É aí que a produção aumenta, a curiosidade vai ao máximo, dispara o raciocínio e eu entro no curto circuito. É a vida sinhô, de tanto achar que pensa a gente enlouquece.
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Vem aí uma booooomba!!!
Fique atento que já já a menina amarela da foto contará pra você!
Todo dia eu olho... Parece que já passou tanto tempo, mas na verdade não se foram nem cinco dias. Pois é, pois é. Eu só espero que não se esqueça do que prometeu - Céus! Que não esqueça! . Se não passarei o resto dos dias esperando. Esperando... Ainda espero chegar.
O aquário quebrou ontem enquanto eu lavava e agora o peixe nada na vasilha de doces. Viciou no chocolate, não quer mais a ração.
Ela sacode os pés no ar. Lá e cá, lá e cá Os braços parecem mais fitas pendentes no corpo. Lá e cá, lá e cá Gira e sacode, E a música tão aguda e afinada embala o compasso dos seus pés. Lá e cá, cá e lá. Agora não é só você quem dança, tem mais um mundo de pessoas entrando no compasso. E lá e cá, lá e cá Você gira em torno deles transpassando braços, flutuando. Sacode e gira, transpassa e pula Lá e cá, cá e lá. O mundo gira ao seu redor e você gira em torno dele pra dança nunca parar. Oh, não! Não parem a música! E os pés sacodem no ar no compasso.
“Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo”.
L. Wittgenstein
Assim que nascemos somos mergulhados num mundo construído de palavras.
Talvez, antes mesmo de nascermos já exista o contato indireto entre o novo ser e o mundo, mas isso não vem ao caso agora, concordaremos que as palavras só nos atingem após o nascimento.
De quantos símbolos nós somos feitos?
Expressões faciais, corporais, sons, desenhos, pinturas etc.
Utilizamos da linguagem para expressar nossos desejos e dela utilizamos para reproduzir as tantas outras simbologias.
Enquanto não conhecemos as palavras nosso contato com o mundo é pequeno, nossa imaginação é limitada. Digo isso porque a partir do momento em que não consigo nomear algo o fluir da história pára e sinto a cabeça explodir em busca de uma palavra que exprima o que quero.
As palavras fluem com naturalidade durante a conversa até o momento em que nos deparamos com um obstáculo. A falta de léxico. E agora? Acabaram as palavras.
A mente cria diversos universos com a linguagem, um mundo de histórias que nunca aconteceram ou de objetos que não existem, mas se não sabemos manipular a nossa língua de nada adianta porque a idéia ficará eternamente presa em nossa mente, sem palavras os universos estancam e tudo se perde.
Um texto limpo, claro, objetivo e conciso normalmente sai de uma mente limpa, clara e objetiva. Pensamentos atribulados e disparados um por cima do outro dificilmente nos darão tempo e precisão para formular as idéias no papel, eles fogem e são esquecidos antes do limiar lápis e papel, dedos e teclado.
As palavras são tão abstratas, tão loucas e tão intrínsecas que nem reparamos mais nelas. Elas simplesmente estão aí.
O que será que habitaria nossas cabeças se não fossem as palavras? Existiria o pensamento?
As pessoas interpretam o mundo da forma que inventam e aprendem usando as palavras que conhecem.
É mineral o papel
onde escrever
o verso; o verso
que é possível não fazer.
São minerais
as flores e as plantas,
as frutas, os bichos
quando em estado de palavra.
É mineral
a linha do horizonte,
nossos nomes, essas coisas
feitas de palavras.
É mineral, por fim,
qualquer livro:
que é mineral a palavra
escrita, a fria natureza da palavra escrita.
...
Trecho do poema A PSICOLOGIA DA COMPOSIÇÃO,
João Cabral de Melo Neto
E se um dia você acordar de manhã bem cedinho e de repente, Punf! Um complexo na sua cabeça faz você esquecer todas as palavras?
E se um dia você estiver indo à padaria e ao olhar para o céu enxergar um avião caindo?
E se todos os dias você precisar escolher entre o ser e o não ser?
E se um dia um você não ouvir a sua própria voz? Será que continuará falando?
E se um dia você enjoar daquilo que mais gosta?
E se o seu melhor amigo na verdade não existir?
E se um dia todos os computadores quebrarem ao mesmo tempo?
E se a grama fosse azul, o céu verde e o barro branco?
E se na hora da minha morte eu pensar a melhor história já imaginada ou a solução de um problema da humanidade? Ah, aí eu me mato.
Eu ando pensando loucuras... Muito de praxe isso, mas de repente eu refleti sobre algo que me doeu a cabeça por um bom tempo. E se um dia todas as pessoas acreditassem em suas próprias loucuras? O que será que aconteceria?