quarta-feira, 6 de abril de 2011
Comparações - Só pra variar'
Relatos
A raiva é um sentimento tão mesquinho que nos toma o tempo e não se consegue pensar em qualquer outra coisa.
Enquanto esperava o ônibus sentiu um ardor no peito, era ela na espreita querendo mostrar seu veneno. Tinha raiva por estar com raiva, se é que isso é possível. Olhou para o alto, mirou umas nuvens e tentou relaxar. É, a vida é assim, injusta muitas vezes, mas o inteligente é aquele que usa da injustiça que sofre como arma para se sobressair e ultrapassar os obstáculos... Como alguém um dia falou “sacodir a poeira e dar a volta por cima”. Pois é, não há nada melhor!
domingo, 3 de abril de 2011
Você não vai querer saber.
Um
Após assistir ao filme Marley e Eu só consegui lembrar dos dias mais loucos e alegres que passei com o doido varrido do meu cachorro, comedor de pedra, plantas e portas de madeira. Quanta saudade... Mas é impossível não sentir falta de apostar corrida na praia, fazer carinho no seu pêlo, abrir a torneira para que bebesse água. Enquanto chorava me faltou ar.
Dois
Nunca mais faço aquilo novamente. Até hoje não sei o que me aconteceu para que a raiva se alimentasse desse jeito... Coisa estranha isso, mas em mutação de sentimentos devo ser uma expert.
Coincidências... Atualmente estou evitando-as.
Três
- Imagine a tela da TV quando não está ligada. É isso aí.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Casos...
A gente cresce, estuda, trabalha, se enche de problemas, contas e necessidades não tão necessárias assim... Mas algo nunca muda totalmente, como aquela sensação de impotência frente a alguns sentimentos.
A vida vai passando, nós vamos aprendendo a controlar uns e outros, mas sempre tem aquele que não aguenta a hora de se revelar.
Nós sempre temos problemas que estressam e acabam com os miolos, mas os sentimentais são os piores. Mexe com o corpo e a alma.
-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-.-..-.-.-.-.-.-.-.-.-
Aquele dia foi um dia de merda, oh grande merda! Nem bem terminou de pensar isso e o telefone tocou, olhou, era ele... Não atendeu, estava sem vontade de atender ao telefone. Passaram-se alguns minutos e decidiu retornar, afinal de contas o que será que ele iria querer àquela hora?! Apertou o botão e desligou antes de completar a chamada. Tsc, uma hora dessa eu não vou retornar. Mas queria falar com ele... Brigar, chamar de sem vergonha e ouvir a sua voz. Ficou deitada pensando sobre o canalha safado. Tanta coisa pra fazer no dia seguinte e estava ali pensando sem conseguir dormir. Lembrava do motivo da briga, dos gritos, das palavras... das palavras...
Mandou tudo para o inferno e retornou a ligação uma hora depois. Ele não atendeu. Tinha ido dormir, aquele safado.
'God Only Knows'
quarta-feira, 23 de março de 2011
Inclassificáveis
Jogou o saco de pão no sofá, a roupa no chão do banheiro, esqueceu a toalha no varal, mas mesmo assim entrou no banho. O telefone tocou, Ah! Isso lá é hora de telefone tocar!, fez que não ouviu e continuou em baixo do chuveiro. Pensou numa música, mas não havia ânimo para cantar...só pensou... pensou na água que molhava o seu corpo castigado das horas de trabalho, o valor da conta no fim do mês e fechou o registro.
Saiu nu e molhado do banheiro. Correu para o quarto com medo de que alguém o visse pela janela, com certeza não seria uma das melhores cenas. Acendeu a luz e quando viu a cama deitou sem pestanejar. Um instante ilusório acompanhou-o, o baque na cama, como aqueles que temos quando pulamos no mar, a sensação de dor e logo depois quando quebramos a tensão superficial da água e suas ondas se propagam o corpo afunda e sente a delícia do mar, os próximos instantes são de tensão onde vez ou outra esquecemos de prender a respiração e precisamos voltar a superfície. O impulso, depois o longo suspiro e por último a sensação de que a água está ótima. O corpo relaxa e tenta não ser levado pela corrente. Mas o frescor e a sensação de bala de hortelã com água gelada são impagáveis.
Quando acordou era madrugada e a lua estava do outro lado da janela, longe e pálida. Olhou para ela, a luz clareava o cômodo... Não dormiu mais.
quinta-feira, 17 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
E lá vou eu...
sexta-feira, 11 de março de 2011
Pensando na vida...
"Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem"
[...] Concordo plenamente.
Om asatomo satgamaya
domingo, 6 de março de 2011
Coisas da vida
Lá vai!
Vivendo e aprendendo.
Máscaras
quinta-feira, 3 de março de 2011
Palavras...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
E se ...
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Aonde estão os ovnis?
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Mundinho
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Filmes...
sábado, 15 de janeiro de 2011
Minhas ilusões... são construídas com blocos de palavras.
Enquanto conversava com uns colegas ouvi alguém dizer que para dar um conselho a uma pessoa pediu inspiração a Deus antes de falar, na hora não entendi a preocupação, hoje acredito que havia uma grande porção de razão, a palavra exerce um poder tão grande que um simples comentário pode mudar uma vida.
Minhas experiências, tão poucas, mas que me ajudam a construir uma visão ampla e diversificada me apontam uma linha entre meus pensamentos, uma linha fina, transparente e muito bem esticada.
Um fio por onde gotas de todas as cores e viscosidades escorrem.
Gotas de palavras.
Acho que não precisei estar a beira da morte para descobrir uma das coisas mais peculiares do ser humano, o poder da palavra. Não, não ando lendo auto-ajuda, somente observando a vida, as pessoas e as palavras.
Ah, que triste fim seria se eu não tivesse conseguido voltar ao menos um pouco desse buraco, isso tudo por causa de algumas palavras proferidas sem o sentido de me afetar, talvez.
Disputas e desavenças são construídas com palavras. Atos? Às vezes, mas normalmente se iniciam por excesso de palavras ou ausência destas.
Conselhos são dados, pensa-se até que pra nada servem, só que não sabemos que muito já foi absorvido sem percebermos.
A palavra proferida não é vista apenas sentida.
Um pesar pode ser amparado com palavras leves e tranqüilas.
Quantas vezes me arrependi por causa da palavra?
Mas quantas vezes ela já me fez feliz?
Palavras... Que Deus nos ajude a ter bom senso.
Hare Krishna !
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
2011
sábado, 25 de dezembro de 2010
Era uma carta ou um bilhete ?
Boas Festas
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Corredor
sábado, 27 de novembro de 2010
Sensações...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
E eu nem peguei o autógrafo...
Ontem enquanto dirigia para retornar para casa passei por um bairro que ainda tem umas casas antigas, além disso, nada muito diferente do normal, engarrafamento, umas sirenes, luzes e mais luzes me cegando, até aí tudo bem. Sempre acho que as casas estão ficando sufocadas pelos prédios ao redor, tem uma mesmo que me agrada, assusta também, bem, não era disso que eu queria falar. O que acontece é que em dado momento acabei olhando para o alto de uma das construções que estão fazendo e, solitário, na beirada da cobertura do prédio vi algo preto balançando, poderia ser um saco plástico, mas a posição, o local, tudo conspirava para outra dedução. Então passei meus cinco minutos de espera olhando para cima pensando se seria o Batman... não me perdoei por não ter uma câmera.
Era o Batman ou um cover talvez, o importante é que a capa preta sacudia ao vento, lá parecia escuro e ele estava em pé olhando do beiral da construção sem medo... O sinal abriu e alguns carros andaram. Fui embora querendo ficar e quem sabe ir lá pegar um autógrafo.
Ah, se alguém quiser algo para ouvir dá uma olhada em Suki Dakara, achei lindo :)
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
A bolha de sabão
Talvez eu não esteja sabendo explicar, vejamos (...)
O que você faria se de repente começasse a pensar que a vida não deveria ser da forma que é ? (não, eu não vi nenhum filme por esses dias.)
Quando olho a minha volta só vejo um poço de vaidade. Não acredito que haja outra coisa ao redor. Será esse o problema?
Se em algum dia você pensou em dar um retorno à sociedade (não precisa ser ao mundo, pode pensar na sua mãe mesmo), conseguir executar algo que promovesse sustentabilidade e progresso ordenado (ainda que fosse dentro de casa) e tantas outras coisas...
Só que se você assim como eu, entende que no fundo tudo que é feito serve apenas para alimentar o ego e a vaidade deve sentir em quase todas - ou seriam todas - as ações uma base de falta de sentido, promoção da irracionalidade e vaidade desenfreada.
Eu realmente queria ver o produto dessa história, a ordem dos fatores às vezes muda o resultado.
(Falei falei falei... e agora que li vi que não dá pra entender o que eu de fato havia pensado, acho que tenho medo das minhas ideias. Deixa cá com meus botões então.)
Lidar com pessoas não é fácil e isso é bom. Além da arte o que há de mais humano no ser humano é sua personalidade.
Voltar no tempo não é a solução, antigamente as pessoas também viviam a se enganar com a vida... O que eu quero, se eu lá souber realmente o que quero é entender, como me enganei, porque me enganei, como descobri que me enganei e por fim, o que fazer agora que vi o engano que têm a vida.
Esse blog passou a ser - talvez nunca tenha sido outra coisa - um conjunto de tristezas, às vezes um tipo de alegria que só aparece na forma indireta e revoltas mal concluídas.
Eita loucura.
(Não sei, mas quando terminei de escrever "Eita loucura" me veio em mente uma pessoa com a boca cheia de farofa falando. Quem entende...)
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Hoje
E no fim não haverá nada além do homem com ele mesmo. Para o pó, somente pó.
Antes disso há o mundo, o verbo e os prazeres.
De solidão e angústia o homem se fez, sólido como pedra, sensível como uma flor.
Não vejo motivos para falar, pensar talvez. Pensamentos nos corroem mais que palavras.
Há mais pessoas ao redor que seus dedos das mãos e dos pés juntos. Mas e daí? O que elas são para você? O que você é para elas?
Pó, sem dó.
Lavou o rosto e abriu a geladeira, não havia nada além de água. Lembrou que gostava de achocolatado, pegou um copo encheu de água e bebeu como se fosse o achocolatado mais gostoso, estava quente, fazia meses que a geladeira estava quebrada.
Sentou no chão frio e sujo e se encostou na parede. A janela aberta deixava entrar alguns raios de sol, via-se o céu límpido e azul, doía-lhe os olhos. Bebeu mais um pouco. Não sabia como chegara naquela situação, olhou ao redor e viu alguns jornais antigos, folheou. Tinha medo de sair à rua, medo das pessoas, dos carros, das luzes, tanto barulho lá fora... Queria ir embora, mas para onde?
Bebeu mais um pouco.
Calor insuportável, pensou, chingou também, mas não nos vem ao caso. O sol brilhava intensamente, refletia, queimava e enchia de desejos e vontades. Não havia coragem.
Bebeu mais. O copo já estava vazio. Continuou bebendo, afinal, era um achocolatado de sabor inigualável.
Uma vida de ilusão. Nossa própria ilusão.
sábado, 6 de novembro de 2010
Maluca.
Foi minha irmã quem me chamou pra ver
Era um caminhão, era um caminhão
Carregado de botão de rosas
Eu fiquei maluca
Por flor tenho loucura, eu fiquei maluca
Saí
Quando voltei molhada
Com mais de dúzias de botão
Botei botão na sala, na mesa, na TV, no sofá
Na cama, no quarto, no chão, na penteadeira
Na cozinha, na geladeira, na varanda
E na janela era grande o barulho da chuva
Da chuva
Eu fiquei maluca
Eu fiquei maluca
- Composição: Luiz Capucho
terça-feira, 2 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Pela 203ª vez eu posto aqui... caramba.
sábado, 30 de outubro de 2010
Terra chamando Marte
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Fática
Para os malucos por conveniência uma dose de Loucura Contagiosa
domingo, 24 de outubro de 2010
The Scientist
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
''E o chão se abre por dois sorrisos
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
E quando menos se espera a gente enlouquece
Não havia mais tempo a ser perdido quando sentou na cadeira de plástico em frente à tela e repousou a mão no teclado.
Um cérebro em reforma
Todos os pensamentos já haviam rondado a sua cabeça, tinham pego martelos e marretas para construir a tal obra. Há alguns dias virtuais eles planejaram construir algo único, a primeira obra que deveria conter toda a essência humana para se manter durante a virtual eternidade. Bateram, quebraram, colaram, pintaram.
A cabeça já não aguentava mais quando de repente os pensamentos se deram por satisfeitos. A obra estava com uma cor sólida, única e sem degradê. Simples, sem ondulações, como uma folha de papel sem fim no primeiro instante em que se acha livre no ar.
Na tal obra não havia nada.
Indescritivelmente única.
Singular.
Plural.
Engraçado, eu preciso aprender a pensar... Aprendi a arrumar as palavras, o guarda-roupa, lista de compras, livros, mas não sei arrumar os pensamentos. São explosões em cadeia que eu não consigo segurar.
Buuuuuuuuuuuuuuuuum !
E quando menos se espera a gente enlouquece. Gradativamente enlouquece.
Voltei para casa pensando em escrever sobre as pessoas, a consciência que não conseguimos formar de um dia para o outro, a importância de atitudes mínimas, necessidade de ruminação das informações, essa noção de vida bem vivida que se enraizou na mente humana, e principalmente sobre o abstrato que para mim consegue ser concreto. Não sei o que fiz, mas estou pra achar um adubo mental tal qual o meu, mente fértil, a Deus dará.
--
Quando falo tempo virtual me refiro a algo intangível que medimos com a ajuda de um objeto chamado relógio, ou atualmente, celular sem crédito. Acredito que o tempo seja a coisa (não consigo pensar em uma palavra melhor) mais abstrata, surreal e virtual na qual mergulhamos de cabeça. Não se vive sem contar as horas, os dias, etc., por n motivos imaginários e existentes que nos forçam a conviver com algo virtual de forma concreta, como se o segundo que acabou de passar de alguma forma fosse tangível. Oh, não! Ele não pode passar tão rápido!, dito isto me apetece lembrar do dia em que deitei por dez minutos e me pareceu uma hora, dormi uma noite inteira e quando acordei achei que só havia passado uns poucos minutos. É culpa do cansaço, corre-corre, rotina, esse clima que muda todo dia, espaço que nunca tem ... e tempo.
Tempo é a situação virtual mais corriqueira a que podemos nos submeter. A noção de tempo é virtual, imaginária, abstrata, íntima.
Talvez alguém venha me dizer que ando pensando besteiras, há um cálculo antigo que mostra a ação e reação das situações, mas não importa. Talvez outro dia, quem sabe... mas hoje (nesse hoje virtual, imaginário e abstrato) eu quero ficar esperando o depois chegar.
Não há como se libertar. Eu sei e não quero saber.
Dedos molhados
E esse frio que me dá vontade de chorar... choro regado a risos, frio no dia de calor.
Se eu olhar para trás não verei muita coisa, a memória é um redemoinho que espalha, mistura e aprisiona. Mas, se eu pudesse, relembraria cada dia vivido só pra ver tudo diferente, pensar os dias que se foram com o olhar de hoje. Dessa vez não esconderia embaixo da cama o que aparecesse (a tal eu que sempre aparece), também não me aceitaria por completo – sem necessidade de demagogia ao extremo.
Corro de mim mesma e me encontro antes de virar a esquina. Olho no espelho e converso com a moça do reflexo... me encontro nela, mesmo ela nem sabendo quem sou.
Os dedos molhados que encostaram no meu braço, por alguns instantes, atraem meus sentidos e me vejo saindo do mundo que habito [...] num simples encostar volto à realidade. Me irrita sentir a presença da mão que se foi depois de tantos segundos passados, quanto mais atenção dou mais me distancio do intangível, mundo que habito.
sábado, 2 de outubro de 2010
Strawberry Swing
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Para o céu é que eu gosto de olhar...
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Uma estrela de seis pontas.
Uma estrela de seis pontas serve de pingente. Me atraiu.
Recentemente soube seu significado.
Hoje, por motivos aleatórios, abri um livro...
Página 817, coluna da esquerda.
''Geração vai, geração vem, e a terra permanece sempre a mesma. O sol se levanta, o sol se põe, voltando depressa para o lugar de onde novamente se levantará. O vento sopra para o sul, depois gira para o norte e, girando e girando, vai dando as suas voltas. Todos os rios correm para o mar, e o mar nunca transborda; embora cheguem ao fim do percurso, os rios sempre continuam a correr. Toda explicação fica pela metade, pois o homem não consegue terminá-la. O olho não se farta de ver, nem o ouvido se farta de ouvir. O que aconteceu, de novo acontecerá; e o que se fez, de novo será feito: debaixo do sol não há nenhuma novidade. Às vezes, ouvimos dizer: "Veja: esta é uma coisa nova!" Mas ela já existiu em outros tempos, muito antes de nós. Ninguém se lembra dos antigos, e aqueles que existem não serão lembrados pelos que virão depois deles."
Engraçado... se eu não tivesse lido em um livro tão antigo diria que conheço quem escreveu. Pior, diria que saiu da minha cabeça.
Girando girando sem sair do lugar,
HBMS.
Entre quatro paredes.
Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...
Mas não me diga isso...
Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...
Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...
Mas não me diga isso...
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...
Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...
Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...
Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...
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Não sei quantas vezes eu já disse que não sei,
Não sei quantas vezes eu já ouvi A Via Láctea,
Não sei quantas vezes na minha vida eu me senti tão solta no espaço como nesses dias,
Não sei o que pensar enquanto penso em tantas coisas,
Não sei com quem posso falar sobre o que penso,
Não sei se consigo falar sobre o que penso,
Eu quero... Eu não quero... Eu não quero querer.
Meus olhos se fecham e eu olho para mim, vejo a escuridão e aperto mais ainda.
Eu sei... Eu não sei. Eu não sei. Eu não sei.
Eu entendo... Eu não entendo. Eu não quero entender.
E esse céu sempre nublado me atiça, sem as estrelas eu não me acalmo, não sei pra onde olhar. Isso não passa, uma semana de céu nublado, pensamentos nublados, atitudes...
Atualizei a página, e sei que espero algo que não chegará.
É estranho, mas eu sei como você é... Sei o que você quis me dizer... E finalmente, eu entendo. Puta merda, eu entendo e me acho nos seus pensamentos [...] Loucos, alheios de tudo e do mundo, tortos, iludidos, pensamentos.
Não me dê atenção.
Sempre louca,
Helena Matos.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Indo além... e mais um pouco.
As coisas acontecem de forma gradativa. Ninguém muda de uma noite para outra. Da manhã ao meio dia, do luar ao nascer do sol, transitando entre o início e o fim... Acontece de forma gradativa, não há como fugir.
Fiquei fora por muito tempo, tanto do blog quanto do meu mundo. Criei outros mundos, vivi o de outras pessoas e agora que voltei a minha mente não é mais a mesma... A minha alegria é diferente, o meu riso se fez diferente e se desfez, retorna em olhos alagados pela chuva.
Posso dizer que vi os sorrisos mais lindos, as crianças mais lindas, os lugares mais bonitos – tristes e bonitos. Por que a beleza surgia da tristeza, da dor, dos olhos cansados, do corpo vendido, da vida vendida. Uma beleza mais que excêntrica. Singular e plural, peculiar.
Pelos lugares onde andei talvez eu nunca mais passe novamente, mas com certeza me sinto pisada pelo lugar. Marcada com uma tatuagem que eu não quero apagar.
Tudo acontece de forma gradativa, não há como fugir.
Confiar em alguém é ter a certeza da desilusão, ela sempre vem, chega aos poucos, pelos cantos, sussurrando, devagar, ela vem.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Lembrete: coisas pra contar à secretária eletrônica
Correr pela ladeira ouvindo I’ve just seen a face, com certeza, não é pra qualquer um.
Em época de eleição me sinto num tiroteio, tudo bem que pra um tiroteio fictício e um de verdade a diferença é só o horário. Horário político todo mundo sabe que passa antes da novela, mas pelas ruas o tiro corre solto a qualquer hora.
Sentei, deitei, dormi. É... eu sei que muita gente está querendo fazer exatamente isso agora.
É que hoje eu não queria falar de amor, aquelas lambanças toda sobre pessoas enamoradas, também não queria falar da tristeza, já basta ter que ligar a TV ou ouvir o vizinho cantando o último sucesso do pagodão, talvez sobre o horário político, mas eu também não queria te enrolar e ficar remoendo algo que todo mundo sabe que entra por um ouvido e escorrega pelo outro... Quem sabe criava uma historia olhando as estrelas, mas hoje não, meus pensamentos se voltariam ao passado lembrando o imperfeito, pretérito imperfeito.
Ps.: Acho lambança uma palavra engraçada que me deixa com vontade de tomar sorvete e comer chocolate.
Eu gosto de música e daqui da pra ouvir um som gostoso vindo lá de fora. Abri a janela e pararam de tocar.
sábado, 7 de agosto de 2010
Me aguardem... muahaha
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Ganbatte!
Gente, mas falta tempo pra tudo! Pra estudar, pra limpar a casa, pra me coçar! Aaah, pra limpar a casa... quando não é tempo é vontade.
Pois não deixem o locura só porque não tem nada de muito bom por aqui.hihihi. Eu tenho medo do escuro se não tiver uma parede atrás de mim u-u então, não me deixem só. (O que isso tem haver nem eu sei...) Tem um texto guardado, mas ele é mais um suspiro do que outra coisa. Atualmente venho suspirando com frequencia... talvez seja o retorno da falta de ar.
Lembrete
Minhas ideias se enveredam para:
1) Novas formas de relações interpessoais
2) Barro, pedra e romaria.
3) Música, filmes e afins
4) Senta que lá vem história
.......
Mas enquanto o tempo não chega eu vou vivendo de Ganbatte !

Go go go Lelena-chan!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
la la laaa laa laaa \o/
domingo, 11 de julho de 2010
Perto do fogo, meu amor.
Talvez eu desse risada... Provavelmente guardaria a foto embaixo da cama, porque é lá que nossos monstros se escondem.
Desejar é como nadar contra a correnteza, quanto menos se tem mais se quer.
Quem me conhece vai achar que ando louca (pouca novidade até aqui x) mas eu sempre tive dificuldade pra falar... falar da vida, conversar besteira, mas principalmente pra expressar meus pensamentos. Contar as coisas que eu imagino chega a ser penoso. Não há combinação de palavras que me agrade e quanto mais eu falo mais distante e diferente do pensamento fica.
Uns dias atrás eu escrevi contando que sempre pedi sabedoria, como se fosse algo que viesse em caixas. Ontem - será que foi ontem mesmo? - enquanto conversava me disseram algo intrigante, “Você lê como se fosse o último dia da sua vida, estuda como se quisesse absorver tudo de uma vez, já pensou se um dia você simplesmente esquece de tudo? Se um dia nem seu nome você conseguir lembrar?”
Aquilo doeu. Não foi a primeira vez que palavras me acertaram com violência, mas foi uma dor tamanha que sai pra beber água e não chorar.
O choro ficou guardado em um dos meus potes de sentimento, era para ter jogado fora, mas acabei guardando em baixo do travesseiro.
Na vida o tempo passa e a gente não sente.
Quando criança eu gostava de tirar fotos e fazia mil e uma performances, as pessoas riam e eu achava elas idiotas por não me entenderem. Continuo achando as pessoas idiotas.
Por que não ser louco? As pessoas nem sabem o que é ser louco.
Por que deixar de ser você mesmo por causa do vizinho que não é ele mesmo por medo?
É tempo de esquecer o que os outros pensam de você. E daí que me achem louca? Eu sou eu, e licuri é o diabo.
Meus pensamentos são a parte mais viva de mim.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Senta que lá vem história... (Parte 1)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Quem me dá um pacote de chuvinha?
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Eu vejo mil cores na escuridão.
Andei relendo umas coisas que escrevi há tempos e vi o quão louco são aqueles que me entendem (supostamente), pois, metade dos pensamentos eu vejo no papel e quando procuro pela outra metade observo que se foram nos corredores da mente.
E ela louca pela rua foi questionada o porquê de deixar tudo para trás, sua vida, sua casa, seu mundo. Disse apenas, Não deixei de viver, retrucaram, Pois então vá para casa, ela suspirou e pensou, O meu mundo é poesia para quem assim quiser o ver.
É tão difícil ser jovem. Se preocupar com a aparência e com as futilidades fingindo aprender a vida nos livros, quando na verdade espera pela experiência.
Andar pelas ruas à espera de um acontecimento que o transforme em um ser inigualável, acreditar em absurdos... na juventude há vontade de abraçar o mundo.
Escolher. Escolher o quê? Quem disse que é necessário escolher?
Na volta para casa passei por um garoto sentado na cadeira, olhar compenetrado, roupa de academia e um cabelinho que eu diria engomado. Não era a primeira vez que o via naquela ‘performance’.
Cumprimentei. Com voz de mil preocupações ele me respondeu, Boa tarde.
Fiquei com vontade de olhar nos seus olhos e perguntar se o que lhe afligia eram os quilos a mais do final de semana ou a possível namorada que não havia ligado ou quem sabe são as notas em ritmo descendente.
Enquanto descia as escadas imaginei... até o momento em que a situação se desfez num balde de juventude.
Pensei então que o problema estava em ser jovem e nas idiossincrasias que isso arrebata. Viver constantemente no pelourinho e apanhar com as experiências, as idéias, as motivações.
É difícil ser jovem e não ter nada ao mesmo tempo em que se é dono do mundo.
Talvez, suas preocupações fossem sérias, mas os meus olhos só captaram alguns detalhes...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Chuvisco e visco, sem esitar.
Não sabia falar direito, andava a custo e não tinha braços.Sua vida desde que nascera havia sido sentar na sua caneca preta e navegar pelos mares. Quando fazia frio queimava o tempo, exalando uma grande fumaça que lembrava chocolate quente.
O vento decidia a direção a tomar e por muitas vezes andava em círculos pelo mundão das águas.
Seus chifres de nada serviam a não ser para assustar as pessoas.
Há muito tempo, chamaram-no de Golden, por causa de seus chifres e pés amarelos. Foi crescendo e mais assustador parecia ficar. Quando aprendeu a andar foi deixado em uma cabana perto do mar.
Um dia uma caneca grande e preta apareceu entre as ondas, estava vazia.
O rosto triste das pessoas na sua presença fez com que desejasse nada mais ser... Por isso decidiu ir embora e aos poucos foi se esquecendo do mundo, vivendo de céu, mar e solidão.
Enquanto a caneca se embolava na areia, ouviu o riso de algumas pessoas, o choro de uma criança e pelos sons deveria ter uma festa ali perto. A caneca virava com as ondas e ele se segurava com os dentes. Sentia um grande frio por dentro ao ouvir aquela alegria.
Sua caneca ficou presa entre as pedras e durante toda a noite sentiu frio e medo.
Dos seus olhos vazios e sem vida saíram lagrimas, e pela primeira vez quis ter braços. Queria sentir como seria um abraço, ainda que fosse um abraço dele e ele mesmo. Do seu corpo vazio veio a tristeza.
O vento, cruel, empurrou a caneca para longe das pedras. O som das pessoas foi ficando longe e cada vez mais ele voltava a sua solidão.
Na imensidão das águas não sabia se sentia cheiro de sal de lágrima ou sal de mar.
domingo, 6 de junho de 2010
Um pirulito para cada coisa louca que você pensar depois de ler ...
Andando pela rua larga e deserta, o menino sentiu o ventinho gostoso alisando seu rosto. Na direção do mar, ao longe, se via uma nuvem de pássaros gritando e voando, por trás uma matilha de vira-latas se engalfinhava e corria.
Era o dia da escolha.
Os cachorros de repente correram em sua direção puxando suas pernas, os pássaros deram vôos rasantes e seguraram seus braços.
O menino no meio não sabia o que fazer... se deixasse arrancar as pernas seria livre para voar, mas se levassem seus braços poderia continuar andando. Uma disputa louca e disparatada havia iniciado, mas ele poderia dar um fim escolhendo entre céu e terra.
Depois de muito se esticar decidiu.
Os cachorros levaram suas pernas e seus braços se transformaram em asas. Voou alegre sobre o mar por muito tempo, até que ficou com fome. Observou os outros pássaros e resolveu comer como eles. Pegou altitude e desceu velozmente de encontro ao mar, capturaria um peixe para matar a fome. Entretanto, o impulso havia sido tanto que quando mergulhou não teve forças para subir. Molhou as penas, se afogou e morreu.
Os pássaros ficaram tristes e acharam que havia sido um erro ele ter escolhido ganhar asas. Talvez tenha sido um erro mesmo, já que ele não aprendeu a sobreviver com elas.
Ganhara asas, mas não havia deixado de ser menino.
Mais um
Quando eu era menina e sentava nos degraus da escada, me debruçava nas grades que me separavam da rua. Passava horas naquela posição – isso quando não tinha ninguém pra brincar – e observava o movimento das pessoas.
Tinha um menino, mais velho que eu, meio cego, meio magrela, meio descalço. Lembro dele lá no portão ou passando pela ladeira.
Um dia ele veio subindo, meio sujo, meio cansado, meio sozinho. Pra mim ele parecia um menino bom.
Por onde teria andado? Por onde será que ele anda?
Várias vezes eu sentei naqueles degraus e pedi sabedoria... Hoje eu não sei mais dizer o que sabedoria significava para mim naquela época, mas, agora, sentada em outros degraus, eu continuo pedindo.
Se eu recebesse toda a sabedoria que peço em caixas, ao longo de tantos anos, já teria abarrotado os cômodos da casa e com sabedoria pediria um pouco de ignorância.
Só na escuridão se é capaz de ver a luz, isto é, em um dia claro de sol um poste aceso não muda nada, só notamos sua presença no breu da madrugada.
Obs.: O Loucura Contagiosa completou dois anos no mês passado. Não cheguei a comentar, até porque esqueci... Entretanto, marcianos mandaram uma mensagem subliminar.
Minha felicidade começa no sorriso e se estende nas palavras.
A todos que me aturam e gostam do loucura, obrigada!
B'jos e Q'jos ;)








