 3 de março de 2013

Era tarde demais pra ser sozinha...


Ando por aí porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais...


Ando variando entre sorrisos e apertos no coração.
Ando vivendo, sentindo, experimentando ser e estar.
Ando sentindo falta e observando quem realmente sente falta da minha presença.
Ando porque já não tenho tantos motivos para pular e somente a hora me faz correr.
Ando e vou tocando os dias.
Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou.


Sorrindo, sonhando, penando, trabalhando, desejando, estudando, brincando, revendo, melhorando ou piorando... ando. nado. onda. indo.


Minha meta é ser de tudo um pouco e de tanto ser me transformar em um universo de sensações e aprendizados.



Quero ir, quero pouca espera. Quero ir pela primavera...


Foto de uma das paredes do Palacete das Artes, lugar gostoso... Se pudesse iria lá toda semana só admirar =)
 
Amo as margaridas...

Mas não resisto a uma rosa.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Lá vamos nós de novo...


"Só as crianças sabem o que procuram."











Hey, hey, hey!
That's what I say! ;*

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vinicius


Assisti um filme hoje pela indicação de alguém que irei chamar de Beija-flor, me identifiquei com a história, com os personagens e com a trilha sonora. Teria como ser melhor? O interessante é que lembrei um pouco de uma história antiga que tentei imaginar ou melhor que tentei não esquecer. Vinicius é o nome que escolhi para a criança que vi em um dos meus sonhos há alguns anos atrás, naquela noite meu inconsciente me disse que ele era meu fruto, ele ia me contar uma história que de alguma forma eu havia lhe contado e escrito. Acordei antes de ouvir e até hoje tento imaginar o que ele iria me falar... Ah, que saudade do desconhecido... Que saudade...

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Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...


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Quando abri os olhos me vi rodeado por montanhas, ao longe um campo verde escuro se estendia até aonde as minhas vistas poderiam alcançar depois de se encontrarem com os raios de Sol. Não tenho noção do tempo nem a direção para qual devo seguir, sei apenas que é dia, estou entre algumas pedras e onde me encontro a vegetação não chega a cobrir todo o solo, há um caminho entre as pedras e mais além não vejo sinal de outra pessoa ou mesmo um animal.
Levantei devagar e percebi que estava morrendo de fome. Céus! Onde estou? Não encontrei minha mochila... Como eu poderia sair sem minha mochila? Comecei a andar em busca de algum sinal, talvez eu tivesse sido sequestrado, roubaram meus órgãos, apagaram minha mente e de alguma forma sobrevivi, mas não havia sinal de cirurgia, não havia nada. Passei a mão pela nuca e percebi que estava com uma marca enorme da pressão que exerci na pedra enquanto estava deitado. Quanto tempo eu haveria passado daquela forma não consegui imaginar.
Talvez por parecer um caminho mais limpo e fácil comecei a andar em direção ao cume da montanha, talvez se conseguisse alcançar uma maior visibilidade pudesse ver um vilarejo ou um local para me abrigar e comer alguma coisa. Minha barriga ronca e sinto como se estivesse a dias sem ingerir algo.
Caminhei por pelo menos duas horas ou dez minutos tão longos quanto duas horas e encontrei algumas abelhas, um coelho ou um rato grande parecido com um coelho, tropecei n vezes e tive que sentar antes de desmaiar de fome, deitei no chão e o Sol que parecia agradável começou a me provocar um incomodo terrível, estava passando mal sozinho em um lugar que não fazia ideia de onde era, a visão foi se apagando, tentei me arrastar para um lugar com sombra. Vinicius, você não pode morrer aqui, pensei e dois segundos depois não havia mais nada além da escuridão. Havia desmaiado.
Acordei novamente no que deveria ser o final da tarde e quando finalmente o Sol se pôs cá estava eu, vivo e sem abrigo. Desejei continuar desmaiado, pois pelo menos o medo não seria intenso e quase personificado em meu ser, o barulho do vento me assustava ao ponto de eu começar a chorar como quando era criança. Não fazia frio nem calor àquela hora, mas em meu coração parecia o lugar mais gélido do universo. Não havia Lua e as estrelas eram tantas que me deixavam tonto, sempre fui fascinado pela noite e um céu daqueles era digno de ser admirado por toda eternidade da minha vida finita. Levantei e me abriguei entre as raízes de uma árvore, a sensação de ter um local protegido me ajudou a parar de chorar, coloquei as mãos dentro do casaco que estava vestindo e percebi ter um bilhete e algumas folhas de hortelã, masquei-as e tentei ler o que estava escrito - Segunda travessa entre as margens do rio. Era minha letra, o papel estava amassado e de alguma forma eu não lembrava quando foi que o escrevi ou guardei. Fiquei acordado a noite inteira e assim que o dia começou a clarear fiz a decisão que iria me guiar até o fim – Eu vou sobreviver, custe o que custar.
Continuei no caminho e antes do meio dia já tinha encontrado umas frutas possivelmente comestíveis e que me sustentaram por toda a manhã, todo o tempo me senti observado como se algo ou alguém estivesse me acompanhando. Tentei ouvir passos, fiz alguns caminhos tortuosos e quase desmaiei novamente, mas a sensação não passou, havia mais alguém ali.
Ao entardecer eu comecei a ouvir o som de água corrente, mas escurecia rápido e preferi me abrigar antes do anoitecer, catei algumas pedras para me defender caso algum animal aparecesse e deitei, fechei os olhos e por alguns instantes ouvi algo que parecia o caminhar de alguém leve e quase imperceptível, me concentrei ao máximo e o som se aproximava, tentei segurar uma das pedras e abrir os olhos sem muitos movimentos, alguém estava ali, eu podia sentir sua presença ao meu redor, o medo foi me possuindo e quando consegui focalizar entre o mato vi uma pessoa que devia ter não mais que um metro de altura, branca, cabelos claros quase tão brancos quando a pele e os olhos avermelhados, vestia uma calça de couro, uma bota amarrada próximo aos joelhos e uma longa camisa marrom que cobria até os cotovelos, na cintura carregava uma bolsa e algo que poderia ser uma faca. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo. Estranhamente linda e assustadora. Permaneceu imóvel, sabia que eu estava olhando para ela, ainda a encarando sentei e ficamos assim não sei por quanto tempo, levantei e ela recuou, falei meu nome, pedi ajuda, dei dois passos e ela correu tão rápido que quando alcancei o local em que estava já não tinha mais sinal da sua presença, encontrei no chão uma massa dura que parecia pão e uma garrafa com água. Escureceu a ponto de eu não enxergar um palmo a minha frente e essa noite não consegui dormir novamente imaginando quem seria ela. Comi e bebi água, me senti grato e não pude evitar um sorriso, apesar de não fazer ideia do que estava acontecendo ter encontrado ou quem sabe ser encontrado por outro alguém parecia deixar a situação melhor.





Que sera sera...

What will be will be.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Segue, minha filha. Vai!



"Por mais bravio que seja o vendaval, sê mais forte que ele. Conserva o otimismo e a serenidade. Segue, minha filha. Vai!"

... e aonde quer que você vá, vá com todo o coração.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Eu to no meu caminho...'


Mais um ano... mais um carnaval... mais um aniversário.

Apesar de eu estar com muita vontade de escrever vou deixar apenas uma música em homenagem ao meu aniversário e tentar afogar meus pensamentos num poço de sono e sonhos.



Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho
Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira
Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira
Eu sei..
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:
Bate uma bola!
Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Você esperando respostas, olhando pro espaço
E eu tão ocupado vivendo, eu não me pergunto, eu faço
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
E se você quiser contar comigo e melhor não me chamar pra jogar bola
To pulando o muro com o Zézinho no Fundo do quintal da escola
Eu to..

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Só, somente Sol ...


Escrevo pra me libertar dessa corrente de pensamentos...

Estive pensando em algo que me deixou surpresa. Durante muito tempo guardei sentimentos e pensamentos que um dia deveriam (e alguns ainda deverão) ser revelados às pessoas certas. Esses dias comecei nessa minha trajetória que envolve revelar esses meus sentimentos e descobri inúmeras coisas... Todas elas haviam guardado dentro de si um tipo de mágoa, tristeza ou sentimento de repulsa por mim, mas ao mesmo tempo ainda me queriam bem. Como foi estranho e libertador descobrir isso, perceber que fiquei alegre e triste ao mesmo tempo. Lágrimas de saudade e de liberdade aos pensamentos reprimidos.
Uma coisa apenas não foi possível entender depois, se eu não chamasse ninguém nunca chamaria? Seria para sempre a lei do silêncio? E se os meus problemas fossem tão lamentáveis e pessoais a ponto de eu preferir me distanciar das pessoas, ninguém iria perguntar o que houve e conversar diretamente comigo?
Não tenho como saber a resposta dessas perguntas, mas o primeiro passo foi dado e já soou o tiro da largada. Agora só resta o futuro.
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Uma coisa é certa, cada um só sabe de si, dos outros (por mais próximos que sejam) temos apenas notícias.
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Amor é um livro e sexo é esporte, como já dizia Rita Lee... Mas acho que não, sexo é prova de amor, união e liberdade entre duas pessoas. Sem isso não vale a pena.




Se não chegasse ao fim teria feito um ano a dois dias atrás... mas tudo passa, tudo sempre passará.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tenho medo de ir

Depois de um dia deitada sem estar bem provavelmente vi cerca de 5 ou mais episódios seguidos do dorama 49 dias, levantei pensando sobre a vida e alguns acontecimentos estranhos... li os pensamentos ou o fato era óbvio pra eu entender?... bem, não sei... Só que sei que fui molhar as plantas e quase escorreguei no tapete, imaginei que cairia e bateria a cabeça, mas nem sequer balancei o corpo de verdade, molhando as plantas considerei sobre a vida e o seu valor e como cada momento tem seu significado para nós, sua importância. Será que não sabemos sobre o após morte porque seria loucura viver com esse conhecimento? Só em imaginar viver, morrer, viver, morrer, viver, num ciclo infinito sem lembrar do que aconteceu em outra vida me amedronta. Um ciclo. Infinito.
Me imaginei escrevendo algo para pessoas que são e foram preciosas na minha vida. Me imaginei explicando coisas que nunca havia dito a elas e que isso poderia ajudá-las de alguma forma...
Enquanto caminhava para a cozinha ouvi gritos, gritos histéricos de alguém acusando ter um ladrão no seu andar. Ladrão! L
adrão!!!. Apaguei as luzes e entrei em pânico silencioso, havia acendido uma vela e um incenso para que Deus deixe as flores que comprei e estão murchando criarem raízes para que eu possa colocá-las no vaso, pensei em apagar para que não houvesse rastros de uma pessoa na casa e apenas me esconderia embaixo da cama. Não apaguei. Virei a bolsa do avesso e achei minha chave, tranquei a porta e esperei. Não quero morrer agora, pensei, tenho medo. Não consegui fazer mais do que ligar pelo interfone e perguntar se ocorreu algo realmente, o porteiro avisou que não estava acontecendo nada de errado.

Lembro que enquanto acendia o incenso ele demorou de queimar e refleti sobre isso, como é difícil às vezes entendermos algo, assim como gastei inúmeros fósforos para acendê-lo quantas vezes precisarei passar pelas mesmas experiências para entendê-las?

Ah, meu Deus! O que faça? O que houve?

Pensei em algo realmente importante, mas pelo pânico esqueci. 




O coração dispara e nessa hora a gente lembra de valorizar cada dia da vida, cada riso, cada choro, cada abraço, cada beijo, cada insignificante fato que pode nunca mais voltar a acontecer.


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Antes de tudo isso ocorrer eu ia escrever sobre como me tornei uma pessoa comum. 
Há uma idosa que vive na rua e dorme embaixo do telhado de uma loja, da minha janela eu a vejo todos os dias, a hora em que dorme e acorda, se está pensativa ou se varre a porta da loja. Receio pela segurança dela e sempre estou alerta para que se houver alguma coisa eu possa ajudar nem que seja ligando para a polícia, mas realmente não sei o que fazer. Sinto que devo ir lá um dia desses... Quando eu era criança e via uma pessoa na rua sentia algo que deve ser parecido com compaixão, tinha vontade de ajudar e não conseguia acreditar que as pessoas poderiam ser assim, simplesmente hipócritas e cegas à realidade... Atualmente me sinto desse jeito, cega perante os outros.


Há algo que me aperta por dentro. Eu fiz tanta questão de preservar os meus anseios de criança porque sabia que eram importantes para mim. Que língua era aquela que eu falava na escada enquanto esperava a hora de ir embora? Era mesmo invenção? Aaa! Eu deveria ter escrito algo e guardado em algum lugar para poder achar depois... Aonde foram os poemas que escrevi aos seis, sete ou dez anos? Perdidos com o tempo.


A única coisa que não se perdeu foram os sentimentos.


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Acho que não leio pensamentos e sim emoções. Às vezes por mais que eu não entenda a outra língua dita sinto como se as palavras não fossem diferentes, pois as palavras realmente importantes no que dizemos expressam emoções e essas podem ser reconhecidas por outro alguém.
Sinto que meu coração não é puro, pois uma vez vi um casal de periquitos numa gaiola e enquanto a fêmea estava agitadíssima o macho apenas se equilibrava no galho. No dia seguinte senti a agitação crescendo no pássaro fêmea e notei que o macho estava doente, por mais um ou dois dias eu acompanhei isso e sentia no canto da fêmea que ela falava comigo, que ela pedia ajuda. Tentei responder em vão. No último dia de vida do pássaro doente a fêmea aplicou todo os seus esforços para cantar aquilo. Eu apenas assisti sem saber o que fazer, troquei a água e a comida. Passei mais um tempo alí olhando e sentindo o desespero. Não ajudei em nada. Poderia eu ajudar?
Ele morreu na mesma tarde, retirei da gaiola e deixei a fêmea solitária me culpando por não ter um coração puro o suficiente para falar com ela e deixa-la sentir meus sentimentos assim como eu havia visto os seus.








Ainda estou tensa e penso que o ladrão realmente passou por aqui, passou e levou meus pensamentos com ele...




Queria ter alguém para me abraçar agora...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Só vivendo pra sentir...





"É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor!
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente!"







Decifra-me



Não tou a toa...

Ouvi por aí ,
me reconheci.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Descobertas

Acordei às 3h da madrugada com uma descoberta em mente, na verdade duas.
A primeira é de que se eu posso ter uma habilidade de verdade é a de não ter noção do tempo, um dia às vezes representa um mês e algumas horas uma fração de segundos. Deve ser por isso que eu encaro as coisas como se tivessem ocorrido anos atrás, dos assuntos da escola aos meus próprios problemas.
A segunda coisa é que eu não posso escolher amar alguém só com o coração ou só com minha inteligência, são duas coisas que não entram em acordo em mim. É necessário formar um conjunto dentro de mim antes disso..




Imagem do anime Ichigo Mashimaro... 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Viver para se libertar



Esses dias tenho tido vários pensamentos aleatórios sobre o mesmo assunto, no início eles chegam maldosos e pessimistas, mas depois que o tempo passa eles ficam mais claros e objetivos, poderia até mesmo dizer que inocentes a ponto de eu ficar em dúvida de sua veracidade.

Me prendo a minhas ideias de um jeito tão forte que bate e muito na eficácia da cola superbond. Como não consigo me soltar vou moldando-as até o ponto em que elas se tornam representações semelhantes a realidade (eu disse semelhante).

Bem, acredito que isso acontece com todo mundo, porque se não fosse assim não seria tão difícil entendermos o ponto de vista de outrem.

Quando há duas pessoas não necessariamente uma ou ambas precisam estar erradas para que não haja o entendimento, uma verdade para mim pode ser compreendida de forma totalmente diferente por você. Mas é imprescindível que elas se tornem pessoas melhores a ponto de ao menos enxergar as possibilidades que vão além das suas próprias ideias.




Acredito que vivemos para nos libertar daquilo que não nos engrandece o espírito, a mente ou o coração.