domingo, 3 de março de 2013

Era tarde demais pra ser sozinha...


Ando por aí porque já tive pressa, e levo esse sorriso porque já chorei demais...


Ando variando entre sorrisos e apertos no coração.
Ando vivendo, sentindo, experimentando ser e estar.
Ando sentindo falta e observando quem realmente sente falta da minha presença.
Ando porque já não tenho tantos motivos para pular e somente a hora me faz correr.
Ando e vou tocando os dias.
Pela longa estrada eu vou, estrada eu sou.


Sorrindo, sonhando, penando, trabalhando, desejando, estudando, brincando, revendo, melhorando ou piorando... ando. nado. onda. indo.


Minha meta é ser de tudo um pouco e de tanto ser me transformar em um universo de sensações e aprendizados.



Quero ir, quero pouca espera. Quero ir pela primavera...


Foto de uma das paredes do Palacete das Artes, lugar gostoso... Se pudesse iria lá toda semana só admirar =)
 
Amo as margaridas...

Mas não resisto a uma rosa.



domingo, 24 de fevereiro de 2013

Lá vamos nós de novo...


"Só as crianças sabem o que procuram."











Hey, hey, hey!
That's what I say! ;*

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vinicius


Assisti um filme hoje pela indicação de alguém que irei chamar de Beija-flor, me identifiquei com a história, com os personagens e com a trilha sonora. Teria como ser melhor? O interessante é que lembrei um pouco de uma história antiga que tentei imaginar ou melhor que tentei não esquecer. Vinicius é o nome que escolhi para a criança que vi em um dos meus sonhos há alguns anos atrás, naquela noite meu inconsciente me disse que ele era meu fruto, ele ia me contar uma história que de alguma forma eu havia lhe contado e escrito. Acordei antes de ouvir e até hoje tento imaginar o que ele iria me falar... Ah, que saudade do desconhecido... Que saudade...

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Já faz um tempo que eu penso em você, como se parece e se um dia irei te conhecer de verdade. Hoje, depois de tantos anos que nos encontramos lembrei do lugar sobre o qual você iria me contar, lembrei como se houvesse visto em uma foto e guardado em algum lugar da minha memória. Mande notícias pelo meu subconsciente...


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Quando abri os olhos me vi rodeado por montanhas, ao longe um campo verde escuro se estendia até aonde as minhas vistas poderiam alcançar depois de se encontrarem com os raios de Sol. Não tenho noção do tempo nem a direção para qual devo seguir, sei apenas que é dia, estou entre algumas pedras e onde me encontro a vegetação não chega a cobrir todo o solo, há um caminho entre as pedras e mais além não vejo sinal de outra pessoa ou mesmo um animal.
Levantei devagar e percebi que estava morrendo de fome. Céus! Onde estou? Não encontrei minha mochila... Como eu poderia sair sem minha mochila? Comecei a andar em busca de algum sinal, talvez eu tivesse sido sequestrado, roubaram meus órgãos, apagaram minha mente e de alguma forma sobrevivi, mas não havia sinal de cirurgia, não havia nada. Passei a mão pela nuca e percebi que estava com uma marca enorme da pressão que exerci na pedra enquanto estava deitado. Quanto tempo eu haveria passado daquela forma não consegui imaginar.
Talvez por parecer um caminho mais limpo e fácil comecei a andar em direção ao cume da montanha, talvez se conseguisse alcançar uma maior visibilidade pudesse ver um vilarejo ou um local para me abrigar e comer alguma coisa. Minha barriga ronca e sinto como se estivesse a dias sem ingerir algo.
Caminhei por pelo menos duas horas ou dez minutos tão longos quanto duas horas e encontrei algumas abelhas, um coelho ou um rato grande parecido com um coelho, tropecei n vezes e tive que sentar antes de desmaiar de fome, deitei no chão e o Sol que parecia agradável começou a me provocar um incomodo terrível, estava passando mal sozinho em um lugar que não fazia ideia de onde era, a visão foi se apagando, tentei me arrastar para um lugar com sombra. Vinicius, você não pode morrer aqui, pensei e dois segundos depois não havia mais nada além da escuridão. Havia desmaiado.
Acordei novamente no que deveria ser o final da tarde e quando finalmente o Sol se pôs cá estava eu, vivo e sem abrigo. Desejei continuar desmaiado, pois pelo menos o medo não seria intenso e quase personificado em meu ser, o barulho do vento me assustava ao ponto de eu começar a chorar como quando era criança. Não fazia frio nem calor àquela hora, mas em meu coração parecia o lugar mais gélido do universo. Não havia Lua e as estrelas eram tantas que me deixavam tonto, sempre fui fascinado pela noite e um céu daqueles era digno de ser admirado por toda eternidade da minha vida finita. Levantei e me abriguei entre as raízes de uma árvore, a sensação de ter um local protegido me ajudou a parar de chorar, coloquei as mãos dentro do casaco que estava vestindo e percebi ter um bilhete e algumas folhas de hortelã, masquei-as e tentei ler o que estava escrito - Segunda travessa entre as margens do rio. Era minha letra, o papel estava amassado e de alguma forma eu não lembrava quando foi que o escrevi ou guardei. Fiquei acordado a noite inteira e assim que o dia começou a clarear fiz a decisão que iria me guiar até o fim – Eu vou sobreviver, custe o que custar.
Continuei no caminho e antes do meio dia já tinha encontrado umas frutas possivelmente comestíveis e que me sustentaram por toda a manhã, todo o tempo me senti observado como se algo ou alguém estivesse me acompanhando. Tentei ouvir passos, fiz alguns caminhos tortuosos e quase desmaiei novamente, mas a sensação não passou, havia mais alguém ali.
Ao entardecer eu comecei a ouvir o som de água corrente, mas escurecia rápido e preferi me abrigar antes do anoitecer, catei algumas pedras para me defender caso algum animal aparecesse e deitei, fechei os olhos e por alguns instantes ouvi algo que parecia o caminhar de alguém leve e quase imperceptível, me concentrei ao máximo e o som se aproximava, tentei segurar uma das pedras e abrir os olhos sem muitos movimentos, alguém estava ali, eu podia sentir sua presença ao meu redor, o medo foi me possuindo e quando consegui focalizar entre o mato vi uma pessoa que devia ter não mais que um metro de altura, branca, cabelos claros quase tão brancos quando a pele e os olhos avermelhados, vestia uma calça de couro, uma bota amarrada próximo aos joelhos e uma longa camisa marrom que cobria até os cotovelos, na cintura carregava uma bolsa e algo que poderia ser uma faca. Seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo. Estranhamente linda e assustadora. Permaneceu imóvel, sabia que eu estava olhando para ela, ainda a encarando sentei e ficamos assim não sei por quanto tempo, levantei e ela recuou, falei meu nome, pedi ajuda, dei dois passos e ela correu tão rápido que quando alcancei o local em que estava já não tinha mais sinal da sua presença, encontrei no chão uma massa dura que parecia pão e uma garrafa com água. Escureceu a ponto de eu não enxergar um palmo a minha frente e essa noite não consegui dormir novamente imaginando quem seria ela. Comi e bebi água, me senti grato e não pude evitar um sorriso, apesar de não fazer ideia do que estava acontecendo ter encontrado ou quem sabe ser encontrado por outro alguém parecia deixar a situação melhor.





Que sera sera...

What will be will be.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Segue, minha filha. Vai!



"Por mais bravio que seja o vendaval, sê mais forte que ele. Conserva o otimismo e a serenidade. Segue, minha filha. Vai!"

... e aonde quer que você vá, vá com todo o coração.



domingo, 17 de fevereiro de 2013

Eu to no meu caminho...'


Mais um ano... mais um carnaval... mais um aniversário.

Apesar de eu estar com muita vontade de escrever vou deixar apenas uma música em homenagem ao meu aniversário e tentar afogar meus pensamentos num poço de sono e sonhos.



Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to no meu caminho
Eu sou o que sou, porque eu vivo a minha maneira
Só sei que eu sinto que foi sempre assim minha vida inteira
Eu sei..
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Desde aquele tempo enquanto o resto da turma se juntava pra:
Bate uma bola!
Eu pulava o muro, com Zézinho no fundo do quintal da escola
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
Você esperando respostas, olhando pro espaço
E eu tão ocupado vivendo, eu não me pergunto, eu faço
Não sei onde eu to indo
Mas sei que eu to no meu caminho
Enquanto você me critica, eu to meu caminho
E se você quiser contar comigo e melhor não me chamar pra jogar bola
To pulando o muro com o Zézinho no Fundo do quintal da escola
Eu to..

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Só, somente Sol ...


Escrevo pra me libertar dessa corrente de pensamentos...

Estive pensando em algo que me deixou surpresa. Durante muito tempo guardei sentimentos e pensamentos que um dia deveriam (e alguns ainda deverão) ser revelados às pessoas certas. Esses dias comecei nessa minha trajetória que envolve revelar esses meus sentimentos e descobri inúmeras coisas... Todas elas haviam guardado dentro de si um tipo de mágoa, tristeza ou sentimento de repulsa por mim, mas ao mesmo tempo ainda me queriam bem. Como foi estranho e libertador descobrir isso, perceber que fiquei alegre e triste ao mesmo tempo. Lágrimas de saudade e de liberdade aos pensamentos reprimidos.
Uma coisa apenas não foi possível entender depois, se eu não chamasse ninguém nunca chamaria? Seria para sempre a lei do silêncio? E se os meus problemas fossem tão lamentáveis e pessoais a ponto de eu preferir me distanciar das pessoas, ninguém iria perguntar o que houve e conversar diretamente comigo?
Não tenho como saber a resposta dessas perguntas, mas o primeiro passo foi dado e já soou o tiro da largada. Agora só resta o futuro.
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Uma coisa é certa, cada um só sabe de si, dos outros (por mais próximos que sejam) temos apenas notícias.
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Amor é um livro e sexo é esporte, como já dizia Rita Lee... Mas acho que não, sexo é prova de amor, união e liberdade entre duas pessoas. Sem isso não vale a pena.




Se não chegasse ao fim teria feito um ano a dois dias atrás... mas tudo passa, tudo sempre passará.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Tenho medo de ir

Depois de um dia deitada sem estar bem provavelmente vi cerca de 5 ou mais episódios seguidos do dorama 49 dias, levantei pensando sobre a vida e alguns acontecimentos estranhos... li os pensamentos ou o fato era óbvio pra eu entender?... bem, não sei... Só que sei que fui molhar as plantas e quase escorreguei no tapete, imaginei que cairia e bateria a cabeça, mas nem sequer balancei o corpo de verdade, molhando as plantas considerei sobre a vida e o seu valor e como cada momento tem seu significado para nós, sua importância. Será que não sabemos sobre o após morte porque seria loucura viver com esse conhecimento? Só em imaginar viver, morrer, viver, morrer, viver, num ciclo infinito sem lembrar do que aconteceu em outra vida me amedronta. Um ciclo. Infinito.
Me imaginei escrevendo algo para pessoas que são e foram preciosas na minha vida. Me imaginei explicando coisas que nunca havia dito a elas e que isso poderia ajudá-las de alguma forma...
Enquanto caminhava para a cozinha ouvi gritos, gritos histéricos de alguém acusando ter um ladrão no seu andar. Ladrão! L
adrão!!!. Apaguei as luzes e entrei em pânico silencioso, havia acendido uma vela e um incenso para que Deus deixe as flores que comprei e estão murchando criarem raízes para que eu possa colocá-las no vaso, pensei em apagar para que não houvesse rastros de uma pessoa na casa e apenas me esconderia embaixo da cama. Não apaguei. Virei a bolsa do avesso e achei minha chave, tranquei a porta e esperei. Não quero morrer agora, pensei, tenho medo. Não consegui fazer mais do que ligar pelo interfone e perguntar se ocorreu algo realmente, o porteiro avisou que não estava acontecendo nada de errado.

Lembro que enquanto acendia o incenso ele demorou de queimar e refleti sobre isso, como é difícil às vezes entendermos algo, assim como gastei inúmeros fósforos para acendê-lo quantas vezes precisarei passar pelas mesmas experiências para entendê-las?

Ah, meu Deus! O que faça? O que houve?

Pensei em algo realmente importante, mas pelo pânico esqueci. 




O coração dispara e nessa hora a gente lembra de valorizar cada dia da vida, cada riso, cada choro, cada abraço, cada beijo, cada insignificante fato que pode nunca mais voltar a acontecer.


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Antes de tudo isso ocorrer eu ia escrever sobre como me tornei uma pessoa comum. 
Há uma idosa que vive na rua e dorme embaixo do telhado de uma loja, da minha janela eu a vejo todos os dias, a hora em que dorme e acorda, se está pensativa ou se varre a porta da loja. Receio pela segurança dela e sempre estou alerta para que se houver alguma coisa eu possa ajudar nem que seja ligando para a polícia, mas realmente não sei o que fazer. Sinto que devo ir lá um dia desses... Quando eu era criança e via uma pessoa na rua sentia algo que deve ser parecido com compaixão, tinha vontade de ajudar e não conseguia acreditar que as pessoas poderiam ser assim, simplesmente hipócritas e cegas à realidade... Atualmente me sinto desse jeito, cega perante os outros.


Há algo que me aperta por dentro. Eu fiz tanta questão de preservar os meus anseios de criança porque sabia que eram importantes para mim. Que língua era aquela que eu falava na escada enquanto esperava a hora de ir embora? Era mesmo invenção? Aaa! Eu deveria ter escrito algo e guardado em algum lugar para poder achar depois... Aonde foram os poemas que escrevi aos seis, sete ou dez anos? Perdidos com o tempo.


A única coisa que não se perdeu foram os sentimentos.


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Acho que não leio pensamentos e sim emoções. Às vezes por mais que eu não entenda a outra língua dita sinto como se as palavras não fossem diferentes, pois as palavras realmente importantes no que dizemos expressam emoções e essas podem ser reconhecidas por outro alguém.
Sinto que meu coração não é puro, pois uma vez vi um casal de periquitos numa gaiola e enquanto a fêmea estava agitadíssima o macho apenas se equilibrava no galho. No dia seguinte senti a agitação crescendo no pássaro fêmea e notei que o macho estava doente, por mais um ou dois dias eu acompanhei isso e sentia no canto da fêmea que ela falava comigo, que ela pedia ajuda. Tentei responder em vão. No último dia de vida do pássaro doente a fêmea aplicou todo os seus esforços para cantar aquilo. Eu apenas assisti sem saber o que fazer, troquei a água e a comida. Passei mais um tempo alí olhando e sentindo o desespero. Não ajudei em nada. Poderia eu ajudar?
Ele morreu na mesma tarde, retirei da gaiola e deixei a fêmea solitária me culpando por não ter um coração puro o suficiente para falar com ela e deixa-la sentir meus sentimentos assim como eu havia visto os seus.








Ainda estou tensa e penso que o ladrão realmente passou por aqui, passou e levou meus pensamentos com ele...




Queria ter alguém para me abraçar agora...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Só vivendo pra sentir...





"É fácil trocar palavras, difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado, difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar, difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos, difícil é reter o seu calor!
É fácil sentir o amor, difícil é conter sua torrente!"







Decifra-me



Não tou a toa...

Ouvi por aí ,
me reconheci.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Descobertas

Acordei às 3h da madrugada com uma descoberta em mente, na verdade duas.
A primeira é de que se eu posso ter uma habilidade de verdade é a de não ter noção do tempo, um dia às vezes representa um mês e algumas horas uma fração de segundos. Deve ser por isso que eu encaro as coisas como se tivessem ocorrido anos atrás, dos assuntos da escola aos meus próprios problemas.
A segunda coisa é que eu não posso escolher amar alguém só com o coração ou só com minha inteligência, são duas coisas que não entram em acordo em mim. É necessário formar um conjunto dentro de mim antes disso..




Imagem do anime Ichigo Mashimaro... 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Viver para se libertar



Esses dias tenho tido vários pensamentos aleatórios sobre o mesmo assunto, no início eles chegam maldosos e pessimistas, mas depois que o tempo passa eles ficam mais claros e objetivos, poderia até mesmo dizer que inocentes a ponto de eu ficar em dúvida de sua veracidade.

Me prendo a minhas ideias de um jeito tão forte que bate e muito na eficácia da cola superbond. Como não consigo me soltar vou moldando-as até o ponto em que elas se tornam representações semelhantes a realidade (eu disse semelhante).

Bem, acredito que isso acontece com todo mundo, porque se não fosse assim não seria tão difícil entendermos o ponto de vista de outrem.

Quando há duas pessoas não necessariamente uma ou ambas precisam estar erradas para que não haja o entendimento, uma verdade para mim pode ser compreendida de forma totalmente diferente por você. Mas é imprescindível que elas se tornem pessoas melhores a ponto de ao menos enxergar as possibilidades que vão além das suas próprias ideias.




Acredito que vivemos para nos libertar daquilo que não nos engrandece o espírito, a mente ou o coração.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Um pedido de ajuda

O coração aperta e sinto um frio enorme ao redor dele, gelado como se houvesse uma porta de geladeira no lugar. Deito e parece que estou correndo em uma maratona, como e sinto a garganta travada até mesmo pra beber água, minha cabeça dói... Estou uma bagunça.

Eu quero sumir, mas não consigo. Eu não quero sumir, quero ficar.

Depois de dois dias sem dormir bem consegui descansar um pouco e quando acordei eu finalmente entendi o que eu fiz. Finalmente entendi o que eu passei dois anos tentando compreender. Não era uma questão tão difícil, mas da posição em que eu estava não dava pra enxergar a resposta e eu marquei todas as erradas, só agora eu vi que havia uma resposta certa no meio das questões.

Eu sou sincera por três segundos e depois me perco no mundo do que eu quero, do que eu acho que quero e do que não quero. Não quero magoar as pessoas, mas preciso entender que dizer sim pode machucar mais que um não bem grande e forte. Dizer não quando não se quer algo ou sabe-se que não ficará bem poderia polpar todo o desconforto e tristeza.

Toda a culpa e arrependimento rodeiam as atitudes que não foram sinceras. Eu sinto culpa demais...e me arrependo demais...

No mundo não há duas pessoas iguais nem mesmo duas pessoas que se completam, mas dói saber que não se está com quem se ama por falta de sinceridade, medo da verdade e da dor. É difícil se acostumar em sentir a dor da verdade, ela chega como uma alfinetada em um local bem sensível e na hora com o susto é rebatida com uma mentira. Se a verdade não for respondida com verdade a dor é bem pior. Não se abre um buraco no chão, mas se sente vergonha de não ter sido uma pessoa melhor.

Eu quero ser melhor. Eu preciso ser melhor para o meu  bem.
Eu só preciso ser sincera.






Meu Deus, me ajude...


domingo, 27 de janeiro de 2013

Vive


É inútil chorar
Noites enveredar
Ruir por nada assim
Minha vida é sua
Como um marinheiro do mar
Sofrer não há porque
Desencana meu amor
Tudo seu é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
O que tem que acontecer
Livre
Tanto que eu sonhei
Nos amar a pleno vapor
Tanto que eu quis
Fazê-la estrela
Da sagração de um ser feliz
Desinflama meu amor
Do seu jeito é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
Se tiver que acontecer
Vive
Desencana meu amor
Tudo seu é muita dor
Vive
Deixa o tempo resolver
O que tem que acontecer
Livre.
(Maria Bethania)

sábado, 26 de janeiro de 2013

Carta da mulher besta apaixonada



Achei que não iria me ligar e já tinha ido dormir quando ouvi o telefone chamando, que alegria atender e ouvir a sua voz, saber que está bem e perceber mesmo sem te ver que tem um sorriso verdadeiro nos lábios, sorriso este que há tempos não vejo quando estamos juntos.
Me avisou que beijará outra mulher com uma voz tão doce e alegre que me perdi em suas palavras e consenti. Só pode ser paixão de mulher besta quando se fica feliz mesmo em lágrimas pela felicidade do outro, não há explicação melhor. Não há explicação.
Sinto um desejo de fechar as portas do meu coração pra você, mas sei que ainda não será dessa vez... Meu coração se desmancha e se transforma, mas insiste na paixão.


Um dia eu sei que terei alma para dizer 'não volte nunca mais...'.






Era pro concurso...mas deixa pra lá.

Olá, seres onipresentes e extra terrestres que ainda frequentam o meu blog! Obrigada pela companhia de vocês e fiquem a vontade para ler o meu protótipo de redação que deveria ter um mil e quinhentas palavras e concorrer a um prêmio, mas que por ironia do destino foi enviada incompleta e fora do prazo.

        
A beleza da raiz

A raiz negra traz intrinsecamente inúmeros símbolos, histórias, mitos e verdades, cultura, diversidade e geralmente grande desconhecimento entre aqueles que compartilham dessa raiz forte que nos invade e aflora pelos cabelos.

A mulher negra aprendeu quando criança que o seu cabelo crespo estava preso nos estigmas e modelos de beleza da sociedade, ela é livre perante a lei, mas para ser aceita fez-se necessário muitas vezes mudar a sua estética, alisar o cabelo. Um padrão no qual ela se viu sufocada, insegura e discriminada, por que toda vez que a sua raiz aparece, sua origem e sua história, ela precisa alisar apagando seus rastros.

Atualmente a mulher negra continua sofrendo preconceito quando assume o seu cabelo crespo, dizem que é desleixo, dentre tantos outros comentários presos ao desconhecimento da raiz. A ideia de cabelo ruim é algo que se remete, mesmo que inconscientemente, a época da escravidão, na qual a mulher negra e suas características eram vistas como algo inferior, a raiz crespa e volumosa como falta de cuidado e beleza.

Quando adolescente vive o drama de ser aceita, desconhece os mistérios da sua raiz e muitas vezes nunca a viu. Nunca viu o seu real reflexo no espelho! Só sabe que é ruim. Manter o alisamento faz com que um disfarce a cubra durante anos, muitas vezes sofrendo pelas reações químicas, machucando a sua pele e comprometendo a saúde. Um ato apoiado pela mídia, família, amigos, desconhecidos, pessoas que sem perceber carregam o preconceito durante anos. Quantas mulheres negras já nasceram, cresceram e envelheceram sem reconhecer sua imagem? A mesma história se repete mudando-se apenas a protagonista, mulheres que alisam o cabelo para o bem estar da sociedade.

Contudo, a resistência surge e pode-se ver nos dias atuais que ela emerge pelas mídias sociais e principalmente pela atitude de cada um. A mulher se assume, reconhece-se no espelho, descobre seu cabelo crespo, aprende a se amar quando finalmente começa a se libertar dos padrões e reconhece a sua história de força, luta e perseverança. Cada dia uma vitória. Reconhecer a raiz crespa vai além de um ato estético, é um ato político que representa um desvio nos padrões, o reconhecimento e respeito pela diversidade, pois cada crespo é único, assim como a história da mulher que o mantém.

A confiança do seu poder de transformação retorna quando a mulher assume por inteiro o significado de ser crespa, e demonstra apenas em existir que a sua natureza é bela e repleta de esplendor. É necessário seguir em frente e manter a cabeça em pé, enfrentar os desafios que aparecerão e se descobrir a mulher que sempre desejou ser tendo orgulho de sua raiz.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Hoje não é um dia qualquer

Cólica, pesadelo, problemas, quase dez horas consecutivas em pé, ônibus, e tudo isso sozinha.
Chego em casa. Imaginação a mil, me esforço para controlar, internet, imaginação a velocidade da luz, vou cozinhar. Cenoura, chuchu, batata, imaginação, coração acelerado, massa, abóbora, tomate, sinto o rosto corado, frio no calor, escuto o celular tocar, mas ele não está tocando.
Como, deito, levanto, deito, levanto, deito. O telefone toca. Ligação esperada, conversa imaginada...

Tenho medo dos meus pensamentos, principalmente quando se tornam realidade. Tenho medo... porque sinto que o dia de hoje e o que ainda chegará eu já imaginei há alguns anos.


Eu vim do futuro? Vejo o futuro? Modelo o futuro de acordo com o que imagino?
As vezes é tão forte a coincidência, tão intensa que eu me perco entre o que penso e o que acontece.




Alguém me tire desse Fantástico Mundo de Bob...




segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

10 para as 7


Começando a semana com adrenalina.


Vamos em frente! o/

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Eu sou o meu próprio farol


Sempre defendi o meu cabelo natural, talvez Freud explique dizendo que é uma forma de afronta à sociedade, uma rebeldia para escapar aos padrões impostos no seio do grupo familiar, não sei. O que sei é que já tive alguns problemas e poucas soluções nessa minha busca, minha última tentativa foi a melhor e ao meu ver a mais radical.



Cortar o cabelo é simples, você e uma tesoura podem fazer o serviço em poucos instantes, no meu caso não levou mais do que uma hora para tirar uns trinta centímetros de cabelo alisado e deixar apenas o natural que estava com seus poucos quatro centímetros de crespo. Já escrevi aqui sobre isso, falei algo do corte e da necessidade de me conhecer, saber como eu sou sem os disfarces da química e amar desse jeito o meu reflexo no espelho.

Após quase três meses estou eu aqui novamente desaguando nesse assunto.


Pois é, não é fácil. Não estou dizendo que não me sinto bonita ou que há algum arrependimento, pelo contrário. Não é fácil olhar nas revistas, na televisão, na música e dificilmente encontrar alguém com o cabelo natural e crespo. Não é fácil não se reconhecer e não ter uma identidade, só quando você passa por isso pode sentir o quão árduo pode ser. Olhares, cochichos, pensamentos que nos chegam através de pequenas atitudes. Pensamentos cheios de curiosidade e preconceito. Revejo o vídeo feito por Zina Saro e observo nela a quase loucura que se passa em mim, ela fotografa mulheres com cabelo crespo/cacheado nas ruas e lhe incomoda a imposição dos cabelos alisados, eu sinto a mesma necessidade, às vezes fico feliz só em encontrar na rua um(a) desconhecido(a) com o cabelo crespo como o meu.
Nessa procura por ser, me aceitar e ser aceita já me deparei com inúmeros filmes e documentários, blogs, grupos no facebook todos transbordando de relatos, mulheres afogadas nos parâmetros e prisões sociais, umas por que  gostam e são conscientes disso, mas outras tantas presas e se libertando aos poucos do fardo que é não ser natural, da insegurança que permeia o seu ego.
Dia de verão =)
Durante alguns dias quis ver minhas fotos de quando era criança, quis me reconhecer nelas e quem sabe tranquilizar essa minha falta de identidade. Achei alguns álbuns e salvo minhas fotos de bebê e uma ou duas outras, eu estava em todas com o cabelo alisado. Baguncei a estante não acreditando que seria possível eu não ter fotos com o cabelo natural, lembrei de uma foto que tirei durante um passeio em que estou com as madeixas cumpridas e soltas como uma juba, mas não a encontrei.
Olho no espelho, olho como se me perdesse no meu próprio rosto.

Acho que a primeira vez que ganhei uma boneca negra foi há poucos anos atrás, de pano com os cabelos de lã enrolados em pequenos gominhos. Talvez agora eu entenda melhor o motivo de uma criança, filha de uma conhecida da minha mãe, com seus seis anos, negra de cabelos crespos, afirmar ser branca e loira. Ela ainda não achou onde se reconhecer.

Enquanto isso vou sendo o meu próprio farol.


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Obs.: Sei que parte de tudo isso pode ser "nóia" minha, mas convenhamos, aonde há fumaça há fogo.
Algumas besteiras do dia a dia. Escrevi "crespo" no google e ele me mostrou inúmeras páginas de "liso", por causa disso fiquem felizes com uma foto minha alí em cima. rsrs
Uma outra curiosidade. Ontem pesquisando sobre mulheres com cabelo crespo descobri algo denominado Circassian Beauty, vocês podem ler mais nesse blog http://www.memoriavintage.com/2011/08/08/325/ .




sábado, 5 de janeiro de 2013

Entre encontros e despedidas





Quis ser ela mesma, se descobriu outra pessoa.











Em frente ao espelho vejo coisas que ninguém há de reparar.


Flor bonita, te admiro enquanto o seu despetalar não vem... Te verbalizo o quanto é bela enquanto há tempo  de você ouvir.

O beijo


Tudo a seu tempo...
... E quando o tempo não está a seu favor?



O primeiro beijo tem gosto de saliva misturado a aventura de tentar algo além do que a idade permite. Mistura de inocência com dentes e línguas perdidas numa imensidão de possibilidades guardadas em tão poucos centímetros.
O segundo beijo traz a descoberta de estar ao lado de outra pessoa, realidade.
O terceiro beijo perde o brilho da novidade e ganha cheiro de bife acebolado, mãos geladas e um desgosto que não se sabe de onde vem.
Daí em diante o beijo perde seu significado se não for com paixão, se não houver ternura entre os braços entrelaçados, carinhos, espaço para se perceber que há alí um outro alguém que também quer ser amado. O beijo não precisa ser quantificado, e sim apaixonado.  

Une, mata, salva, liberta, deseja... de corpo e alma. 
Apenas um beijo.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

31 de dezembro





Realmente eu dou valor a poucas coisas, raras comemorações são refletidas por mim com o sentido que elas trazem na vida das pessoas em geral, entretanto, este ano durante dezembro iniciei um período de reflexão, um pouco desleixada, mas uma reflexão sobre mim e aqueles que me cercam. Durante o natal me senti invadida não somente pelas luzes, mas pela melancolia e saudade, pela vontade de conservar ao meu lado aqueles a quem quero bem. Como todas as vezes, observei as outras pessoas e descobri que nelas também se encontra esse desejo de estar com os outros, de desejar e reviver a esperança de um dia melhor, melhor em quê? Não sei, apenas melhor. Encontrei a solidão emaranhada em tantos e demonstrada em algumas frases e anseios de uma feliz festa e de um novo ano.

31 de dezembro. Não me lembro de um dia ter dado valor a essa data, o dia da virada, o dia que se vai para chegar o novo. Não. Apenas um dia qualquer, mais um por do Sol mais um nascer do Sol. Mas não é apenas isso, a tal reflexão de dezembro até aí alterou o meu olhar. É mais um dia, sim, verdade, mas traz em si o momento de lembranças do que vivemos e dos desejos inalcançados, pensamentos que já deviam ter sido pensados e que somente agora nos retornam à cabeça. Não como uma tragédia ou uma tristeza qualquer, mas com um sentimento de receber a outra chance de tentar, de ser e desejar.
É só isso que o ser humano precisa: outra chance de tentar. E é na virada do dia 31 que ele recebe este presente precioso que é iniciar um novo ano.





A todos os loucos que me acompanham aos trancos e barrancos, 
Feliz 2013!




Ano novo, reciclagem de desejos.


Idmar Boaventura
Bendito seja Janeiro,
que nos dá a chance de começar             de          novo.
Dezembro é crepúsculo. Tem gosto
de coisas velhas guardadas na gaveta
com as luzinhas da árvore de natal.
Dezembro, mês de balanço,
é cansaço, desencanto.
O que não se fez. O que não se cumpriu.
O que poderia ter sido.
.
Mas quando Janeiro, menino,
desponta  no horizonte,
com sua roupa branca e cheiro de mar,
tudo se renova:
aquela dieta, o guarda-roupa, desencontros, amores:
tudo que havemos de ser,
ainda que não seja.
E assim, ano          a           ano,
Janeiro nos rejuvenesce,
com sua porção generosa
de esperança.


Encontrei esse texto no blog http://lenidavid.com.br/ e desejei partilhar com os raros frequentadores do Loucura. 
Desejo um 2013 repleto de desejos reciclados!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Roda mundo



Fiquei distante do blog durante este ano, em parte por estar sem tempo e em grande parte por ter passado muitos dias com pensamentos rápidos, desorganizados e lampejos de ideias que não parei para refletir. Coincidentemente foi o ano em que menos olhei para o céu durante a noite e mais me ocupei ampliando a magnitude de alguns fatos desnecessariamente.


Voltarei em breve com mais informações sobre a Terra.


Câmbio, desligo.






Onde quer que você vá, vá com todo o coração.
Confúcio

Então é Natal...

No dia 25/12 publiquei a seguinte mensagem no facebook:


"Já faz alguns anos que no Natal não peço nada, apenas agradeço pelos fatos que ocorreram durante o ano.
Em 2012 comecei a agradecer todos os dias pela existência da minha família, dos meus amigos (alguns apesar da distância me completam e me alegram em qualquer situação), das pessoas com quem convivo, pela oportunidade de conhecer melhor o outro e de aprender com meus velhos e novos desafios. 
Meus presentes de Natal eu já ganhei há alguns anos, alguns há muitos anos e outros mais ainda chegarão... Os meus presentes são vocês! Ganhei no dia em que os conheci e hoje e sempre agradeço pelo caminho da vida ter cruzado com o meu, dando mais brilho, força e ânimo aos meus dias.
O dia 25 já está quase acabando... mas ainda dá tempo de dizer Feliz Natal a todos e um Maravilhoso 2013 a vocês!
=)
Beijos, Helena."

Recebi dos amigos carinho e a lembrança de antigos sorrisos e abraços há muito tempo não partilhados. Presente melhor não há. 




Obs.: Não sei se é a nostalgia do final do ano ou se o tempo livre das férias está me deixando mais aberta a ter pensamentos limpos e claros.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Em frente!


E eu só peço paciência.





domingo, 4 de novembro de 2012

Achados e nem tão perdidos


Encontrei vários sites/blogs/grupos no face/vídeos legais e vou colocar alguns links aqui caso alguém tenha interesse em olhar as minhas "últimas" buscas no google.

No Meninas Black Power saiu um texto que exprime um pouco o que ando pensando atualmente, o título é
''MODA, MOVIMENTO POLÍTICO, ESTÉTICA. E PÓS MODA?'', vale a pena dar uma olhada.


A série web-documentário Raiz forte  é dividida em três partes e de certa forma aborda os rituais de manipulação do cabelo crespo durante a infância, a transição na adolescência e a busca pelo cabelo crespo natural de muitas mulheres negras.


Transition, também conhecido como Big Chop Encontrei esse vídeo por acaso num blog que nem lembro mais qual foi, mas com certeza ele me inspirou profundamente. 

E por último o Ambiente Vistoriado, sempre encontro muita coisa boa por lá.


Bem, atualmente vou em busca de questões políticas na estética.



Au revoir, mon amour!




sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Liberdade para ser.


O espelho é um objeto cruel quando não se está bem consigo mesmo.

Nasci, cresci e me transformei em ideias, sonhos e realidade.


Um pouco sobre mim


Cortei drasticamente o cabelo no dia 17 de outubro de 2012.
Cortei por diversos motivos, para deixar crescer o cabelo natural, diminuir o trabalho de camuflar o cabelo misto (com química e natural ao mesmo tempo), para dar uma trégua nos acessórios forçados domadores de cabelo, mas sinceramente, nada disso me incomodava o suficiente para corta-lo, nem mesmo o trabalho de passar uma hora tentando desmanchar os nós que os cachos formavam, o principal motivo e quem sabe eu poderia dizer único motivo que me deu ânimo para fazer isso foi a minha infelicidade diária com o que via no espelho. Não há nada mais angustiante do que não ser feliz consigo mesma, não estar bem com a mente e o corpo, não sorrir feliz ao ver o próprio reflexo.
Cortei minhas mágoas, meu medo, minha raiva há tempos oculta por não ter tido força e ânimo de me descobrir alguns muitos anos atrás, quando também tentei deixar de usar a química e manter o meu cabelo natural. Recordo que um dia voltando para casa duas meninas que eu nem mesmo conhecia me chamaram de bruxa por eu ter o cabelo cheio e naquela época bastante maltratado, lembro que tinha meus 14 anos e era nova demais para entender até onde poderia ir minha própria vontade. Lembro das pessoas que julgavam a minha forma de lidar com a aparência, meu aparente desleixo. Lembro do meu discurso interno de valorização pessoal, cultural e social, expressão da opinião e personalidade, a luta contra a frequente negação do crespo/cacheado, e o mais importante: a aceitação do indivíduo por ele mesmo. Lembro de tudo isso durante minha infância e adolescência e tenho orgulho de ser quem sou, de manter meus ideais aos quais depositei tanta confiança.
Não nego que o período em que realizei a química foi extremamente importante, pois paralelamente ao avanço da idade ela me ensinou a ser mais cuidadosa comigo mesma, a prestar atenção aos sinais do meu cabelo e de três em três meses descobrir a cacheada que havia em mim (rsrs).
Durante um tempo pesquisei muito pela internet e descobri inúmeros casos parecidíssimos com o meu, mulheres que alisaram o cabelo desde a infância por diferentes motivos e apenas na fase adulta se assumiram como crespo/cacheadas. Isso me dá algumas ideias, a primeira é de que na verdade grande parte dessas mulheres não nutriam essa “adoração” pelo estilo liso, apenas não tiveram a oportunidade de valorizar-se, a segunda ideia é de que muitas mães não sabem o que fazer para lidar com o cachos das crianças e recorrem a formas de alisamento, a terceira está intrinsecamente ligada a todas as outras que por economia de palavras não direi aqui, a desvalorização social e o preconceito, infelizmente presentes em nossa sociedade miscigenada e rica em diversidade.

Atualmente vou levando minha vida e me transformando a cada dia.


O cabelo em si é a representação da minha luta interna.


Só se passaram duas semanas, contudo, 
desde então o sentimento que eu tenho é de pura e sincera alegria.









sexta-feira, 12 de outubro de 2012

E tu come stai?


Meus amores, é com imenso prazer que anuncio o meu retorno a superfície.
Sem saudades ou remorsos, sem as dores de amor ou melancolia, nem mesmo a tristeza. Retornei trazendo apenas a alegria de estar viva.



Seja bem vinda, primavera!



quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Permita





Permita-se conhecer alguém, viver uma nova experiência ou quem sabe reviver uma antiga com novo olhar.
Permita-se um doce, um salgado ou um tamarindo.
Permita-se sorrir quando quiser e chorar quando sentir vontade.
Permita-se amar, mesmo que o sofrimento acompanhe o amor.
Permita-se ouvir uma música.
Permita-se sair de casa e observar as pessoas ao seu redor.
Permita-se abraçar, beijar, trocar olhares.
Permita-se ver um filme que te faça refletir.
Permita-se desejar.
Permita-se tentar, mesmo sabendo de todas as chances que existem de não conseguir o que almeja.
Permita-se ser e sonhar.


Permita-se permitir.










Andanças





Navegando pela internet me deparei com um blog muito interessante. Por enquanto li três a quatro postagens, uma sobre estupro, outra sobre relacionamento aberto e mais duas que não estou lembrando agora mas que abordavam o papel da mulher na sociedade e no relacionamento "amoroso".
Indico o blog porque me identifiquei com os assuntos abordados, o enfoque, a forma como são tratados, tudo da forma mais objetiva possível.


Escreva Lola Escreva (http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/), me fez  lembrar de coisas que eu já nem pensava mais.