domingo, 28 de agosto de 2011

Por amar demais...


Nos primeiros meses do ano assisti a uma palestra que posso dizer, talvez, não acrescentou em nada na minha vida, mas ainda há umas poucas e rarefeitas palavras que insisto em lembrar daquelas longas horas de monólogo. Não se deve estimar demais as amizades, elas se vão, nós as vivemos apenas por um curto período e depois, nada mais.

Não consegui acreditar nisso. Que elas se vão isso é quase certo, mas uma amizade é sempre uma jóia de valor inestimável.

Aqueles aos quais denominamos amigos são os que atravessam a nossa vida e mexem com a nossa existência, de forma intelectual, irracional, sentimental e/ou tantos outros adjetivos possíveis. Quando um elo de amizade é formado só em pensar pode-se sentir uma onda de bem querer e estar surgindo.

Foi com os meus amigos que aprendi sobre a humildade, a dar valor a presença, a ouvir, a sentir. Com eles formei parte do meu ser, sem eles eu sobrevivo, mas se não os tivesse encontrado sabe Deus o que seria...



A amizade é algo singular;

Envolve uma cumplicidade que não se sabe aonde mora nem de onde veio.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Seulement..


.apenas o fim.

Lembrei desse filme hoje... não sei porque.


----


"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."
Mário Quintana





terça-feira, 23 de agosto de 2011

Vi, ouvi






"A vida é um sonho, e os sonhos sonhos são."



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Quando o Sol bater na janela do seu quarto...







A vida é um emaranhado de paixões.


sábado, 20 de agosto de 2011

Nem tudo precisa ser o que parece.

Diante da morte, enquanto procuramos o refúgio em Deus nos deparamos com o desejo de conhecer a sua origem e o motivo que tantas vezes o levaria a agir de modo a dilacerar-nos o coração. Uma busca insensata, mas não vã, na qual encontramos esse ser magnífico em um limiar entre a graça e a natureza, o inimaginável e o mundo ao nosso redor.

Uma luta eterna de sentimentos nos apresenta a grandiosidade do universo, a loucura eterna do cosmo, frente a isso caberia apenas nos resignar a pequenez de ser humano exposto apenas ao desenrolar do destino que a divindade nos provém.

A vida é amarga para os que sofrem e não sara feridas para os que nunca esquecem a surra...


Viver é um ato de esquizofrenia.

Restaria aceitar ou não acreditar nessa loucura.


---- ---- ---- ---- ---

Pensamentos aleatórios que tive após assistir A árvore da vida, filme que por sinal merece um brinde de chá de orégano.



terça-feira, 16 de agosto de 2011

Minha cabeça, meu mundo.


Eu sou descobridora de mim.
Desbravadora de sentimentos, pesquisadora dos pensamentos mais absurdos, cantora quando é necessário liberar a emoção mais contida, escritora quando as ideias não cabem mais na mente, espectadora e atriz do cotidiano, vigilante do meu ser, arquiteta dos meus passos e astronauta no tempo livre.
Eu, como experimento, sou tentativa, acerto ou erro. Aquela que escolhe ser assim ao acaso, pelo destino.

Não. Não pelo acaso. Há sempre algo por trás do aleatório, aquilo que leva o escolhido estar no lugar e tempo certo.
Portanto, aleatório nada, apenas subentendido.



No meu laboratório eu sou experiência de mim.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Você, assim como eu.


Dias longos deveriam merecer longos abraços, longos sorrisos
e curtos engarrafamentos





Quando a gente descobre que a vida é feita de fases percebe que as flores da primavera não são as mesmas que florecem no verão.



domingo, 31 de julho de 2011

Arritmia

Não dá. Não consigo me concentrar em nada, nem mesmo no papel à minha frente. Tanta coisa pra se fazer e esse tumtumtum atrapalhando minha vidinha.

[...]

Desejar é algo tão particular, depende do seu gosto, do que acontece na sua vida, daquilo que você espera pro futuro. Desejar...



A casa estava vazia e na varanda, entre as plantas e o muro do vizinho, pôs-se de pé com as mãos na cintura. Olhava para frente e para o céu, era noite, mas havia o clarão dos relâmpagos.

Descendo lentamente pelo seu corpo nu as gotas da chuva se espalhavam e escorriam como que propositalmente de forma lenta e gelada.

Um raio cruzou o céu e o vento assobiava enquanto o rombo do trovão chegava ao longe.

O cabelo já molhado colava na face, e alí, parada, sentiu a vibração do trovão transpassar seu corpo como uma batida mais rápida do coração.



Desejar me lembra muito uma tarde de sol e a vontade de tomar uma limonada com pedras de gelo dentro. [...]

Sobre sentimentos...

Só sobre mesmo, nem ao lado nem por baixo.

sábado, 30 de julho de 2011

É, né...
















''Três vezes salve a esperança''

Cinefuturo

Yo, también


Um filme tão lindo que só de lembrar me enche o coração
de alegria.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Um gole de ar, por favor!


Passei cinco dias sem sentir cheiro algum, cinco dias comendo sem gosto, sem perfumes ou fedores, cinco longos dias sem olfato. Ontem, inacreditavelmente, voltei a sentir alguma coisa, senti um fedor de gasolina e pastel frito, mas quando menos esperava o ar foi embora, uma bola invisível apareceu na minha garganta e bloqueou a passagem. Longos segundos sem ar. Mantenho a calma, continuo conversando e com algum esforço sinto o tórax relaxar e o alivio. A cada quinze minutos a respiração falha.

Hoje acordei sentindo cheiro de pão queimado. Levantei da cama e a bola invisível já estava transpassando minha garganta. Deitei.

Quando sai de casa senti o cheiro da rua molhada pela chuva, me lembrou fralda molhada de xixi, os carros deixando o ar impregnado com o cheiro de fuligem, os corredores nunca dantes me pareceram tão tenebrosos com sua poeira e cheiro de tinta. Passei o dia inteiro sem ar, posso contar a quantidade de vezes em que respirei.

Tomei um café, meu coração disparou e o ar fugiu junto com a fumaça que subia do copo.

Me apoiei no braço da cadeira, nas grades, no poste, no chão. Sentei no meio fio. Cabeça entre as mãos. Não havia o que pensar, mas se fosse pra morrer sem ar que pelo menos fosse na praia, porque é doce morrer no mar.



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Escorrendo pelos dedos









Eu já não precisava fazer mais nada, então apenas fechei as janelas e esperei o ar se extinguir. Senti a garganta seca e os olhos lacrimejarem.
A chuva caia forte lá fora e eu esperava... Vi as gotas da chuva baterem e lentamente escorrerem pelo vidro.
Fiquei sem ar, inspirei com mais força, joguei o corpo para trás e esperei.
Joguei uma perna em cima do banco e sem querer o rádio ligou.
Abri a janela.
Não esperei mais.




Quando li esse poema pensei que fosse um espelho de palavras... e eu a refletir


VAIDADE

Sonho que sou a Poetisa eleita,

Aquela que diz tudo e tudo sabe,

Que tem a inspiração pura e perfeita,

Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade

Para encher todo o mundo! E que deleita

Mesmo aqueles que morrem de saudade!

Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…

Aquela de saber vasto e profundo,

Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,

E quando mais no alto ando voando,

Acordo do meu sonho… E não sou nada! …

(Florbela Espanca)


Se estiver de bobeira aproveite para passar no Baú da Princesa.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Regra de três

Eu tou que tou
"Eu tô que tô"