domingo, 1 de março de 2009

Um cálice de poesia.

Eu já cansei de pensar que ninguém vai me entender.

Já faz um tempo que venho tentando me encontrar nesse planeta; sonhando sozinha, andando por aí.



Me encanto com a sensibilidade das pessoas que vejo.Um mundo que se resumia a pedras e vento seco agora se enche de luz, remanescente da alegria de encontrar por algum acaso a poesia que transborda dessa gente.



Um gesto,


Um olhar,


Um beijo - suave e progressista,


Um mundo,


Um caminho,


Um cálice de poesia, simplicidade e beleza.


Uma beleza grotesca e rústica daqueles que se descobrem aos poucos, imaginando, quem sabe, de qual mundo vieram ou porque lhes foram dados olhos que encontram magia e perplexidade em todas as direções.




Tudo possui um encanto, é apenas uma questão de simplicidade do espírito.





'Andando na rua encontrei um cálice de poesia que transbordava à medida que via os sonhos caminhando incessantemente em busca de si mesmo.








Toda flor tem seu cálice, sua taça, seu copo de leite.


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

La Maison En Petits Cubes

Me deixou com um nó na garganta e cara de choro.
Simplesmente um curta emocionante.

- La Maison en petits cubes, vencedor do Oscar 2009 em Curtas de animação.

'Uma animação japonesa de Kunio Kato que não segue a estética de Anime.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Filosofando a loucura alheia...





Eu ainda quero ser aquela que sempre sou.




Já se passaram mais que semanas e eu não falei dos talentos do mundo, até as idéias já se foram.

Acontece que para mim estavam todos mortos, só noutro dia que eu descobri; Eles estão apenas acordando.




Eu quero viver num período de revolução.




Acabou o estoque de força e fiquei sem falar daquilo que perdi.

Egoísmo meu nunca perguntar como vai o leitor, mas acho que se ele só vem para ler é porque não quer falar de si nem de seu dia.

Alimente o ego, meu ou seu, mas não fique em silêncio.


Ando a procura daquilo que seja mais perigoso que o silêncio longo da solidão.


Para tudo há uma continuação... [2]


Havia um coração deitado na cama. Solitário, ele refletia os raios de sol.






Andava em torno da menina que catava qualquer coisa pelo chão, pulou em alguns galhos da árvore até se encontrar tão alto que não sabia mais como descer miando por se molhar com aquela água suave que pairava no ar dançando enquanto caia.

A garota se pendurou e subiu ao seu encalço, meio entorpecida agarrou o gato com uma mão para não despencar, não iria quebrar mais que alguns ossos. Abraçou o gato e sentou no galho para descansar da escalada. Dali de cima o muro parecia suspenso, mas não passava de mera ilusão, era como uma extensão das pedras que formavam o paredão.

Arrastou-se até a ponta do galho para ver mais de perto a obra-prima daquela natureza. O vento rajou forte e as árvores balançaram freneticamente. Se agarrou com as pernas e o único braço que restava, o gato lhe arranhava os ombros e o rosto tentando se segurar.


Ao cair da árvore vi uma criatura entre as fissuras da pedra, não via melhor porque tinha o gato em minha frente, mas uma flor brotava de sua boca mesmo não sendo planta e com o vento a ouvi sussurrar para mim ‘a magia se desfaz em um copo d’água’.


Caíram no lago.



Se alguém entendeu alguma coisa é porque na verdade não entendeu nada.


-Continuação do Post do dia 21/01/09-

sábado, 31 de janeiro de 2009

Há flores novas no meu jardim..

Plim Plim [2]

Eu esperava ver uma estrela cadente para pedir que me ajudasse a escrever. O que passou foi um avião, e mesmo ele eu não vi, só ouvi.

A música toca e eu danço com as estrelas. Danço no ar, enquanto caio dentro de mim.

Quando a luz se apaga eu também posso brilhar.

Fui em busca de um cordão para tecer uma montanha, achei um penhasco.
As coisas boas aparecem sem serem anunciadas.



‘Parei para ouvir o som do mar no encontro com as pedras, ele conversava comigo apesar de eu não entender muito o que me dizia – sabia que era sobre sua vida e seus dias.
Quando saí deixei-o só, falando com as pedras, cantado pra’ elas.

.Apreciando as flores no meu jardim.

Plim Plim

[...]

O coração bate tão forte e se aperta no meu peito que eu acabo me afogando no travesseiro.
Tento não me impressionar, mas as batidas intercalam entre vontade de bater e a de não bater mais.
O céu de azul passou para cinza. Não que eu esteja com problemas de visão, mas as cores estão fugindo para algum lugar longe de mim.

O barulho não incomoda mais. O incomodo são as batidas do meu coração.

Uma noticia ‘ruim’ mesmo quando esperada causa um universo em preto e branco.
Ele é belo mesmo assim...

sábado, 24 de janeiro de 2009

'Sobre as coisas boas da vida...



Da janela vi as estrelas conversando. Uma, sozinha, cantava ao léu uma canção qualquer, não sabia que eu a ouvia.

Insignificante eu sou, mas quando a escuto me sinto parte do universo.



‘É fácil sentir falta,

ser feliz

falar

estar triste

brigar

chorar

cansar

apaixonar

criar

O difícil, meu deus, é viver quando se morre um pouco por dia. ’


E vai rodando, rodando, rodando.


Junto à morte vem sempre a alegria da eterna liberdade.


‘A cada dia que passa morre mais um pouco...

Quão bela é a tristeza da despedida e a esperança de um reencontro.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Para tudo há uma continuação...

Continuação do post de 8/12/2008 :]

Quando se quer esquecer fica mais fácil lembrar...

Se arrastando entre as pedras pela margem do rio a lesma se encolhia ao pressentir os passos, levantava vez ou outra sua antena para se defender talvez, um gato passou por ela e por pouco não a esmagou, após o perigo se afastar se desenrolou aproximando-se mais das folhas que beiravam o rio, ficou ali sossegada, admirando, quem sabe, a menina que já ia longe junto com o gato.

De todos os lugares da mata se ouvia um som gostoso, como o farfalhar da grama misturado ao bater de asas dos pássaros, o som dos pés por cima das folhas secas entravam no ritmo da música que pairava no ar.
Andava simplesmente por não ter nada a fazer naquele lugar sem pé nem cabeça no qual tinha ido parar. O gato agora fazia companhia, não saberia dizer o motivo, mas sua presença fortalecia minhas lembranças ao contrário do som que me entorpecia e fazia o rio exalar um cheiro de maresia.

Parei em frente a uma queda d’água. Suspenso em pleno ar havia um muro cheio de limo, uma visão estranha, como se ali o tempo tivesse parado no exato momento em que o muro caia – cair de onde? Acima eu só via o céu, aquele mesmo céu.


Fácil pensar que as flores são bonitas ao desabrochar e que ganham exuberância quando estão em sua plenitude, raro é ver como são belas enquanto murcham.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Um longo suspiro no confessionário...

Confesso que sou dependente, uma total viciada que vive se arrastando pelas paredes vivendo em outros mundos.

Sou uma típica viciada das letras e dos efeitos especiais, da falta de ação e da monotonia dos filmes e da vida real, do encanto dos livros e dos detalhes da vida, uma viciada nas idéias mais loucas e nas janelas, viciada em mato, lua, mar e chá em dias de grande vontade.

O vício faz com que me afaste da sociedade, desse mundo vil de pessoas comuns. Sei que sou tão comum quanto qualquer outro, mas eu nasci para a posteridade ou para aqueles que já morreram, sou um prelúdio, uma viciada irrecuperável, pois, no caminho das idéias não há volta.

Sempre existe(m) aquele(s) que acompanha(m) e que alimenta(m), tentadores oferecem força, ânimo e novos horizontes, essas pessoas não escapam, ou já morreram ou também nasceram prematuramente.

As obras póstumas são gratificantes, melhor nascer para a eternidade do que se limitar ao vulgo presente.



Pensamento solto e elaborado enquanto lembrava de uma das fornecedoras do meu vício, C.C., tão louca que perdeu a razão.

Especial Verão chegando ao fim...

As idéias já se foram, mas as fotos ainda estão aqui.





Virada de ano - apreciando os fogos da Barra no breu.

Breu lá e breu cá, não lembro de ter visto muita coisa.







Nova modalidade de Champanhe - Água gaseificada sabor limão, comprada após os fogos de artifício.







Passeio turbulento. Família trapo em ação.






Acho que a virada do ano não foi muito poética, falta um pouco de sensibilidade para as coisas cotidianas.

Na praia, sem luzes e vestidas de branco na maioria das vezes, as pessoas - inclusive eu mesma - não tiveram noção da beleza a que foram proporcionadas. Apreciar os fogos de artifício na virada do ano de um lugar escuro não é opção pra todo mundo - no caso não houve opção, mas seria uma bela escolha.

A quantidade de pessoas ao redor apenas afligia o medo de ocorrer um assalto inesperado e, armados com garrafas de champanhe os pais de família se mantinham alertas para qualquer movimento suspeito que podesse levar embora o dinheiro da cerveja.

Após os poucos e longos minutos de alegria, muitos cabisbaixos voltaram rumo a suas casas com suas roupas novas e penteados elaborados, seguravam os sapatos.

Parei um instante para olhar a cena, esperava que de alguma casa saísse uma santa no andor, parecia uma procissão, em que pessoas cochicham e pagam promessas vestidas de branco pelas ruas.

A falta de luz não permitiu decifrarmos trajes, pele ou religião, tivemos uma virada de ano por igual onde todos viraram um na escuridão.

Queria ter notado a beleza disso mais cedo, mas fico feliz por ter notado agora, “antes tarde do que nunca’.


Existem mais fotos, inclusive a de um cacto da praia, mas estou com problemas para enviar para o computador...quem sabe algum dia...


Um Feliz Ano Novo!


Todo dia começamos uma vida nova.

Como não terei mais dados para coletar esses dias, o Especial Verão entrará em recesso, mas não se preocupem que o carnaval virá e dessa vez vamos jogar peteca com ele, porque farofobol na praia ninguém merece.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Especial: Verão, Sol e Mar


*Esse texto será melhorado em seu conteúdo e ortograficamente; postado apenas para não perder a idéia ^^"



"Não sei bem se isso é um forno ou uma lanhouse" - depoimento fornecido por mim mesma, mas que serve por todos.

Um período conflituoso, em que os ânimos estão a tona e a praia serve para gato, cachorro e os donos também.
Milhares de crianças acompanhadas de brinquedos, com seus respectivos pais, primos, vizinhos e companhia ilimitada povoam as praias em meio ao lixo e esgoto jogado durante esse e outros períodos do ano.
Futebol, frescobol, mergulhobol, paquerabol, caronabol, farofabol,tostandonosolbol,
sexobol,entre tantos outros esportes que fazem todos felizes são praticados nesse magnifico período de sol quente em que adquirir um cancêr fica muito mais fácil.
Mostrar os maravilhosos músculos e cinturas enquanto caminham pela areia saltitando de alegria por ter calor subindo pelos pés embaixo de um sol de meio dia é também uma das formas de aumentar o ego e auto estima, até porque 'love in the air' e nada melhor do que aproveitar.
Sobre a música, bem, não irei comentar. Digo apenas que para o próximo verão lançarei um novo tapa ouvidos, com funcionamento automático.

*Mais informações serão adicionadas quando eu conseguir minhas imagens inéditas tiradas pelo celular e dados coletados pessoalmente nesse inferno astral.

Até lá, aproveite bastante e não esqueça que o 'Especial Verão está no ar.

Hasta la vista baby !

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Tão queimando dinheiro o_o


Não entendo como, mas ler ‘A arte de escrever’ tem me deixado com borboletas no estômago.


Nesse novo ano... As palavras irão fluir de uma fonte inesgotável e um sorriso despontará quando isso não for mais problema e as idéias ganharem cor, forma, tamanho, vida.

Que a capacidade de imaginar e a loucura do pensar sempre nos acompanhe, porque sem isso nenhuma palavra terá sabor.

Amém.


Romper de ano e as pessoas correm em busca de roupas novas ou de um bilhete para ingressar na viagem às 23h do dia 31 com a quase certeza de que conseguirá fazer uma viagem de cinco horas em cinqüenta e nove minutos para chegar com gostinho de viagem, ou vômito.

Bem, isso na verdade devia ser uma nota para os leitores, let’s go !

Para todos que acompanharam minhas idas e vindas nesses textos sem pé nem cabeça, minhas loucuras mal escritas e prolixas, todos que tiveram paciência em ler a mesma coisa escrita de maneiras diferentes, gastaram seu tempo tentando entender qualquer coisa sem sentido e fizeram a alegria de estar sempre comigo é com grande calor no coração que agradeço pela companhia, meus velhos e grandes companheiros de viagem, que sempre navegam comigo pelos mais diversos oceanos do pensamento.

Caravelas dispostas, marinheiros sempre em frente de batalha, e eu mexendo com os palitinhos em historias que talvez nunca tenham um fim...

Hoje coloco meus marinheiros em mais um barco, porque ‘todo abismo é navegável a barquinhos de papel’.


Sou grata por saber que não estou só.

A solidão... aaah, a solidão...deixa isso pra outra hora, são outros quinhentos.


Que a loucura sempre esteja com você!


Engraçado pensar que é um dia como outro qualquer.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

''A arte de escrever''


Enquanto a inspiração não vem vamos a mais um intervalo comercial pra não chegar o Natal e eu passar em branco.


"...deve-se evitar toda prolixidade e todo entrelaçamento de observações que não valem o esforço da leitura. É preciso ser econômico com o tempo, a dedicação e a paciência do leitor, de modo a receber dele o crédito de considerar o que foi escrito digno de uma leitura atenta e capaz de recompensar o esforço empregado nela."
Schopenhauer (1788-1860)

..Aaah Shopenho >.< estou tentando...estou tentando...

Sempre soube que para escrever bem e colocar as idéias de forma interessante no papel eu teria que ler mais mais e mais.
Dessa vez correrei para os braços de filósofos...
Nesse novo ano nascerá a verdadeira criadora de idéias que vive em mim.

Parteiros : Nietzsche e Schopenhauer
Se o parto for difícil talvez tenha que recorrer a mais alguns.

Tenham paciência !
Estou em reformas para melhor atende-los.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Plim Plim

Paramos essa programação para um rápido intervalo comercial.

'Não existe nada mais forte que o desejo.
Então, se eu desejar bastante posso ficar sossegada que dará tudo certo.


...Sonho que se sonha só... também é realidade.


terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A melhor maneira de realizar os seus sonhos é acordar. (Paul Valéry)


As melhores histórias são feitas quando estamos assustados, com medo ou passando por algum problema...


Sentada embaixo da árvore encostei-me ao tronco para amenizar a sensação de que apareceria algum animal por trás. Estava tudo quieto desde que desci e fiquei ali parada esperando o dia amanhecer, quem saberia quantas horas eu estava naquela posição, o tempo escorria como um rio calmo e sereno, mas algo me incomodava seriamente quanto a isso.

O céu nos mostra o passado das estrelas e de todo o cosmo, a luz que vemos hoje levou centenas de anos para atravessar o universo e atingir nossos olhos. Nitidamente eu só via a lua e mesmo sem saber onde estava uma certeza ainda se firmava: Sempre estaremos sob o mesmo céu. Só havia uma explicação.

Na minha mente algo estava sumindo, evoquei minhas lembranças e tentei deixar as imagens congeladas por um alguns instantes, não é tão fácil quanto parece, ‘ponto fixo ponto fixo ponto fixo’ repeti enquanto olhava para o mato, mas pra meu terror o ponto fixo começou a se mexer. Um gato branco e castanho saiu e andou pelo local, sentou.


Em torno do livro uma massa cinzenta e mole era absorvida com dificuldade se misturando com um felino que passava no momento.


Para meu espanto amanheceu depressa.

Aparecer ali de noite de alguma forma havia sido proveitoso, olhar o deslocamento da lua me dava às coordenadas de onde eu estava e, ou eu fiquei louca ou o sol estava surgindo do oeste.

A minha certeza era no fundo uma brincadeira, mas parecia me dar uma direção.

O tempo flui para trás, indo para frente estamos voltando.



- Continuação do post de 04/12/2008


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Senta que lá vêm história...


Alguma semelhança é mera coincidência.


Estava debruçada no beiral da janela.

Fazia tempo que a noite não se mostrava tão bela, e com a lamparina acesa folheava as tantas folhas com cheirinho de novas do grosso livro de capa marrom.

O vento nos céus fez sair uma nuvem que estava na frente da lua, senti uma mão pelas minhas costas, macia e leve, que deslizava por sobre o tecido do vestido de dormir, senti o livro escorregar pelos meus dedos e cair no meu próprio colo. Uma sensação de que ele estava virando água se misturou com a imagem que tive dos meus braços que se liquefaziam pingando sobre o livro que agora o vento passava as folhas, aos poucos o que sobrava de mim sabia que em breve eu não estaria mais ali. O livro que agora já estava no chão parou numa página e a última coisa que lembro foi dos meus olhos terem saltado das órbitas e serem absorvidos pelas folhas de papel embrenhadas por uma lama, que era absorvida aos poucos, e outrora não passava de mim mesma.

Aos poucos senti que estava sentada em um lugar diferente, com árvores de troncos largos e de tamanhos imensuráveis, plantas se entrelaçavam por todos os locais, talvez ali chovesse todos os dias, eram tantas e uma terra tão úmida que até para andar se tornava complicado.

De repente me abracei a uma árvore, não que eu quisesse trocar energias com ela, mas precisava ir a um local alto para ter noção de como sair dali. De alguma forma subi, a coluna não ajuda por causa da vida sedentária, mas depois de passar por alguns galhos e ver que a roupa não havia virado lama e ido junto pra onde quer que fosse me senti um pouco solta amarrando uma folha com dificuldade; o que a cultura não faz, e a mente não ajuda, uma folha nessa situação atrapalha até porque tem que ficar segurando, mas alguma coisa tem que consolar o lado psicológico.

Entre um largo espaço da copa vislumbrei uma lua mostarda e de brilho fosco, pequena, mas majestosa com seu aparente tamanho de bola de golfe.

Ventava forte e balançava o galho, desci mais lentamente do que subi, um frio estranho se apoderava de mim e vinha do coração.

Estava escuro demais para se ver alguma coisa, melhor assim.


Mr. Repetição está dentro de cada um de nós; tenho batido nele constantemente com o travesseiro, mas o ômi’ se recusa a ir embora.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

..Tenha paciência comigo...

Quando fico nervosa meu coração pára de bater e eu sinto um frio se alastrando pelo meu corpo a partir do peito.

Tenho a cabeça borbulhando de idéias. Qual delas irá nascer primeiro?

Minha cabeça dói e ferve como uma panela de pressão.

Não sou boa em esboços. Quero todas as idéias na rua de uma vez por todas.

Minha mente trabalha sozinha fazendo coisas que eu não consigo acompanhar. O que eu sou, meu deus?


Faz frio no meu coração.


Nada aqui faz sentido pleno, mas como chegar a plenitude sem o caos absoluto?

Estou me afogando aos poucos nesse imenso mar em que estou submersa.

Não quero que me salvem. Se essa for a única vez em que estarei assim, prefiro morrer antes do fim do mundo, pois nada mais fará sentido.

É difícil de entender aquilo que ainda não se conhece dentro de você.

Sabe, eu tive algumas idéias e elas foram a causa desse meu desespero e de toda a minha dor.
De um momento pra outro imaginei você me matando. Não tive coragem de perguntar se algum dia isso já passou pela sua cabeça (até porque falávamos de trivialidades do cotidiano).
Pensei em ligar isso com o sonho que tive, pode ser até fixação minha como tantas outras vezes, mas quero acreditar que isso seja algo mais.
Nada sai de sua cabeça se não houver motivos para o despertar.
Dependendo do dia e da hora em que lê isso, talvez não faça idéia sobre o que estou falando, nem eu mesma sei, mas isso irá se esclarecer em breve, apenas espero que não tenha um desfecho trágico e sem graça.

Está ventando hoje também.

O vento espalha as sementes e concentra as dimensões. As dimensões paralelas entre sonhos, vidas passadas e o que chamamos de real.
Eu ainda vou encontrá-lo, mesmo que seja dentro dos meus sonhos.
Não pode acabar sem ter ao menos começado, vou buscá-lo com minhas forças dentro de mim aonde quer que ele esteja.


...eu vou te contar o que há aqui...mas me faltam palavras...


Esses tempos reparei que fugindo de todos os padrões que estabeleci eu uso o blog como um diário de viagem.

Até onde eu irei?
Até onde você irá comigo? .

[dessa vez as pequenas frases que acompanham o início e o fim dos textos viraram o próprio.]

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Quem irá me ajudar...quem irá...Irá...belo nome.

Um caminho sem volta... Só me resta esperar ou inventar meu próprio final.

Naquela hora meu coração palpitava e me fazia sentir um frio que rodava por todo o meu estômago.

Aquelas palavras caíram como uma pedra na minha cabeça.

‘É o seu livro, você precisa ler da próxima vez que sonhar com isso, é o livro que você deve escrever. Aquele que você espera pra escrever. ’

As idéias se turvaram na minha mente, seria possível a história que eu tanto espero sair dos sonhos? Talvez eu deva ter mais cuidado com o que penso, de uns tempos pra cá coisas que mentalizo se tornam realidade com maior freqüência, e eu com essas manias de pensar em desastres posso acabar atraindo péssimas situações.

Triste pensar que vou depender de um sonho pra continuar aquilo que em minha mente borbulha. Saber que o que sonhei foi uma fumaça daquilo que se projeta em algum lugar escuro e sombrio no labirinto da minha mente, formado sem eu mesma saber.

Pode ter sido apenas um despertar, um sussurro, uma piada de mau gosto, mas agora não há mais volta, pois o sonho está começando a se materializar, se é que letras materializam coisa alguma.

Está ventando lá fora. Na hora em que sonhei também ventava.


Engraçado que quando acordei pensei na possibilidade dele ser meu filho...

Loucura Contagiosa apresenta :
Especial de Natal


São três da manhã e pelo visto devo acabar as mudanças em instantes *gritinhos de alegria*, olhando agora até que não fiz muita coisa, mas não se engane, isso deu muito trabalho pra mudar.

"As pequenas mudanças são feitas ao decorrer da vida..' *Momento Sabedoria*


Não estou pronta pra falar algo mais; não sei porque, só que tenho a sensação de que ainda falta algo.

"Você pode ter revelações em seus sonhos..' *Momento Sabedoria [2]*

Talvez eu ainda esteja em fase de transição.


Até breve.


sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ipi ipi

.Em obras.
-Fechado pra balanço-


Queria escrever sobre as coisas que aprendi, mas parece que por enquanto vou ter que esperar, talvez ainda não seja a hora.


.Quando não houver mais nada para inventar devemos destruir o mundo.

domingo, 16 de novembro de 2008

Cabeças vão rolar...

Matéria que não foi ao ar.

16 de novembro de 2008.
Um aglomerado de estudantes em toda Salvador foi encontrado disperso pela cidade a pé, no ônibus ou, na maioria das vezes, de carro em direção as inúmeras escolas públicas do município. O motivo dessa grande movimentação em pleno domingo de sol, calor e praia foi o famigerado vestibular da UFBA.
Remelentos, doentes, melequentos, pobres famintos e miseráveis (talvez não tão miseráveis, contudo, pobres e famintos já que provavelmente pagaram pela inscrição), nervosos, estressados e apeladores da misericórdia divina foram em busca de um bom resultado nessa manhã engarrafada e caótica, aproveitando para no caminho jogar pedra nos concorrentes ou até mesmo depois de se encontrarem nos seus devidos locais de prova esperando a confirmação de que os pais bateram seus carros atrapalhando a movimentação dos possíveis concorrentes.
É tempo de guerra declarada.
Nesses momentos não importa se o seu vizinho vai fazer a prova na mesma escola que você, é mais fácil um camelo passar por um buraco de agulha do que fornecer uma carona nessas horas.
Um litro de água não seria o suficiente se tratando de cinco horas de prova, portanto, não era difícil encontrar as pessoas com uma sacola com três a quatro garrafas de 500 ml, biscoito, pão, chocolate, pijama, miojo, passaporte, toalha, sabonete e em casos mais raros um pinico compacto para não ser necessário sair da sala enquanto estivesse resolvendo a prova, já que tanta água bebida deveria sair em algum momento por algum lugar.
No fim, as caras de sono, desespero e overdose, por terem comido tanto chocolate, iam se dissipando com um sopro de ar a cada passo a espera do novo dia e da próxima prova.

Não desejarei sorte, companheiros e concorrentes, afinal de contas também faço parte desse bolo.
Para os que ficam, Hasta La Vista Babe! .


Porque os jovens não passam de uma sinfonia de tosses e espirros alternados.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

..Bolero...




‘Loucura passa como gripe.
Você só precisa espirrar e dali a uns dias você verá que alguém foi contagiado. ’

terça-feira, 28 de outubro de 2008

porque me sinto só nesse vazio...



...mesmo estando sol lá fora..

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

"Tarefa de casa: cópia da página 231"

...É com grande pesar que descubro os detalhes da vida...

Faz tempo que venho tentando pensar em algo novo, mas quando não se trata de uma repetição de mim mesma me vejo a repetir os outros. É árdua a idéia de não ser, afinal de contas, somos apenas a compilação de tantas outras coisas, pessoas, livros, músicas, filmes, gestos, jeitos e formas que um dia entre um piscar ou dois de olhos e um ‘abrir e fechar de ouvidos’ – como outrora alguém ouviu e por ele ouvi dizer – guardamos e reproduzimos em nossas vidas.
Quem me dera ser aquele primata, tão bruto e abissal, mas que ao menos poderia dizer que conseguiu ser único. Copiando a natureza.

[Há a grande necessidade de que o vácuo saia da minha mente.]

[Já não existem mais palavras.]

Talvez tudo isso, toda a vida, seja apenas um grande abrir e fechar de aspas.
[...]
E será com grande pesar que sentirei a vida passar, como um facho de luz cadente, sem ter aberto entre esse grande espaço um lugar para mim. Um intervalo próprio, onde esteja gravado algo ainda inigualável ou apenas um detalhe inimaginável, escrito do meu punho, para que eu tenha a eterna certeza de que quem fechou as aspas fui eu ,


Por fim, uma vírgula, para não esquecer de que ainda não acabou ...


Metas a serem cumpridas:

1. Construir modelo viável de fonte
2. Costurar uma bolsa estilo Tales of the Abiss
3. Juntar dinheiro
4. Estudar
5. Ler mais
6. Criar algo único
7. ,

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Salvador (?)



ou talvez SP..
...porque as coisas ruins são mais fáceis de copiar.

domingo, 14 de setembro de 2008

...E fez-se o desejo (?)... [atividade de port.]


O desejo foi e sempre será ‘o fruto proibido’, aquilo que nem sempre está ao alcance, mas que desperta em todo e qualquer ser humano as mais diversas sensações, que freqüentemente estão entre os sete pecados capitais, provocando o medo e conseqüentemente aumentando a vontade.
Surgindo do não tão profundo abismo do ser humano, o desejo, advindo da insaciável busca interior por algo, causa guerras, miséria, consumismo ou conhecimento.
Atualmente o desejo é criado a partir da programação que a televisão transmite antes e após o horário político.
Comprar batom, computador ou celular, entre tantos outros produtos, vem se tornado cada vez mais o desejo ardente e pulsante nas pessoas, se anteriormente o homem queria apenas voar, hoje ele não se limita em ir à lua, é necessário um novo celular que funcione além da Terra para falar com a família quando chegar lá.
“Uma mentira contada mil vezes se torna uma verdade”. Não há necessidade, existe apenas o produto tornando-se necessário mesmo sem utilidade, lançado na maioria das vezes pela mídia.
O desejo que produz tantos outros míseros desejos é explicado pelo grande capital, que cria e anuncia tudo aquilo que se torna imprescindível.
O fruto proibido não produz mais conhecimento, e sim retardamento de possíveis grandes mentes.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Desabafo do autor...

Quanto mais a pessoa reclama mais a mente trabalha, pelo menos para criar mais reclamações.


Uma praia. Poderia ser em uma praia ou em qualquer outro lugar.

Quem sabe no deserto com suas grandes dunas ou na praça com seus bancos e pombos.

Mas acabou acontecendo no tal quarto com grande janela.

A qualquer hora coisas acontecem, mas sempre que é noite causa mais temor, mais tristeza e mais saudade da luz do sol que mesmo sem querer sempre afasta a maioria dos medos.

A lua já estava alta no céu acompanhada da escuridão.

Embaixo dos lençóis uma criatura humana escondia seu corpo e mente das suas próprias invenções.

Coisas impossíveis serão realmente improváveis de acontecer?

Enquanto não olhava para a janela sabia perfeitamente que havia ali algo a lhe observar. Algo que balançava as cortinas junto com o vento e repuxava seu pescoço.

Além do limite em que os tais olhos deveriam estar passou um avião com um quase extinto facho de luz a sua frente. Olhos fixos à janela.

Nas noites mais escuras até as coisas simples viram filme de terror.

Quando o medo é grande o estômago vira, a cabeça pesa, um frio corre pelo corpo como se um grande cubo de gelo estivesse sendo formado em torno e não importa o que faça se não tiver que proteger alguém o medo consumirá por completo.

Do lado de fora próximo ao vidro um pequeno buraco se formava no ar.

A janela havia emperrado e da pista um homem alto e coberto por um grande pano vermelho brilhante vinha na direção. Não fechava. Os olhos pareciam agora mais nítidos e brilhantes mesmo não sabendo onde estavam, até porque pareciam ser invisíveis.

Encostou-se ao lado da janela. O medo estava se apossando. E o espaço da fissura no ar para o vidro se tornara ínfimo. Restava agora tomar cuidado, debruçar significaria cair. Cair?


Não sabia como via tudo isso se estava embaixo das cobertas.

Talvez sejam seus próprios olhos, os olhos da alma ou do mundo dos sonhos.


...escrever seria o pior vício se não fosse tão louvável...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

ainda faltam estrelas no céu...

...Sei que vou sentir falta disso tudo, mas não agora. Não agora...



Debruçada na escuridão da noite observava o telhado da casa à frente, melhor dizendo, a laje da casa à frente. Até que uma sombra entre tantas sombras me fez ter um sobressalto, havia um grande ladrão abaixado na pilastra lateral ao telhado ou ao menos foi o primeiro pensamento que me ocorreu.
Apaguei a luz.
Como se isso fosse adiantar de alguma coisa já que ele deveria estar ali há um tempo e não surgido em um passe de teletransporte.
Continuei parada e com a luz apagada.
Observava o menor movimento daquele ser. Minha mente formulou trocentas e uma formas de me livrar da situação, mas as pernas não saiam nem do lugar, nenhum dos planos funcionariam assim, apelei para o plano B e segui fielmente, afinal o plano B se resumia a ficar na situação atual.
Pulou entre as pilastras da laje.
“Ah, meu deus (nessas horas é imprescindível chamá-lo) não deixa esse sem vergonha parar aqui!” – se sacudiu e derrubou uma telha que se espatifou com um estrondo.
Assustou-se.
Eu já listava, porém, todos os móveis de valor que poderiam ser levados, mas para minha surpresa o meu suposto ladrão após a queda da telha abriu enormes asas que reluziram com a lua e voou.
Era apenas um dragão, e eu cá com minhas idéias absurdas.
“A que ponto chegamos, meu deus.”


10º Mandamento: Não temei aos seus semelhantes.
...Isso deveria estar no livro mais vendido do mundo ...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

sábado, 9 de agosto de 2008

...seria o fim ou só mais um início...



...A vida termina com direito a um último suspiro...


Em um dia de chuva forte saiu de casa para esquecer o que habitava em sua mente.
Caminhou por um viaduto, sentou em sua extremidade e forçou a memória. Era impossível, mas havia algo que ele lembrava e esquecia, mas tão rápido como um clarão.

Caiu, desequilibrou ou se jogou.

Abriu os braços, sentiu o vento passando pelos seus cabelos e rasgando a sua pele. Lembrou de seus livros, das pessoas. As gotas da chuva pareciam tiros de tão fortes, algo estava errado, não era isso a ser feito, mas não havia como para-lo, já estava no ar e milagres não acontecem todos os dias.

E os planos escorreram com a água da chuva. Um nó na garganta fez Maicou de Jesus ter um lapso de memória, ele deveria ter levado a paz e a harmonia para as pessoas pobres e necessitadas, mas ele se esqueceu disso. Os problemas atmosféricos eram tão grandes que afetaram sua saúde, o Mal de Alzheimer já consumia seu cérebro, e a LER não diminuía por nada no mundo - nem mesmo com os remédios homeopáticos que insistia em usar - mas o gosto por livros ainda era grande e ele devia deixar pelo menos um registro como herói para a humanidade, escreveu com seu sangue em um papel velho de propaganda uma história que fazia seus olhos se encharcarem, não houve mais força, sua mão cessou.

Uma pena quem sabe o Super-Homem, que estava fazendo um bico de gari, ter visto o papel antes das tantas Igrejas do Universo, revistas e jornais e jogado no lixo achando que era mais um absorvente sujo que entupiria o bueiro das ruas novamente.


...e a luz se fez. Ao menos a lâmpada acendeu.


E ele nasceu.
Filho da roça cresceu plantando batata e indo a Igreja do Universo para ganhar as cascas da batata que plantou, por vezes reconhecia o que era lido, mas a fome era grande demais pra ele reparar nisso.
Durante uma campanha política ganhou uma bolsa miséria e foi estudar na cidade.

Algo fora dos planos estava prestes a acontecer.

O conhecimento tirou Maicou Weslei de Jesus do caminho religioso, depois de descobrir o absurdo das igrejas virou ateu.
PhD reconhecido mundialmente Maicou de Jesus tinha a fama e influência que todos queriam para si. Milagres acontecem, ironizava o ateu quando contava a sua trajetória de criança da roça.
Escrevia por hobi, mas de hobi virou profissão. Suas histórias percorriam o mundo e várias pessoas deixaram de ler o antigo livro mais vendido para serem adeptas de seu conhecimento e com isso guiadas pelo caminho da razão.
Uma nova seita se formava, A Seita da Luz. Parecia sina as pessoas se destinarem a seguir alguma coisa.
Mas alguma coisa faltava na vida de Maicou de Jesus, a contradição do seu viver de extravagância e seu nome era tremenda e por diversas vezes uma voz surgia na sua cabeça.

Estava louco, era o que pensava.


...a vida é feita de vitórias, mas sem os problemas as vitórias não chegarão...


O caos havia si formado na Terra e em vez de seguidores prontos a aclamar e obedecer, Jesus viu a luta armada em prol do seu nome.
A sua melhor idéia tinha falhado.
Fanáticos alucinados e preocupados em levar aos outros a ‘paz e harmonia’ esqueciam de pegar um pouco disso pra si e eram esculachados nas portas da vizinhança. Nações se acabavam e no meio daquela cena de miséria e pobreza algo bateu no rosto de Jesus.

Era uma última carta feita de material estranho, um papel meio que molhado de chuva ou de lágrimas e riscado a caneta vermelha ou a sangue, vinha queimado e amassado com uma caligrafia mal feita e erros ortográficos descomunais. Jesus sentiu saudade da época em que assinava a confirmação de pedidos e jogava-os pela janela, ao sabor do vento.
Leu a carta. Talvez a mistura do que estava escrito e a cena que acabara de assistir tenham se misturado em seu ser e um nó na garganta acompanhado de olhos que refletiam a dor da alma o fizeram fechar a janela. Era necessário trabalhar, não queria destruir aquele mundo, ele acreditava que de alguma forma tudo se tornaria melhor.

Com mais algumas folhas escreveu uma nova história, uma história que superaria todas as outras porquê essa aconteceria de verdade. Ele iria voltar e seria o herói que a humanidade precisava. O deus vivo, mesmo que morto, que as pessoas nutriam para sobreviver no mundo que ele ajudou a complicar e destruir.
Dessa vez não havia erro, ele seria a salvação mesmo que para isso fosse preciso nascer de novo.


...O teu futuro é duvidoso...”

Talvez ele esteja morto ou tenha passado o seu trono para mim. Por um breve instante enquanto lia a carta esse pensamento sobrevoou a mente de Jesus, assinou o pedido remendado e ortograficamente mal feito, de doação do vale gás e bolsa miséria para pobres que era a última recomendação na oração que alguém em algum lugar do mundo fez. Parou para pensar mais sobre o seu futuro.
O Todo Poderoso não voltaria mais, isso era quase certo - talvez pela sua ausência, a falta de algo que fizesse as pessoas se submeterem e limitarem suas ações tomando um rumo de “paz e harmonia” mantendo a rotina e deixando de observar como as coisas caem ou os pássaros voam, tivesse feito o mundo ser o que estava sendo.
Depois de muitos anos no oficio, por não haver o Chefe, Jesus se auto-promoveu e agora se titulara O Todo Poderoso, O Retorno do que não foi.

...Adoro um amor inventado...”

Destruir todo o planeta e reconstruir novamente não seria uma boa idéia, mesmo se baseando nos dados coletados de países que fizeram isso e de alguma forma deu certo, ele receou desequilibrar o planeta ao extremo.
Animais novos que levassem a “paz e harmonia” seria a maravilha dos deuses, mas as guerras aconteceriam para a posse dos tais.
Ah, como Jesus pensou naquele dia. Não reparava até mesmo nas caixas de papel que chegavam por todos os lados sem deixar espaço, que já não tinha, para andar.
O seu livro de quando era vivo foi sua salvação. Riu - afinal ele havia sido sua própria salvação.
Pulou as montanhas de caixas e foi reproduzir em várias quantidades o livro de histórias de sua autoria, sabia que algum momento seria reconhecido e aquilo lhe deixava radiante.
Voltou para assinar alguns papéis e jogar junto o livro que seria o mais vendido de todos os tempos.
Não leu o que assinou.
Pedidos para abertura de um negócio que desse dinheiro e fosse simples e confortável foram assinados e arremessados pela janela com um livrinho grampeado.
Lutas foram iniciadas com a ajuda do mais vendido nas bancas.
Jesus não tinha noção das proporções que aquilo havia tomado.
Quando finalmente assinou a última carta recebida no dia, ligou o expirador’ de flocos brancos e foi avaliar o seu trabalho.